{"id":3521,"date":"2016-03-09T10:51:28","date_gmt":"2016-03-09T10:51:28","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2016\/03\/09\/s-ruas-contra-o-golpe-lder-sem-terra-reitera-necessidade-de-reforma-poltica\/"},"modified":"2017-10-03T12:57:46","modified_gmt":"2017-10-03T12:57:46","slug":"s-ruas-contra-o-golpe-lder-sem-terra-reitera-necessidade-de-reforma-poltica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2016\/03\/09\/s-ruas-contra-o-golpe-lder-sem-terra-reitera-necessidade-de-reforma-poltica\/","title":{"rendered":"As ruas contra o golpe: l\u00edder Sem Terra reitera necessidade de reforma pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"<p>Diante do recente epis&oacute;dio envolvendo a condu&ccedil;&atilde;o coercitiva do  ex-presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva para depor na Pol&iacute;cia Federal,  movimentos sociais e sindicais manifestam rep&uacute;dio e devem sair &agrave;s ruas  &quot;contra o golpe&rdquo;, e em favor dos direitos trabalhistas. Alguns grupos  avaliam que o Brasil atravessa um per&iacute;odo hist&oacute;rico de grave crise e que  &eacute; preciso uma profunda reforma pol&iacute;tica nos pa&iacute;s.<\/p>\n<p>Em entrevista &agrave; Adital, Jo&atilde;o Pedro St&eacute;dile, membro da Coordena&ccedil;&atilde;o  Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), explica  que a sociedade brasileira vive uma grave crise econ&ocirc;mica, social,  pol&iacute;tica e ambiental. O dirigente defende que &eacute; preciso criar sa&iacute;das,  que somente ser&atilde;o poss&iacute;veis quando as classes sociais se aglutinarem,  constru&iacute;rem uma unidade em torno de uma proposta, apresentando um  projeto para ser apoiado pela maioria da sociedade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table border=\"0\" width=\"470\" height=\"239\" style=\"border-collapse: collapse\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.adital.com.br\/arquivos2\/legenda-1_stedile_reproducao.jpg\" alt=\"reproducao\" title=\"reproducao\" width=\"466\" height=\"233\" align=\"middle\" \/> \t\t\t\t\t<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Para Jo&atilde;o Pedro St&eacute;dile, membro da Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional do MST, a  sociedade brasileira vive uma grave crise e &eacute; preciso construir uma  unidade em torno de uma proposta apoiada pela maioria da sociedade.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p> \t <\/p>\n<p>&quot;A democracia representativa foi sequestrada pelas empresas, e o povo  n&atilde;o reconhece sua vontade pol&iacute;tica nos eleitos, pois eles s&atilde;o apenas  representantes das empresas. Assim, temos, agora, n&atilde;o mais bancadas de  programas partid&aacute;rios, mas temos a bancada ruralista, da bala, dos  bancos, das empreiteiras, dos transg&ecirc;nicos&rdquo;, reflete St&eacute;dile.<\/p>\n<p>Analisando o governo da presidenta Dilma Rousseff [Partido dos  Trabalhadores &ndash; PT], o dirigente do MST explica que este precisa &quot;criar  vergonha e ju&iacute;zo&rdquo;, pois ser&aacute; condenado ao ostracismo, se insistir em  manter a agenda neoliberal, a reforma da Previd&ecirc;ncia, os cortes de  gastos sociais, a paralisia dos programas de moradia popular, da  educa&ccedil;&atilde;o e da reforma agr&aacute;ria. &quot;Continuar&aacute; at&eacute; 2018, mas de forma  med&iacute;ocre, sem apoio da maioria da sociedade, e, sobretudo, da base  social que o elegeu&rdquo;. St&eacute;dile prev&ecirc; que o ex-presidente Lula e o PT  tender&atilde;o a se distanciar do atual governo, como uma necessidade para n&atilde;o  avalizarem seus equ&iacute;vocos, e se apresentarem com autonomia para as  pr&oacute;ximas elei&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>No tocante a cen&aacute;rios futuros, St&eacute;dile enfatiza que a classe  trabalhadora precisa colocar energia para construir unidade entre todos  os setores, debater e propor um projeto alternativo de pa&iacute;s, que  encaminhe as mudan&ccedil;as estruturais necess&aacute;rias. O que, segundo ele, ser&aacute;  vi&aacute;vel somente com a retomada da luta de massas, para que a classe  trabalhadora como um todo participe desse esfor&ccedil;o. Processo este que  ainda ser&aacute; demorado.<\/p>\n<p>Sobre a coer&ccedil;&atilde;o a Lula para depor na Pol&iacute;cia Federal, no &uacute;ltimo dia  05 de mar&ccedil;o, o dirigente entende como um abuso judicial e policial, com o  juiz federal Sergio Moro extrapolando completamente suas fun&ccedil;&otilde;es,  incorrendo em erros judiciais, segundo os juristas, e atuando claramente  apenas contra o PT e a esquerda. &quot;Se ele tivesse um pouco mais de  honestidade pol&iacute;tica, colocaria o processo na dire&ccedil;&atilde;o de uma reforma  pol&iacute;tica, para mudar as regras do jogo&rdquo;.<\/p>\n<p>Referindo-se aos recursos das empreiteiras recebidos pelos partidos, o  l&iacute;der do MST destaca que, em termos de volume, o Partido Progressista  (PP), dos deputados Jair Bolsonaro e Paulo Maluf, foi o que mais recebeu  recursos, mais de R$ 200 milh&otilde;esE lembra que o PSDB (Partido da Social  Democracia Brasileira) recebeu R$ 98 milh&otilde;es, enquanto o PT obteve R$ 77  milh&otilde;es para campanhas eleitorais. &quot;E, pior, deste montante ainda teve  que repartir e repassar R$ 33 milh&otilde;es para o PMDB [Partido do Movimento  Democr&aacute;tico Brasileiro], que, sendo o partido mais corporativo e  negociante deste pa&iacute;s, est&aacute; passando ileso nas a&ccedil;&otilde;es do sr. Moro. Outros  personagens arrolados na [Opera&ccedil;&atilde;o] Lava Jato, que tamb&eacute;m se  beneficiaram, como candidato [&agrave; Presid&ecirc;ncia derrotado] A&eacute;cio [Neves,  senador pelo PSDB], ou as contribui&ccedil;&otilde;es que as mesmas empreiteiras fazem  para o Instituto Fernando Henrique, n&atilde;o s&atilde;o investigados e muito menos  publicizadas no Jornal Nacional [da TV Globo]&rdquo;, questiona.<\/p>\n<p>Para St&eacute;dile, o juiz S&eacute;rgio Moro fez uma alian&ccedil;a com a Rede Globo de  Televis&atilde;o, com o claro intuito de criminalizar apenas os dirigentes de  algumas empresas e do PT. &quot;Na verdade, a a&ccedil;&atilde;o do Moro-MPF [Minist&eacute;rio  P&uacute;blico Federal]-PF [Pol&iacute;cia Federal]-Globo (que foi a &uacute;nica a saber, no  dia anterior da opera&ccedil;&atilde;o [que deteve Lula] e, por isso, fez um Jornal  Nacional de meia hora sobre o tema, para preparar a opini&atilde;o p&uacute;blica e,  depois, seus jornalistas publicaram a noticia da opera&ccedil;&atilde;o &agrave;s 2h da  manh&atilde;) foi uma tentativa de desmoralizar a figura publica do Lula,  afetar seu prest&iacute;gio nas massas e com isso evitar sua candidatura, em  2018&rdquo;.<\/p>\n<p>St&eacute;dile revela que, para legitimar um projeto neoliberal, precisam  destruir a possibilidade da volta de Lula, e assim deixar as massas  confusas e sem alternativas. &quot;N&oacute;s j&aacute; temos umas 10 candidaturas da  direita postas na rua, nenhuma com viabilidade eleitoral&rdquo;.  \t<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table border=\"0\" width=\"164\" height=\"197\" style=\"border-collapse: collapse\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>&nbsp;<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>&nbsp;<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><span style=\"font-weight: bold\">Mobiliza&ccedil;&atilde;o da esquerda<\/span> <\/p>\n<p>Na vis&atilde;o do dirigente do MST, os &uacute;ltimos epis&oacute;dios ajudaram a dar  mais unidade &agrave;s mobiliza&ccedil;&otilde;es. &quot;A a&ccedil;&atilde;o da turma Moro-PF-MPF-Globo foi t&atilde;o  grave que provocou uma contradi&ccedil;&atilde;o, e motivou a milit&acirc;ncia petista e de  esquerda a sair &agrave;s ruas, se rearticularem e lutarem&rdquo;. <\/p>\n<p>Na agenda dos movimentos, foi prevista uma mobiliza&ccedil;&atilde;o para este 08  de mar&ccedil;o, Dia Internacional da Mulher, intitulada &quot;Mulheres com Lula&rdquo;.  No pr&oacute;ximo dia 18 de mar&ccedil;o, haver&aacute; atos em todas as capitais, e no dia  31 cerca de 100 mil trabalhadores e trabalhadoras devem sair &agrave;s ruas de  Bras&iacute;lia.<\/p>\n<p>Os eixos das manifesta&ccedil;&otilde;es mesclam os temas da conjuntura pol&iacute;tica,  como: &quot;contra o golpe&rdquo;, &quot;fora Cunha&rdquo; [em refer&ecirc;ncia ao deputado federal e  presidente da C&acirc;mara, Eduardo Cunha &ndash; PMDB &ndash; Rio de Janeiro] e pela  reforma pol&iacute;tica. Sobre os direitos da classe trabalhadora, os  movimentos se posicionam contra a reforma da Previd&ecirc;ncia, n&atilde;o ao ajuste  fiscal, n&atilde;o aos cortes nos investimentos sociais.<\/p>\n<p>St&eacute;dile n&atilde;o acredita em um risco de confronto violento nas  mobiliza&ccedil;&otilde;es e diz que a direita far&aacute; sua mobiliza&ccedil;&atilde;o no domingo, 13 de  mar&ccedil;o, centrada em S&atilde;o Paulo e Rio de Janeiro. &quot;Onde temos uma pequena  burguesia reacion&aacute;ria, que n&atilde;o aceita conviver com os pobres e  constru&iacute;res uma sociedade com menos desigualdade social. Ela quer  continuar na formula colonial: Casagrande X Senzala&rdquo;. <\/p>\n<p> <\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold\">#LulaValeALuta<\/span><\/p>\n<p>Em <a href=\"http:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/nota-da-cut-em-defesa-de-lula-da-democracia-e-contra-o-golpe-16ba\/\">nota<\/a>,  a Central &Uacute;nica dos Trabalhadores (CUT) repudia, com veem&ecirc;ncia, as  &uacute;ltimas a&ccedil;&otilde;es da Opera&ccedil;&atilde;o Lava Jato, na qual o ex-presidente Lula,  &quot;principal l&iacute;der popular da hist&oacute;ria do pa&iacute;s&rdquo;, foi constrangido a depor  coercitivamente pela PF. A entidade diz que o Brasil vive um momento  decisivo, em que a democracia est&aacute; em risco e os direitos fundamentais  est&atilde;o sendo violados.<\/p>\n<p>Veja abaixo o v&iacute;deo do presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, em  defesa de Lula. Para Freitas, o Brasil viveu um tempo de exclus&atilde;o e,  com a elei&ccedil;&atilde;o de Lula, em 2003, houve mudan&ccedil;as importantes. &quot;Veio o  respeito, inclus&atilde;o social, a gera&ccedil;&atilde;o de emprego e os trabalhadores sendo  protagonistas das suas vidas&rdquo;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diante do recente epis&oacute;dio envolvendo a condu&ccedil;&atilde;o coercitiva do ex-presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva para depor na Pol&iacute;cia Federal, movimentos sociais e sindicais manifestam rep&uacute;dio e devem sair &agrave;s ruas &quot;contra o golpe&rdquo;, e em favor dos direitos trabalhistas. 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