{"id":3514,"date":"2016-02-04T10:12:11","date_gmt":"2016-02-04T10:12:11","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2016\/02\/04\/mst-considera-que-2015-foi-ano-perdido-para-a-reforma-agrria\/"},"modified":"2017-10-03T12:58:17","modified_gmt":"2017-10-03T12:58:17","slug":"mst-considera-que-2015-foi-ano-perdido-para-a-reforma-agrria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2016\/02\/04\/mst-considera-que-2015-foi-ano-perdido-para-a-reforma-agrria\/","title":{"rendered":"MST considera que 2015 foi \u00abano perdido\u00bb para a reforma agr\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><em>Para dirigentes do movimento, ajuste fiscal prejudicou  atua&ccedil;&atilde;o do Incra e  aus&ecirc;ncia de iniciativa do governo se tornou  obst&aacute;culo para  desapropria&ccedil;&otilde;es.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><em>02\/01\/2016<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Lideran&ccedil;as do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem  Terra (MST) realizaram nesta ter&ccedil;a-feira (2) uma entrevista coletiva  para apresentar um balan&ccedil;o pol&iacute;tico do movimento do ano de 2015 e as  perspectivas para o cen&aacute;rio de 2016.<\/p>\n<p>Para o  movimento, um dos principais pontos de dificuldade no ano passado foi a  agenda de ajuste fiscal promovido pelo ent&atilde;o ministro da Fazenda Joaquim  Levy. O coordenador do MST Jo&atilde;o Paulo Rodrigues leu uma carta escrita  ap&oacute;s o encontro da Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional do movimento, que aconteceu na  cidade pernambucana de Caruaru e contou com a presen&ccedil;a de mais de 400  dirigentes.<\/p>\n<p>&ldquo;A presidenta Dilma Rousseff errou em  implementar um programa econ&ocirc;mico de medidas neoliberais&rdquo;, diz a carta.  Rodrigues tamb&eacute;m afirmou que em 2016, como resposta,  o movimento vai  intensificar as ocupa&ccedil;&otilde;es de propriedades improdutivas, &ldquo;como permite a  Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988&rdquo;.<\/p>\n<p>Jo&atilde;o Pedro Stedile considerou  que o ano de 2015 foi perdido para o movimento, e que o ajuste fiscal  promovido pelo governo federal atingiu em cheio o Instituto Nacional de  Coloniza&ccedil;&atilde;o e Reforma Agr&aacute;ria (Incra).<\/p>\n<p>&ldquo;Ela [Dilma]  prometeu, no final de 2014, dar prioridade ao assentamento das mais de  100 mil fam&iacute;lias acampadas. Aconteceu que o Incra n&atilde;o desapropriou  nenhuma &aacute;rea em 2015 . Al&eacute;m disso, as &aacute;reas desocupadas desde 2012 n&atilde;o  foram pagas pelo governo no ano passado, ent&atilde;o muitos decretos podem  caducar porque o fazendeiro foi &agrave; Justi&ccedil;a requerer a &aacute;rea de volta. Tem  recursos para a reforma agr&aacute;ria, o que n&atilde;o tem &eacute; coragem&rdquo;, criticou.<\/p>\n<p>&ldquo;I<strong>nteresse dos bancos&rdquo;<\/strong><\/p>\n<p>Desde  o final do ano passado, o novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, vem  reafirmando a necessidade de uma nova reforma da Previd&ecirc;ncia. A idade  m&iacute;nima pra aposentadoria &eacute; um dos principais pontos.<\/p>\n<p>Stedile  diz que o MST n&atilde;o vai aceitar altera&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; idade m&iacute;nima pra a  aposentadoria dos trabalhadores e das trabalhadoras do campo e aponta  que a verdadeira motiva&ccedil;&atilde;o para as altera&ccedil;&otilde;es na seguridade social vem  dos bancos privados.<\/p>\n<p>&ldquo;Com qual autoridade o [Luis  Carlos] Trabuco, presidente do Bradesco, vem dizer que &eacute;  &lsquo;imprescind&iacute;vel&rsquo; uma reforma da Previd&ecirc;ncia? A crise brasileira tem a  ver com produ&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o com Previd&ecirc;ncia p&uacute;blica. O que o capital  financeiro quer &eacute; privatizar a Previd&ecirc;ncia&rdquo;, criticou.<\/p>\n<p><strong>Frente Brasil Popular<\/strong><\/p>\n<p>Nos  &uacute;ltimos dias, o ex-presidente Lula se viu envolvido em diversas  den&uacute;ncias e foi convocado para depor, como investigado, na Justi&ccedil;a de  S&atilde;o Paulo.<\/p>\n<p>O principal argumento do Minist&eacute;rio  P&uacute;blico paulista &eacute; que a Odebrecht pagou reformas em um apartamento no  Guaruj&aacute;, litoral do estado, e em um s&iacute;tio em Atibaia, interior de S&atilde;o  Paulo, que, supostamente, pertencem ao ex-presidente.<\/p>\n<p>Stedile  ressaltou que Lula &eacute; o maior l&iacute;der popular brasileiro e que ele vem  passando por um linchamento midi&aacute;tico. &ldquo;O motivo disso n&atilde;o &eacute; prender o  Lula, mas desmoraliz&aacute;-lo e impedir a sua candidatura &agrave; presid&ecirc;ncia em  2018&rdquo;, apontou.<\/p>\n<p>Ele anunciou tamb&eacute;m que a Frente  Brasil Popular est&aacute; organizando um protesto em 17 de fevereiro, no dia  do pronunciamento de Lula no F&oacute;rum Criminal da Barra Funda, regi&atilde;o oeste  de S&atilde;o Paulo, como forma de solidariedade ao ex-presidente. Stedile  tamb&eacute;m declarou que um grande ato unificado contra o impeachment da  presidenta Dilma Rousseff acontecer&aacute; no m&ecirc;s de mar&ccedil;o em diversas cidades  do Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para dirigentes do movimento, ajuste fiscal prejudicou atua&ccedil;&atilde;o do Incra e aus&ecirc;ncia de iniciativa do governo se tornou obst&aacute;culo para desapropria&ccedil;&otilde;es. 02\/01\/2016 Lideran&ccedil;as do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizaram nesta ter&ccedil;a-feira (2) uma entrevista coletiva para apresentar um balan&ccedil;o pol&iacute;tico do movimento do ano de 2015 e as perspectivas para o cen&aacute;rio [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":18,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[6],"class_list":["post-3514","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-publicaciones","tag-articulos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3514","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/users\/18"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3514"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3514\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4834,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3514\/revisions\/4834"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3514"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3514"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3514"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}