{"id":3447,"date":"2013-01-28T15:22:34","date_gmt":"2013-01-28T15:22:34","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2013\/01\/28\/questo-de-honra-cambahyba-virar-assentamento-dizia-liderana-do-mst-assassinada\/"},"modified":"2017-10-03T13:10:55","modified_gmt":"2017-10-03T13:10:55","slug":"questo-de-honra-cambahyba-virar-assentamento-dizia-liderana-do-mst-assassinada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2013\/01\/28\/questo-de-honra-cambahyba-virar-assentamento-dizia-liderana-do-mst-assassinada\/","title":{"rendered":"\u201c\u00c9 quest\u00e3o de honra Cambahyba virar assentamento\u201d, dizia lideran\u00e7a do MST assassinada"},"content":{"rendered":"<p><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_PunctuationKerning\/>   <w_ValidateAgainstSchemas\/>   <w_SaveIfXMLInvalid>false<\/w_SaveIfXMLInvalid>   <w_IgnoreMixedContent>false<\/w_IgnoreMixedContent>   <w_AlwaysShowPlaceholderText>false<\/w_AlwaysShowPlaceholderText>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>    <w_DontGrowAutofit\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">O trabalhador rural assentado C&iacute;cero Guedes n&atilde;o conseguia conter as l&aacute;grimas quando recordava da m&iacute;stica que homenageou militantes incinerados nos fornos da Usina Cambahyba pela ditadura civil-militar brasileira nos anos 1970 e 1980. Era angustiante para ele imaginar que naquele lugar pelo menos dez militantes torturados e mortos no DOI e na Casa da Morte haviam sido incinerados por lutarem por justi&ccedil;a social. D&eacute;cadas depois, no mesmo lugar, a lideran&ccedil;a do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), C&iacute;cero Guedes, tomba pelo sonho de ampliar a reforma agr&aacute;ria no pa&iacute;s.<\/span><\/p>\n<p><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_PunctuationKerning\/>   <w_ValidateAgainstSchemas\/>   <w_SaveIfXMLInvalid>false<\/w_SaveIfXMLInvalid>   <w_IgnoreMixedContent>false<\/w_IgnoreMixedContent>   <w_AlwaysShowPlaceholderText>false<\/w_AlwaysShowPlaceholderText>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>    <w_DontGrowAutofit\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">&ldquo;A m&iacute;stica foi muito forte, ningu&eacute;m merece ser queimado. Muita gente faz atrocidade neste mundo e n&atilde;o &eacute; queimado. &Eacute; quest&atilde;o de honra para o movimento esse latif&uacute;ndio virar assentamento. A gente se emociona porque somos seres humanos e sabemos e sentimos na pele o companheiro que luta por justi&ccedil;a social&rdquo;, disse C&iacute;cero, sobre o ato promovido em agosto pelo MST e pela Articula&ccedil;&atilde;o Estadual Mem&oacute;ria, Verdade e Justi&ccedil;a na usina.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma; color: black\">Coordenador do acampamento Luiz Maranh&atilde;o, localizado no parque industrial da Usina Cambahyba, Campos dos Goytacazes-RJ, C&iacute;cero Guedes dos Santos, de 54 anos, foi assassinado com mais de dez tiros na cabe&ccedil;a por pistoleiros na madrugada desta sexta-feira (25), em Campos dos Goytacazes. Ele participou de uma reuni&atilde;o na noite anterior no acampamento e foi baleado em uma emboscada quando retornava de bicicleta para sua casa no assentamento Zumbi dos Palmares. C&iacute;cero fazia parte da Dire&ccedil;&atilde;o Estadual do MST no Rio de Janeiro.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma; color: black\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma; color: black\">O vel&oacute;rio vai acontecer neste domingo 27\/01, na capela do cemit&eacute;rio Campo da Paz em Campos dos Goytacazes a partir das 9h e o enterro ocorrer&aacute; &agrave;s 13h. Antes do enterro o MST far&aacute; um ato pol&iacute;tico de den&uacute;ncia da viol&ecirc;ncia do latif&uacute;ndio na regi&atilde;o. J&aacute; confirmaram presen&ccedil;a o presidente do Instituto Nacional de Coloniza&ccedil;&atilde;o e Reforma Agr&aacute;ria (Incra), Carlos Guedes, o senador Lindbergh Farias (PT), os deputados estaduais Robson Leite (PT) e Marcelo Freixo (Psol), o delegado do Minist&eacute;rio do Desenvolvimento Agr&aacute;rio (MDA), Jos&eacute; Ot&aacute;vio, o superintendente do Incra, Gustavo Noronha e diversas entidades de direitos humanos.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">&ldquo;Pedimos e reivindicamos que investiguem e punam os respons&aacute;veis, que garantam a seguran&ccedil;a para os familiares de C&iacute;cero que moram na regi&atilde;o, al&eacute;m da imediata desapropria&ccedil;&atilde;o da Cambahyba. Este &eacute; mais um crime do latif&uacute;ndio de Campos dos Goytacazes, que envolve diretamente as quest&otilde;es da Cambahyba&rdquo;, declarou Marina dos Santos, da coordena&ccedil;&atilde;o estadual do MST. &ldquo;A gente est&aacute; considerando um crime semelhante ao que aconteceu com Sebasti&atilde;o Lan que foi assassinado pelo latif&uacute;ndio em Campos Novos em Cabo Frio da d&eacute;cada de 1980. Ele era presidente do sindicato dos trabalhadores rurais. Da mesma forma que C&iacute;cero, Sebasti&atilde;o era refer&ecirc;ncia para o movimento e fazia o trabalho de organiza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores&rdquo;, acrescentou Marina. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">A Pol&iacute;cia Civil emitiu um comunicado afirmando que est&aacute; empenhada na investiga&ccedil;&atilde;o da morte da lideran&ccedil;a. O &oacute;rg&atilde;o tamb&eacute;m informou que medidas cautelares est&atilde;o sendo adotadas para esclarecer a autoria e a motiva&ccedil;&atilde;o do crime. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><strong><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">&ldquo;Desafio &eacute; pra ser cumprido&rdquo;<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">C&iacute;cero acompanhava todas as &aacute;reas que estavam na luta pela terra na regi&atilde;o de Campos. Ele atuava nos diversos assentamentos e era respons&aacute;vel pelo Programa de Aquisi&ccedil;&atilde;o de Alimentos (PAA) do governo federal. Na ocupa&ccedil;&atilde;o de Cambahyba, ele planejou todo o processo de organiza&ccedil;&atilde;o das fam&iacute;lias. Refer&ecirc;ncia na produ&ccedil;&atilde;o agroecol&oacute;gica, C&iacute;cero tamb&eacute;m era organizador e entusiasta das Feiras da Reforma Agr&aacute;ria do MST que acontecem no Largo da Carioca, no centro do Rio, com a venda de verduras e frutas livres de agrot&oacute;xicos. &ldquo;Realizar mais feiras &eacute; um desafio e desafio &eacute; pra ser cumprido. Tudo pra n&oacute;s &eacute; desafio, estamos acostumados com essa situa&ccedil;&atilde;o. Esse neg&oacute;cio de veneno &eacute; uma babaquice desses filhos da puta. O capitalismo &eacute; cruel e devasta tudo. N&atilde;o tem esse neg&oacute;cio de rem&eacute;dio, &eacute; veneno mesmo e veneno mata&rdquo;, dizia C&iacute;cero.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><strong><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">&nbsp;<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">O alagoano C&iacute;cero vivia desde 1998 <span>&nbsp;<\/span>no S&iacute;tio Brava Gente no assentamento Zumbi dos Palmares. De Alagoas, trazia lembran&ccedil;as de uma vida sofrida, onde trabalhava em condi&ccedil;&otilde;es desumanas e at&eacute; passava necessidade. Foi nos canaviais de Campos dos Goytacazes que C&iacute;cero, junto com a esposa Maria Luciene, iniciou suas atividades na cidade. Depois, como oper&aacute;rio da constru&ccedil;&atilde;o civil, participou das obras da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf). O sonho de ter sua pr&oacute;pria terra para plantar se concretizou com a mobiliza&ccedil;&atilde;o popular da primeira ocupa&ccedil;&atilde;o de terras na regi&atilde;o, em 1996, da Usina S&atilde;o Jo&atilde;o, que deu origem ao maior assentamento do estado, o Zumbi dos Palmares.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Mesmo assentado, com seu lote garantido, C&iacute;cero nunca perdeu de vista a necessidade de fortalecer o movimento e ampliar a reforma agr&aacute;rio no Brasil. Ele coordenava o acampamento Cambahyba que pressionava o Governo Federal a destinar para fins de reforma agr&aacute;ria as terras da usina que s&atilde;o consideradas improdutivas pelo Incra h&aacute; 14 anos. Em dezembro, o Incra sinalizou que retomaria o processo de desapropria&ccedil;&atilde;o para fins de reforma agr&aacute;ria. mais ainda n&atilde;o h&aacute; nada concreto.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">A usina Cambahyba &eacute; um complexo de sete fazendas que totaliza 3.500 hectares. A &aacute;rea pertencia ao j&aacute; falecido Heli Ribeiro Gomes, ex-vice governador bi&ocirc;nico do Rio de Janeiro (1967-1971), ligado &agrave; Tradi&ccedil;&atilde;o Fam&iacute;lia e Propriedade (TFP) e agora &eacute; controlada por seus herdeiros. De extrema-direita, Heli permitiu que a usina funcionasse como bra&ccedil;o operacional das execu&ccedil;&otilde;es, uma alternativa para eliminar os vest&iacute;gios dos mortos pelo regime. Segundo o ex-delegado Claudio Guerra, no livro Mem&oacute;rias de uma Guerra Suja, a usina recebeu at&eacute; benef&iacute;cios dos militares pelos servi&ccedil;os prestados com acesso f&aacute;cil a financiamentos.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\" class=\"ecxMsoNormal\"><strong>NOTA DE FALECIMENTO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"ecxMsoNormal\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"ecxMsoNormal\">Coordenador  do acampamento Luiz Maranh&atilde;o, localizado no parque industrial da Usina Cambahyba, Campos dos  Goytacazes-RJ, C&iacute;cero Guedes dos Santos, de 49 anos, foi assassinado  com mais de dez tiros na cabe&ccedil;a por pistoleiros na madrugada desta sexta-feira (25), em Campos dos Goytacazes. Ele participou de uma  reuni&atilde;o na noite anterior no acampamento e foi baleado em uma emboscada quando retornava de bicicleta para sua casa no assentamento Zumbi dos Palmares.  C&iacute;cero fazia parte da Dire&ccedil;&atilde;o Estadual do MST no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"ecxMsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"ecxMsoNormal\">O vel&oacute;rio vai acontecer neste domingo 27\/01, na capela do cemit&eacute;rio Campo da Paz em Campos dos Goytacazes a partir das 9h e o enterro ocorrer&aacute; &agrave;s 13h. Antes do enterro o MST far&aacute; um ato pol&iacute;tico de den&uacute;ncia da viol&ecirc;ncia do latif&uacute;ndio na regi&atilde;o. J&aacute; confirmaram presen&ccedil;a o presidente do Instituto Nacional de Coloniza&ccedil;&atilde;o e Reforma Agr&aacute;ria (Incra), Carlos Guedes, o senador Lindbergh Farias (PT), os deputados estaduais Robson Leite (PT) e Marcelo Freixo (Psol), o delegado do Minist&eacute;rio do Desenvolvimento Agr&aacute;rio (MDA), Jos&eacute; Ot&aacute;vio, o superintendente do Incra, Gustavo Noronha e diversas entidades de direitos humanos.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"ecxMsoNormal\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"ecxMsoNormal\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"ecxMsoNormal\">  Pedimos a todas as entidades e organiza&ccedil;&otilde;es que entrem em contato com a  134 DP delegado Geraldo Assed, pedindo averigua&ccedil;&atilde;o dos fatos e puni&ccedil;&atilde;o  dos assassinos e mandantes, neste grave crime do latif&uacute;ndio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"ecxMsoNormal\">  tel: 022 &#8211; 27265393 \/ 27241580 \/ 27241939<\/p>\n<p><span class=\"ecxHOEnZb\"><font color=\"#888888\"><\/p>\n<div><\/div>\n<p>&#8212; <br \/><font color=\"#cc0000\"><strong>Reforma Agr&aacute;ria: Por Justi&ccedil;a Social e Soberania Popular!<\/strong><\/p>\n<p>Secretaria Estadual do MST\/RJ<\/font><\/font><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O trabalhador rural assentado C&iacute;cero Guedes n&atilde;o conseguia conter as l&aacute;grimas quando recordava da m&iacute;stica que homenageou militantes incinerados nos fornos da Usina Cambahyba pela ditadura civil-militar brasileira nos anos 1970 e 1980. 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