{"id":3442,"date":"2013-01-08T12:50:32","date_gmt":"2013-01-08T12:50:32","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2013\/01\/08\/por-que-a-desapropriao-de-terras-est-parada-no-governo-dilma\/"},"modified":"2017-10-03T13:12:01","modified_gmt":"2017-10-03T13:12:01","slug":"por-que-a-desapropriao-de-terras-est-parada-no-governo-dilma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2013\/01\/08\/por-que-a-desapropriao-de-terras-est-parada-no-governo-dilma\/","title":{"rendered":"Por que a desapropria\u00e7\u00e3o de terras est\u00e1parada no governo Dilma?"},"content":{"rendered":"<p><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_PunctuationKerning\/>   <w_ValidateAgainstSchemas\/>   <w_SaveIfXMLInvalid>false<\/w_SaveIfXMLInvalid>   <w_IgnoreMixedContent>false<\/w_IgnoreMixedContent>   <w_AlwaysShowPlaceholderText>false<\/w_AlwaysShowPlaceholderText>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>    <w_DontGrowAutofit\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]-->  <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">6 de janeiro de 2013 <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><em><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Da P&aacute;gina do MST <\/span><\/em><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">&nbsp;<\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\"><a href=\"http:\/\/www.mst.org.br\/content\/por-que-desapropriacao-de-terras-esta-parada-no-governo-dilma\"><span>http:\/\/www.mst.org.br\/content\/por-que-desapropriacao-de-terras-esta-parada-no-governo-dilma<\/span><\/a><\/span><\/p>\n<p>  <span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">O governo Dilma &eacute; o que menos desapropriou im&oacute;veis rurais para fazer reforma agr&aacute;ria nos &uacute;ltimos 20 anos. Reportagem da Folha de S. Paulo, publicada neste domingo, revela que na primeira metade do mandato, 86 unidades foram destinadas a assentamentos.<\/span><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_LatentStyles DefLockedState=\"false\" LatentStyleCount=\"156\">  <\/w_LatentStyles> <\/xml><![endif]--><!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\"; \tmso-ansi-language:#0400; \tmso-fareast-language:#0400; \tmso-bidi-language:#0400;} <\/style>\n\n <![endif]--><br \/><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_PunctuationKerning\/>   <w_ValidateAgainstSchemas\/>   <w_SaveIfXMLInvalid>false<\/w_SaveIfXMLInvalid>   <w_IgnoreMixedContent>false<\/w_IgnoreMixedContent>   <w_AlwaysShowPlaceholderText>false<\/w_AlwaysShowPlaceholderText>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>    <w_DontGrowAutofit\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]-->  <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">O n&uacute;mero supera s&oacute; o de Fernando Collor (1990-92), que desapropriou 28 im&oacute;veis em 30 meses, comparando ao mesmo per&iacute;odo das administra&ccedil;&otilde;es anteriores desde o governo Sarney (1985-90).<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">&quot;O governo Dilma &eacute; ref&eacute;m dessa alian&ccedil;a com o agronegocio, que &eacute; o latifundio modernizado, que se aliou com as empresas transancionais. O governo est&aacute; iludido pela prote&ccedil;&atilde;o que a grande midia d&aacute; a essa alian&ccedil;a e com os saldos na balan&ccedil;a comercial. Mas esquece que esse modelo &eacute; concentrador de terra e de renda, desemprega muita gente, desmata o meio ambiente, sobrevive usando cada vez mais venenos agr&iacute;colas, que v&atilde;o se transformar em c&acirc;ncer&quot;, disse Alexandre Concei&ccedil;&atilde;o, da coordena&ccedil;&atilde;o nacional do MST, em entrevista &agrave; Folha.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">&quot;O governo Lula e Dilma n&atilde;o s&atilde;o governos do PT nem de esquerda. S&atilde;o governos de uma frente politica de classes que re&uacute;ne um amplo leque de classes sociais brasileiras. Desde a grande burguesia, o agroneg&oacute;cio, a classe m&eacute;dia, a classe trabalhadora, os camponeses e os mais pobres. Essa natureza de composi&ccedil;&atilde;o d&aacute; estabilidade pol&iacute;tica ao governo e amplas margens de apoio na opini&atilde;o p&uacute;blica, mas impede reformas estruturais, que afetariam os interesses das classes privilegiadas&quot;, analisa Alexandre.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Abaixo, leia a &iacute;ntegra da entrevista concedida pelo dirigente do MST &agrave; Folha, que publicou trechos.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Como o senhor avalia o hist&oacute;rico dos n&uacute;meros de desapropria&ccedil;&otilde;es e assentamentos? A quantidade de fam&iacute;lias assentadas e desapropria&ccedil;&otilde;es v&ecirc;m caindo desde 2008\/2009.<br \/> <\/span><\/strong><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">&nbsp;<br \/> Infelizmente, nos &uacute;ltimos dois anos do governo Lula e agora no governo Dilma, foi abandonada a pol&iacute;tica de desapropria&ccedil;&atilde;o de latif&uacute;ndios. Isso &eacute; um desrespeito &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o, que determina que todo latifundio improdutivo deve ser desapropriado e dividido para quem quiser trabalhar. Em segundo lugar, a pol&iacute;tica do governo favorece a concentra&ccedil;&atilde;o da propriedade da terra em todo o pa&iacute;s. Os latifundiarios agradecem, embora depois votem nos tucanos, como o mapa eleitoral demonstrou em 2010.<\/p>\n<p> <strong>Como o senhor avalia o desempenho da reforma agr&aacute;ria durante a gest&atilde;o petista, desde 2003?<br \/> <\/strong>&nbsp;<br \/> O governo Lula e Dilma n&atilde;o s&atilde;o governos do PT nem de esquerda. S&atilde;o governos de uma frente politica de classes que re&uacute;ne um amplo leque de classes sociais brasileiras. Desde a grande burguesia, o agroneg&oacute;cio, a classe m&eacute;dia, a classe trabalhadora, os camponeses e os mais pobres.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Essa natureza de composi&ccedil;&atilde;o d&aacute; estabilidade pol&iacute;tica ao governo e amplas margens de apoio na opini&atilde;o p&uacute;blica, mas impede reformas estruturais, que afetariam os interesses das classes privilegiadas. Assim, nesse tipo de governo, est&atilde;o bloqueadas n&atilde;o s&oacute; a Reforma Agr&aacute;ria, mas tambem a reforma tribut&aacute;ria, a reforma politica, a reforma do judici&aacute;rio, a reforma industrial, a reforma urbana e a reforma educacional. O governo n&atilde;o consegue nem aprovar a redu&ccedil;&atilde;o da jornada de trabalho para 40 horas semanais, que &eacute; uma quest&atilde;o civilizat&oacute;ria e que os pa&iacute;ses do capitalismo industrial j&aacute; adotou.<\/p>\n<p> <strong>Como o senhor avalia o desempenho do governo Dilma Rousseff nestes dois anos, com apenas 76 im&oacute;veis desapropriados?<br \/> <\/strong>&nbsp;<br \/> Uma vergonha! O governo Dilma &eacute; ref&eacute;m dessa alian&ccedil;a com o agronegocio, que &eacute; o latifundio modernizado, que se aliou com as empresas transancionais. O governo est&aacute; iludido pela prote&ccedil;&atilde;o que a grande midia d&aacute; a essa alian&ccedil;a e com os saldos na balan&ccedil;a comercial. Mas esquece que esse modelo &eacute; concentrador de terra e de renda, desemprega muita gente, desmata o meio ambiente, sobrevive usando cada vez mais venenos agr&iacute;colas, que v&atilde;o se transformar em c&acirc;ncer.&nbsp; 500 mil novos casos de c&acirc;ncer aparecem por ano pelos alimentos contaminados. E o cancer &eacute; democr&aacute;tico, porque pega todo mundo. &Eacute; um modelo predador do meio ambiente e s&oacute; aumenta os &iacute;ndices de desigualdade nos munic&iacute;pios aonde &eacute; hegemonico. Perguntem aos prefeitos eleitos se eles querem grandes propriedades exportadoras e isentas de ICMS ou querem um meio rural de agricultura familiar? A hist&oacute;ria vai cobrar desse governo no futuro. Mas ai ser&aacute; tarde&#8230;<\/p>\n<p> <strong>Como mudar esse cen&aacute;rio para 2013? O que o MST pretende fazer e o que espera do governo federal?<br \/> <\/strong>&nbsp;<br \/> O MST vai continuar lutando e ocupando os latif&uacute;ndios improdutivos para for&ccedil;ar as desapropria&ccedil;&otilde;es e, ao mesmo tempo, costurar alian&ccedil;as que levem a um novo projeto para o pa&iacute;s. No entanto, a reforma agr&aacute;ria agora n&atilde;o &eacute; apenas o aumento do n&uacute;mero de desapropria&ccedil;&otilde;es. Isso &eacute; uma obriga&ccedil;&atilde;o constitucional. A reforma agr&aacute;ria agora representa a necessidade de mudan&ccedil;a do modelo agricola. Deixar o agronegocio de lado e reorganizar a agricultura baseada na produ&ccedil;&atilde;o de alimentos sadios para o mercado interno. Reforma agr&aacute;ria &eacute; reorganizar o setor agroindustrial, baseado em cooperativas e n&atilde;o grandes empresas transnacionais como agora. Adotar a matriz tecnologica da agroecologia, preservar o meio ambiente e frear o &ecirc;xodo rural para as grandes cidades. Mas para isso &eacute; preciso um novo projeto para o Brasil. Esse projeto depende da constru&ccedil;&atilde;o de alian&ccedil;as de classe que extrapolam as bases sociais e a for&ccedil;a politica dos movimentos camponeses.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p>  <!--[if gte mso 9]><xml>  <w_LatentStyles DefLockedState=\"false\" LatentStyleCount=\"156\">  <\/w_LatentStyles> <\/xml><![endif]--><!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\"; \tmso-ansi-language:#0400; \tmso-fareast-language:#0400; \tmso-bidi-language:#0400;} <\/style>\n\n <![endif]--><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>6 de janeiro de 2013 Da P&aacute;gina do MST &nbsp;http:\/\/www.mst.org.br\/content\/por-que-desapropriacao-de-terras-esta-parada-no-governo-dilma O governo Dilma &eacute; o que menos desapropriou im&oacute;veis rurais para fazer reforma agr&aacute;ria nos &uacute;ltimos 20 anos. 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