{"id":3441,"date":"2013-01-08T12:38:27","date_gmt":"2013-01-08T12:38:27","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2013\/01\/08\/o-dilema-da-reforma-agrria-no-brasil-do-agronegcio\/"},"modified":"2017-10-02T21:44:58","modified_gmt":"2017-10-02T21:44:58","slug":"o-dilema-da-reforma-agrria-no-brasil-do-agronegcio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2013\/01\/08\/o-dilema-da-reforma-agrria-no-brasil-do-agronegcio\/","title":{"rendered":"O dilema da Reforma Agr\u00e1ria no Brasil do agroneg\u00f3cio"},"content":{"rendered":"<p><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_PunctuationKerning\/>   <w_ValidateAgainstSchemas\/>   <w_SaveIfXMLInvalid>false<\/w_SaveIfXMLInvalid>   <w_IgnoreMixedContent>false<\/w_IgnoreMixedContent>   <w_AlwaysShowPlaceholderText>false<\/w_AlwaysShowPlaceholderText>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>    <w_DontGrowAutofit\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]-->  <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">CARTA CAPITAL Edi&ccedil;&atilde;o da semana de 05\/01\/2013<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">http:\/\/www.cartacapital.com.br\/edicao-da-semana\/veja-os-destaques-da-edicao-impressa-de-cartacapital-71\/<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">O governo ainda n&atilde;o entendeu a natureza e a gravidade dos problemas sociais no campo<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">POR JO&Atilde;O PEDRO STEDILE<\/span><\/p>\n<p>  <!--[if gte mso 9]><xml>  <w_LatentStyles DefLockedState=\"false\" LatentStyleCount=\"156\">  <\/w_LatentStyles> <\/xml><![endif]--><!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\"; \tmso-ansi-language:#0400; \tmso-fareast-language:#0400; \tmso-bidi-language:#0400;} <\/style>\n\n <![endif]--><br \/><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_PunctuationKerning\/>   <w_ValidateAgainstSchemas\/>   <w_SaveIfXMLInvalid>false<\/w_SaveIfXMLInvalid>   <w_IgnoreMixedContent>false<\/w_IgnoreMixedContent>   <w_AlwaysShowPlaceholderText>false<\/w_AlwaysShowPlaceholderText>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>    <w_DontGrowAutofit\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]-->  <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">A sociedade brasileira enfrenta no meio rural problemas de natureza distintos que precisam de solu&ccedil;&otilde;es diferenciadas. Temos problemas graves e emergenciais que precisam de medidas urgentes. H&aacute; cerca de 150 mil fam&iacute;lias de trabalhadores sem-terra vivendo debaixo de lonas pretas, acampadas, lutando pelo direito que est&aacute; na Constitui&ccedil;&atilde;o de ter terra para trabalhar. Para esse problema, o governo precisa fazer um verdadeiro mutir&atilde;o entre os diversos organismos e assentar as fam&iacute;lias nas terras que existem, em abund&acirc;ncia, em todo o Pa&iacute;s. Lembre-se de que o Brasil utiliza para a agricultura apenas 10% de sua &aacute;rea total.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">H&aacute; no Nordeste mais de 200 mil hectares sendo preparados em projetos de irriga&ccedil;&atilde;o, com milh&otilde;es de recursos p&uacute;blicos, que o governo oferece apenas aos empres&aacute;rios do Sul para produzirem para exporta&ccedil;&atilde;o. Ora, a presidenta comprometeu-se durante o F&oacute;rum Social Mundial (FSM) de Porto alegre, em 25 de janeiro de 2012, que daria prioridade ao assentamento dos sem-terra nesses projetos. S&oacute; a&iacute; seria poss&iacute;vel colocar mais de 100 mil fam&iacute;lias em 2 hectares irrigados por fam&iacute;lia.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Temos mais de 4 milh&otilde;es de fam&iacute;lias pobres do campo que est&atilde;o recebendo o Bolsa Fam&iacute;lia para n&atilde;o passar fome. Isso &eacute; necess&aacute;rio, mas &eacute; paliativo e deveria ser tempor&aacute;rio. A &uacute;nica forma de tir&aacute;-las da pobreza &eacute; viabilizar trabalho na agricultura e adjac&ecirc;ncias, que um amplo programa de reforma agr&aacute;ria poderia resolver. Pois nem as cidades, nem o agro-neg&oacute;cio dar&atilde;o emprego de qualidade a essas pessoas.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Temos milh&otilde;es de trabalhadores rurais, assalariados, expostos a todo tipo de explora&ccedil;&atilde;o, desde trabalho semiescravo at&eacute; exposi&ccedil;&atilde;o inadequada aos venenos que o patr&atilde;o manda passar, que exige interven&ccedil;&atilde;o do governo para criar condi&ccedil;&otilde;es adequadas de trabalho, renda e vida. Garantindo inclusive a liberdade de organiza&ccedil;&atilde;o sindical.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">H&aacute; na sociedade brasileira uma estrutura de propriedade da terra, de produ&ccedil;&atilde;o e de renda no meio rural hegemonizada pelo modelo do agroneg&oacute;cio que est&aacute; criando problemas estruturais grav&iacute;ssimos para o futuro. Vejamos: 85% de todas as melhores terras do Brasil s&atilde;o utilizadas apenas para soja\/ milho; pasto, e cana-de-a&ccedil;&uacute;car. Apenas 10% dos propriet&aacute;rios rurais, os fazendeiros que possuem &aacute;reas acima de 500 hectares, controlam 85% de todo o valor da produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria, destinando-a, sem nenhum valor agregado, para a exporta&ccedil;&atilde;o. O agroneg&oacute;cio reprimarizou a economia brasileira. Somos produtores de mat&eacute;rias-primas, vendidas e apropriadas por apenas 50 empresas transnacionais que controlam os pre&ccedil;os, a taxa de lucro e o mercado mundial. Se os fazendeiros tivessem consci&ecirc;ncia de classe, se dariam conta de que tamb&eacute;m s&atilde;o marionetes das empresas transnacionais,<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">A matriz produtiva imposta pelo modelo do agroneg&oacute;cio &eacute; socialmente injusta, pois ela desemprega cada vez mais pessoas a cada ano, substituindo-as pelas m&aacute;quinas e venenos. Ela &eacute; economicamente invi&aacute;vel, pois depende da importa&ccedil;&atilde;o, anotem, todos os anos, de 23 milh&otilde;es de toneladas<span>&nbsp; <\/span>de fertilizantes qu&iacute;micos que v&ecirc;m da China, Uzbequist&atilde;o, Ucr&acirc;nia etc. Est&aacute; totalmente dependente do capital financeiro que precisa todo ano repassar: 120 bilh&otilde;es de reais para que possa plantar. E subordinada aos grupos estrangeiros que controlam as sementes, os insumos agr&iacute;colas, os pre&ccedil;os, o mercado e ficam com a maior parte do lucro da produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola. Essa depend&ecirc;ncia gera distor&ccedil;&otilde;es de todo tipo: em 2012 faltou milho no Nordeste e aos avicultores, mas a Cargill, que controla o mercado, exportou 2 milh&otilde;es de toneladas de milho brasileiro para os Estados Unidos. E o governo deve ter lido nos jornais, como eu&#8230; Por outro lado, importamos feij&atilde;o-preto da China, para manter nossos h&aacute;bitos alimentares.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Esse modelo &eacute; insustent&aacute;vel para o meio ambiente, pois pratica a monocultura e destr&oacute;i toda a biodiversidade existente na natureza, usando agrot&oacute;xicos de forma irresponsavel. E isso desequilibra o ecossistema, envenena o solo, as &aacute;guas, a chuva e os alimentos. O resultado &eacute; que o Brasil responde por apenas 5% da produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola mundial, mas consome 20% de todos os venenos do mundo. O Instituto Nacional do C&acirc;ncer (Inca) revelou que a cada ano surgem 400 mil novos casos de c&acirc;ncer, a maior parte origin&aacute;ria de alimentos contaminados pelos agrot&oacute;xicos. E 40% deles ir&atilde;o a &oacute;bito. Esse &eacute; o ped&aacute;gio que o agroneg&oacute;cio das multinacionais est&aacute; cobrando de todos os brasileiros! E aten&ccedil;&atilde;o: o c&acirc;ncer pode atingir a qualquer pessoa, independentemente de seu cargo e conta banc&aacute;ria.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Uma pol&iacute;tica de reforma agr&aacute;ria n&atilde;o &eacute; apenas a simples distribui&ccedil;&atilde;o de terras para os pobres. Isso pode ser feito de forma emergencial para resolver problemas sociais localizados. Embora nem por isso o governo se interesse. No atual est&aacute;gio do capitalismo, reforma agr&aacute;ria &eacute; a constru&ccedil;&atilde;o de um novo modelo de produ&ccedil;&atilde;o na agricultura brasileira. Que comece pela necess&aacute;ria democratiza&ccedil;&atilde;o da propriedade da terra e que reorganize a produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola cm outros par&acirc;metros. Em agosto de 2012, reunimos os 33 movimentos sociais que atuam no campo, desde a Contag, que &eacute; a mais antiga, MST, Via campesina ,at&eacute; o movimento dos pescadores, quilombolas, etc., e constru&iacute;mos uma plataforma unit&aacute;ria de propostas de mudan&ccedil;as. &Eacute; preciso que a agricultura seja reorganizada para produzir, em primeiro lugar, alimentos sadios para o mercado interno e para toda a popula&ccedil;&atilde;o brasileira. E isso &eacute; necess&aacute;rio e poss&iacute;vel, criando pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que garantam o est&iacute;mulo a uma agricultura diversificada em cada bioma, produzindo com t&eacute;cnicas de agroecologia. E o governo precisa garantir a compra dessa produ&ccedil;&atilde;o por meio da Conab.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">A Conab precisa ser transformada na grande empresa p&uacute;blica de abastecimento, que garante o mercado aos pequenos agricultores e entregue no mercado interno a pre&ccedil;os controlados. Hoje j&aacute; temos programas embrion&aacute;rios como o PAA (programa de compra antecipada) e a obrigatoriedade de 30% da merenda escolar ser comprada de agricultores locais. Mas isso est&aacute; ao alcance agora de apenas 300 mil pequenos agricultores e est&aacute; longe dos 4 milh&otilde;es existentes.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">O governo precisa colocar muito mais recursos em pesquisa agropecu&aacute;ria para alimentos e n&atilde;o apenas servir &agrave;s multinacionais, como a Embrapa est&aacute; fazendo, em que apenas 10% dos recursos de pesquisa s&atilde;o para alimentos da agricultura familiar. Criar um grande programa de investimento em tecnologias alternativas, de mecaniza&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola para pequenas unidades e de pequenas agroind&uacute;strias no Minist&eacute;rio de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Criar um grande programa de implanta&ccedil;&atilde;o de pequenas e m&eacute;dias agroind&uacute;strias na forma de cooperativas, para que os pequenos agricultores, em todas as comunidades e munic&iacute;pios do Brasil, possam ter suas agroind&uacute;strias, agregando valor e criando mercado aos produtos locais. O BNDES, em vez de seguir financiando as grandes empresas com projetos bilion&aacute;rios e concentradores de renda, deveria criar um grande programa de pequenas e m&eacute;dias agroind&uacute;strias para todos os munic&iacute;pios brasileiros.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">J&aacute; apresentamos tamb&eacute;m ao governo propostas concretas para um programa efetivo de fomento &agrave; agroecologia e um programa nacional de reflorestamento das &aacute;reas degradadas, montanhas e beira de rios nas pequenas unidades de produ&ccedil;&atilde;o, sob controle das mulheres camponesas. Seria um programa barato e ajudaria a resolver os problemas das fam&iacute;lias e da sociedade brasileira para o reequil&iacute;brio do meio ambiente.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Infelizmente, n&atilde;o h&aacute; motiva&ccedil;&atilde;o no governo para tratar seriamente esses temas. Por um lado, est&atilde;o cegos pelo sucesso burro das exporta&ccedil;&otilde;es do agroneg&oacute;cio, que n&atilde;o tem nada a ver com projeto de pa&iacute;s, e, por outro lado, h&aacute; um contingente de t&eacute;cnicos bajuladores que cercam os ministros, sem experi&ecirc;ncia da vida real, que apenas analisam sob o vi&eacute;s eleitoral ou se &eacute; caro ou barato&#8230; Ultimamente, inventaram at&eacute; que seria muito caro assentar fam&iacute;lias, que &eacute; necess&aacute;rio primeiro resolver os problemas dos que j&aacute; t&ecirc;m terra, e os sem-terra que esperem. Esperar o qu&ecirc;? O Bolsa Fam&iacute;lia, o trabalho dom&eacute;stico, migrar para S&atilde;o Paulo?<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Presidenta Dilma, como a senhora l&ecirc; a CartaCapital, espero que leia este artigo, porque dificilmente algum puxa-saco que a cerca o colocaria no clipping do dia<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CARTA CAPITAL Edi&ccedil;&atilde;o da semana de 05\/01\/2013 http:\/\/www.cartacapital.com.br\/edicao-da-semana\/veja-os-destaques-da-edicao-impressa-de-cartacapital-71\/ O governo ainda n&atilde;o entendeu a natureza e a gravidade dos problemas sociais no campo POR JO&Atilde;O PEDRO STEDILE A sociedade brasileira enfrenta no meio rural problemas de natureza distintos que precisam de solu&ccedil;&otilde;es diferenciadas. Temos problemas graves e emergenciais que precisam de medidas urgentes. 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