{"id":3439,"date":"2012-12-11T15:55:49","date_gmt":"2012-12-11T15:55:49","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2012\/12\/11\/mst-critica-politica-de-falta-de-reforma-agraria-do-governo-entrevista-com-marina-dos-santos\/"},"modified":"2017-10-02T21:44:59","modified_gmt":"2017-10-02T21:44:59","slug":"mst-critica-politica-de-falta-de-reforma-agraria-do-governo-entrevista-com-marina-dos-santos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2012\/12\/11\/mst-critica-politica-de-falta-de-reforma-agraria-do-governo-entrevista-com-marina-dos-santos\/","title":{"rendered":"MST  critica politica de falta de reforma agraria do Governo, entrevista com Marina dos santos"},"content":{"rendered":"<p><!--[if gte mso 9]><xml>  <o_DocumentProperties>   <o_Author>Alba<\/o_Author>   <o_Version>11.5606<\/o_Version>  <\/o_DocumentProperties> <\/xml><![endif]--><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Tahoma\">&quot;A Reforma Agr&aacute;ria est&aacute; paralisada por causa do modelo de desenvolvimento em quest&atilde;o hoje no Brasil, o agroneg&oacute;cio&rdquo;, analisa <\/span><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Tahoma\"><a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/entrevistas\/19528-governo-lula-uma-clara-opcao-pelo-projeto-do-agronegocio-entrevista-especial-com-marina-dos-santos\" target=\"_blank\"><strong><span style=\"font-family: Tahoma\">Marina dos Santos<\/span><\/strong><\/a><\/span><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Tahoma\"> (foto), da Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional do <strong><span style=\"font-family: Tahoma\">MST <\/span><\/strong>em entrevista a <strong><span style=\"font-family: Tahoma\">Jos&eacute; Coutinho J&uacute;nior<\/span><\/strong> para a <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Tahoma\">P&aacute;gina do <strong><span style=\"font-family: Tahoma\">MST<\/span><\/strong>, 10-12-2012. <\/p>\n<p> <\/span><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_PunctuationKerning\/>   <w_ValidateAgainstSchemas\/>   <w_SaveIfXMLInvalid>false<\/w_SaveIfXMLInvalid>   <w_IgnoreMixedContent>false<\/w_IgnoreMixedContent>   <w_AlwaysShowPlaceholderText>false<\/w_AlwaysShowPlaceholderText>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>    <w_DontGrowAutofit\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_LatentStyles DefLockedState=\"false\" LatentStyleCount=\"156\">  <\/w_LatentStyles> <\/xml><![endif]--><!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\"; \tmso-ansi-language:#0400; \tmso-fareast-language:#0400; \tmso-bidi-language:#0400;} <\/style>\n\n <![endif]--><\/p>\n<p><!--[if gte mso 9]><xml>  <o_DocumentProperties>   <o_Author>Alba<\/o_Author>   <o_Version>11.5606<\/o_Version>  <\/o_DocumentProperties> <\/xml><![endif]-->  <\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Tahoma\">Dados do Instituto Nacional de Coloniza&ccedil;&atilde;o e Reforma Agr&aacute;ria (Incra) indicam que 10.815 fam&iacute;lias foram assentadas de janeiro a novembro. O que esse n&uacute;mero representa para a Reforma Agr&aacute;ria?<\/span><\/strong><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Tahoma\"><\/p>\n<p> Esse n&uacute;mero &eacute; irris&oacute;rio, dada uma realidade t&atilde;o complexa que temos no Brasil, com alt&iacute;ssimo n&iacute;vel de concentra&ccedil;&atilde;o de terra, que s&oacute; aumenta com a a&ccedil;&atilde;o das transnacionais, que vem se apropriando das terras no Brasil e na Am&eacute;rica do Sul. &Eacute; um n&uacute;mero que reflete o aumento da concentra&ccedil;&atilde;o, da desnacionaliza&ccedil;&atilde;o da terra e dos bens naturais. Por outro lado, o governo&nbsp; prioriza o agroneg&oacute;cio, o latif&uacute;ndio, a produ&ccedil;&atilde;o de poucos produtos para exporta&ccedil;&atilde;o, em detrimento do fortalecimento da agricultura familiar camponesa.<\/p>\n<p> A op&ccedil;&atilde;o do governo pelo agroneg&oacute;cio &eacute; clara, demonstra tanto o discurso pol&iacute;tico da maioria dos minist&eacute;rios como a libera&ccedil;&atilde;o de recursos para as grandes empresas. A Reforma Agr&aacute;ria est&aacute; praticamente parada no pa&iacute;s. N&atilde;o existe uma a&ccedil;&atilde;o do governo de democratizar a terra e para enfrentar o latif&uacute;ndio improdutivo. Pelo contr&aacute;rio.<br \/> <strong><br \/> <strong><span style=\"font-family: Tahoma\">Essa atitude em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Reforma Agr&aacute;ria se agravou no governo Dilma? <\/span><\/strong><\/strong><\/p>\n<p> Isso vem da d&eacute;cada de 90, com a acelera&ccedil;&atilde;o do modelo neoliberal e do surgimento e consolida&ccedil;&atilde;o do agroneg&oacute;cio no Brasil. E nos &uacute;ltimos anos, todos os governos t&ecirc;m propagandeado que fizeram a maior Reforma Agr&aacute;ria de todos os tempos, mas h&aacute; uma contradi&ccedil;&atilde;o enorme a&iacute;. E os grandes meios de comunica&ccedil;&atilde;o ignoram isso. O &iacute;ndice <em><span style=\"font-family: Tahoma\">Gini <\/span><\/em>mostra que a concentra&ccedil;&atilde;o de terras n&atilde;o est&aacute; mudando. &Eacute; inexplic&aacute;vel os governos fazerem &ldquo;a maior Reforma Agr&aacute;ria do mundo&rdquo;, quando o <em><span style=\"font-family: Tahoma\">Gini <\/span><\/em>aponta a manuten&ccedil;&atilde;o da concentra&ccedil;&atilde;o de terras. Voc&ecirc; n&atilde;o pode democratizar a terra se ao mesmo tempo ela est&aacute; concentrada. A Reforma Agr&aacute;ria est&aacute; paralisada por causa do modelo de desenvolvimento em quest&atilde;o hoje no Brasil, o agroneg&oacute;cio.<br \/> <strong><br \/> <strong><span style=\"font-family: Tahoma\">A grande imprensa aponta que como o agroneg&oacute;cio gerou empregos para trabalhadores de baixa renda, que desistiram de lutar pela Reforma Agr&aacute;ria. Como voc&ecirc; analisa isso? <\/span><\/strong><\/strong><\/p>\n<p> &Eacute; outra contradi&ccedil;&atilde;o. O que temos visto &eacute; que quem garante a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos saud&aacute;veis e a gera&ccedil;&atilde;o de empregos &eacute; a agricultura familiar, n&atilde;o o agroneg&oacute;cio. Pelo contr&aacute;rio, o agroneg&oacute;cio estimula o &ecirc;xodo rural, a sa&iacute;da das fam&iacute;lias do campo, que v&atilde;o para as m&eacute;dias e grandes cidades urbanas tentar sobreviver. Essa &eacute; uma tese que n&atilde;o condiz com a realidade do campo brasileiro.<br \/> <strong><br \/> <strong><span style=\"font-family: Tahoma\">Qual o percentual de assentados que desistem de seu lote. Por que existe essa desist&ecirc;ncia?<\/span><\/strong><\/strong><\/p>\n<p> H&aacute; alguns anos, pesquisas indicavam que menos de 10% dos assentados desistiam do lote. Em um contexto geral da agricultura brasileira e levando em conta o &ecirc;xodo rural causado pelo agroneg&oacute;cio, o percentual dos assentamentos &eacute; bem abaixo da m&eacute;dia do campo. Os principais motivos que levam as fam&iacute;lias a desistir do lote &eacute; a falta de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e de infraestrutura. O governo tem v&aacute;rias medidas que facilitam o acesso &agrave;s pol&iacute;ticas p&uacute;blicas pelos grandes propriet&aacute;rios, que j&aacute; tem uma infraestrutura razo&aacute;vel. Quem est&aacute; sendo assentado agora n&atilde;o tem nenhum tipo de infraestrutura e n&atilde;o h&aacute; facilidades que propiciem que os assentados acessem cr&eacute;dito. E onde h&aacute;, &eacute; muito burocratizado. &Eacute; dif&iacute;cil para muitos ter acesso aos cr&eacute;ditos dispon&iacute;veis para a pequena agricultura, e os assentados ficam a merc&ecirc; de uma sobreviv&ecirc;ncia sem o apoio das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas.<br \/> <strong><br \/> <strong><span style=\"font-family: Tahoma\">Como voc&ecirc; v&ecirc; o discurso do Incra de que a prioridade agora &eacute; desenvolver os assentamentos?<\/span><\/strong><\/strong><\/p>\n<p> A quest&atilde;o &eacute; que nem o desenvolvimento dos assentamentos est&aacute; sendo feita pelo Incra e pelo governo. Est&atilde;o investindo em determinados estados para criar assentamentos modelos, que v&atilde;o facilitar a propaganda da Reforma Agr&aacute;ria e dos assentamentos. S&atilde;o raros os assentamentos que est&atilde;o tendo apoio a esse processo de infraestrutura e desenvolvimento. Infelizmente, eles t&ecirc;m atuado menos na quest&atilde;o de desapropria&ccedil;&atilde;o das terras improdutivas para a realiza&ccedil;&atilde;o dos assentamentos, o que &eacute; uma pena, porque o lema desse governo &eacute; o combate &agrave; mis&eacute;ria. A realiza&ccedil;&atilde;o da Reforma Agr&aacute;ria, a distribui&ccedil;&atilde;o de terras e o investimento nas &aacute;reas dos assentamentos s&atilde;o uma pol&iacute;tica fundamental para superar a mis&eacute;ria do pa&iacute;s. Tanto da popula&ccedil;&atilde;o que vive no interior como de quem mora nas cidades, que teriam acesso a gera&ccedil;&atilde;o de emprego, ao crescimento do mercado local, &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de alimentos mais farta, barata e com maior qualidade.<br \/> <strong><br \/> <strong><span style=\"font-family: Tahoma\">Que medidas seriam necess&aacute;rias por parte do governo para colocar em curso uma Reforma Agr&aacute;ria efetiva?<\/span><\/strong><\/strong><\/p>\n<p> A primeira medida deveria fazer uma reestrutura&ccedil;&atilde;o para fortalecer o Incra, que est&aacute; completamente sucateado, com poucos funcion&aacute;rios, sal&aacute;rios baixos e poucos recursos para&nbsp; realizar o trabalho de campo. Teria que renovar o quadro funcional, tirando pessoas desmotivadas e at&eacute; contr&aacute;rias &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o da Reforma Agr&aacute;ria, disponibilizando recursos para garantir o trabalho de campo. O outro elemento &eacute; disponibilizar recursos de fato, aumentando a verba do Incra para a realiza&ccedil;&atilde;o de desapropria&ccedil;&otilde;es, aquisi&ccedil;&otilde;es de terras e vistorias. E fazer uma sinaliza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica para a sociedade de que o governo estaria disposto &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o da Reforma Agr&aacute;ria, com o enfrentamento do latif&uacute;ndio. <br \/> <strong><br \/> <strong><span style=\"font-family: Tahoma\">Qual o papel dos movimentos sociais nesse contexto?<\/span><\/strong><\/strong><\/p>\n<p> Os movimentos t&ecirc;m de continuar cumprindo seu papel organizador, mobilizador e de press&atilde;o. Devem continuar organizando os trabalhadores sem-terra pelo pa&iacute;s. E pressionar os governos para que cumpram sua responsabilidade, punindo o latif&uacute;ndio improdutivo e realizando a Reforma Agr&aacute;ria. <br \/> <strong><br \/> <strong><span style=\"font-family: Tahoma\">E os desafios para o ano que vem?<\/span><\/strong><\/strong><\/p>\n<p> &Eacute; a necessidade de articula&ccedil;&atilde;o e unidade dos movimentos sociais do campo, que foi iniciada neste ano com o encontro unit&aacute;rio [organizado em agosto pelos movimentos sociais, sindicatos e organiza&ccedil;&otilde;es de ind&iacute;genas, quilombolas e ribeirinhos]. Temos que continuar trabalhando para garantir a unidade das lutas e pautas de todos movimentos sociais do campo, para que isso garanta uma maior press&atilde;o sobre o governo federal.&nbsp; Os movimentos devem continuar organizando as &aacute;reas de assentamento, tanto nos quesitos culturais, de educa&ccedil;&atilde;o, da forma&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica e pol&iacute;tica dos assentados, para que produzam alimentos de qualidade, livre de agrot&oacute;xicos, para a popula&ccedil;&atilde;o do campo e da cidade.<br \/> <strong><br \/> <strong><span style=\"font-family: Tahoma\">E na parte de apontar as contradi&ccedil;&otilde;es do agroneg&oacute;cio?<\/span><\/strong><\/strong><\/p>\n<p> Outro desafio importante &eacute; denunciar para a sociedade o uso dos agrot&oacute;xicos, que &eacute; um grande vil&atilde;o do agroneg&oacute;cio. A sociedade est&aacute; ganhando uma consci&ecirc;ncia do mal que o agroneg&oacute;cio faz, com s&eacute;rias consequ&ecirc;ncias para as pessoas, o meio ambiente, para o conjunto da sociedade com o alto uso de venenos no campo. Temos que ganhar a simpatia da sociedade para a realiza&ccedil;&atilde;o da Reforma Agr&aacute;ria, porque ela n&atilde;o vai se concretizar apenas com a press&atilde;o dos movimentos do campo. Se o conjunto da sociedade brasileira n&atilde;o pautar, reivindicar e cobrar de fato a Reforma Agr&aacute;ria, n&atilde;o conseguiremos realiz&aacute;-la.<\/span><\/p>\n<p>  <!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_PunctuationKerning\/>   <w_ValidateAgainstSchemas\/>   <w_SaveIfXMLInvalid>false<\/w_SaveIfXMLInvalid>   <w_IgnoreMixedContent>false<\/w_IgnoreMixedContent>   <w_AlwaysShowPlaceholderText>false<\/w_AlwaysShowPlaceholderText>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>    <w_DontGrowAutofit\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_LatentStyles DefLockedState=\"false\" LatentStyleCount=\"156\">  <\/w_LatentStyles> <\/xml><![endif]--><!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\"; \tmso-ansi-language:#0400; \tmso-fareast-language:#0400; \tmso-bidi-language:#0400;} <\/style>\n\n <![endif]--><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&quot;A Reforma Agr&aacute;ria est&aacute; paralisada por causa do modelo de desenvolvimento em quest&atilde;o hoje no Brasil, o agroneg&oacute;cio&rdquo;, analisa Marina dos Santos (foto), da Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional do MST em entrevista a Jos&eacute; Coutinho J&uacute;nior para a P&aacute;gina do MST, 10-12-2012. 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