{"id":3430,"date":"2012-10-23T14:40:08","date_gmt":"2012-10-23T14:40:08","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2012\/10\/23\/keno-vive-heroi-de-nossa-luta-contra-os-transgenicos-da-syngenta\/"},"modified":"2017-10-02T21:45:01","modified_gmt":"2017-10-02T21:45:01","slug":"keno-vive-heroi-de-nossa-luta-contra-os-transgenicos-da-syngenta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2012\/10\/23\/keno-vive-heroi-de-nossa-luta-contra-os-transgenicos-da-syngenta\/","title":{"rendered":"Keno Vive! Heroi de nossa luta contra os transgenicos da Syngenta."},"content":{"rendered":"<p><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_PunctuationKerning\/>   <w_ValidateAgainstSchemas\/>   <w_SaveIfXMLInvalid>false<\/w_SaveIfXMLInvalid>   <w_IgnoreMixedContent>false<\/w_IgnoreMixedContent>   <w_AlwaysShowPlaceholderText>false<\/w_AlwaysShowPlaceholderText>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>    <w_DontGrowAutofit\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_LatentStyles DefLockedState=\"false\" LatentStyleCount=\"156\">  <\/w_LatentStyles> <\/xml><![endif]--><!--[if !mso]><object  classid=\"clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D\" id=ieooui><\/object> \n\n<style> st1:*{behavior:url(#ieooui) } <\/style>\n\n <![endif]--><!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; 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Cascavel\/Capit&atilde;o Leonidas Marques),PR, &agrave;s 9h, com acolhida das caravanas, m&iacute;stica de abertura em homenagem ao trabalhador e a luta dos camponeses contra a Syngenta.<br \/><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Tahoma\">  <\/span><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_LatentStyles DefLockedState=\"false\" LatentStyleCount=\"156\">  <\/w_LatentStyles> <\/xml><![endif]--><!--[if !mso]><object  classid=\"clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D\" id=ieooui><\/object> \n\n<style> st1:*{behavior:url(#ieooui) } <\/style>\n\n <![endif]--><!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\"; \tmso-ansi-language:#0400; 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feito um plantio de mudas no bosque do Assentamento Olga Ben&aacute;rio, que fica ao lado do Instituto.<\/p>\n<p> Hist&oacute;rico de Luta &ndash; Acampamento Terra Livre<\/p>\n<p> A partir de mar&ccedil;o de 2006 durante o COP 8 e MOP 3, a Via Campesina iniciou uma importante luta contra a transnacional Syngenta Seeds, que desenvolvia pesquisas ilegais em experimentos de soja e milho transg&ecirc;nicos, na zona de amortecimento do Parque Nacional do Igua&ccedil;u. Pr&aacute;tica proibida pela Lei de Biosseguran&ccedil;a.<\/p>\n<p> Os Camponeses e camponesas da Via Campesina ocuparam a &aacute;rea da empresa e organizaram a resist&ecirc;ncia por meio do acampamento permanente Terra Livre. O governo do estado do Paran&aacute; atuou com uma posi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica firme, e a Via Campesina organizou a&ccedil;&otilde;es de press&atilde;o e solidariedade em todos os continentes.<\/p>\n<p> No dia 21 de outubro de 2007,  a Syngenta contrata uma mil&iacute;cia fortemente armada que ataca as fam&iacute;lias no acampamento e executa o trabalhador Valmir Mota de Oliveira &ndash; Keno, militante do MST e da Via Campesina, al&eacute;m de deixar v&aacute;rias pessoas gravemente feridas.<\/p>\n<p> Sempre presente na luta contra o agroneg&oacute;cio<\/p>\n<p> Valmir Mota de Oliveira, o Keno, tinha 34 anos e deixou para todos o exemplo da sua milit&acirc;ncia incans&aacute;vel como membro da Via Campesina e do MST. Do Paran&aacute; para o Brasil, Keno organizou brigadas e acampamentos pelos estados onde passou. No Sergipe, no Maranh&atilde;o, na Bahia, sua vida era na estrada. Viveu 10 anos em Bras&iacute;lia, onde conheceu sua esposa, &Iacute;ris, com quem teve 2 dos 3 filhos. <\/p>\n<p> Seus pais, Jo&atilde;o Mota de Oliveira e Evanir de Oliveira, que est&atilde;o h&aacute; 23 anos no MST, participaram de uma ocupa&ccedil;&atilde;o pela primeira vez em 1985, em Juven&oacute;polis, no Paran&aacute;. Na &eacute;poca Keno tinha 10 anos de idade e desde aquele dia sentiu-se parte do movimento. Com 18 anos partiu para a milit&acirc;ncia em outros estados. Retornou ao Paran&aacute; 10 anos depois.<\/p>\n<p> Em Mar&ccedil;o de 2006, o Movimento dos Trabalhadores juntamente com a Via Campesina, ocupam a Fazenda da Multinacional Syngenta Seeds, como forma de denunciar os experimentos que a empresa vinha fazendo com sementes geneticamente modificadas dentro da faixa de amortecimento do Parque Nacional do Igua&ccedil;u, patrim&ocirc;nio natural da humanidade, em  Santa Tereza do Oeste, Paran&aacute;. Logo ap&oacute;s a ocupa&ccedil;&atilde;o, o Ibama multou a Syngenta em R$ 1 milh&atilde;o justamente por ela descumprir a lei de preserva&ccedil;&atilde;o ambiental.<\/p>\n<p> Os camponeses que estavam na &aacute;rea come&ccedil;aram a plantar alimentos para tentar recuperar os danos dos experimentos. Ficaram um tempo na fazenda, sofreram despejo e acamparam as margens da BR, at&eacute; o governo do estado decretar que a &aacute;rea deveria ser de utilidade p&uacute;blica.<\/p>\n<p> Ap&oacute;s o decreto, os trabalhadores ocupam novamente, por&eacute;m n&atilde;o passa muito tempo e sofrem mais um despejo, onde acabam montando acampamento no Assentamento Olga Ben&aacute;rio, que fica ao lado. Nessa &eacute;poca, Keno e outras lideran&ccedil;as estavam sendo amea&ccedil;ados por milicias da Sociedade Rural do Oeste do Paran&aacute; e pela Syngenta Seeds.<\/p>\n<p> No dia 21 de outubro de 2007, o MST e a Via Campesina resolvem reocupar a &aacute;rea, pois havia rumores de que a empresa estava preparando a terra para plantar milho e soja transg&ecirc;nicos. Por volta das 06:30&nbsp; da manh&atilde;, cerca de 200 pessoas ocupam a fazenda. J&aacute; era quase 12:00, quando um micro- &ocirc;nibus cheio de seguran&ccedil;as e um carro cheio de armas chegaram e come&ccedil;aram a atirar contra todos. Keno foi atingido com um tiro na perna e outro no peito, al&eacute;m dele outras pessoas ficaram feridas.<\/p>\n<p> Lembran&ccedil;as<\/p>\n<p> &ldquo;Keno era uma pessoa que valorizava as fam&iacute;lias na luta, que gostava de ver homens e mulheres na milit&acirc;ncia. Era um companheiro que defendia a organicidade.&rdquo; &ndash; C&eacute;lia Louren&ccedil;o &#8211; Na &eacute;poca militava junto com Keno na Frente de Massa.<\/p>\n<p> &ldquo;Dois companheiros que eu admiro muito &eacute; o Keno e o Eg&iacute;dio, pois na milit&acirc;ncia sempre tiveram grande preocupa&ccedil;&atilde;o com os militantes. O Keno constru&iacute;a um espa&ccedil;o para as pessoas militar. Sua tarefa como militante&nbsp; sempre foi em 1&deg; lugar&rdquo; &#8211; Ireno Prochnow, militante, conheceu Keno desde a adolesc&ecirc;ncia.<\/p>\n<p> &ldquo;O Keno tinha uma aten&ccedil;&atilde;o com a juventude, na regi&atilde;o de Cascavel foi onde a juventude mais se inseriu. Ele acreditava na for&ccedil;a da juventude, sempre tinha tempo para ouvir as pessoas&rdquo; &#8211; Sandra Scheeren, miltante, conhecia o Keno desde 2003 na ocupa&ccedil;&atilde;o da Fazenda Cajati.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Ter&ccedil;a, 23 de outubro de 2012 <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Keno vive. Cinco anos de impunidade <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">No dia 21 de outubro, completaram-se cinco anos do assassinato do trabalhador rural <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/10356-a-ultima-homenagem-a-keno\" target=\"_blank\">Valmir Mota de Oliveira<\/a>, o Keno. O crime foi cometido por pessoas ligadas &agrave; NF Seguran&ccedil;a, empresa contratada pela Syngenta, e ocorreu em Santa Tereza do Oeste, PR, na &aacute;rea em que a multinacional realizava experimentos ilegais com transg&ecirc;nicos.<\/p>\n<p> Passados cinco anos do fato a Syngenta e os integrantes da NF Seguran&ccedil;a permanecem impunes. Da mesma forma, Syngenta segue recorrendo da multa de um milh&atilde;o de reais imposta pelo IBAMA por terem sido feitos experimentos com transg&ecirc;nicos na &aacute;rea de amortecimento do Parque Nacional do Igua&ccedil;u. A maior conquistada dos trabalhadores rurais nesse per&iacute;odo, a destina&ccedil;&atilde;o da antiga &aacute;rea da Syngenta para ensino e pesquisas em agroecologia, n&atilde;o &eacute; definitiva e est&aacute; em cont&iacute;nua disputa.<\/p>\n<p> A reportagem &eacute; do s&iacute;tio Terra de Direitos, 11-10-2012.<\/p>\n<p> Impunidade: A responsabiliza&ccedil;&atilde;o da Syngenta e da NF seguran&ccedil;a<\/p>\n<p> As investiga&ccedil;&otilde;es feitas pela pol&iacute;cia responsabilizaram nove pessoas contratadas pela NF Seguran&ccedil;a, assim como o propriet&aacute;rio da Empresa, Nerci de Freitas, e o ruralista <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/noticias-arquivadas\/10344-conflito-no-parana-expoe-trajetorias-de-vida-opostas\" target=\"_blank\">Alessandro Meneghel<\/a> pelo assassinato de Keno, isentando a Syngenta de responsabilidade criminal por falta de provas. O Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Paran&aacute;, em 2009, ofereceu den&uacute;ncia criminal contra nove os funcion&aacute;rios da NF Seguran&ccedil;a, al&eacute;m do propriet&aacute;rio da empresa e do Ruralista Alessandro Meneghel. Contudo, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico tamb&eacute;m denunciou oito integrantes da Via Campesina pelo assassinato de Keno, alegando que com a ocupa&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea da Syngenta o movimento social assumiu risco de ser atacados por uma mil&iacute;cia.<\/p>\n<p> A a&ccedil;&atilde;o penal que apura as responsabilidades pelo assassinato ainda est&aacute; longe do fim, j&aacute; que o processo ainda n&atilde;o ultrapassou a fase de oitiva de testemunhas. Depois de ouvidas todas as testemunhas o juiz decidir&aacute; quem ir&aacute; a j&uacute;ri popular pelo assassinato de Keno e do funcion&aacute;rio da NF Seguran&ccedil;a F&aacute;bio Ferreira. A decis&atilde;o de submeter o Nerci de Freitas e os nove seguran&ccedil;as ao j&uacute;ri popular &eacute; certa, j&aacute; que para submet&ecirc;-los ao j&uacute;ri basta haver ind&iacute;cios da participa&ccedil;&atilde;o no crime. N&atilde;o h&aacute; no processo qualquer elemento que respalde uma absolvi&ccedil;&atilde;o sum&aacute;ria, j&aacute; que Nerci de Freitas e seus funcion&aacute;rios confessaram participa&ccedil;&atilde;o no epis&oacute;dio.<\/p>\n<p> J&aacute; os trabalhadores rurais denunciados podem ser absolvidos de forma sum&aacute;ria, sem terem que se submeter a julgamento pelo j&uacute;ri popular. A absolvi&ccedil;&atilde;o sum&aacute;ria depender&aacute; da interpreta&ccedil;&atilde;o que o juiz far&aacute; da den&uacute;ncia do Minist&eacute;rio P&uacute;blico. O MP alega que os trabalhadores rurais, apesar de terem sido v&iacute;timas de ataque por parte da mil&iacute;cia, assumiram ao risco de serem atacados por ocupar a &aacute;rea da Syngenta e, por esse motivo, podem responder pelo crime. Contudo, est&aacute; claro que o ato da ocupa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o guarda rela&ccedil;&atilde;o de causa e efeito com o ataque, ocorrido seis horas ap&oacute;s, para fins de responsabiliza&ccedil;&atilde;o criminal. Responsabilizar as v&iacute;timas pelo ataque da mil&iacute;cia &eacute; uma forma de mitigar a responsabilidade daqueles que ordenaram e realizaram o ataque.<\/p>\n<p> Apesar da Syngenta e seus funcion&aacute;rios terem escapado de responder criminalmente pelo assassinato de Keno, a multinacional dos transg&ecirc;nicos pode ter que pagar uma indeniza&ccedil;&atilde;o &agrave; fam&iacute;lia de Keno e &agrave; Isabel Maria Nascimento Souza, trabalhadora ferida gravemente durante o ataque. Na &aacute;rea c&iacute;vel a Syngenta pode ser responsabilizada pelo homic&iacute;dio uma vez que a NF Seguran&ccedil;a atuava em nome da Syngenta. No contrato de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os firmado entre a Syngenta e a NF Seguran&ccedil;a havia cl&aacute;usula determinando que em caso de ocupa&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea a NF Seguran&ccedil;a deveria disponibilizar &agrave; Syngenta grande n&uacute;mero de pessoas, o que evidencia a rela&ccedil;&atilde;o da Syngenta com o ataque cometido pela NF seguran&ccedil;a. A a&ccedil;&atilde;o de indeniza&ccedil;&atilde;o foi recebida pelo juiz da Primeira Vara C&iacute;vel de Cascavel e as primeiras audi&ecirc;ncias devem ocorrer no in&iacute;cio do pr&oacute;ximo ano.<\/p>\n<p> &Aacute;reas livres de transg&ecirc;nico: zona de amortecimento do Parque Nacional do Igua&ccedil;u e o centro de pesquisa e estudos em agroecologia &ldquo;Walmir Mota de Oliveira&rdquo;<\/p>\n<p> Cinco anos ap&oacute;s a Syngenta ter sido multada pelo IBAMA por realizar experimento com transg&ecirc;nicos na &aacute;rea de amortecimento do Parque Nacional do Igua&ccedil;u, ainda n&atilde;o h&aacute; uma decis&atilde;o definitiva sobre a validade da multa, que &eacute; contestada pela Syngenta na justi&ccedil;a. A Syngenta alega que tinha autoriza&ccedil;&atilde;o da CTNBio para fazer experimentos com transg&ecirc;nicos, enquanto o IBAMA alega que a decis&atilde;o da CTNBio n&atilde;o autoriza realizar experimentos na &aacute;rea de amortecimento do Parque Nacional do Igua&ccedil;u, que tem normas pr&oacute;prias para a prote&ccedil;&atilde;o da biodiversidade. Houve uma decis&atilde;o de primeira inst&acirc;ncia favor&aacute;vel ao IBAMA, seguida de outra favor&aacute;vel &agrave; Syngenta no TRF 4&ordf; Regi&atilde;o. O caso agora depende de decis&atilde;o do STJ e do STF sobre o assunto. Al&eacute;m de resolver a quest&atilde;o espec&iacute;fica da multa, a decis&atilde;o dos tribunais superiores ter&aacute; impacto direto na interpreta&ccedil;&atilde;o sobre o que &eacute; ou n&atilde;o permitido nas zonas de amortecimento de parques nacionais quanto aos transg&ecirc;nicos.<\/p>\n<p> A cria&ccedil;&atilde;o centro de pesquisa e estudos em agroecologia &ldquo;Walmir Mota de Oliveira&rdquo; na &aacute;rea em que a Syngenta realizava experimentos com transg&ecirc;nicos n&atilde;o garante que o centro ser&aacute; realmente utilizado para promover a agroecologia. Devido &agrave; grande press&atilde;o social no ano de 2008 a Syngenta doou a &aacute;rea ao estado do Paran&aacute;, que por sua vez l&aacute; instalou o Centro. Como a &aacute;rea pertence ao Estado do Paran&aacute;, as mudan&ccedil;as pol&iacute;ticas no comando do governo podem ter impactos diretos na destina&ccedil;&atilde;o e uso da &aacute;rea. A possibilidade de mudan&ccedil;a de postura do Estado est&aacute; diretamente vinculada com a press&atilde;o constante do agroneg&oacute;cio contra o modelo agroecol&oacute;gico de produ&ccedil;&atilde;o. Por isso a luta pela destina&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea &agrave; agroecologia &eacute; constante. <a href=\"http:\/\/terradedireitos.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/Mo%C3%A7%C3%A3o-de-apoio_keno_Vive.pdf\" target=\"_blank\">Clique aqui <\/a>para acessar a mo&ccedil;&atilde;o de apoio &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o da unidade de pesquisa &ldquo;Walmir Mota de Oliveira&rdquo;, entregue ao IAPAR durante a 11&ordf; Jornada de Agroecologia, realizada em Londrina, em julho de 2012.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cinco anos de impunidade aos seus&nbsp; assassinos pagos pela Syngenta e pelos ruralistas de cascavel.&nbsp;&nbsp;&nbsp; 23 de outubro 12&nbsp; Ato marca os cinco anos do assassinato do Sem Terra Keno, no Paran&aacute; Em detrimento dos cinco anos do assassinato de Valmir Mota de Oliveira, o Keno, completados neste domingo, 21 de outubro, os Sem Terra [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":18,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[6],"class_list":["post-3430","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-publicaciones","tag-articulos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3430","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/users\/18"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3430"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3430\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3704,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3430\/revisions\/3704"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3430"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3430"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3430"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}