{"id":3424,"date":"2012-08-25T10:41:33","date_gmt":"2012-08-25T10:41:33","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2012\/08\/25\/declarao-do-encontro-nacional-unitrio-de-trabalhadores-e-trabalhadoras-povos-do-campo-das-guas\/"},"modified":"2017-10-02T21:45:03","modified_gmt":"2017-10-02T21:45:03","slug":"declarao-do-encontro-nacional-unitrio-de-trabalhadores-e-trabalhadoras-povos-do-campo-das-guas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2012\/08\/25\/declarao-do-encontro-nacional-unitrio-de-trabalhadores-e-trabalhadoras-povos-do-campo-das-guas\/","title":{"rendered":"Declara\u00e7\u00e3o do Encontro Nacional Unit\u00e1rio de Trabalhadores e trabalhadoras, povos do campo das \u00c1guas"},"content":{"rendered":"<p><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--><!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\";} <\/style>\n\n <![endif]-->  <\/p>\n<h2 style=\"margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: center; line-height: normal\" align=\"center\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Declara&ccedil;&atilde;o do Encontro Nacional Unit&aacute;rio de Trabalhadores e trabalhadoras, povos do campo das &aacute;guas e das florestas.<\/span><\/h2>\n<p>  <strong><em><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Tahoma\">Por Terra, Territ&oacute;rio e Dignidade!<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--><!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\";} <\/style>\n\n <![endif]--><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Tahoma\">Ap&oacute;s s&eacute;culos de opress&atilde;o e resist&ecirc;ncia, &ldquo;as massas camponesas oprimidas e exploradas&rdquo;, numa demonstra&ccedil;&atilde;o de capacidade de articula&ccedil;&atilde;o, unidade pol&iacute;tica e constru&ccedil;&atilde;o de uma proposta nacional, se reuniram no &ldquo;I Congresso Nacional dos Lavradores e Trabalhadores Agr&iacute;colas sobre o car&aacute;ter da reforma agr&aacute;ria&rdquo;, no ano de 1961, em Belo Horizonte. J&aacute; nesse I Congresso os povos do campo, assumindo um papel de sujeitos pol&iacute;ticos, apontavam a centralidade da terra como espa&ccedil;o de vida, de produ&ccedil;&atilde;o e identidade sociocultural.<\/span> <\/p>\n<p><!--[if !mso]> \n\n<style> v:* {behavior:url(#default#VML);} o:* {behavior:url(#default#VML);} w:* {behavior:url(#default#VML);} .shape {behavior:url(#default#VML);} <\/style>\n\n <![endif]--><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--><!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\";} <\/style>\n\n <![endif]-->  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Essa unidade e for&ccedil;a pol&iacute;tica levaram o governo de Jo&atilde;o Goulart a incorporar a reforma agr&aacute;ria como parte de suas reformas de base, contrariando os interesses das elites e transformando-se num dos elementos que levou ao golpe de 1964. Os governos golpistas perseguiram, torturaram, aprisionaram e assassinaram lideran&ccedil;as, mas n&atilde;o destru&iacute;ram o sonho, nem as lutas camponesas por um peda&ccedil;o de ch&atilde;o. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Ap&oacute;s d&eacute;cadas de resist&ecirc;ncia e denuncias da opress&atilde;o, as mobiliza&ccedil;&otilde;es e lutas sociais criaram condi&ccedil;&otilde;es para a retomada e amplia&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o camponesa, fazendo emergir uma diversidade de sujeitos e pautas. Junto com a luta pela reforma agr&aacute;ria, a luta pela terra e por territ&oacute;rio vem afirmando sujeitos como sem terra, quilombolas, ind&iacute;genas, extrativistas, pescadores artesanais, quebradeiras, comunidades tradicionais, agricultores familiares, camponeses, trabalhadores e trabalhadoras rurais e demais povos do campo, das &aacute;guas e das florestas. Neste processo de constitui&ccedil;&atilde;o de sujeitos pol&iacute;ticos, afirmam-se as mulheres e a juventude na luta contra a cultura patriarcal, pela visibilidade e igualdade de direitos e dignidade no campo.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Em nova demonstra&ccedil;&atilde;o de capacidade de articula&ccedil;&atilde;o e unidade pol&iacute;tica, n&oacute;s homens e mulheres de todas as idades, nos reunimos 51 anos depois, em Bras&iacute;lia, no Encontro Nacional Unit&aacute;rio de Trabalhadores e Trabalhadoras, Povos do Campo, das &Aacute;guas e das Florestas, tendo como centralidade a luta de classes em torno da terra, atualmente expressa na luta por Reforma Agr&aacute;ria, Terra, Territ&oacute;rio e Dignidade.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>N&oacute;s estamos construindo<span>&nbsp; <\/span>a unidade em resposta aos desafios da desigualdade na distribui&ccedil;&atilde;o da terra. Como nos anos 60, esta desigualdade se mant&eacute;m inalterada, havendo um aprofundamento dos riscos econ&ocirc;micos, sociais, culturais e ambientais, em conseq&uuml;&ecirc;ncia da especializa&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria da economia. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">A primeira d&eacute;cada do S&eacute;culo XXI revela um projeto de remontagem da moderniza&ccedil;&atilde;o conservadora da agricultura, iniciada pelos militares, interrompida nos anos noventa e retomada como projeto de expans&atilde;o prim&aacute;ria para o setor externo nos &uacute;ltimos doze anos, sob a denomina&ccedil;&atilde;o de agroneg&oacute;cio, que se configura como nosso inimigo comum.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Este projeto, na sua ess&ecirc;ncia, produz desigualdades nas rela&ccedil;&otilde;es fundi&aacute;rias e sociais no meio rural, aprofunda a depend&ecirc;ncia externa e realiza uma explora&ccedil;&atilde;o ultrapredat&oacute;ria da natureza. Seus protagonistas s&atilde;o o capital financeiro, as grandes cadeias de produ&ccedil;&atilde;o e comercializa&ccedil;&atilde;o de <em>commodities<\/em> de escala mundial, o latif&uacute;ndio e o Estado brasileiro nas suas fun&ccedil;&otilde;es financiadora &ndash; inclusive destinando recursos p&uacute;blicos para grandes projetos e obras de infraestrutura &ndash; e (des)reguladora da terra.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">O projeto capitalista em curso no Brasil persegue a acumula&ccedil;&atilde;o de capital especializado no setor prim&aacute;rio, promovendo super-explora&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria, hidroel&eacute;trica, mineral e petroleira. Esta super-explora&ccedil;&atilde;o, em nome da necessidade de equilibrar as transa&ccedil;&otilde;es externas, serve aos interesses e dom&iacute;nio do capital estrangeiro no campo atrav&eacute;s das transnacionais do agro e hidroneg&oacute;cio. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Este projeto provoca o esmagamento e a desterritorializa&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores e trabalhadoras dos povos do campo, das &aacute;guas e das florestas. Suas conseq&uuml;&ecirc;ncias sociais e ambientais s&atilde;o a n&atilde;o realiza&ccedil;&atilde;o da reforma agr&aacute;ria, a n&atilde;o demarca&ccedil;&atilde;o e reconhecimento de territ&oacute;rios ind&iacute;genas e quilombolas, o aumento da viol&ecirc;ncia, a viola&ccedil;&atilde;o dos territ&oacute;rios dos pescadores e povos da floresta, a fragiliza&ccedil;&atilde;o da agricultura familiar e camponesa, a sujei&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores e consumidores a alimentos contaminados e ao conv&iacute;vio com a degrada&ccedil;&atilde;o ambiental. H&aacute; ainda conseq&uuml;&ecirc;ncias socioculturais como a masculiniza&ccedil;&atilde;o e o envelhecimento do campo pela aus&ecirc;ncia de oportunidades para a juventude e as mulheres, resultando na n&atilde;o reprodu&ccedil;&atilde;o social do campesinato.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Estas conseq&uuml;&ecirc;ncias foram agravadas pela aus&ecirc;ncia, falta de adequa&ccedil;&atilde;o ou car&aacute;ter assistencialista e emergencial das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Estas pol&iacute;ticas contribu&iacute;ram para o processo de desigualdade social entre o campo e a cidade, o esvaziamento do meio rural e o aumento da vulnerabilidade dos sujeitos do campo, das &aacute;guas e das florestas. Em vez de promover a igualdade e a dignidade, as pol&iacute;ticas e a&ccedil;&otilde;es do Estado, muitas vezes, retiram direitos e promovem a viol&ecirc;ncia no campo.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Mesmo gerando conflitos e sendo inimigo dos povos, o Estado brasileiro nas suas esferas do Executivo, Judici&aacute;rio e Legislativo, historicamente vem investindo no fortalecimento do modelo de desenvolvimento concentrador, excludente e degradador. Apesar de todos os problemas gerados, os sucessivos governos &ndash; inclusive o atual &ndash; mant&ecirc;m a op&ccedil;&atilde;o pelo agro e hidroneg&oacute;cio. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">O Brasil, como um pa&iacute;s rico em terra, &aacute;gua, bens naturais e biodiversidade, atrai o capital especulativo e agroexportador, acirrando os impactos negativos sobre os territ&oacute;rios e popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas, quilombolas, comunidades tradicionais e camponesas. Externamente, o Brasil vem se tornando alavanca do projeto neocolonizador, expandindo este modelo para outros pa&iacute;ses, especialmente na Am&eacute;rica Latina e &Aacute;frica.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Torna-se indispens&aacute;vel um projeto de vida e trabalho para a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos saud&aacute;veis em escala suficiente para atender as necessidades da sociedade, que respeite a natureza e gere dignidade no campo. Ao mesmo tempo, o resgate e fortalecimento dos campesinatos, a defesa e recupera&ccedil;&atilde;o das suas culturas e saberes se faz necess&aacute;rio para projetos alternativos de desenvolvimento e sociedade.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 6pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><strong><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Diante disto, afirmamos:<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 6pt 36pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span><span>1)<span style=\"font: 7pt &quot;Times New Roman&quot;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\"><span>&nbsp;<\/span>a reforma agr&aacute;ria como pol&iacute;tica essencial de desenvolvimento justo, popular, solid&aacute;rio e sustent&aacute;vel, pressupondo mudan&ccedil;a na estrutura fundi&aacute;ria, democratiza&ccedil;&atilde;o do acesso &agrave; terra, respeito aos territ&oacute;rios e garantia da reprodu&ccedil;&atilde;o social dos povos do campo, das &aacute;guas e das florestas. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 6pt 36pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span><span>2)<span style=\"font: 7pt &quot;Times New Roman&quot;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">a soberania territorial, que compreende o poder e a autonomia dos povos em proteger e defender livremente os bens comuns e o espa&ccedil;o social e de luta que ocupam e estabelecem suas rela&ccedil;&otilde;es e modos de vida, desenvolvendo diferentes culturas e<span>&nbsp; <\/span>formas de produ&ccedil;&atilde;o e reprodu&ccedil;&atilde;o,<span>&nbsp; <\/span>que marcam e d&atilde;o identidade ao territ&oacute;rio. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 6pt 36pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span><span>3)<span style=\"font: 7pt &quot;Times New Roman&quot;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">a soberania alimentar como o direito dos povos a definir suas pr&oacute;prias pol&iacute;ticas e estrat&eacute;gias sustent&aacute;veis de produ&ccedil;&atilde;o, distribui&ccedil;&atilde;o e consumo de alimentos que garantam o direito &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o adequada a toda a popula&ccedil;&atilde;o, respeitando suas culturas e a diversidade dos jeitos de produzir, comercializar e gerir estes processos.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 6pt 36pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span><span>4)<span style=\"font: 7pt &quot;Times New Roman&quot;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">a agroecologia como base para a sustentabilidade e organiza&ccedil;&atilde;o social e produtiva da agricultura familiar e camponesa, em oposi&ccedil;&atilde;o ao modelo do agroneg&oacute;cio. A agroecologia &eacute; um modo de produzir e se relacionar na agricultura, que preserva a biodiversidade, os ecossistemas e o patrim&ocirc;nio gen&eacute;tico, que produz alimentos saud&aacute;veis, livre de transg&ecirc;nicos e agrot&oacute;xicos, que valoriza saberes e culturas dos povos do campo, das &aacute;guas e das florestas e defende a vida. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 6pt 36pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span><span>5)<span style=\"font: 7pt &quot;Times New Roman&quot;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">a centralidade da agricultura familiar e camponesa e de formas tradicionais de produ&ccedil;&atilde;o e o seu fortalecimento por meio de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas estruturantes, como fomento e cr&eacute;dito subsidiado e adequado as realidades; assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica baseada nos princ&iacute;pios agroecol&oacute;gicos; pesquisa que reconhe&ccedil;a e incorpore os saberes tradicionais; forma&ccedil;&atilde;o, especialmente da juventude; incentivo &agrave;<span>&nbsp; <\/span>coopera&ccedil;&atilde;o, agroindustrializa&ccedil;&atilde;o e comercializa&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 6pt 36pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span><span>6)<span style=\"font: 7pt &quot;Times New Roman&quot;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">a necessidade de rela&ccedil;&otilde;es igualit&aacute;rias, de reconhecimento e respeito m&uacute;tuo, especialmente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s mulheres, superando a divis&atilde;o sexual do trabalho e o poder patriarcal e combatendo todos os tipos de viol&ecirc;ncia.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 6pt 36pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span><span>7)<span style=\"font: 7pt &quot;Times New Roman&quot;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">a soberania energ&eacute;tica como um direito dos povos, o que demanda o controle social sobre as fontes, produ&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o de energia, alterando o atual modelo energ&eacute;tico brasileiro.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 6pt 36pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span><span>8)<span style=\"font: 7pt &quot;Times New Roman&quot;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">a educa&ccedil;&atilde;o do campo, ind&iacute;gena e quilombola como ferramentas estrat&eacute;gicas para a emancipa&ccedil;&atilde;o dos sujeitos, que surgem das experi&ecirc;ncias de luta pelo direito &agrave; educa&ccedil;&atilde;o e por um projeto pol&iacute;tico-pedag&oacute;gico vinculado aos interesses da classe trabalhadora.<span>&nbsp; <\/span>Elas se contrap&otilde;em &agrave; educa&ccedil;&atilde;o rural, que tem como objetivo auxiliar um projeto de agricultura e sociedade subordinada aos interesses do capital, que submete a educa&ccedil;&atilde;o escolar &agrave; prepara&ccedil;&atilde;o de m&atilde;o-de-obra minimamente qualificada e barata e que escraviza trabalhadores e trabalhadoras no sistema de produ&ccedil;&atilde;o de monocultura. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 6pt 36pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span><span>9)<span style=\"font: 7pt &quot;Times New Roman&quot;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">a necessidade de democratiza&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, hoje concentrados em poucas fam&iacute;lias e a servi&ccedil;o do projeto capitalista concentrador,<span>&nbsp; <\/span>que criminalizam os movimentos e organiza&ccedil;&otilde;es sociais do campo, das &aacute;guas e das florestas. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 6pt 36pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span><span>10)<span style=\"font: 7pt &quot;Times New Roman&quot;\"> <\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">a necessidade do reconhecimento pelo Estado dos direitos das popula&ccedil;&otilde;es atingidas por grandes projetos, assegurando a consulta livre, pr&eacute;via e informada e a repara&ccedil;&atilde;o nos casos de viola&ccedil;&atilde;o de direitos.<span>&nbsp; <\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 6pt 36pt; text-align: justify; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 6pt 18pt; text-align: justify; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><strong><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Nos comprometemos:<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 6pt 35.45pt; text-align: justify; text-indent: -21.25pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\"><span>1.<span style=\"font: 7pt &quot;Times New Roman&quot;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">a fortalecer as organiza&ccedil;&otilde;es sociais e<span>&nbsp; <\/span>a intensificar o processo de unidade entre os trabalhadores e trabalhadoras, povos do campo, das &aacute;guas e das florestas, colocando como centro a luta de classes e o enfrentamento ao<span>&nbsp; <\/span>inimigo comum, o capital e sua express&atilde;o atual no campo, o agro e hidroneg&oacute;cio.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 6pt 35.45pt; text-align: justify; text-indent: -21.25pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\"><span>2.<span style=\"font: 7pt &quot;Times New Roman&quot;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">a ampliar a unidade nos pr&oacute;ximos per&iacute;odos, construindo pautas comuns e processos unit&aacute;rios de luta pela realiza&ccedil;&atilde;o da reforma agr&aacute;ria, pela reconhecimento, titula&ccedil;&atilde;o, demarca&ccedil;&atilde;o e desintrus&atilde;o das terras ind&iacute;gena, dos territ&oacute;rios quilombolas e de comunidades tradicionais, garantindo direitos territoriais, dignidade e autonomia. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 6pt 35.45pt; text-align: justify; text-indent: -21.25pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\"><span>3.<span style=\"font: 7pt &quot;Times New Roman&quot;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">a fortalecer a luta pela reforma agr&aacute;ria<span>&nbsp; <\/span>como bandeira unit&aacute;ria dos trabalhadores e trabalhadoras e povos do campo, das &aacute;guas e das florestas.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 6pt 35.45pt; text-align: justify; text-indent: -21.25pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\"><span>4.<span style=\"font: 7pt &quot;Times New Roman&quot;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">a construir e fortalecer alian&ccedil;as entre sujeitos do campo e da cidade, em n&iacute;vel nacional e internacional, em estrat&eacute;gias de classe contra o capital e em defesa de uma sociedade justa, igualit&aacute;ria, solid&aacute;ria e sustent&aacute;vel.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 6pt 35.45pt; text-align: justify; text-indent: -21.25pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\"><span>5.<span style=\"font: 7pt &quot;Times New Roman&quot;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">a lutar pela transi&ccedil;&atilde;o agroecol&oacute;gica massiva, contra os agrot&oacute;xicos, pela produ&ccedil;&atilde;o de alimentos saud&aacute;veis, pela soberania alimentar, em defesa da biodiversidade e das sementes.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 6pt 35.45pt; text-align: justify; text-indent: -21.25pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\"><span>6.<span style=\"font: 7pt &quot;Times New Roman&quot;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">a construir uma agenda comum para rediscutir os crit&eacute;rios de constru&ccedil;&atilde;o, acesso, abrang&ecirc;ncia, car&aacute;ter e controle social sobre as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, a exemplo do PRONAF, PNAE, PAA, PRONERA, PRONACAMPO, pesquisa e extens&atilde;o, dentre outras, voltadas para os povos do campo, das &aacute;guas e das florestas.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 6pt 35.45pt; text-align: justify; text-indent: -21.25pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\"><span>7.<span style=\"font: 7pt &quot;Times New Roman&quot;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">a fortalecer a luta das mulheres por direitos, pela igualdade e pelo fim da viol&ecirc;ncia.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 6pt 35.45pt; text-align: justify; text-indent: -21.25pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\"><span>8.<span style=\"font: 7pt &quot;Times New Roman&quot;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">a ampliar o reconhecimento da import&acirc;ncia estrat&eacute;gica da juventude na din&acirc;mica do desenvolvimento e na reprodu&ccedil;&atilde;o social dos povos do campo, das &aacute;guas e das florestas.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 6pt 35.45pt; text-align: justify; text-indent: -21.25pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\"><span>9.<span style=\"font: 7pt &quot;Times New Roman&quot;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">a lutar por mudan&ccedil;as no atual modelo de produ&ccedil;&atilde;o pautado nos petro-dependentes, de alto consumo energ&eacute;tico.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 6pt 35.45pt; text-align: justify; text-indent: -21.25pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\"><span>10.<span style=\"font: 7pt &quot;Times New Roman&quot;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">a combater e denunciar a viol&ecirc;ncia e a impunidade no campo e a criminaliza&ccedil;&atilde;o das lideran&ccedil;as e movimentos sociais, promovidas pelos agentes p&uacute;blicos e privados.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 6pt 35.45pt; text-align: justify; text-indent: -21.25pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\"><span>11.<span style=\"font: 7pt &quot;Times New Roman&quot;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">a lutar pelo reconhecimento da responsabilidade do Estado sobre a morte e desaparecimento for&ccedil;ado de camponeses, bem como os direitos de repara&ccedil;&atilde;o aos seus familiares, com a cria&ccedil;&atilde;o de uma comiss&atilde;o camponesa pela anistia, mem&oacute;ria, verdade e justi&ccedil;a para incidir nos trabalhos da Comiss&atilde;o Especial sobre mortos e desaparecidos pol&iacute;ticos, visando a inclus&atilde;o de todos afetados pela repress&atilde;o. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 6pt; text-align: justify; text-indent: 18pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">N&oacute;s, trabalhadores e trabalhadoras, povos do campo, das &aacute;guas e das florestas exigimos o redirecionamento das pol&iacute;ticas e a&ccedil;&otilde;es do Estado brasileiro, pois o campo n&atilde;o suporta mais. <span>&nbsp;<\/span>Seguiremos em marcha, mobilizados em unidade e luta e, no combate ao nosso inimigo comum, construiremos um Pa&iacute;s e uma sociedade justa, solid&aacute;ria e sustent&aacute;vel.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 6pt 18pt; text-align: right; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\" align=\"right\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Bras&iacute;lia, 22 de agosto de 2012.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\" align=\"center\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"691\" class=\"MsoNormalTable\" style=\"width: 517.9pt; border-collapse: collapse; border: medium none\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"361\" valign=\"top\" style=\"width: 270.75pt; border: medium none; padding: 0cm 5.4pt\">\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Associa&ccedil;&atilde;o das Casas   Familiares Rurais (ARCAFAR)<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Associa&ccedil;&atilde;o das   Mulheres do Brasil (AMB)<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira   de Reforma Agr&aacute;ria (ABRA)<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira   dos Estudantes de Engenharia Florestal (ABEEF)<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Articula&ccedil;&atilde;o Nacional   de Agroecologia (ANA)<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Articula&ccedil;&atilde;o dos Povos   Ind&iacute;genas do Brasil (APIB)<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Conselho Indigenista   Mission&aacute;rio (CIMI)<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">CARITAS Brasileira<span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional   dos Quilombolas (CONAQ)<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional   dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG)<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Comiss&atilde;o Pastoral da   Pesca (CPP)<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Comiss&atilde;o Pastoral da   Terra (CPT)<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Central dos   Trabalhadores do Brasil (CTB)<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Central &Uacute;nica dos   Trabalhadores (CUT)<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Federa&ccedil;&atilde;o dos   Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB)<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Federa&ccedil;&atilde;o dos   Trabalhadores da Agricultura Familiar (FETRAF)<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">FASE<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Greenpeace<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">INESC<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"330\" valign=\"top\" style=\"width: 247.15pt; border: medium none; padding: 0cm 5.4pt\">\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Marcha   Mundial das Mulheres (MMM)<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Movimento   dos Atingidos por Barragens (MAB)<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Movimento   Campon&ecirc;s Popular (MCP)<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Movimento   das Mulheres Camponesas (MMC)<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Movimento   das Mulheres Trabalhadoras Rurais do Nordeste (MMTR-NE)<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Movimento   dos Pequenos Agricultores (MPA)<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Movimento   dos Pescadores e Pescadoras Artesanais (MPP)<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Movimento   dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Movimento   Interestadual das Mulheres Quebradeiras de Coco Baba&ccedil;u (MIQCB)<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Oxfam   Brasil<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Pastoral   da Juventude Rural (PJR)<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Plataforma   Dhesca<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Rede   Cefas<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Sindicato   Nacional dos Trabalhadores em Pesquisa e Desenvolvimento Agropecu&aacute;rio   (SINPAF)<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">SINPRO   DF<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Terra de   Direitos<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Unicafes<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">VIA   CAMPESINA BRASIL<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; line-height: normal\" class=\"MsoNormal\" align=\"center\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">&nbsp;<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Declara&ccedil;&atilde;o do Encontro Nacional Unit&aacute;rio de Trabalhadores e trabalhadoras, povos do campo das &aacute;guas e das florestas. Por Terra, Territ&oacute;rio e Dignidade! Ap&oacute;s s&eacute;culos de opress&atilde;o e resist&ecirc;ncia, &ldquo;as massas camponesas oprimidas e exploradas&rdquo;, numa demonstra&ccedil;&atilde;o de capacidade de articula&ccedil;&atilde;o, unidade pol&iacute;tica e constru&ccedil;&atilde;o de uma proposta nacional, se reuniram no &ldquo;I Congresso Nacional dos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":18,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[6],"class_list":["post-3424","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-publicaciones","tag-articulos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3424","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/users\/18"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3424"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3424\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4327,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3424\/revisions\/4327"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3424"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3424"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3424"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}