{"id":3423,"date":"2012-08-18T09:43:08","date_gmt":"2012-08-18T09:43:08","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2012\/08\/18\/um-encontro-histrico-de-camponeses-do-brasil\/"},"modified":"2017-10-02T21:45:04","modified_gmt":"2017-10-02T21:45:04","slug":"um-encontro-histrico-de-camponeses-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2012\/08\/18\/um-encontro-histrico-de-camponeses-do-brasil\/","title":{"rendered":"Um encontro hist\u00f3rico de camponeses do Brasil"},"content":{"rendered":"<p><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--><!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\";} <\/style>\n\n <![endif]-->  <\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma; color: red\">Entre os dias 20 e 22 de agosto, no Parque da Cidade em Bras&iacute;lia (DF), se realiza um encontro nacional de todos os movimentos sociais e entidades que atuam no meio rural brasileiro<\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">. L&aacute; estar&atilde;o os representantes do movimento sindical como a Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), a Federa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf), dos movimentos sociais do campo vinculados a Via Campesina Brasil como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). <\/span><\/p>\n<p><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--><!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\";} <\/style>\n\n <![endif]-->  <\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Estar&atilde;o tamb&eacute;m os movimentos de pescadores e pescadoras artesanais do Brasil e representantes das centenas de agrupamentos quilombolas esparramados pelo pa&iacute;s. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">A Articula&ccedil;&atilde;o dos Povos Ind&iacute;genas do Brasil (APIB) e o Conselho Indigenista Mission&aacute;rio (Cimi) tamb&eacute;m marcar&atilde;o presen&ccedil;a com a quest&atilde;o ind&iacute;gena. As pastorais sociais que atuam no meio rural, como Comiss&atilde;o Pastoral da Terra (CPT), C&aacute;ritas, Pastoral da Juventude etc, e tamb&eacute;m dezenas de outros movimentos regionalizados ou de n&iacute;vel estadual se far&atilde;o presentes.<\/p>\n<p> Assim, ser&aacute; portanto, um encontro unit&aacute;rio, plural e expressivo de todas as formas de organiza&ccedil;&atilde;o e representa&ccedil;&atilde;o que existem hoje no meio rural brasileiro, abrangendo desde os assalariados rurais, camponeses, pequenos agricultores familiares, posseiros, ribeirinhos, quilombolas, pescadores e povos ind&iacute;genas. Todos unidos, independente da corrente pol&iacute;tica ou ideol&oacute;gica a que se identificam.<\/p>\n<p> Esse encontro ser&aacute; hist&oacute;rico, porque que na trajet&oacute;ria dos movimentos sociais do campo essa unidade somente havia ocorrido uma vez, em novembro de 1961, quando se realizou em Belo Horizonte (MG) o I Congresso Campon&ecirc;s do Brasil. Naquela ocasi&atilde;o tamb&eacute;m se unificaram todos os movimentos, de todas as correntes pol&iacute;ticas-ideol&oacute;gicas, desde o PCB, PSB, esquerda crist&atilde;, PTB, brizolistas e esquerda radical. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">A unidade foi necess&aacute;ria, apesar da diversidade, para cerrar fi leiras contra a direita e dar for&ccedil;a ao novo governo popular de Jo&atilde;o Goulart para assumir a bandeira da reforma agr&aacute;ria e elaborar uma lei in&eacute;dita de reforma agr&aacute;ria para o pa&iacute;s. Da&iacute; que o lema resultante dos debates e que iria orientar a a&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica dos movimentos foi &ldquo;Reforma agr&aacute;ria: na lei ou na marra!&rdquo;<\/p>\n<p> Passaram-se 50 anos para que, mais uma vez, todas as formas de organiza&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o que vive no campo viessem a se reencontrar. E agora com uma representa&ccedil;&atilde;o ainda maior, acrescida dos quilombolas, pescadores e povos ind&iacute;genas, que na &eacute;poca nem se reconheciam como formas organizativas de nosso povo.<\/p>\n<p> E por que foi poss&iacute;vel realizar esse encontro? Por v&aacute;rias raz&otilde;es. Primeiro, porque o capital est&aacute; em ofensiva no campo. Sob a hegemonia do capital financeiro e das empresas transnacionais est&aacute; impondo um novo padr&atilde;o de produ&ccedil;&atilde;o, explora&ccedil;&atilde;o e espolia&ccedil;&atilde;o da natureza: o agroneg&oacute;cio. E o agroneg&oacute;cio construiu uma unidade, uma alian&ccedil;a do capital, aglutinando o capital financeiro, as corpora&ccedil;&otilde;es transnacionais, a m&iacute;dia burguesa e os grandes propriet&aacute;rios de terra. E essa alian&ccedil;a representa hoje os inimigos comuns para toda a popula&ccedil;&atilde;o que vive no meio rural, e que depende da agricultura, da natureza, da pesca, para sobreviver.<\/p>\n<p> Em segundo lugar, porque estamos assistindo &agrave; subservi&ecirc;ncia do Estado brasileiro, em suas v&aacute;rias articula&ccedil;&otilde;es a esse projeto. O poder Judici&aacute;rio, as leis e o Congresso Nacional operam apenas em seu favor.<\/p>\n<p> Em terceiro lugar, estamos assistindo a um governo federal dividido. Um governo de composi&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as, que mescla diversos interesses, mas que o agroneg&oacute;cio possui maior influ&ecirc;ncia, seja nos minist&eacute;rios seja nos programas de governo.<\/p>\n<p> Em quarto lugar, percebeu-se que essa forma de explora&ccedil;&atilde;o e de produ&ccedil;&atilde;o do agroneg&oacute;cio est&aacute; colocando em risco o meio ambiente, a natureza e a sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o, com o uso intensivo de agrot&oacute;xicos, que matam. Matam a biodiversidade vegetal e animal e matam indiretamente os seres humanos, com a prolifera&ccedil;&atilde;o de enfermidades, em especial o c&acirc;ncer, como t&ecirc;m denunciado os cientistas da &aacute;rea de sa&uacute;de.<\/p>\n<p> Em quinto lugar, porque o pa&iacute;s precisa de um projeto de desenvolvimento nacional, que atenda aos interesses do povo brasileiro e n&atilde;o apenas do lucro das empresas. Nesse projeto, a democratiza&ccedil;&atilde;o da propriedade da terra e a forma como devemos organizar a produ&ccedil;&atilde;o dos alimentos &eacute; fundamental.<\/p>\n<p> Em sexto lugar, &eacute; necess&aacute;rio que se reoriente as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, de forma priorit&aacute;ria para preservar o meio ambiente, produzir alimentos saud&aacute;veis com garantia de mercado, e garantia de renda e emprego para toda a popula&ccedil;&atilde;o que mora no interior.<\/p>\n<p> Em s&eacute;timo lugar, &eacute; necess&aacute;ria colocar na pauta priorit&aacute;ria dos movimentos sociais do campo a democratiza&ccedil;&atilde;o do acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, em todos os n&iacute;veis. Desde um programa massivo de alfabetiza&ccedil;&atilde;o, que tire da escurid&atilde;o os 14 milh&otilde;es de adultos brasileiros que ainda n&atilde;o sabem ler e escrever, at&eacute; garantir o acesso ao ensino m&eacute;dio e superior aos mais de 3 milh&otilde;es de jovens que vivem no meio rural.<\/p>\n<p> Tudo isso ser&aacute; debatido durante os tr&ecirc;s dias do Encontro Nacional de Trabalhadores Rurais.<\/p>\n<p> Esperamos que o resultado seja a constru&ccedil;&atilde;o de uma unidade program&aacute;tica, em torno de pontos comuns, para enfrentar os mesmos inimigos, como tamb&eacute;m se possa avan&ccedil;ar para construir uma agenda de lutas e mobiliza&ccedil;&atilde;o unit&aacute;ria para 2013.<\/p>\n<p> Salve o II encontro nacional de todos os trabalhadores e popula&ccedil;&otilde;es que vivem no interior do Brasil!<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre os dias 20 e 22 de agosto, no Parque da Cidade em Bras&iacute;lia (DF), se realiza um encontro nacional de todos os movimentos sociais e entidades que atuam no meio rural brasileiro. 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