{"id":3422,"date":"2012-08-10T13:52:54","date_gmt":"2012-08-10T13:52:54","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2012\/08\/10\/revista-estopim-entrevista-com-joo-pedro-stdile\/"},"modified":"2017-10-02T21:45:04","modified_gmt":"2017-10-02T21:45:04","slug":"revista-estopim-entrevista-com-joo-pedro-stdile","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2012\/08\/10\/revista-estopim-entrevista-com-joo-pedro-stdile\/","title":{"rendered":"Revista Estopim: Entrevista com Jo\u00e3o Pedro St\u00e9dile"},"content":{"rendered":"<p><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--><!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\";} <\/style>\n\n <![endif]--><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>agosto 08, 2012&nbsp;<\/span><a href=\"http:\/\/estopim.net\/y7\/?cat=8\" title=\"Ver todos os posts em Entrevistas\"><\/a><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;O <strong>Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra<\/strong> (MST) &eacute; uma das principais organiza&ccedil;&otilde;es populares do Brasil.&nbsp; A revista <strong>Estopim<\/strong> entrevistou o membro da coordena&ccedil;&atilde;o nacional do movimento e um dos seus fundadores, Jo&atilde;o Pedro St&eacute;dile. Para ele a reforma agr&aacute;ria no Brasil n&atilde;o &eacute; mais uma disputa entre&nbsp; sem terras e latifundi&aacute;rios e, sim, uma &ldquo;disputa do povo brasileiro,&nbsp; da classe trabalhadora contra a alian&ccedil;a dos fazendeiros, dos grandes propriet&aacute;rios de terras com as empresas transnacionais do agroneg&oacute;cio e dos bancos&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Nesta entrevista, o destacado l&iacute;der do movimento, tratou de diversos temas, tais como:&nbsp;&nbsp; governos progressistas&nbsp; na Am&eacute;rica Latina,&nbsp; golpe no Paraguai, elei&ccedil;&otilde;es na Venezuela, &nbsp;Rio + 20 e os governos de Lula e de Dilma. Al&eacute;m do indispens&aacute;vel tema quando se trata de Jo&atilde;o Pedro St&eacute;dile, a reforma agr&aacute;ria&nbsp; no Brasil.<\/span><\/p>\n<p><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--><!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\";} <\/style>\n\n <![endif]-->  <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong><span>ESTOPIM<\/span><\/strong><span> &ndash; <strong><em>Como anda a conjuntura pol&iacute;tica na Am&eacute;rica Latina? Quais s&atilde;o os processos mais avan&ccedil;ados e os mais estagnados? E a reforma agr&aacute;ria, como est&aacute;?<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong><span>J.P.<\/span><\/strong><span> &ndash; A Am&eacute;rica Latina est&aacute; vivendo uma conjuntura positiva para a classe trabalhadora em geral, pois sa&iacute;mos da hegemonia total dos Estados Unidos e do neoliberalismo com a elei&ccedil;&atilde;o de diversos governos progressistas em todo o continente. E, agora, h&aacute; uma disputa permanente do futuro do continente ao redor de tr&ecirc;s projetos ou propostas.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>O primeiro &eacute; a retomada da ofensiva dos Estados Unidos, que quer recolonizar a regi&atilde;o e transform&aacute;-la apenas em fornecedora de mat&eacute;rias primas e energia para ter lucro m&aacute;ximo para suas empresas que por aqui operam. H&aacute; um segundo projeto que defende uma integra&ccedil;&atilde;o continental, sem os americanos, mas ainda nos marcos dos interesses das empresas capitalistas. E h&aacute; um terceiro projeto, que n&oacute;s chamamos de <strong>Alternativa Bolivariana para as Am&eacute;ricas <\/strong>(ALBA), que se prop&otilde;e a fazer uma integra&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, pol&iacute;tica e cultural, que juntasse governos progressistas com as organiza&ccedil;&otilde;es populares.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Essas tr&ecirc;s propostas se enfrentam todos os dias em todos os espa&ccedil;os. A cada elei&ccedil;&atilde;o presidencial haver&aacute; candidatos dos tr&ecirc;s projetos. A vit&oacute;ria de Fernando Lugo <em>[presidente deposto do Paraguai],<\/em> fortalecia o projeto dois e tr&ecirc;s, e representava um alento para a regi&atilde;o do Cone Sul, pois derrotou as oligarquias paraguaias depois dos sessenta anos de ditadura do Partido Colorado.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Do ponto de vista de processos de mudan&ccedil;a, cada pa&iacute;s &eacute; diferente do outro, pois a correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as e a forma de organiza&ccedil;&atilde;o das classes &eacute; diferente.&nbsp;&nbsp;No entanto, a tend&ecirc;ncia geral &eacute; que apesar de terem sido eleitos diversos governos progressistas, com exce&ccedil;&atilde;o da Bol&iacute;via, n&atilde;o h&aacute; um processo de reconstru&ccedil;&atilde;o do movimento de massas no continente.&nbsp;&nbsp;Mesmo na Venezuela as mobiliza&ccedil;&otilde;es mais ativas se realizam em torno do processo eleitoral e n&atilde;o das mudan&ccedil;as estruturais necess&aacute;rias, que s&atilde;o desejadas inclusive pelo governo Chav&eacute;z.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Portanto, vivemos ainda em cada pa&iacute;s correla&ccedil;&otilde;es de for&ccedil;a de equil&iacute;brio, em que a classe trabalhadora ainda n&atilde;o tomou a ofensiva para disputar projetos.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>E a reforma agr&aacute;ria est&aacute; condicionada a essa correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as.&nbsp;&nbsp;S&oacute; haver&aacute; avan&ccedil;os na reforma agr&aacute;ria quando as classes populares como um todo pautarem um projeto popular de desenvolvimento em cada pa&iacute;s.&nbsp;&nbsp;&nbsp;E, justamente por isso, os avan&ccedil;os t&ecirc;m sido pontuais.&nbsp;&nbsp;Avan&ccedil;ou-se na Venezuela com a desapropria&ccedil;&atilde;o de quase todos os latif&uacute;ndios, mas falta &agrave; classe camponesa tomar em suas m&atilde;os a reconstru&ccedil;&atilde;o do setor agr&iacute;cola.&nbsp;&nbsp;Avan&ccedil;amos na Bol&iacute;via em termos de fixar um tamanho m&aacute;ximo para a propriedade, em termos de legisla&ccedil;&atilde;o de prote&ccedil;&atilde;o da biodiversidade e das sementes, &nbsp;mas ainda n&atilde;o avan&ccedil;amos para reorganiza&ccedil;&atilde;o do agroneg&oacute;cio.&nbsp;&nbsp;E, nos demais pa&iacute;ses, os avan&ccedil;os s&atilde;o pontuais, estando em geral mais relacionados com a solu&ccedil;&atilde;o de problemas ou conflitos sociais pontuais, regionais.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong><span>&nbsp;<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong><span>ESTOPIM<\/span><\/strong><span> &ndash; <strong><em>No caso do Paraguai, o conflito agr&aacute;rio foi usado para organizar o golpe?<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong><span>J.P. &#8211;&nbsp;<\/span><\/strong><span>O governo Lugo representava uma inflex&atilde;o da pol&iacute;tica paraguaia em alian&ccedil;a com os governos progressistas , as oligarquias locais jamais aceitaram essa derrota. Tanto que tentaram &nbsp;vinte e tr&ecirc;s vezes, ao longo dos quatro anos, derrubar o governo. Imagine que eles nunca aceitaram que o governo Lugo indicasse sequer o embaixador aqui no Brasil. O cargo ficou vago durante os quatro anos.&nbsp;&nbsp;O senado paraguaio foi o &uacute;nico que n&atilde;o aceitou a entrada da Venezuela no <strong>Mercosul<\/strong>, porque isso era contra os interesses dos americanos.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>E a conjuntura favor&aacute;vel para a mudan&ccedil;a do governo s&oacute; aconteceu quando o governo dos Estados Unidos, aliado com as grandes empresas transnacionais do agroneg&oacute;cio que controlam a agricultura paraguaia, deu o sinal verde, pois temia um maior avan&ccedil;o do <strong>Mercosul<\/strong>.&nbsp;E assim foi dado o golpe.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>O conflito agr&aacute;rio em que morreram onze sem terras e quatro policias n&atilde;o foi um conflito por terra.&nbsp;&nbsp;Foi uma armadilha montada pela direita.&nbsp;&nbsp;Hoje &eacute; cada vez mais forte a hip&oacute;tese de que as balas que mataram os sem terras e os policias sa&iacute;ram das mesmas armas.&nbsp;&nbsp;&nbsp;Lugo constituiu uma comiss&atilde;o para investigar o caso.&nbsp;&nbsp;&nbsp;Mas os senadores e toda direita paraguaia utilizaram o acontecimento como uma esp&eacute;cie de estopim&nbsp;&nbsp;emocional.&nbsp;&nbsp;Tanto foi assim que com a perpetua&ccedil;&atilde;o do golpe a comiss&atilde;o da Procuradoria Geral da Rep&uacute;blica foi imediatamente cancelada.&nbsp;&nbsp;E, mais uma vez, um crime ficar&aacute; impune.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>O problema &eacute; que o Paraguai &eacute; o &uacute;nico pa&iacute;s do mundo corrupto a ponto das oligarquias locais entregarem nada menos do que vinte e cinco por cento de todas as melhores terras para&nbsp;&nbsp;fazendeiros estrangeiros.&nbsp;&nbsp;Um s&oacute; fazendeiro brasileiro possui mais de um milh&atilde;o de hectares, de terras p&uacute;blicas griladas, recebidos da ditadura Strosnner. O Paraguai &eacute; o pa&iacute;s com maior concentra&ccedil;&atilde;o da propriedade da terra em todo o mundo.&nbsp;&nbsp;Cerca de trezentos e cinquenta e um grandes propriet&aacute;rios controlam quase setenta por cento de todas as terras. E h&aacute; em torno de duzentas mil fam&iacute;lias de camponeses paraguaios sem terra.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Esse &eacute; o verdadeiro problema &ndash; que continuar&aacute; latente at&eacute; que uma verdadeira democracia seja constru&iacute;da por l&aacute;.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong><span>&nbsp;<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong><span>ESTOPIM<\/span><\/strong><span> &ndash; <strong><em>A confer&ecirc;ncia Rio + 20 conseguiu avan&ccedil;ar em algum ponto importante para a quest&atilde;o do meio ambiente? E a C&uacute;pula dos<\/em><\/strong><em> Povos?<\/em><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong><span>J.P. &#8211;&nbsp;<\/span><\/strong><span>A Conferencia Rio+20 reuniu os mais diferentes setores da sociedade mundial e chegou-se a diferentes conclus&otilde;es por parte dos diferentes grupos. Os governos se reuniram, produzindo um documento p&iacute;fio, pior do que o da Eco-92. A confer&ecirc;ncia n&atilde;o passou de um teatro, sem import&acirc;ncia, sendo que a maioria dos atores dos governos poluidores sequer compareceu.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Os empres&aacute;rios tamb&eacute;m se reuniram no Forte Copacabana e nos hot&eacute;is da Zona Sul.&nbsp;&nbsp;Tiraram documentos interessantes e, alguns deles, se comprometeram a ganhar mais dinheiro com a propaganda do meio ambiente daqui por diante. Outros, mais espertos, querem privatizar at&eacute; o ar, o oxig&ecirc;nio produzido pelas florestas tropicais, transform&aacute;-lo num direito de propriedade privada e vend&ecirc;-lo como pap&eacute;is na bolsa de valores.&nbsp;S&atilde;o os chamados cr&eacute;ditos de carbono.&nbsp;&nbsp;E, o pior, j&aacute; come&ccedil;aram a fazer isso na Europa. E h&aacute; outros setores empresariais, os mais poluidores, as empresas automobil&iacute;sticas, petroleiras, mineradoras, sider&uacute;rgicas, os bancos, que s&atilde;o os que dominam o capitalismo mundial &ndash; esses fizeram de conta que a confer&ecirc;ncia n&atilde;o existiu e ficaram quietos.&nbsp;&nbsp;Alguns at&eacute; patrocinaram eventos no Rio.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Houve ONGs ambientalistas e setores ind&iacute;genas que tamb&eacute;m fizeram seus encontros e ca&iacute;ram de novo na ilus&atilde;o de ir &agrave; conferencia dos governantes e tentar influenciar a produ&ccedil;&atilde;o do documento.&nbsp;&nbsp;Perderam tempo.&nbsp;&nbsp;Mas elas vivem disso.&nbsp;&nbsp;De enganar-se e, as vezes, conseguem alguns segundos em alguma televis&atilde;o, que tamb&eacute;m precisa dar o &ldquo;outro lado&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>E, por fim, tivemos a C&uacute;pula dos Povos reunindo as entidades ambientalistas, os povos ind&iacute;genas, os movimentos sociais do campo e da cidade, reunidos no Aterro do Flamengo.&nbsp;&nbsp;Nesse evento, combinamos tr&ecirc;s iniciativas muito importantes: articula&ccedil;&atilde;o de ideias entre n&oacute;s, para compreendermos melhor o que est&aacute; acontecendo no mundo pela a&ccedil;&atilde;o do capital, em per&iacute;odo de crise.&nbsp;Em segundo lugar, procuramos articula&ccedil;&otilde;es, a&ccedil;&otilde;es concretas para o futuro, juntando nossas for&ccedil;as contra o capital e sua sanha devastadora do meio ambiente.&nbsp;&nbsp;E, por &uacute;ltimo, procuramos nos manifestar para a sociedade carioca, brasileira e mundial, com a realiza&ccedil;&atilde;o de diversas passeatas e manifesta&ccedil;&otilde;es ao longo da semana.&nbsp;&nbsp;Na minha opini&atilde;o, fomos muito produtivos e exitosos em todas essas atividades.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong><span>&nbsp;<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong><span>ESTOPIM <\/span><\/strong><span>&#8211; <strong><em>Estamos a um m&ecirc;s da elei&ccedil;&atilde;o na Venezuela, como e por que os brasileiros envolvidos em lutas sociais devem interferir nesse process<\/em><\/strong><em>o?<\/em><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong><span>J. P. &#8211;&nbsp;<\/span><\/strong><span>A elei&ccedil;&atilde;o da Venezuela pela primeira vez em sua hist&oacute;ria n&atilde;o ser&aacute; uma elei&ccedil;&atilde;o nacional, mas continental.&nbsp;&nbsp;O que est&aacute; em jogo no dia 7 de outubro n&atilde;o &eacute; apenas a continuidade do projeto bolivariano. Est&aacute; em jogo a correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as entre os tr&ecirc;s projetos que comentei no inicio.&nbsp;&nbsp;Os Estados Unidos est&atilde;o jogando todas suas for&ccedil;as e armas (sabotagem, imprensa, dinheiro etc)&nbsp;&nbsp;para eleger o seu fantoche Capriles e derrotar o nosso projeto. Se os Estados Unidos conseguem isso, derrotam simultaneamente a possibilidade de projetos alternativos em todo continente.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Seriam derrotados o <strong>Comunidade dos Estados Latinoamericanos e Caribenhos (<\/strong>CELAC) e a &nbsp;<strong>Uni&atilde;o de Na&ccedil;&otilde;es Sul-Americanas<\/strong> (UNASUL),&nbsp; em favor da preserva&ccedil;&atilde;o de uma <strong>Organiza&ccedil;&atilde;o dos Estados Americanos <\/strong>(OEA) falida e sem representa&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Seria derrotado o <strong>Mercosul<\/strong>, em favor do ressurgimento da<strong> Tratado de Livre Com&eacute;rcio<\/strong> (TLC) e a <strong>&Aacute;rea de Livre Com&eacute;rcio das Am&eacute;ricas<\/strong> (ALCA), que s&atilde;o acordos bilaterais.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Seria derrotada a possibilidade de governos progressistas e alentada a direita de todo continente a vir com tudo em cada elei&ccedil;&atilde;o que tivermos daqui para frente.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>E como recompensa, se os americanos derrotassem Ch&aacute;vez, levariam de gra&ccedil;a a segunda maior reserva de petr&oacute;leo do mundo, h&aacute; algumas centenas de milhas de sua costa. E, n&atilde;o se enganem, se formos derrotados na Venezuela, as petrol&iacute;feras americanas vir&atilde;o com mais for&ccedil;a sobre nosso petr&oacute;leo do pr&eacute;-sal que, ali&aacute;s, foi o &uacute;nico assunto colocado pelo primeiro ministro Brit&acirc;nico na recente visita da presidenta em Londres.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>N&atilde;o foi &agrave; toa que os tucanos, toda grande imprensa , seus porta-vozes e os pol&iacute;ticos festejaram o golpe de estado no Paraguai, aqui no Brasil. Trouxeram golpistas ao congresso brasileiro, enviaram emiss&aacute;rios para l&aacute;. Da mesma forma, est&atilde;o apoiando o Capriles, oferecendo apoio midi&aacute;tico e torcendo para que Ch&aacute;vez seja derrotado.&nbsp;&nbsp;&Eacute; uma luta das for&ccedil;as da direita contra o povo e a esquerda aqui do Brasil, em cada pa&iacute;s e em todo continente.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Por isso, os movimentos sociais brasileiros e todas as for&ccedil;as populares devem participar ativamente,&nbsp;&nbsp;usar as elei&ccedil;&otilde;es venezuelanas e as elei&ccedil;&otilde;es brasileiras para difundir informa&ccedil;&atilde;o, conscientizar, politizar a popula&ccedil;&atilde;o brasileira sobre o tipo de disputa est&aacute; em jogo. Fazer propaganda dos logros do processo bolivariano, mostrar como seria poss&iacute;vel e necess&aacute;rio um projeto alternativo que nos liberte das garras do capital financeiro internacional, das empresas transnacionais e da sanha do imperialismo. Ficar atentos e denunciar todas as for&ccedil;as direitistas que apostam em Capriles e que fazem propaganda contra o Ch&aacute;vez e o processo bolivariano.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong><span>&nbsp;<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong><span>ESTOPIM<\/span><\/strong><span> &ndash; <strong><em>Depois de 9 anos com o PT no Governo Federal, qual &eacute; o balan&ccedil;o da reforma agr&aacute;ria no Brasil?<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong><span>J.P. <\/span><\/strong><span>&#8211; &nbsp;Num passado recente, desde os tempos da ditadura&nbsp; at&eacute; o neoliberalismo, a classe dominante no campo era controlada pelos latifundi&aacute;rios atrasados. Cada vez que havia algum conflito trabalhista, ocupa&ccedil;&atilde;o de terra ou tentativa de despejo de posseiros antigos, os latifundi&aacute;rios usavam a viol&ecirc;ncia f&iacute;sica, procuravam eliminar as lideran&ccedil;as dos trabalhadores. Para se ter uma ideia, entre 1984 e 2004, j&aacute; na democracia formal, foram assassinados mais de mil e seiscentas lideran&ccedil;as e apenas oitenta culpados foram a julgamento.&nbsp;&nbsp;Assim era resolvida a luta de classes no campo. A luta pela terra era uma luta pela democratiza&ccedil;&atilde;o da propriedade da terra que &eacute; o que chamamos de reforma agr&aacute;ria cl&aacute;ssica.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Na &uacute;ltima d&eacute;cada, a classe dominante no campo se transformou. &nbsp;Agora quem manda s&atilde;o as empresas transnacionais e os fazendeiros modernos. A classe mudou e seu <em>modus operandi<\/em> tamb&eacute;m.&nbsp;&nbsp;Por exemplo, agora a forma de repress&atilde;o vem mudando. Em vez de assassinatos, eles nos criminalizam e nos reprimem atrav&eacute;s do poder judici&aacute;rio e da imprensa. Esses s&atilde;o os dois poderes sobre os quais eles t&ecirc;m controle absoluto. N&atilde;o precisam mais matar.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Vejam o que fizeram conosco no caso da ocupa&ccedil;&atilde;o da fazenda grilada pela Cutrale, em Iaras. A fazenda que pertence &agrave; Uni&atilde;o e ao Incra pediu o despejo da empresa. N&oacute;s ocupamos. A Cutrale, aliada da a Coca-Cola, da Globo e do o governo Jos&eacute; Serra (ent&atilde;o governador de S&atilde;o Paulo); organizou uma campanha midi&aacute;tica que transformou os pobres sem terra em dem&ocirc;nios devastadores de laranja! Vejam o que fizeram no caso de Pinheirinho, em S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos. Uma parte da empresa falida e corrupta. L&aacute; se juntaram as mesmas for&ccedil;as. N&atilde;o houve mortes. Mas houve um massacre ideol&oacute;gico, pol&iacute;tico e as fam&iacute;lias perderam as casas depois de oito anos de trabalho honesto.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Infelizmente, o agroneg&oacute;cio, mancomunado com o poder econ&ocirc;mico e aliado aos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, criou uma ilus&atilde;o na sociedade brasileira de que ele mesmo &eacute; a solu&ccedil;&atilde;o. Assim, esconde que aumenta a produtividade expulsando milhares de trabalhadores, usando venenos de forma intensiva &ndash; o agroneg&oacute;cio transformou o Brasil no pa&iacute;s que mais usa venenos no mundo e que tem alimentos mais contaminados.&nbsp;&nbsp;Isso gera c&acirc;ncer em quatrocentas mil pessoas por ano no Brasil.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Ou seja, o agroneg&oacute;cio d&aacute; lucro, produz, mas para meia d&uacute;zia de fazendeiros e empresas transnacionais. Por outro lado, nos temos quatro milh&otilde;es de fam&iacute;lias camponesas pobres: sem terra, sem trabalho, muitos morando nas periferias de cidades do interior. N&oacute;s temos dez milh&otilde;es de analfabetos no interior do pa&iacute;s. N&oacute;s temos cinco milh&otilde;es de fam&iacute;lias que vivem no interior e que dependem do Bolsa Fam&iacute;lia para comer! Ent&atilde;o, n&oacute;s temos muito trabalho pela frente, organizar os pobres do campo. Est&aacute; dif&iacute;cil, mas continuaremos incans&aacute;veis o nosso trabalho at&eacute; que a classe trabalhadora como um todo se d&ecirc; conta das mudan&ccedil;as necess&aacute;rias no pa&iacute;s e que possamos debater um novo projeto pro pa&iacute;s como fizemos a partir das lutas nos per&iacute;odos de 79 at&eacute; 89.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>No passado, a express&atilde;o reforma agr&aacute;ria era entendida por muitos apenas como desapropria&ccedil;&atilde;o de uma fazenda e distribui&ccedil;&atilde;o dos lotes de terra. Essa reforma agr&aacute;ria funcionava quando o modelo econ&ocirc;mico era dominado pelas ind&uacute;strias. E, portanto, os camponeses se integravam com a ind&uacute;stria e conseguiam sair da pobreza. Era a chamada reforma agr&aacute;ria cl&aacute;ssica, que a maioria dos pa&iacute;ses industrializados fizeram.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Agora, o capitalismo dominante &eacute; o do capital financeiro e das empresas transnacionais, tamb&eacute;m na agricultura,&nbsp; com o chamado agroneg&oacute;cio. Assim, eles conseguem aumentar o lucro e a produ&ccedil;&atilde;o sem os camponeses. Por isso, que muitos de seus porta-vozes dizem que n&atilde;o precisa mais reforma agr&aacute;ria. N&atilde;o precisa para eles ganharem dinheiro.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Mas precisa de reforma agr&aacute;ria para resolver os problemas dos pobres do campo. Agora, n&oacute;s precisamos de um novo tipo de reforma agr&aacute;ria. Uma reforma agr&aacute;ria que comece na distribui&ccedil;&atilde;o de terras, mas que organize cooperativas de produ&ccedil;&atilde;o para instalar agroind&uacute;strias nos assentamentos e no interior. Porque &eacute; isso que aumenta a renda e tira da pobreza.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Uma reforma agr&aacute;ria que adote a matriz tecnol&oacute;gica da agroecologia, produzindo alimentos sadios, sem veneno e sem alterar o equil&iacute;brio do meio ambiente. Uma reforma agr&aacute;ria que distribua educa&ccedil;&atilde;o. Portanto, ter&iacute;amos que instalar mais escolas fundamentais e de ensino m&eacute;dio em todo interior, para criar alternativas para a juventude e levar o conhecimento pro interior. Imaginem que nos &uacute;ltimos vinte anos foram fechadas &ndash; repito, fechadas! &ndash; trinta e sete mil escolas no meio rural. N&oacute;s precisamos abrir escolas e n&atilde;o fechar. Por isso nossa luta ficou mais dif&iacute;cil e demorada &ndash; &nbsp;agora temos que lutar por um outro desenvolvimento agr&iacute;cola e derrotar o agroneg&oacute;cio. O agroneg&oacute;cio &eacute; o modelo do lucro, do capital. N&oacute;s queremos uma reforma agr&aacute;ria popular, de outro tipo.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Os governos Lula e Dilma n&atilde;o s&atilde;o governos do PT. Participam dele muitos partidos, inclusive, alguns conservadores e oportunistas, que apoiaram a ditadura militar e sempre representaram, sem esconder, os interesses do capital. N&atilde;o &eacute; um governo de esquerda, na minha opini&atilde;o; &eacute; um governo progressista. E evidentemente que foi muito importante elegermos para derrotar os candidatos neoliberais, que representavam apenas os interesses do grande capital e das empresas transnacionais.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Na minha opini&atilde;o, os governos t&ecirc;m essa caracter&iacute;stica, em primeiro lugar, porque se elegeram num per&iacute;odo hist&oacute;rico de descenso do movimento de massas, em que a classe trabalhadora, depois do per&iacute;odo transcorrido entre 1989 e 1995, havia sido derrotada pol&iacute;tica e ideologicamente. E, portanto, n&atilde;o disputou nas ruas, com lutas e mobiliza&ccedil;&otilde;es, o governo. Tanto &eacute; que a principal forma de fazer campanha nesse per&iacute;odo tem sido apenas a televis&atilde;o. <\/span>E os partidos brigam muito pelos minutos de televis&atilde;o.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Em segundo lugar, a vit&oacute;ria eleitoral s&oacute; foi poss&iacute;vel porque foi constru&iacute;da uma alian&ccedil;a interclassista, com diferentes interesses de classe dentro do governo. Interesses que est&atilde;o dentro de cada minist&eacute;rio, e que &agrave;s vezes s&atilde;o at&eacute; antag&ocirc;nicos. E, em terceiro lugar, sua natureza &eacute; determinada porque os movimentos populares, os partidos e a sociedade brasileira em geral carecem de um projeto para o pa&iacute;s. Desde 1989, n&oacute;s paramos de debater um projeto para o pa&iacute;s. E, na aus&ecirc;ncia de um programa hist&oacute;rico, de um projeto, os partidos e seus pol&iacute;ticos v&atilde;o agindo apenas na base do pragmatismo, ou resolvendo os problemas cotidianos da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Por todas essas circunst&acirc;ncias hist&oacute;ricas &eacute; que a reforma agr&aacute;ria, seja em sua forma cl&aacute;ssica, admitida pelo capitalismo na sua etapa industrial, seja a de um novo tipo popular, a que n&oacute;s defendemos, est&aacute; paralisada.&nbsp;&nbsp;E seu desfecho vai depender de mudan&ccedil;as na correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as em geral.&nbsp;&nbsp;Vai depender do ressurgimento do debate em torno de um necess&aacute;rio projeto popular para o Brasil. Est&aacute; dependendo da reconstru&ccedil;&atilde;o do movimento de massas, pois est&aacute; provado que as batalhas eleitorais s&atilde;o importantes para derrotar a direita institucionalmente, mas insuficientes para derrot&aacute;-las em seu poder econ&ocirc;mico, pol&iacute;tico, ideol&oacute;gico e midi&aacute;tico.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong><span>&nbsp;<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong><span>ESTOPIM<\/span><\/strong><span> &ndash; &nbsp;<strong><em>A fazenda Cedro, localizada em Marab&aacute; e de propriedade do banqueiro Daniel Dantas, pode ser considerado o centro do conflito agr&aacute;rio brasileiro hoje? Corremos o risco de um novo &ldquo;Eldorado dos Caraj&aacute;s&rdquo;?<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong><span>J. P. &#8211;&nbsp;<\/span><\/strong><span>A fazenda Cedro &eacute; uma das dezenas de fazendas que o Banco Oportunity comprou no sul do Par&aacute;, reunindo ao redor de quinhentos mil hectares e mais de seiscentos mil cabe&ccedil;as de gado. Mas o sr. Dantas &eacute; apenas testa de ferro de fundos de investimento norte-americano.&nbsp;&nbsp;&Eacute; um l&uacute;mpen burgu&ecirc;s brasileiro. Ele investiu esses recursos por l&aacute; em apenas tr&ecirc;s anos, primeiro para transformar esse capital financeiro, fict&iacute;cio, em patrim&ocirc;nio em bens naturais e, assim, se proteger da crise. Segundo, porque al&eacute;m das terras, abaixo delas, ele det&eacute;m a outorga da explora&ccedil;&atilde;o de muitos min&eacute;rios na regi&atilde;o.&nbsp;&nbsp;E, portanto, em um futuro pr&oacute;ximo, o objetivo n&atilde;o &eacute; boi.&nbsp;&nbsp;Nenhum fundo de investimento acha que se ganha dinheiro com pecu&aacute;ria extensiva abatendo uma cabe&ccedil;a a cada cinco anos.&nbsp;&nbsp;O objetivo deles &eacute; terra e min&eacute;rios. Dos quinhentos mil hectares que eles compraram da oligarquia rural paraense, o&nbsp;MST&nbsp;ocupou apenas seis fazendas.&nbsp;&nbsp;Estamos disputando na justi&ccedil;a, no Incra e com o governo.&nbsp;&nbsp;Os advogados do Dantas j&aacute; nos procuraram para fazer acordo. Eles entregariam pro Incra cinco delas, para reforma agr&aacute;ria, mas querem que a gente saia de uma delas, que provavelmente deve ter a maior reserva mineral.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Essa &eacute; a disputa atual.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>N&atilde;o h&aacute; risco de novo Caraj&aacute;s porque o agroneg&oacute;cio atual, como expliquei acima, n&atilde;o precisa mais usar as armas, agora ele usa a televis&atilde;o onde tem hegemonia completa.&nbsp;&nbsp;A verdadeira disputa n&atilde;o &eacute; mais sem terras <em>versus<\/em> latifundi&aacute;rios.&nbsp;&nbsp;Agora, a disputa &eacute; do povo brasileiro, da classe trabalhadora contra a alian&ccedil;a dos fazendeiros, dos&nbsp; grandes propriet&aacute;rios de terras com as empresas transnacionais do agroneg&oacute;cio e com os bancos.&nbsp;&Eacute; por isso que essa disputa n&atilde;o se resolve mais apenas nas ocupa&ccedil;&otilde;es das terras.&nbsp;&nbsp;Ser&aacute; uma solu&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e disputada por toda sociedade brasileira. Esse &eacute; o dilema. A quest&atilde;o da terra agora &eacute; nacional, &eacute; de classe, n&atilde;o &eacute; mais um problema dos sem terras ou de simples pobreza no campo.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>agosto 08, 2012&nbsp; &nbsp;O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) &eacute; uma das principais organiza&ccedil;&otilde;es populares do Brasil.&nbsp; A revista Estopim entrevistou o membro da coordena&ccedil;&atilde;o nacional do movimento e um dos seus fundadores, Jo&atilde;o Pedro St&eacute;dile. Para ele a reforma agr&aacute;ria no Brasil n&atilde;o &eacute; mais uma disputa entre&nbsp; sem terras e latifundi&aacute;rios [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":18,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[6],"class_list":["post-3422","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-publicaciones","tag-articulos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3422","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/users\/18"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3422"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3422\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4328,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3422\/revisions\/4328"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3422"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3422"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3422"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}