{"id":3404,"date":"2012-04-16T11:46:44","date_gmt":"2012-04-16T11:46:44","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2012\/04\/16\/16-anos-de-impunidade-jornada-de-lutas-exige-reforma-agrria-e-justia\/"},"modified":"2017-10-02T21:45:10","modified_gmt":"2017-10-02T21:45:10","slug":"16-anos-de-impunidade-jornada-de-lutas-exige-reforma-agrria-e-justia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2012\/04\/16\/16-anos-de-impunidade-jornada-de-lutas-exige-reforma-agrria-e-justia\/","title":{"rendered":"16 anos de impunidade. Jornada de Lutas exige Reforma Agr\u00e1ria e justi\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--><!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\";} <\/style>\n\n <![endif]--><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">5 de abril de 2012 <em>Por Jos&eacute; Coutinho J&uacute;nior Da P&aacute;gina do MST<\/em><br \/> <em><br \/> <span>Quando eu morrer<br \/> Cansado de guerra<br \/> Morro de bem<br \/> Com a minha terra:<br \/> Cana, caqui<br \/> Inhame, ab&oacute;bora<br \/> Onde s&oacute; vento se semeava outrora<br \/> Amplid&atilde;o, na&ccedil;&atilde;o, sert&atilde;o sem fim<br \/> &Oacute; Manuel, Miguilim<br \/> Vamos embora<br \/> (Chico Buarque &ndash; Assentamento)<\/span><\/em><span><\/p>\n<p> <\/span><\/span><br \/><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--><!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\";} <\/style>\n\n <![endif]-->  <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&ldquo;Morrer de bem com a minha terra&rdquo;. Infelizmente, muitos sem-terra j&aacute; morreram sem ter uma terra que possam chamar de sua. O massacre de Eldorado dos Caraj&aacute;s, ocorrido em 1996, na BR 155, sul do Par&aacute;, no qual 155 policiais militares utilizaram armas de fogo contra 1500 Sem Terras, entre os quais mulheres e crian&ccedil;as.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>A a&ccedil;&atilde;o da PM assassinou 19 camponeses e exp&ocirc;s para todo o pa&iacute;s a quest&atilde;o da viol&ecirc;ncia no campo contra aqueles que lutam pela Reforma Agr&aacute;ria. At&eacute; hoje, ningu&eacute;m foi punido pelo massacre, e os sobreviventes, mutilados tanto f&iacute;sica quanto psicologicamente, continuam sem receber a devida assist&ecirc;ncia m&eacute;dica.<\/p>\n<p> Em 2002, o ent&atilde;o presidente Fernando Henrique Cardoso reconheceu o dia 17 de abril como o Dia Internacional de Luta pela Terra. O MST realiza durante o m&ecirc;s de abril jornadas de lutas, com ocupa&ccedil;&otilde;es, marchas e atos pelo pa&iacute;s inteiro, para pressionar o governo a priorizar a pauta da Reforma Agr&aacute;ria e honrar a mem&oacute;ria daqueles que perderam suas vidas na luta pela terra. <\/p>\n<p> &ldquo;Nosso dia de lutas surgiu infelizmente por causa de Eldorado dos Caraj&aacute;s. O latif&uacute;ndio &eacute; inerentemente violento e impede as pessoas de viver e trabalhar no Campo. O que ocorreu em Caraj&aacute;s nos d&aacute; for&ccedil;a e clareza para lutar, pois enquanto houver latif&uacute;ndio, a desigualdade, viol&ecirc;ncia e falta de democracia no Campo v&atilde;o continuar&rdquo;, acredita Jaime Amorim, dirigente do MST em Pernambuco.<\/p>\n<p> Para Dom Tom&aacute;s Baldu&iacute;no, Bispo em&eacute;rito de Goi&aacute;s co-fundador da Comiss&atilde;o Pastoral da Terra (CPT), &ldquo;esse dia lembra a for&ccedil;a da caminhada dos trabalhadores do Campo, que se arrasta desde Zumbi dos Palmares at&eacute; hoje na hist&oacute;ria do Brasil. A luta pela Reforma Agr&aacute;ria n&atilde;o &eacute; quest&atilde;o de conseguir apenas um peda&ccedil;o de ch&atilde;o, mas de mudar nosso pa&iacute;s. A luta &eacute; profunda, ampla e de mudan&ccedil;as&rdquo;.<\/p>\n<p> <strong><em>A terra est&aacute; ali, diante dos olhos e dos bra&ccedil;os, uma imensa metade de um pa&iacute;s imenso, mas aquela gente (quantas pessoas ao todo? 15 milh&otilde;es? mais ainda?) n&atilde;o pode l&aacute; entrar para trabalhar, para viver com a dignidade simples que s&oacute; o trabalho pode conferir, porque os vorac&iacute;ssimos descendentes daqueles homens que primeiro haviam dito: &ldquo;Esta terra &eacute; minha&rdquo;, e encontraram semelhantes seus bastante ing&ecirc;nuos para acreditar que era suficiente t&ecirc;-lo dito, esses rodearam a terra de leis que os protegem, de pol&iacute;cias que os guardam, de governos que os representam e defendem, de pistoleiros pagos para matar. (Jos&eacute; Saramago)<\/em><\/strong><\/p>\n<p> Dezesseis anos depois do massacre, os conflitos no campo continuam; neste ano, tr&ecirc;s membros do MLST foram assassinados em Minas Gerais. J&aacute; em Pernanbuco, outros dois companheiros do MST foram tombados por balas de pistoleiros nos &uacute;ltimos dias. <\/p>\n<p> Jaime acredita que hoje a viol&ecirc;ncia contra os assentados est&aacute; mais seletiva. &ldquo;Temos dois tipos de viol&ecirc;ncia: a primeira, perpetrada por grandes grupos de fazendeiros atacando lideran&ccedil;as locais, como aconteceu este ano. A segunda &eacute; a viol&ecirc;ncia do Estado, que se utiliza do aparato jur&iacute;dico para impedir as pessoas de olhar para frente e enxergar a perspectiva de uma Reforma Agr&aacute;ria concreta. O fato de que temos muitos acampamentos que j&aacute; duram 10, 15 anos pela desapropria&ccedil;&atilde;o do Estado &eacute; por si s&oacute; uma viol&ecirc;ncia&rdquo;.<\/p>\n<p> Dom Tom&aacute;s afirma que esta viol&ecirc;ncia ocorre porque &ldquo;o poder p&uacute;blico nega sistematicamente a Reforma Agr&aacute;ria, apoiando o discurso dos grandes fazendeiros e empresas de que &lsquo;o agroneg&oacute;cio &eacute; o modelo do progresso&rsquo;. Tudo que se op&otilde;e a este suposto progresso, segundo essa l&oacute;gica, s&atilde;o obst&aacute;culos que devem ser removidos&rdquo;.<\/p>\n<p> Aliado a isso est&aacute; o papel da m&iacute;dia, cujas informa&ccedil;&otilde;es refletem os interesses das elites<br \/> alinhadas com o agroneg&oacute;cio. &ldquo;A imprensa mudou sua postura: antigamente ela criminalizava os movimentos e desqualificava a luta e as lideran&ccedil;as. Hoje, ela tenta ignorar as lutas sociais de sua agenda, e a popula&ccedil;&atilde;o, sem informa&ccedil;&atilde;o, se afasta do tema, formulando ideias de que o movimento est&aacute; desmobilizado ou que a luta pela Reforma Agr&aacute;ria n&atilde;o &eacute; mais importante&rdquo;, analisa o dirigente do MST.<br \/> <strong><br \/> <em>E se, de repente<br \/> A gente n&atilde;o sentisse<br \/> A dor que a gente finge<br \/> E sente<br \/> Se, de repente<br \/> A gente distra&iacute;sse<br \/> O ferro do supl&iacute;cio<br \/> Ao som de uma can&ccedil;&atilde;o<br \/> Ent&atilde;o, eu te convidaria<br \/> Pra uma fantasia<br \/> Do meu viol&atilde;o<br \/> (Chico Buarque &ndash; Fantasia)<\/em><\/strong><\/p>\n<p> Para que a Reforma Agr&aacute;ria torne-se realidade e a felicidade deixe de ser uma fantasia, &eacute; preciso lutar. Jaime afirma que &ldquo;estamos animados para a jornada de lutas deste ano, pois ela vai ser uma demarca&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;a. Estamos construindo uma unidade maior entre unidades e movimentos do campo, pois todos n&oacute;s temos sido agredidos pelo mesmo aparato. Temos que nos unir para soltar um grande grito pela Reforma Agr&aacute;ria e contra o latif&uacute;ndio&rdquo;.<br \/> <strong><em><br \/> O rio de camponeses se p&otilde;e novamente em movimento; foices, enxadas e bandeiras se erguem na avalanche incontida das esperan&ccedil;as nesse reencontro com a vida &#8211; e o grito reprimido do povo sem-terra ecoa un&iacute;ssono na claridade do novo dia: &quot;REFORMA AGR&Aacute;RIA, UMA LUTA DE TODOS!&quot; (Sebasti&atilde;o Salgado)&quot;<\/em><\/strong><\/p>\n<p> <strong>Terra, 15 anos&nbsp; <\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Os trechos em negrito e a foto desta mat&eacute;ria foram retirados do livro Terra, que foi lan&ccedil;a h&aacute; 15 anos. O livro &eacute; composto por fotos do fot&oacute;grafo Sebasti&atilde;o Salgado sobre a vida dos ind&iacute;genas e camponeses em um pa&iacute;s cuja terra n&atilde;o lhes pertence mais. O pref&aacute;cio &eacute; do escritor Jos&eacute; Saramago, e as m&uacute;sicas de Chico Buarque, cujo CD acompanha a obra. Os tr&ecirc;s juntos constituem a Cole&ccedil;&atilde;o Terra, criada em 1997. Para Dom Tom&aacute;s, a arte com foco pol&iacute;tico se faz fundamental, pois &ldquo;o povo que luta tamb&eacute;m celebra, canta, faz seus repentes e trovas. A caminhada do povo &eacute; po&eacute;tica, inspirada na m&iacute;stica e prof&eacute;tica&rdquo;.<\/p>\n<p> Jaime avalia que &ldquo;o MST sempre produziu muito culturalmente, e isto serve de inspira&ccedil;&atilde;o para quem acompanha o Movimento de fora, como artistas famosos, apoiarem o movimento. Mas os momentos onde a arte est&aacute; mais pr&oacute;xima da luta pol&iacute;tica s&atilde;o os momentos de maior mobiliza&ccedil;&atilde;o. Arte, cultura e educa&ccedil;&atilde;o caminham lado a lado no movimento&rdquo;.<br \/> &nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>ANO AP&Oacute;S ANO, e cad&ecirc; a Justi&ccedil;a?<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong><span>Artigo da revista caros amigos,&nbsp; abril de 2012.<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong><span>Por Joao pedro stedile<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong><span>&nbsp;<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>No dia 17 de abril de 1996, sendo presidente Fernando Henrique Cardoso, as tropas da policia militar autorizadas pelo Governador Almir Gabriel(PSDB-Para), e financiadas pela empresa VALE DO RIO DOCE<span>&nbsp; <\/span>(como denunciou mais tarde no processo o advogado dos policiais..), atacaram uma marcha pac&iacute;fica de mais de mil familias de sem terras que sa&iacute;ram de Eldorado dos Caraj&aacute;s rumo a Bel&eacute;m.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>O resultado<span>&nbsp; <\/span>do massacre todos sabem, at&eacute; as pedras.<span>&nbsp; <\/span><strong>19 sem-terras<\/strong> assassinados, alguns com requintes de crueldade, depois de algemados, foram mortos a coronhadas.<span>&nbsp; <\/span>Outros dois morreram alguns meses depois, e mais de 60 sofreram seq&uuml;elas at&eacute; hoje, impossibilitados para o trabalho agr&iacute;cola.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>A sociedade brasileira ficou estarrecida.<span>&nbsp; <\/span>A ONU, os bispos, o Papa e os orix&aacute;s clamaram por justi&ccedil;a.<span>&nbsp; <\/span>Os movimentos camponeses de todo mundo escolheram ent&atilde;o o dia 17 de abril, como dia mundial da luta camponesa, em homenagem &agrave;queles m&aacute;rtires.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Seguiu-se um lento processo na Justi&ccedil;a paraense, que chegou a um J&uacute;ri Popular,em 2002,&nbsp;que condenou os dois principais comandantes militares a penas de mais de 200 anos de cadeia.<span>&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Os comandantes recorreram.<span>&nbsp; <\/span>O poder judici&aacute;rio os acolheu. E silenciou.<span>&nbsp; <\/span>Passados 16 anos do massacre, nenhum respons&aacute;vel direta ou indiretamente foi preso, punido ou sofreu qualquer restri&ccedil;&atilde;o por parte da &ldquo;justi&ccedil;a&rdquo;<span>&nbsp; <\/span>brasileira !<span>&nbsp; <\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Por essas e outras &eacute; que o povo brasileiro, de longe, considera o poder judici&aacute;rio, o mais injustro, o mais anti-democratico, o mais corporativo, o mais servil aos interesses da burguesia.<span>&nbsp;&nbsp; <\/span>Como diz o ditado popular, cadeia no Brasil, &eacute; feita para pobres e pretos!!. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Mas algum dia teremos uma reforma<span>&nbsp; <\/span>do poder judici&aacute;rio, para estancar a vergonha das injusti&ccedil;as, dos sal&aacute;rios imorais, das vantagens e das infiltra&ccedil;&otilde;es denunciadas at&eacute; pelo Conselho Nacional de Justi&ccedil;a.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Felizmente, os sobreviventes foram assentados num latinfudio de 50 mil hectares, que at&eacute; ent&atilde;o&nbsp;&nbsp;o Incra dizia ser &ldquo;produtiva&rdquo; e hoje se constituem na<span>&nbsp; <\/span>mais produtiva e<span>&nbsp; <\/span>progressista comunidade rural &nbsp;do munic&iacute;pio de Eldorado dos Caraj&aacute;s, o distrito de 17 de abril!.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong><span>Enquanto isso, cad&ecirc; a reforma agr&aacute;ria?<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>O capital agr&aacute;rio e as corpora&ccedil;&otilde;es transnacionais est&atilde;o &ldquo;nadando de bra&ccedil;ada&rdquo; na agricultura brasileira.<span>&nbsp;&nbsp; <\/span>Depois da crise do capitalismo internacional, os pre&ccedil;os m&eacute;dios das commodities agr&iacute;colas dobraram.<span>&nbsp; <\/span>Isso representou uma enorme aumento na taxa<span>&nbsp; <\/span>de lucro, e uma corrida dos capitalistas de todo mundo, para comprar terras no Brasil, Am&eacute;rica Latina<span>&nbsp; <\/span>e controlar a produ&ccedil;&atilde;o das mercadorias agr&iacute;colas.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Resultado:<span>&nbsp; <\/span>O Brasil sofreu nos &uacute;ltimos anos, o maior &iacute;ndice de concentra&ccedil;&atilde;o de terras de todos os tempos.<span>&nbsp; <\/span>Est&aacute; em curso uma enorme concentra&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola, que destina 85% de todas as terras agr&iacute;colas apenas para quatro produtos: soja, milho, cana e pecu&aacute;ria de corte.<span>&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>A economia brasileira de volta aos tempos coloniais, <span>&nbsp;<\/span>virou agro-exportadora, enquanto a industria caiu para apenas 15% do PIB.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>O agronegocio concentra terras e produ&ccedil;&atilde;o.<span>&nbsp; <\/span>Aumenta sua depend&ecirc;ncia dos fertilizantes importados que esse ano atingiu a marca de 28 milh&otilde;es de toneladas.<span>&nbsp; <\/span>Transforma o Brasil no maior consumidor mundial de venenos agr&iacute;colas, que contamina o solo, as &aacute;guas,<strong>e&nbsp; at&eacute; a atmosfera<\/strong>,<span>&nbsp; <\/span>matam seres vegetais, animais, e proliferam o c&acirc;ncer em mais de um milh&atilde;o de brasileiros por ano.<span>&nbsp; <\/span>Sendo que segundo o Instituto Nacional do C&acirc;ncer, somente 40%&nbsp;escpar&atilde;o com vida!<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Desequilibra o meio ambiente com seus desmatamentos e destrui&ccedil;&atilde;o da biodiversidade. Altera o clima.<span>&nbsp; <\/span>Mas segue ganhando muito dinheiro.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Tudo isso &eacute; saudado pela imprensa burguesa como o sucesso do progresso!<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong><span>E o governo ?<\/span><\/strong><span><span>&nbsp; <\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Bem, o governo ainda n&atilde;o tomou posse na &aacute;rea agr&aacute;ria, e quando se manifesta &eacute; para dizer besteira, como essa repeti&ccedil;&atilde;o burra, de que reforma agr&aacute;ria n&atilde;o &eacute;<span>&nbsp; <\/span>distribuir terras, que primeiro temos que melhorar a qualidade dos assentamentos.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Seria a mesma coisa de dizer<span>&nbsp; <\/span>aos 10 milh&otilde;es de fam&iacute;lias brasileiras que vivem em moradias prec&aacute;rias, que o governo n&atilde;o vai mais construir casas, que antes prefere<span>&nbsp; <\/span>reformar as casas dos que j&aacute; tem.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Senhores governantes : procurem no dicion&aacute;rio da educa&ccedil;&atilde;o do campo, rec&eacute;m editado pela Fiocruz,<span>&nbsp; <\/span>ou no Aur&eacute;lio.<span>&nbsp; <\/span>Reforma agr&aacute;ria &eacute; um programa governamental, em que o estado desapropria as grandes propriedades, os latifundios e os distribui entre os agricultores sem- terra,<span>&nbsp; <\/span>promovendo a democratiza&ccedil;&atilde;o da propriedade rural no pa&iacute;s.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Todos os pa&iacute;ses do hemisf&eacute;rio norte,<span>&nbsp; <\/span>todas as democracias contempor&acirc;neas realizaram reformas agr&aacute;rias, democratizaram o acesso a terra, como base para constru&ccedil;&atilde;o de sociedades mais democr&aacute;ticas.<span>&nbsp; <\/span>Afinal, a terra &eacute; um bem da natureza, e todos os cidad&atilde;os tem os mesmos direitos sobre elas, assim como tem direito a alimenta&ccedil;&atilde;o, a emprego,<span>&nbsp; <\/span>moradia digna e a educa&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Como n&atilde;o querem fazer uma verdadeira reforma agr&aacute;ria , ficam inventando subterf&uacute;gios de ocasi&atilde;o.<span>&nbsp; <\/span>Sejam mais sinceros, pelo menos!<span>&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>E menos burros, porque os grandes propriet&aacute;rios de terra, as empresas transnacionais e o agronegocio sempre fizeram campanha e financiaram os candidatos neoliberais e contr&aacute;rios ao governo Lula e Dilma.<span>&nbsp; <\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span><br \/> <strong>Jo&atilde;o Pedro Stedile, da coord. Nacional do MST e da via campesina Brasil<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>5 de abril de 2012 Por Jos&eacute; Coutinho J&uacute;nior Da P&aacute;gina do MST Quando eu morrer Cansado de guerra Morro de bem Com a minha terra: Cana, caqui Inhame, ab&oacute;bora Onde s&oacute; vento se semeava outrora Amplid&atilde;o, na&ccedil;&atilde;o, sert&atilde;o sem fim &Oacute; Manuel, Miguilim Vamos embora (Chico Buarque &ndash; Assentamento) &ldquo;Morrer de bem com a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":18,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[6],"class_list":["post-3404","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-publicaciones","tag-articulos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3404","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/users\/18"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3404"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3404\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3730,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3404\/revisions\/3730"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3404"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3404"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3404"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}