{"id":3396,"date":"2012-02-28T20:34:21","date_gmt":"2012-02-28T20:34:21","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2012\/02\/28\/camponeses-lanam-manifesto-pela-reforma-agrria-aps-encontro-unitrio-histrico-contra-o-agronegoc\/"},"modified":"2017-10-02T21:45:13","modified_gmt":"2017-10-02T21:45:13","slug":"camponeses-lanam-manifesto-pela-reforma-agrria-aps-encontro-unitrio-histrico-contra-o-agronegoc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2012\/02\/28\/camponeses-lanam-manifesto-pela-reforma-agrria-aps-encontro-unitrio-histrico-contra-o-agronegoc\/","title":{"rendered":"Camponeses lan\u00e7am manifesto pela Reforma Agr\u00e1ria ap\u00f3s encontro unit\u00e1rio hist\u00f3rico contra o agronegoc"},"content":{"rendered":"<p><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif][if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; 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\tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\";} <\/style>\n\n <![endif]-->  <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">O&nbsp;encontro de dirigentes das entidades mais representativas do campo no Brasil &eacute; considerado &quot;um momento hist&oacute;rico, um espa&ccedil;o qualificado, com dirigentes das principais organiza&ccedil;&otilde;es do campo que esperam a ades&atilde;o e o compromisso com este processo&quot;.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">No manifesto, foi criticado tamb&eacute;m o modelo de produ&ccedil;&atilde;o de commodities agr&iacute;colas baseado em latif&uacute;ndios, na expuls&atilde;o das fam&iacute;lias do campo e nos agrot&oacute;xicos.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&quot;O agroneg&oacute;cio representa um pacto de poder das classes sociais hegem&ocirc;nicas, com forte apoio do Estado Brasileiro, pautado na financeiriza&ccedil;&atilde;o e na acumula&ccedil;&atilde;o de capital, na mercantiliza&ccedil;&atilde;o dos bens da natureza, gerando concentra&ccedil;&atilde;o e estrangeiriza&ccedil;&atilde;o da terra, contamina&ccedil;&atilde;o dos alimentos por agrot&oacute;xicos, destrui&ccedil;&atilde;o ambiental, exclus&atilde;o e viol&ecirc;ncia no campo, e a criminaliza&ccedil;&atilde;o dos movimentos, lideran&ccedil;as e lutas sociais&quot;, afirmam no manifesto.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">O documento &eacute; assinado pelo MST, Via Campesina, Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e a Federa&ccedil;&atilde;o dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf).<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Os movimentos sociais prometem &quot;um processo de luta unificada em defesa da Reforma Agr&aacute;ria, dos direitos territoriais e da produ&ccedil;&atilde;o de alimentos saud&aacute;veis&quot;.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Na tarde desta ter&ccedil;a-feira (28\/2), os movimentos apresentam o manifesto &agrave; sociedade em ato pol&iacute;tico no plen&aacute;rio 15 da C&acirc;mara dos Deputados, em Bras&iacute;lia.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Abaixo, leia a vers&atilde;o integral do manifesto.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">MANIFESTO DAS ORGANIZA&Ccedil;&Otilde;ES SOCIAIS DO CAMPO<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">As entidades APIB, C&Aacute;RITAS, CIMI, CPT, CONTAG, FETRAF, MAB, MCP, MMC, MPA e MST, presentes no Semin&aacute;rio Nacional de Organiza&ccedil;&otilde;es Sociais do Campo, realizado em Bras&iacute;lia, nos dias 27 e 28 de fevereiro de 2012, deliberaram pela constru&ccedil;&atilde;o e realiza&ccedil;&atilde;o de um processo de luta unificada em defesa da Reforma Agr&aacute;ria, dos direitos territoriais e da produ&ccedil;&atilde;o de alimentos saud&aacute;veis.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Considerando:<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">1)&nbsp;&nbsp;&nbsp; O aprofundamento do capitalismo dependente no meio rural, baseado na expans&atilde;o do agroneg&oacute;cio, produz impactos negativos na vida dos povos do campo, das florestas e das &aacute;guas, impedindo o cumprimento da fun&ccedil;&atilde;o socioambiental da terra e a realiza&ccedil;&atilde;o da reforma agr&aacute;ria, promovendo a exclus&atilde;o e a viol&ecirc;ncia, impactando negativamente tamb&eacute;m nas cidades, agravando a depend&ecirc;ncia externa e a degrada&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais (primariza&ccedil;&atilde;o).<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">2)&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Brasil vive um processo de reprimariza&ccedil;&atilde;o da economia, baseada na produ&ccedil;&atilde;o e exporta&ccedil;&atilde;o de commodities agr&iacute;colas e n&atilde;o agr&iacute;colas (minera&ccedil;&atilde;o), que &eacute; incapaz de financiar e promover um desenvolvimento sustent&aacute;vel e solid&aacute;rio e satisfazer as necessidades do povo brasileiro.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">3)&nbsp;&nbsp;&nbsp; O agroneg&oacute;cio representa um pacto de poder das classes sociais hegem&ocirc;nicas, com forte apoio do Estado Brasileiro, pautado na financeiriza&ccedil;&atilde;o e na acumula&ccedil;&atilde;o de capital, na mercantiliza&ccedil;&atilde;o dos bens da natureza, gerando concentra&ccedil;&atilde;o e estrangeiriza&ccedil;&atilde;o da terra, contamina&ccedil;&atilde;o dos alimentos por agrot&oacute;xicos, destrui&ccedil;&atilde;o ambiental, exclus&atilde;o e viol&ecirc;ncia no campo, e a criminaliza&ccedil;&atilde;o dos movimentos, lideran&ccedil;as e lutas sociais.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">4)&nbsp;&nbsp;&nbsp; A crise atual &eacute; sist&ecirc;mica e planet&aacute;ria e, em situa&ccedil;&otilde;es de crise, o capital busca sa&iacute;das cl&aacute;ssicas que afetam ainda mais os trabalhadores e trabalhadoras com o aumento da explora&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a de trabalho (inclusive com trabalho escravo), super explora&ccedil;&atilde;o e concentra&ccedil;&atilde;o dos bens e recursos naturais (reprimariza&ccedil;&atilde;o), flexibiliza&ccedil;&atilde;o de direitos e investimento em tecnologia excludente e predat&oacute;ria.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">5)&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na atual situa&ccedil;&atilde;o de crise, o Brasil, como um pa&iacute;s rico em terra, &aacute;gua, bens naturais e biodiversidade, atrai o capital especulativo e agroexportador, acirrando os impactos negativos sobre os territ&oacute;rios e popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas, quilombolas, comunidades tradicionais e camponesas. Externamente, o Brasil pode se tornar alavanca do projeto neocolonizador, expandindo este modelo para outros pa&iacute;ses, especialmente na Am&eacute;rica Latina e &Aacute;frica.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">6)&nbsp;&nbsp;&nbsp; O pensamento neodesenvolvimentista centrado na produ&ccedil;&atilde;o e no lucro, defendido pela direita e por setores de esquerda, exclui e trata como empecilho povos ind&iacute;genas, quilombolas e camponeses. A op&ccedil;&atilde;o do governo brasileiro por um projeto neodesenvolvimentista, centrado em grandes projetos e na exporta&ccedil;&atilde;o de commodities, agrava a situa&ccedil;&atilde;o de exclus&atilde;o e de viol&ecirc;ncia. Consequentemente n&atilde;o atende as pautas estruturais e n&atilde;o coloca a reforma agr&aacute;ria no centro da agenda pol&iacute;tica, gerando forte insatisfa&ccedil;&atilde;o das organiza&ccedil;&otilde;es sociais do campo, apesar de pequenos avan&ccedil;os em quest&otilde;es perif&eacute;ricas.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Estas s&atilde;o as raz&otilde;es centrais que levaram as organiza&ccedil;&otilde;es sociais do campo a se unirem em um processo nacional de luta articulada. Mesmo reconhecendo a diversidade pol&iacute;tica, estas compreendem a import&acirc;ncia da constru&ccedil;&atilde;o da unidade, feita sobre as bases da sabedoria, da maturidade e do respeito &agrave;s diferen&ccedil;as, buscando conquistas concretas para os povos do campo, das florestas e das &aacute;guas.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Neste sentido n&oacute;s, organiza&ccedil;&otilde;es do campo, lutaremos por um desenvolvimento com sustentabilidade e focado na soberania alimentar e territorial, a partir de quatro eixos centrais:<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">a)&nbsp;&nbsp;&nbsp; Reforma Agr&aacute;ria ampla e de qualidade, garantia dos direitos territoriais dos povos ind&iacute;genas e quilombolas e comunidades tradicionais: terra como meio de vida e afirma&ccedil;&atilde;o da identidade sociocultural dos povos, combate &agrave; estrangeiriza&ccedil;&atilde;o das terras e estabelecimento do limite de propriedade da terra no Brasil.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">b)&nbsp;&nbsp;&nbsp; Desenvolvimento rural com distribui&ccedil;&atilde;o de renda e riqueza e o fim das desigualdades;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">c)&nbsp;&nbsp;&nbsp; Produ&ccedil;&atilde;o e acesso a alimentos saud&aacute;veis e conserva&ccedil;&atilde;o ambiental, estabelecendo processos que assegurem a transi&ccedil;&atilde;o para agroecol&oacute;gica.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">d)&nbsp;&nbsp;&nbsp; Garantia e amplia&ccedil;&atilde;o de direitos sociais e culturais que permitam a qualidade de vida, inclusive a sucess&atilde;o rural e perman&ecirc;ncia da juventude no campo.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Este &eacute; um momento hist&oacute;rico, um espa&ccedil;o qualificado, com dirigentes das principais organiza&ccedil;&otilde;es do campo que esperam a ades&atilde;o e o compromisso com este processo por outras entidades e movimentos sociais, setores do governo, parlamentares, personalidades e sociedade em geral, uma vez que a agenda que nos une &eacute; uma agenda de interesse de todos e todas. <\/p>\n<p> Bras&iacute;lia, 28 de fevereiro de 2012.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">APIB &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o dos Povos Ind&iacute;genas do Brasil&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">C&Aacute;RITAS Brasileira<br \/> CIMI &ndash; Conselho Indigenista Mission&aacute;rio&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">CPT &ndash; Comiss&atilde;o Pastoral da Terra<br \/> CONTAG &ndash; Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional de Trabalhadores na Agricultura&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;FETRAF &ndash; Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional dos Trabalhadores na Agricultura Familiar<br \/> MAB &ndash; Movimento dos Atingidos por Barragens &nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">MCP &ndash; Movimento Campon&ecirc;s Popular<br \/> MMC &ndash; Movimento de Mulheres Camponesas&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;MPA &ndash; Movimento dos Pequenos Agricultores<br \/> MST &ndash; Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Via Campesina Brasil<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>28 de fevereiro de 2012 Da P&aacute;gina do MST: http:\/\/www.mst.org.br\/Camponeses-lancam-manifesto-pela-Reforma-Agraria-apos-encontro-historico Os movimentos sociais do campo, que fizeram uma reuni&atilde;o no come&ccedil;o desta semana em Bras&iacute;lia, lan&ccedil;aram um manifesto em defesa da Reforma Agr&aacute;ria, do desenvolvimento rural com o fim das desigualdades, da produ&ccedil;&atilde;o e acesso a alimentos saud&aacute;veis, da agroecol&oacute;gica e da garantia e amplia&ccedil;&atilde;o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":18,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[6],"class_list":["post-3396","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-publicaciones","tag-articulos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3396","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/users\/18"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3396"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3396\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4335,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3396\/revisions\/4335"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3396"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3396"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3396"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}