{"id":3383,"date":"2011-11-02T10:36:06","date_gmt":"2011-11-02T10:36:06","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2011\/11\/02\/assassinato-de-keno-completa-quatro-anos\/"},"modified":"2017-10-02T21:45:17","modified_gmt":"2017-10-02T21:45:17","slug":"assassinato-de-keno-completa-quatro-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2011\/11\/02\/assassinato-de-keno-completa-quatro-anos\/","title":{"rendered":"Assassinato de Keno completa quatro anos"},"content":{"rendered":"<p>Nesta sexta-feira (21\/10), completa quatro anos que grupo  armado contratado pela empresa transnacional de sementes transg&ecirc;nicas  Syngenta Seeds atacou trabalhadores e trabalhadoras rurais da Via  Campesina. O ato de viol&ecirc;ncia do  agroneg&oacute;cio aconteceu na antiga fazenda da  Syngenta, em Santa Tereza do Oeste, no Paran&aacute;, onde eram realizadas  experi&ecirc;ncias ilegais com transg&ecirc;nicos e agrot&oacute;xicos na zona de  amortecimento do Parque Nacional Igua&ccedil;u.<\/p>\n<p> <a href=\"http:\/\/www.mst.org.br\/node\/12597\">http:\/\/www.mst.org.br\/node\/12597<\/a> <\/p>\n<p>A Syngenta utilizava  servi&ccedil;os de um grupo armado, que agia sob a fachada da empresa NF  Seguran&ccedil;a, em conjunto com a Sociedade Rural da Regi&atilde;o Oeste (SRO) e o  Movimento dos Produtores Rurais (MPR), entidades ligadas aos ruralistas  da regi&atilde;o. <\/p>\n<p>A a&ccedil;&atilde;o ilegal de despejo dos trabalhadores terminou com a morte de  Valmir Mota de Oliveira, conhecido como Keno. A&nbsp;militante Isabel Cardin  perdeu a vis&atilde;o, entre outros trabalhadores rurais que ficaram feridos.<\/p>\n<p>Ap&oacute;s o epis&oacute;dio, o embaixador Su&iacute;&ccedil;o Rudolf B&auml;rfuss pediu desculpas &agrave;  vi&uacute;va de Keno, &Iacute;ris Oliveira, com a seguintes palavras. &quot;Em nome do  governo do meu pa&iacute;s, eu quero pedir desculpas&quot;. Na ocasi&atilde;o, &Iacute;ris  entregou uma carta ao embaixador exigindo que o governo su&iacute;&ccedil;o ajude a  punir a Syngenta pelo ato de viol&ecirc;ncia e pelos crimes ambientais dos  quais &eacute; acusada. <\/p>\n<p>O antigo centro de experimento ilegal da  Syngenta, que foi desapropriado pelo governo do estado, atualmente &eacute;  sede do Centro Agroecol&oacute;gico de Experimento de Variedades Crioulas de  Sementes sob a dire&ccedil;&atilde;o do Instituto Agron&ocirc;mico do Paran&aacute;, IAPAR e a Via  Campesina.<\/p>\n<p><strong>Hist&oacute;rico de viol&ecirc;ncia<\/strong><br \/>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <br \/>O  assassinato do trabalhador &eacute; mais um caso de viol&ecirc;ncia cometida pelo  agroneg&oacute;cio e o latifundi&aacute;rio contra camponeses e camponesas: Ti&atilde;o  Camargo, Camargo Filho, Eli Dallemole, Elias Gon&ccedil;alves Meura, Vanderlei  das Neves, Teixeirinha, S&eacute;timo Garibaldi, Antonio Tavares, Eduardo  Anghinoni, entre outros que perderam sua vida na luta pela reforma  agr&aacute;ria.<\/p>\n<p>Dados da Comiss&atilde;o Pastoral da Terra (CPT) mostram que  entre 1998 e 2009, no Paran&aacute;, houve o assassinato de 19 trabalhadores  rurais sem-terra.<\/p>\n<p>Mesmo assim, nenhum mandante foi responsabilizado por essas mortes,  quadro que obriga as organiza&ccedil;&otilde;es a procurar os &oacute;rg&atilde;os de Justi&ccedil;a  Internacional, como a Corte Interamericana da Organiza&ccedil;&atilde;o dos Estados  Americanos (OEA).<\/p>\n<p>Somente este ano um assassino foi condenado e preso, Jair Fermino Borracha, 14 anos ap&oacute;s o assassinato de Eduardo Anghnoni. <\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.mst.org.br\/node\/12597\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta sexta-feira (21\/10), completa quatro anos que grupo armado contratado pela empresa transnacional de sementes transg&ecirc;nicas Syngenta Seeds atacou trabalhadores e trabalhadoras rurais da Via Campesina. 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