{"id":3382,"date":"2011-10-21T18:04:54","date_gmt":"2011-10-21T18:04:54","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2011\/10\/21\/no-interior-de-pernambuco-ainda-so-os-coronis-que-mandam\/"},"modified":"2017-10-02T21:45:17","modified_gmt":"2017-10-02T21:45:17","slug":"no-interior-de-pernambuco-ainda-so-os-coronis-que-mandam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2011\/10\/21\/no-interior-de-pernambuco-ainda-so-os-coronis-que-mandam\/","title":{"rendered":"No interior de Pernambuco ainda s\u00e3o os \u00abcoron\u00e9is\u00bb que mandam"},"content":{"rendered":"<p><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--><!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\";} <\/style>\n\n <![endif]--><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Desaparecimento de trabalhador rural, destrui&ccedil;&atilde;o de acampamentos de Sem Terra, pistolagem, apreens&atilde;o ilegal de bens. Onde o Estado n&atilde;o chega, impera a lei do coronelismo. No interior de Pernambuco ainda s&atilde;o os grandes propriet&aacute;rios de terra e usineiros que mandam no Estado, na pol&iacute;cia, no judici&aacute;rio, e tem poder de vida e morte. E os poderes p&uacute;blicos assistem  <\/span><br \/><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--><!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\";} <\/style>\n\n <![endif]-->  <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Dois casos recentes em Pernambuco ilustram o porqu&ecirc; o estado possui um dos maiores &iacute;ndices de viol&ecirc;ncia no campo do Brasil.<\/p>\n<p> O primeiro aconteceu no dia 11 de outubro, quando a pol&iacute;cia do estado cometeu uma s&eacute;rie de ilegalidades e viola&ccedil;&otilde;es dos direitos humanos durante a&ccedil;&atilde;o de reintegra&ccedil;&atilde;o de posse na Fazenda Serro Azul, munic&iacute;pio de Altinho, agreste do estado, enquanto o promotor da cidade, que deveria zelar pelos direitos dos cidad&atilde;os, assistia e incentivava as viola&ccedil;&otilde;es, acompanhado pelo &lsquo;propriet&aacute;rio&rsquo; da fazenda.<\/p>\n<p> Tr&ecirc;s dias depois, no dia 14 de outubro, o trabalhador rural Jos&eacute; Amaro da Silva, ligado ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), desapareceu na zona da mata de Pernambuco quando sa&iacute;a do acampamento do MST no Engenho Brasileiro, munic&iacute;pio de Joaquim Nabuco, mais umas das &aacute;reas de conflito agr&aacute;ria do estado.<\/p>\n<p> Ambos os casos foram amplamente denunciados pelo MST e pela organiza&ccedil;&atilde;o de direitos humanos Terra de Direitos, mas at&eacute; agora o Governo Estadual, o Instituto Nacional de Coloniza&ccedil;&atilde;o e Reforma Agr&aacute;ria e demais &oacute;rg&atilde;os respons&aacute;veis parecem continuar de bra&ccedil;os cruzados. <\/p>\n<p> &ldquo;Dois dias depois do despejo do acampamento da fazenda Serro Azul houve uma reuni&atilde;o da Comiss&atilde;o Nacional de Combate &agrave; Viol&ecirc;ncia no Campo, quando denunciamos as viola&ccedil;&otilde;es e abusos cometidos durante a a&ccedil;&atilde;o, inclusive ilustradas em fotos e v&iacute;deos. Estavam presentes na reuni&atilde;o o Dr. Gercino Filho, Ouvidor Agr&aacute;rio Nacional; o Superintendente e a ouvidora do INCRA; o presidente do ITERPE; o Delegado Agr&aacute;rio de Pernambuco; representantes da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal, do Comando da Pol&iacute;cia, da Secretaria de Articula&ccedil;&atilde;o Social, e ningu&eacute;m fez nada at&eacute; agora. Na segunda-feira, dia 17, denunciamos o desaparecimento de Amaro a praticamente todas as secretarias de estado, e a impress&atilde;o era de que n&atilde;o acreditavam na gente. S&oacute; tr&ecirc;s dias depois &eacute; que resolveram enviar uma for&ccedil;a tarefa da pol&iacute;cia militar para ajudar nas buscas. Mas esses tr&ecirc;s dias podem ter feito a diferen&ccedil;a entre a vida e a morte de Amaro&rdquo;, afirma Jaime Amorim, da Dire&ccedil;&atilde;o do MST.<\/p>\n<p> Pol&iacute;cia, poder judici&aacute;rio e propriet&aacute;rios de terra: uma rela&ccedil;&atilde;o indecente<\/p>\n<p> Ao meio-dia do dia 11 de outubro, as 120 fam&iacute;lias acampadas na fazenda Serro Azul, nos munic&iacute;pios de Altinho e Agrestina, s&atilde;o cercadas pela pol&iacute;cia militar e pela tropa de choque. Sem dar nenhuma chance &agrave;s fam&iacute;lias de recolherem seus pertences, come&ccedil;aram a colocar fogo nos barracos, enquanto funcion&aacute;rios da fazenda passavam com um trator por cima do que restava. Os policiais ainda se apropriaram do pouco que havia de valor nos barracos, como r&aacute;dios e pequenos aparelhos, e apreenderam ilegalmente duas motos que estavam paradas, alegando falta de documento. Enquanto isso, o Promotor da Comarca de Altinho, Dr. Geovany de S&aacute; Leite, acompanhava toda a&ccedil;&atilde;o, dando legitimidade aos abusos e amea&ccedil;ando mandar prender quem reclamasse. Ao lado dele, estava o Sr. Luiz Reis, que se diz &lsquo;propriet&aacute;rio&rsquo; da fazenda, mas &eacute; apenas casado com uma das filhas do falecido propriet&aacute;rio. <\/p>\n<p> Para Andr&eacute; Luiz Barreto, representante da Terra de Direitos, a a&ccedil;&atilde;o foi coberta de ilegalidades. &ldquo;Al&eacute;m da apreens&atilde;o ilegal das motos, que estavam paradas na resid&ecirc;ncia dos propriet&aacute;rios e por isso n&atilde;o podiam, por motivo algum, ser apreendidas, houve uma s&eacute;rie de outras ilegalidades cometidas pela pol&iacute;cia: a falta de qualquer intento de concilia&ccedil;&atilde;o ou negocia&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via, conforme estabelecido no Manual de Diretrizes para o Cumprimento de Mandatos de Reintegra&ccedil;&atilde;o de Posse Coletiva, elaborado pela Comiss&atilde;o Nacional de Combate &agrave; Viol&ecirc;ncia no Campo e os comandos da Pol&iacute;cia Militar de todo o pa&iacute;s, inclusive do estado de Pernambuco; a destrui&ccedil;&atilde;o dos barracos e bens das fam&iacute;lias, sem conformidade com o mandato de reintegra&ccedil;&atilde;o de posse; a apropria&ccedil;&atilde;o, por parte de policiais, de bens eletr&ocirc;nicos das fam&iacute;lias, como um radio de carro e um micro-system, que se encontravam dentro dos barracos. E o Promotor Publico, que deveria defender os direitos da popula&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o apenas legitimou essas ilegalidades, como incentivou-as&rdquo;. Ele solicitou ao Ouvidor Agr&aacute;rio Nacional, Desembargador Gercino Jos&eacute; da Silva Filho, que entre com uma representa&ccedil;&atilde;o contra o Promotor de Altinho na Corregedoria Geral do Minist&eacute;rio P&uacute;blico de Pernambuco.<\/p>\n<p> Depois do despejo, as fam&iacute;lias acamparam em uma &aacute;rea cedida pelo assentamento Frei Dami&atilde;o, ao lado da fazenda. Desde ent&atilde;o grupos de pistoleiros armados com pistolas e espingardas 12 rondam o acampamento e amea&ccedil;am constantemente as fam&iacute;lias Sem Terra. <\/p>\n<p> Para C&aacute;ssia Bechara, da Dire&ccedil;&atilde;o Estadual do MST, a presen&ccedil;a dos pistoleiros amea&ccedil;ando as fam&iacute;lias n&atilde;o &eacute; surpresa. &ldquo;Quando ocupamos a &aacute;rea pela primeira vez em abril desse ano, fomos recebidos por pistoleiros e pelo propriet&aacute;rio, armado com uma espingarda 12 e um rev&oacute;lver. Durante os quatro meses que ficamos acampados antes do primeiro despejo, em julho, os pistoleiros armaram um acampamento h&aacute; uns 300 metros do nosso, e amea&ccedil;avam as fam&iacute;lias permanentemente. Fizemos den&uacute;ncias &agrave; Ouvidoria Agr&aacute;ria Nacional e ao Promotor Agr&aacute;rio de Pernambuco. Dr. Edson Guerra inclusive visitou o acampamento e p&ocirc;de comprovar pessoalmente a presen&ccedil;a dos pistoleiros. Dr. Gercino solicitou uma investiga&ccedil;&atilde;o pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico de Altinho que, apesar de tr&ecirc;s dilig&ecirc;ncias da pol&iacute;cia dos munic&iacute;pios de Altinho e Agrestina, que viram os pistoleiros armados, emitiu um relat&oacute;rio dizendo que &lsquo;n&atilde;o havia nada de irregular na &aacute;rea&rsquo;. A presen&ccedil;a do Promotor de Altinho durante o despejo, e sua atitude autorit&aacute;ria e preconceituosa junto &agrave;s fam&iacute;lias, j&aacute; deixam claro as raz&otilde;es desse relat&oacute;rio, e mostram que ele n&atilde;o tem isen&ccedil;&atilde;o nenhuma nesse caso.&rdquo;<\/p>\n<p> Mas n&atilde;o &eacute; s&oacute; o promotor que t&ecirc;m liga&ccedil;&otilde;es estreitas com o propriet&aacute;rio. O Delegado da Comarca de Altinho, Dr. Carlos Coelho, se recusou a abrir inqu&eacute;rito para investigar as amea&ccedil;as sofridas pelos trabalhadores rurais. &ldquo;Ele s&oacute; faltou dizer que os trabalhadores mereciam. Ele literalmente disse que o que aconteceu no despejo e a presen&ccedil;a de homens armados rondando o acampamento &eacute; coisa corriqueira, que os Sem Terra deveriam estar acostumados. Disse ainda que ele mesmo &eacute; propriet&aacute;rio rural, e que faria a mesma coisa se a fazenda dele fosse ocupada. E ainda zombou do INCRA, da Ouvidoria Agr&aacute;ria e do Governo do Estado. Usando a express&atilde;o &lsquo;cada macaco no seu galho&rsquo;, ele disse que &lsquo;a Ouvidoria Agr&aacute;ria est&aacute; l&aacute; em Bras&iacute;lia, o INCRA tem que fazer o trabalho dele, e o delegado agr&aacute;rio est&aacute; no Recife. Em Altinho manda ele&rsquo;&rdquo;, afirmou C&aacute;ssia.<\/p>\n<p> A cana faz da zona da mata uma &lsquo;terra sem lei&rsquo;<\/p>\n<p> Na &uacute;ltima sexta-feira, dia 14 de outubro, o trabalhador rural Jos&eacute; Amaro da Silva desapareceu quando sa&iacute;a do acampamento do MST no Engenho Brasileiro, munic&iacute;pio de Joaquim Nabuco, zona da mata pernambucana. <\/p>\n<p> Na &uacute;ltima comunica&ccedil;&atilde;o de Jos&eacute; Amaro antes de desaparecer, ele informou por telefone a outros companheiros do acampamento que se sentia seguido, e que havia alguns carros suspeitos rondando o acampamento, inclusive alertando aos dirigentes do MST que n&atilde;o fossem ao acampamento por aquele caminho. Depois deste telefonema Jos&eacute; Amaro n&atilde;o foi mais visto, n&atilde;o chegou a seu destino, e seu telefone est&aacute; sem comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> A Dire&ccedil;&atilde;o do MST j&aacute; prestou queixa do desaparecimento nas delegacias dos munic&iacute;pios de &Aacute;gua Preta, Joaquim Nabuco e Palmares, e grupos de trabalhadores rurais j&aacute; realizaram buscas em todos os canaviais da regi&atilde;o, sem nenhum sucesso.<\/p>\n<p> Jos&eacute; Amaro &eacute; assentado no Assentamento 21 de Novembro, tamb&eacute;m conhecido com Frescudim, e &eacute; presidente da associa&ccedil;&atilde;o do Assentamento. Apesar de j&aacute; ter conseguido seu peda&ccedil;o de terra atrav&eacute;s da luta, ele continuava contribuindo na organiza&ccedil;&atilde;o de outros acampamentos, para que outras fam&iacute;lias tamb&eacute;m pudessem ter a vida digna que ele hoje tem.<\/p>\n<p> O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra informou o desaparecimento de Jos&eacute; Amaro &agrave; Secretaria de Articula&ccedil;&atilde;o Social, ao ITERPE e &agrave; Ouvidoria Agr&aacute;ria Regional do INCRA no dia 17 de outubro, solicitando o envio de policiais para investigarem e contribu&iacute;rem nas buscas. Mas apenas na tarde de ontem, dia 19, o Governo Estadual enviou uma for&ccedil;a policial ao local. Jos&eacute; Amaro continua desaparecido.<\/p>\n<p> &ldquo;Todo mundo sabe que a zona da mata &eacute; a regi&atilde;o onde mais se mata trabalhadores rurais em decorr&ecirc;ncia de conflitos agr&aacute;rios. Temos certeza que o desaparecimento de Jos&eacute; Amaro tamb&eacute;m est&aacute; ligado aos coron&eacute;is da cana. A casa grande do Engenho Brasileiro, que vivia abandonada, est&aacute; cheia de gente entrando e saindo desde sexta-feira. N&oacute;s pedimos que a pol&iacute;cia desse uma busca l&aacute;, pois acreditamos que eles podem estar mantendo Amaro preso l&aacute; dentro. Mas a pol&iacute;cia apareceu ontem e j&aacute; foi embora, sem passar pela casa grande e sem nenhum avan&ccedil;o no caso. A fam&iacute;lia de Jos&eacute; Amaro continua sem nenhuma not&iacute;cia&rdquo;, afirma Jaime Amorim.<\/p>\n<p> &ldquo;O que impera no interior de Pernambuco &eacute; a lei do coronelismo. Aqui, quem manda na pol&iacute;cia, no judici&aacute;rio e no executivo local s&atilde;o os usineiros e os propriet&aacute;rios de terra, como era no tempo do Brasil col&ocirc;nia. At&eacute; hoje isso n&atilde;o mudou. Eles t&ecirc;m poder de mandar matar e mandar viver. E o poder p&uacute;blico parece assistir a tudo de longe&rdquo;, desabafa o dirigente do MST.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desaparecimento de trabalhador rural, destrui&ccedil;&atilde;o de acampamentos de Sem Terra, pistolagem, apreens&atilde;o ilegal de bens. Onde o Estado n&atilde;o chega, impera a lei do coronelismo. No interior de Pernambuco ainda s&atilde;o os grandes propriet&aacute;rios de terra e usineiros que mandam no Estado, na pol&iacute;cia, no judici&aacute;rio, e tem poder de vida e morte. E os [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":18,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[6],"class_list":["post-3382","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-publicaciones","tag-articulos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3382","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/users\/18"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3382"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3382\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4294,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3382\/revisions\/4294"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3382"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3382"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3382"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}