{"id":3380,"date":"2011-09-22T09:52:46","date_gmt":"2011-09-22T09:52:46","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2011\/09\/22\/o-fim-do-mst-ou-o-fim-da-tica-no-jornalismo-brasileiro\/"},"modified":"2017-10-02T21:45:18","modified_gmt":"2017-10-02T21:45:18","slug":"o-fim-do-mst-ou-o-fim-da-tica-no-jornalismo-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2011\/09\/22\/o-fim-do-mst-ou-o-fim-da-tica-no-jornalismo-brasileiro\/","title":{"rendered":"O fim do MST ou o fim da \u00e9tica no jornalismo brasileiro"},"content":{"rendered":"<p><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--><!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\";} <\/style>\n\n <![endif]--><em><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Da Secretaria Nacional do MST<\/span><\/em><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\"><br \/> &nbsp;<br \/> A revista Isto&Eacute; publica na capa da edi&ccedil;&atilde;o desta semana um bon&eacute; do MST bem velho e surrado, sob terras forradas de pedregulhos. Decreta na capa<strong> &ldquo;O fim do MST&rdquo;<\/strong>, que teria perdido a base de trabalhadores rurais e apoio da sociedade. Premissa errada, abordagem errada e conclus&otilde;es erradas.<\/p>\n<p> <\/span><br \/><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--><!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\";} <\/style>\n\n <![endif]-->  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 12pt\" class=\"MsoNormal\"><strong><span>A mentira<\/span><\/strong><span><\/p>\n<p> A Isto&Eacute; informa a seus leitores que h&aacute; 3.579 fam&iacute;lias acampadas no Brasil, das quais somente 1.204 seriam do MST.<\/p>\n<p> A revista mente ou equivoca-se fragorosamente. E a partir disso d&aacute; uma capa de revista.<\/p>\n<p> Segundo a revista, o n&uacute;mero de acampamentos do MST caiu nos &uacute;ltimos 10 anos. E teria chegado a apenas 1.204 fam&iacute;lias acampadas, em nove acampamentos em todo o pa&iacute;s.<\/p>\n<p> Temos atualmente mais de 60 mil fam&iacute;lias acampadas em 24 estados. <br \/> Levantamento do Instituto Nacional de Coloniza&ccedil;&atilde;o e Reforma Agr&aacute;ria (Incra) aponta que h&aacute; 156 mil fam&iacute;lias acampadas no pa&iacute;s, somando todos os movimentos que lutam pela democratiza&ccedil;&atilde;o da terra.<\/p>\n<p> A revista tentou dar um tom de credibilidade com as visitas a uma regi&atilde;o do Rio Grande do Sul, onde nasceu o Movimento, e ao Pontal do Paranapanema, em S&atilde;o Paulo. <\/p>\n<p> Se contassem apenas os acampados nessas duas regi&otilde;es, chegariam a um n&uacute;mero bem maior do que divulgou.<\/p>\n<p> A reportagem poderia tamb&eacute;m ter ido &agrave; Bahia, por exemplo, onde h&aacute; mais de 20 mil fam&iacute;lias acampadas que organizamos.<\/p>\n<p> O rep&oacute;rter teve oportunidade de receber esses esclarecimentos e at&eacute; a lista de acampamentos pelo pa&iacute;s. <br \/> Mas n&atilde;o quis ou n&atilde;o fez quest&atilde;o, porque se negou a mandar as perguntas por e-mail para o nosso setor de comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> Outra forma seria perguntar para o Incra ou pesquisar no cadastro do N&uacute;cleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agr&aacute;ria da Universidade Estadual de S&atilde;o Paulo (Unesp). <\/p>\n<p> Tampouco isso a Isto&Eacute; fez.<\/p>\n<p> Se foi um erro, al&eacute;m de incompetente, a dire&ccedil;&atilde;o da Isto&Eacute; &eacute; irrespons&aacute;vel ao amplific&aacute;-lo na capa da revista.<\/p>\n<p> Se n&atilde;o foi um erro, h&aacute; mais mist&eacute;rios entre o c&eacute;u e a Terra do que sup&otilde;e a nossa v&atilde; filosofia, como escreveu William Shakespeare.<\/p>\n<p> <strong>O desvio<\/strong><\/p>\n<p> A Isto&Eacute; se notabilizou nos &uacute;ltimos tempos nos meios jornal&iacute;sticos como uma revista venal. A revista &eacute; do tipo &ldquo;pagou, levou&rdquo;. Tanto &eacute; que tem o apelido de &quot;Quanto&Eacute;&quot;.<\/p>\n<p> Governos, empresas, partidos, entidades de classe, igrejas (vejam a capa da semana anterior) compram mat&eacute;rias e capas da revista. E pagam por quilo, pelo &ldquo;peso&rdquo; da mat&eacute;ria.<\/p>\n<p> A mat&eacute;ria da Isto&Eacute; n&atilde;o &eacute; fruto de um trabalho jornal&iacute;stico, mas de interesses de setores que s&atilde;o contra os movimentos sociais e a Reforma Agr&aacute;ria.<\/p>\n<p> N&atilde;o &eacute; de se impressionar uma vez que a revista abandonou qualquer compromisso com jornalismo s&eacute;rio com credibilidade, virando um &ldquo;ativo&rdquo; para especuladores.<\/p>\n<p> Nelson Tanure e Daniel Dantas, do Grupo Opportunity, banqueiro marcado por casos de corrup&ccedil;&atilde;o, disputaram a compra da revista em 2007. <br \/> Com o que esses tipos t&ecirc;m compromisso? Com o dinheiro deles.<\/p>\n<p> <strong>Rea&ccedil;&atilde;o do latif&uacute;ndio<\/strong><\/p>\n<p> A mat&eacute;ria &eacute; uma rea&ccedil;&atilde;o &agrave; nossa jornada de lutas de agosto.<\/p>\n<p> Foram mobilizados mais de 50 mil trabalhadores rurais, em 20 estados.<\/p>\n<p> Um acampamento em Bras&iacute;lia, com 4 mil trabalhadores rurais, fez mobiliza&ccedil;&otilde;es durante uma semana e ocupou o Minist&eacute;rio da Fazenda para cobrar medidas para avan&ccedil;ar a Reforma Agr&aacute;ria.<\/p>\n<p> A jornada foi vitoriosa e demonstrou a representatividade social e a solidez das nossas reivindica&ccedil;&otilde;es na luta pela Reforma Agr&aacute;ria.<\/p>\n<p> O governo dobrou o or&ccedil;amento para a desapropria&ccedil;&atilde;o de terras para assentar 20 mil fam&iacute;lias at&eacute; o final do ano, liberou o or&ccedil;amento para cursos para trabalhadores Sem Terra, anunciou a cria&ccedil;&atilde;o de um programa de alfabetiza&ccedil;&atilde;o e a cria&ccedil;&atilde;o de um programa de agroind&uacute;strias.<\/p>\n<p> Interesses foram contrariados e se articularam para atacar o nosso Movimento e a Reforma Agr&aacute;ria. Para isso, usam a imprensa venal para alcan&ccedil;ar seus objetivos.<\/p>\n<p> Os resultados da jornada e a rea&ccedil;&atilde;o do latif&uacute;ndio do agroneg&oacute;cio, por meio de uma revista, apenas confirmam que o MST &eacute; forte e representa uma resist&ecirc;ncia &agrave; transforma&ccedil;&atilde;o do Brasil numa plataforma transnacional de produ&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;ria-prima para exporta&ccedil;&atilde;o e &agrave; contamina&ccedil;&atilde;o das lavouras brasileiras pela utiliza&ccedil;&atilde;o excessiva de agrot&oacute;xicos.<\/p>\n<p> A luta vai continuar at&eacute; a realiza&ccedil;&atilde;o da Reforma Agr&aacute;ria e a consolida&ccedil;&atilde;o de um novo modelo agr&iacute;cola, baseado em pequenas e m&eacute;dias propriedades, no desenvolvimento do meio rural, na produ&ccedil;&atilde;o de alimentos para o povo brasileiro sem agrot&oacute;xicos por meio da agroecologia.<br \/> &nbsp;<br \/> <strong>Leia tamb&eacute;m<br \/> <\/strong><\/span><a href=\"http:\/\/www.mst.org.br\/node\/6485\" target=\"_blank\"><strong><span>Isto&Eacute; e Daniel Dantas: tudo a ver<\/span><\/strong><\/a><strong><span><br \/> <\/span><\/strong><a href=\"http:\/\/www.mst.org.br\/node\/5559\" target=\"_blank\"><strong><span>Isto&Eacute; manipula foto para proteger Serra<\/span><\/strong><\/a><strong><span><br \/> <\/span><\/strong><a href=\"http:\/\/www.mst.org.br\/node\/6130\" target=\"_blank\"><strong><span>Jornalista mostra-se mal informado em artigo da Isto&Eacute;<\/span><\/strong><\/a><strong><span><br \/> <\/span><\/strong><a href=\"http:\/\/www.mst.org.br\/node\/9729\" target=\"_blank\"><strong><span>Piada: Dantas ataca MST por &ldquo;desconsiderar a lei&rdquo;. <\/span><\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Da Secretaria Nacional do MST &nbsp; A revista Isto&Eacute; publica na capa da edi&ccedil;&atilde;o desta semana um bon&eacute; do MST bem velho e surrado, sob terras forradas de pedregulhos. 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