{"id":3354,"date":"2010-12-20T12:47:58","date_gmt":"2010-12-20T12:47:58","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2010\/12\/20\/cancun-a-montanha-pariu-um-rato\/"},"modified":"2017-10-02T21:35:02","modified_gmt":"2017-10-02T21:35:02","slug":"cancun-a-montanha-pariu-um-rato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2010\/12\/20\/cancun-a-montanha-pariu-um-rato\/","title":{"rendered":"CANCUN:  a montanha pariu um rato!!"},"content":{"rendered":"<p><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--><!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; 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muitas raz&otilde;es.&nbsp;&nbsp; Mas a principal delas &eacute; que existe uma contradi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica posta&nbsp; hoje no mundo, que gerou uma dicotomia entre o poder econ&ocirc;mico e o poder pol&iacute;tico internacional.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">O poder econ&ocirc;mico &eacute; exercido em todo planeta pelas 500 maiores empresas transnacionais, que controlam 53% de toda riqueza produzida, apesar de darem emprego para apenas 8% da m&atilde;o-de-obra empregada no mundo.&nbsp; &nbsp;Essas empresas s&atilde;o as &nbsp;respons&aacute;veis pela crise clim&aacute;tica, ao se apoderarem da natureza, ao utilizarem &nbsp;fontes energ&eacute;ticas poluidoras e ao buscarem apenas o lucro m&aacute;ximo e da forma mais irrespons&aacute;vel poss&iacute;vel.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">(Por exemplo, enquanto todos especialistas de sa&uacute;de publica adverte que a polui&ccedil;&atilde;o do uso do transporte individual, pelo autom&oacute;vel das grandes cidades &eacute; o principal causador de doen&ccedil;as, mortes e p&eacute;ssimas condi&ccedil;&otilde;es do meio ambiente para&nbsp; bilh&otilde;es de seres humanos que se aglomeram nessas megal&oacute;poles, a industria automobilsitica mundial, controlada por n&atilde;o mais de 15 empresas, anuncia novas fabricas, novos cr&eacute;ditos, novos ve&iacute;culos !)<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Temos o poder pol&iacute;tico exercido por governos nacionais, neoliberais, totalmente servis a esse poder econ&ocirc;mico e que raramente representam os verdadeiros interesses de suas popula&ccedil;&otilde;es. &nbsp;N&atilde;o querem legislar sobre o poder economico. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">E por outro lado, n&atilde;o existe um poder pol&iacute;tico internacional que consiga&nbsp; ser representativo da humanidade e que possa colocar regras e freios ao crescimento insano&nbsp; das agress&otilde;es do poder econ&ocirc;mico sobre o meio ambiente.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Mesmo quando temos governos nacionais mais sens&iacute;veis, como o caso da Bol&iacute;via, dos governos da ALBA, ou de pequenos paises do Pac&iacute;fico, esses governos&nbsp; s&atilde;o insuficientes, pois a s&nbsp; regras para o meio ambiente devem ser para todo mundo,&nbsp;o planeta &eacute; um s&oacute; e&nbsp; funciona&nbsp; em equil&iacute;brio global. &nbsp;<span>Assim, uma agress&atilde;o ao meio ambiente, no Brasil, na Austr&aacute;lia ou na China, de certa forma acaba trazendo conseq&uuml;&ecirc;ncias para todos os seres vivos que habitam esse planeta, em toda parte.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Por tanto, em primeiro lugar, ser&aacute; necess&aacute;rio resolver essa contradi&ccedil;&atilde;o: enquanto n&atilde;o tivermos um poder pol&iacute;tico que tenha for&ccedil;a suficiente para, em nome da popula&ccedil;&atilde;o, impor condicionantes ao poder econ&ocirc;mico,&nbsp; essas conferencias ser&atilde;o apenas teatro para enganar alguns incautos.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Em segundo lugar,&nbsp;&nbsp;os analistas e cientistas&nbsp; s&eacute;rios&nbsp;denunciam que as raizes dos desequil&iacute;brios ambientais e a crise clim&aacute;tica que estamos vivendo tem como causa fundamental, o modo de vida imposto pelo consumismo irrespons&aacute;vel&nbsp; da produ&ccedil;&atilde;o capitalista, que produz&nbsp; incansavelmente mercadorias para serem vendidas, n&atilde;o importa suas conseq&uuml;&ecirc;ncias. &nbsp;&nbsp;Por tanto, temos que refletir sobre o modus de vida que nos &eacute; imposto.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Em terceiro lugar, &eacute; urgente que hajam campanhas de conscientiza&ccedil;&atilde;o de toda popula&ccedil;&atilde;o&nbsp; sobre a gravidade&nbsp;dessa crise clim&aacute;tica, sobre a vida humana e a vida de todo planeta. &nbsp;&nbsp;Em geral, as pessoas sofrem,&nbsp; muitos pagam com a vida, mas h&aacute; uma aliena&ccedil;&atilde;o geral,&nbsp; provocada pelo monop&oacute;lio dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o da burguesia, que&nbsp; ilude as pessoas com o consumismo e com pr&aacute;ticas agressoras ao meio ambiente.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Da&iacute;, que movimentos sociais de todo mundo, ambientalistas, via campesina, marcha mundial das mulheres&nbsp; est&atilde;o empenhados, junto com alguns governos progressistas a desenvolver durante o ano de 2011 uma grande consulta mundial sobre a crise climatica, que ter&aacute; &nbsp;como objetivo principal conscientizar a popula&ccedil;&atilde;o em todo mundo sobre a gravidade da crise clim&aacute;tica.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Esse processo de consulta mundial se basear&aacute; em cinco temas, j&aacute; acordados numa conferencia realizada em abril desse ano em Cochabamba,&nbsp; e est&aacute; relacionado com: &nbsp;o modelo capitalista de superprodu&ccedil;&atilde;o;&nbsp;&nbsp;o uso abusivo de recursos humanos e econ&ocirc;micos para gastos militares, que tamb&eacute;m afetam o meio ambiente;&nbsp;&nbsp; a responsabilidade das empresas que agridem o meio ambiente,&nbsp; e sobre a necessidade de constituir-se um tribunal internacional para julgar e punir todos os crimes ambientais pr&aacute;ticados por empresas e governos, que hoje est&atilde;o impunes,&nbsp; pois as legisla&ccedil;&otilde;es nacionais n&atilde;o os controlam.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Teremos ainda um longo caminho pela frente para podermos enfrentar os graves problemas de desequil&iacute;brios ambientais. &nbsp;&nbsp;E certamente n&atilde;o podemos contar com muitos governos.&nbsp; Mais preocupados com as empresas que financiaram suas campanhas e ou com&nbsp;taxas de crescimento econ&ocirc;mico. &nbsp;&nbsp;Mas &eacute; urgente estimularmos a que todos os movimentos sociais e as for&ccedil;as populares&nbsp; debatam esses temas, para gerar uma consci&ecirc;ncia mundial das mudan&ccedil;as necess&aacute;rias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante quinze dias, representantes de governos de 140 paises se reuniram nos hot&eacute;is mais luxuosos&nbsp; 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