{"id":3331,"date":"2010-07-17T10:03:40","date_gmt":"2010-07-17T10:03:40","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2010\/07\/17\/ruralistas-mesmo-sem-participar-das-sesses-querem-prorrogar-cpmi\/"},"modified":"2017-10-02T21:35:10","modified_gmt":"2017-10-02T21:35:10","slug":"ruralistas-mesmo-sem-participar-das-sesses-querem-prorrogar-cpmi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2010\/07\/17\/ruralistas-mesmo-sem-participar-das-sesses-querem-prorrogar-cpmi\/","title":{"rendered":"Ruralistas, mesmo sem participar das sess?es, querem prorrogar CPMI"},"content":{"rendered":"<p><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--> <!--  \/* Font Definitions *\/  @font-face \t{font-family:Tahoma; \tpanose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; \tmso-font-charset:0; \tmso-generic-font-family:swiss; \tmso-font-pitch:variable; \tmso-font-signature:1627421319 -2147483648 8 0 66047 0;}  \/* Style Definitions *\/  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal \t{mso-style-parent:\"\"; \tmargin:0cm; \tmargin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:12.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\"; \tmso-fareast-font-family:\"Times New Roman\";} @page Section1 \t{size:612.0pt 792.0pt; \tmargin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; \tmso-header-margin:36.0pt; \tmso-footer-margin:36.0pt; \tmso-paper-source:0;} div.Section1 \t{page:Section1;} --> <!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\";} <\/style>\n\n <![endif]--><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--> <!--  \/* Font Definitions *\/  @font-face \t{font-family:Tahoma; \tpanose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; \tmso-font-charset:0; \tmso-generic-font-family:swiss; \tmso-font-pitch:variable; \tmso-font-signature:1627421319 -2147483648 8 0 66047 0;}  \/* Style Definitions *\/  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal \t{mso-style-parent:\"\"; \tmargin:0cm; \tmargin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:12.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\"; \tmso-fareast-font-family:\"Times New Roman\";} @page Section1 \t{size:612.0pt 792.0pt; \tmargin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; \tmso-header-margin:36.0pt; \tmso-footer-margin:36.0pt; \tmso-paper-source:0;} div.Section1 \t{page:Section1;} --> <!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\";} <\/style>\n\n <![endif]--><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">14 de julho de 2010 Do Blog da Reforma Agr&aacute;ria<br \/> <!--[if !supportLineBreakNewLine]--><br \/> <!--[endif]--><\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Quem acompanhou a CPMI contra Reforma Agr&aacute;ria sabe que a bancada ruralista simplesmente n&atilde;o compareceu &agrave;s sess&otilde;es. Foram seis meses em entidades de apoio &agrave; reforma agr&aacute;ria foram ouvidas, tal como &oacute;rg&atilde;os de governo. E a bancada ruralista? Boicote! Agora que o relat&oacute;rio oficial est&aacute; pronto, os ruralistas acharam uma jurisprud&ecirc;ncia que pode obrigar a C&acirc;mara a prorrogar a Comiss&atilde;o, mesmo ser consultada. O Senado, por sua vez, leu o requerimento que pede mais seis meses de investiga&ccedil;&atilde;o.<br \/> <!--[if !supportLineBreakNewLine]--><br \/> <!--[endif]--><\/span><br \/><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--> <!--  \/* Font Definitions *\/  @font-face \t{font-family:Tahoma; \tpanose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; \tmso-font-charset:0; \tmso-generic-font-family:swiss; \tmso-font-pitch:variable; \tmso-font-signature:1627421319 -2147483648 8 0 66047 0;}  \/* Style Definitions *\/  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal \t{mso-style-parent:\"\"; \tmargin:0cm; \tmargin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:12.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\"; \tmso-fareast-font-family:\"Times New Roman\";} @page Section1 \t{size:595.3pt 841.9pt; \tmargin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; \tmso-header-margin:35.4pt; \tmso-footer-margin:35.4pt; \tmso-paper-source:0;} div.Section1 \t{page:Section1;} --> <!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\";} <\/style>\n\n <![endif]-->  <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">E o voto separado do DEM? Os latifundi&aacute;rios n&atilde;o apresentaram nenhum relat&oacute;rio alternativo. O voto separado? Retiraram de &uacute;ltima hora. No lugar, mostraram um novo plano de trabalho para a CPMI.<\/p>\n<p> Ora, algu&eacute;m d&uacute;vida que mais seis meses s&oacute; servir&atilde;o para gastar mais dinheiro p&uacute;blico em cima de den&uacute;ncias j&aacute; investigadas pelo TCU e Minist&eacute;rio P&uacute;blico? Lembremos que dia 17 de julho o Congresso Nacional entra em recesso. Depois entra o per&iacute;odo eleitoral. Prato cheio para que os oligarcas que ainda permanecem no poder usem o espa&ccedil;o para se cacifar politicamente. angariar alguns votos de outros latifundi&aacute;rios.<\/p>\n<p> &quot;Ruralistas querem manter no ar a criminaliza&ccedil;&atilde;o&quot;, afirma Ivan Valente Por Verena Glass<br \/> Para o Blog da Reforma Agr&aacute;ria<\/p>\n<p> O deputado federal Ivan Valente (PSOL) avalia que &quot;a participa&ccedil;&atilde;o das entidades de reforma agr&aacute;ria nas audi&ecirc;ncias da CPMI foi importante para mostrar o excelente trabalho desempenhado na execu&ccedil;&atilde;o dos conv&ecirc;nios firmados com os entes p&uacute;blicos&quot;. Em resposta &agrave;s acusa&ccedil;&otilde;es de desvio de recursos p&uacute;blicos de entidades sociais para ocupa&ccedil;&otilde;es de terras, Valente relata que &quot;n&atilde;o vimos qualquer a&ccedil;&atilde;o administrativa que fuja aos padr&otilde;es de transpar&ecirc;ncia e legalidade no uso dos recursos p&uacute;blicos&quot;.<\/p>\n<p> O relator Jilmar Tatto (PT) apresentou na quarta-feira o relat&oacute;rio final da CPMI, que ser&aacute; votado nesta quarta-feira. O plano de trabalho da CPMI prev&ecirc; seu encerramento at&eacute; dia 17 de julho. Os ruralistas ainda tentam, antes da sess&atilde;o desta quarta-feira, prorrogar a CPMI, mesmo sem os tr&acirc;mites comuns do Congresso Nacional.<\/p>\n<p> &quot;Trata-se de uma tentativa de manter no ar a criminaliza&ccedil;&atilde;o dos movimentos sociais, particularmente do MST. De manter em permanente suspense essa quest&atilde;o e de buscar n&atilde;o encerrar este cap&iacute;tulo. &Eacute; mais uma a&ccedil;&atilde;o desta campanha do agroneg&oacute;cio de criminalizar os movimentos&quot;, afirma Valente. Abaixo, leia a entrevista do deputado federal Ivan Valente ao Blog da Reforma Agr&aacute;ria.<\/p>\n<p> O relat&oacute;rio final da CPMI apresentado na ultima reuni&atilde;o da comiss&atilde;o considera que as acusa&ccedil;&otilde;es de irregularidades na aplica&ccedil;&atilde;o de recursos p&uacute;blicos em programas e projetos de reforma agr&aacute;ria s&atilde;o improcedentes. Isso fecha, legalmente, o cap&iacute;tulo das den&uacute;ncias sobre desvios de verbas em conv&ecirc;nios do governo com os movimentos sociais?<\/p>\n<p> Desde a CPMI da Terra em 2005, os ruralistas insistem na tentativa de demonstrar irregularidades em conv&ecirc;nios com cooperativas utilizando recursos p&uacute;blicos, visando prejudicar os movimentos sociais pela reforma agr&aacute;ria, impedindo assessoria t&eacute;cnica e presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os &agrave; comunidade. Em nome da exig&ecirc;ncia de transpar&ecirc;ncia e legalidade que todos n&oacute;s defendemos, o que se quer &eacute; tentar inviabilizar a luta e criminalizar os movimentos sociais. Aqui se trata fundamentalmente de uma luta pol&iacute;tica. Por isso, o relat&oacute;rio da CPMI encerra um cap&iacute;tulo, mas possivelmente, os que n&atilde;o querem a reforma agr&aacute;ria continuar&atilde;o com suas<br \/> press&otilde;es pol&iacute;ticas.<\/p>\n<p> Como o senhor v&ecirc; a tentativa dos ruralistas de tentar, de qualquer forma, prorrogar a CPMI at&eacute; janeiro?<br \/> Trata-se de uma tentativa de manter no ar a criminaliza&ccedil;&atilde;o dos movimentos sociais, particularmente do MST. De manter em permanente suspense essa quest&atilde;o e de buscar n&atilde;o encerrar este cap&iacute;tulo. &Eacute; mais uma a&ccedil;&atilde;o desta campanha do agroneg&oacute;cio de criminalizar os movimentos.<\/p>\n<p> Apesar das evid&ecirc;ncias de que n&atilde;o houve desvios na aplica&ccedil;&atilde;o de recursos p&uacute;blicos nos conv&ecirc;nios com as organiza&ccedil;&otilde;es sociais, a bancada ruralista prometeu apresentar um relat&oacute;rio paralelo. Do ponto de vista legal, o que poderia sustentar medidas de criminaliza&ccedil;&atilde;o dos movimentos, dada a comprova&ccedil;&atilde;o da inexist&ecirc;ncia de il&iacute;citos cometidos?<\/p>\n<p> A apresenta&ccedil;&atilde;o de Voto em Separado (Relat&oacute;rio Paralelo) &eacute; prevista no Regimento Comum do Congresso Federal e tem justamente o cond&atilde;o de possibilitar que posi&ccedil;&otilde;es divergentes sejam apreciadas por uma Comiss&atilde;o. Em seu relat&oacute;rio, os ruralistas podem, em tese, apresentar dados que n&atilde;o foram considerados pelo relator em seu parecer, chegando a uma conclus&atilde;o diferente daquela apresentada por ele. Caso o relat&oacute;rio principal seja rejeitado pela comiss&atilde;o, o Voto em Separado &eacute; colocado em vota&ccedil;&atilde;o e pode tornar-se o relat&oacute;rio final da Comiss&atilde;o, a exemplo do que ocorreu em 2005 na CPMI da Terra. Para isso, os representantes do agroneg&oacute;cio teriam que ter maioria para vencer o voto do relator. O mais prov&aacute;vel &eacute; que os ruralistas usem o voto em separado para fazer disputa pol&iacute;tica no Congresso e, particularmente, na grande m&iacute;dia que lhe d&aacute; cobertura.<\/p>\n<p> O relat&oacute;rio da CPMI considera que a reforma agr&aacute;ria &eacute; e continuar&aacute; necess&aacute;ria para o desenvolvimento rural do pa&iacute;s, e recomenda ao ejecutivo e ao legislativo a atualiza&ccedil;&atilde;o dos &iacute;ndices de produtividade e a prioriza&ccedil;&atilde;o da vota&ccedil;&atilde;o em segundo turno da PEC do Trabalho Escravo. Qual &eacute; a for&ccedil;a legal destas recomenda&ccedil;&otilde;es? Ou ent&atilde;o, por ter sido fruto de uma CPMI, qual a sua for&ccedil;a pol&iacute;tica?<\/p>\n<p> O Brasil &eacute; um dos poucos pa&iacute;ses no mundo que nunca fizeram reforma agr&aacute;ria, mesmo diante da escandalosa concentra&ccedil;&atilde;o de terra e riqueza existente no pa&iacute;s. Mais do que isso, &eacute; preciso combater a l&oacute;gica do grande capital no campo, que martela a essencialidade do papel exportador do agroneg&oacute;cio, a partir da grande propriedade, afirmando que n&atilde;o &eacute; mais necess&aacute;ria uma reforma no campo brasileiro. Isto precisa ser permanentemente desmistificado, mostrando que &eacute; na pequena propriedade e na agricultura familiar onde se gera mais emprego e produz mais alimentos para o nosso povo.<\/p>\n<p> S&atilde;o excelentes as recomenda&ccedil;&otilde;es que pregam a atualiza&ccedil;&atilde;o dos &iacute;ndices de produtividade, que o pr&oacute;prio governo assumiu perante os movimentos sociais pela reforma agr&aacute;ria e depois recuou. E, tamb&eacute;m, a vota&ccedil;&atilde;o imediata da PEC do trabalho escravo (PEC 348), que desapropria propriedades para fins de reforma agr&aacute;ria onde for flagrado trabalho em condi&ccedil;&otilde;es degradantes, an&aacute;logas ao trabalho escravo. &Eacute; uma vergonha que essa PEC espere ainda para ser votada em segundo turno na C&acirc;mara dos Deputados, por resistencia dos ruralistas. Do ponto de vista legal, por&eacute;m, as recomenda&ccedil;&otilde;es apresentadas no relat&oacute;rio final n&atilde;o t&ecirc;m a efic&aacute;cia desejada. Elas n&atilde;o t&ecirc;m o car&aacute;ter de vincular os poderes Executivo e Legislativo &agrave; execu&ccedil;&atilde;o das mesmas. Sua for&ccedil;a &eacute; pol&iacute;tica e de opini&atilde;o sobre o Congresso, com o simbolismo de que os poderes se omitem diante de temas da mayor relev&acirc;ncia, se n&atilde;o levarem adiante as recomenda&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p> Como voc&ecirc; avalia o trabalho das entidades da reforma agr&aacute;ria (Anca, Concrab, Cepatec, Inocar, Itac e Fepafi) que participaram das audiencias p&uacute;blicas da CPMI?<\/p>\n<p> Como muito positivo na assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica, forma&ccedil;&atilde;o e viabiliza&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica da produ&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m n&atilde;o vimos qualquer a&ccedil;&atilde;o administrativa que fuja aos padr&otilde;es de transpar&ecirc;ncia e legalidade no uso dos recursos p&uacute;blicos. A participa&ccedil;&atilde;o das entidades de reforma agr&aacute;ria nas audiencias da CPMI foi importante para mostrar o excelente trabalho desempenhado na<br \/> execu&ccedil;&atilde;o dos conv&ecirc;nios firmados com os entes p&uacute;blicos. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\"><br \/> Qual a import&acirc;ncia desses conv&ecirc;nios para a execu&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas nos assentamentos e nas &aacute;reas rurais?<\/p>\n<p> Os conv&ecirc;nios analisados no decorrer desta CPMI demonstram a necessidade de investimento em programas sociais que integrem a popula&ccedil;&atilde;o assentada. N&atilde;o se trata apenas de assentar e abrir uma linha de cr&eacute;dito. Mas sim de fornecer capacita&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica, educacional; de proporcionar acesso &agrave; cultura e ao lazer. Enfim, de conferir um car&aacute;ter mais amplo &agrave; execu&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de Reforma Agr&aacute;ria, embora estas ainda sejam poucas ante a demanda apresentada no pa&iacute;s.<\/p>\n<p> Nas considera&ccedil;&otilde;es finais do relat&oacute;rio, consta uma recomenda&ccedil;&atilde;o para que o Minist&eacute;rio do Planejamento, Or&ccedil;amento e Gest&atilde;o (MPOG) organize uma for&ccedil;a tarefa para analisar o estoque de mais de 50 mil processos em que as presta&ccedil;&otilde;es de contas n&atilde;o foram analisadas. Estes processos incluem organiza&ccedil;&otilde;es vinculadas ao setor ruralista, como entidades da CNA?<\/p>\n<p> O relat&oacute;rio do TCU que buscou a recomenda&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a tarefa no MPOG para analisar cerca de 50 mil processos n&atilde;o faz refer&ecirc;ncia nem detalha quais foram os processos que n&atilde;o tiveram suas an&aacute;lises realizadas, apresentando tal dado de forma gen&eacute;rica. &Eacute; bem poss&iacute;vel que existam organiza&ccedil;&otilde;es vinculadas ao setor ruralista naquela lista.<\/p>\n<p> No decorrer da CPMI, o senhor e outros parlamentares solicitaram a an&aacute;lise de conv&ecirc;nios com entidades dos ruralistas. Por qu&ecirc;? Estas an&aacute;lises foram feitas?<\/p>\n<p> Foram solicitadas &agrave; Controladoria Geral da Uni&atilde;o c&oacute;pias dos relat&oacute;rios de auditorias realizadas por aquele &oacute;rg&atilde;o junto ao Servi&ccedil;o Nacional de Aprendizagem Rural, uma vez que esta entidade recebe recursos p&uacute;blicos de origem parafiscal, sujeito &agrave; fiscaliza&ccedil;&atilde;o do Poder P&uacute;blico. Da mesma forma, solicitamos o envio &agrave; CPMI de c&oacute;pias dos balan&ccedil;os fiscais dos &uacute;ltimos cinco anos do SENAR nacional, tendo em vista que, em diversos ac&oacute;rd&atilde;os (1620\/2008; 1239\/2005; 2286\/2008; 919\/2005; 2753\/2005) , o TCU constata a &iacute;ntima rela&ccedil;&atilde;o entre o uso dos recursos do sistema SENAR e os trabalhos administrativos da Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional de Agricultura e Federa&ccedil;&otilde;es Estaduais de Agricultura, o que configura irregularidade que merece investiga&ccedil;&atilde;o pela CPMI. Tais an&aacute;lises n&atilde;o foram realizadas pela CPMI, uma vez que os requerimentos que solicitavam tais informa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o chegaram a ser apreciados pela Comiss&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">N&atilde;o identificamos um centavo de desvio de recurso p&uacute;blico, afirma relator da CPMI<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Por Aline Scarso Da Radioag&ecirc;ncia NP Para o Blog da Reforma Agr&aacute;ria<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\"><br \/> N&atilde;o h&aacute; desvio de dinheiro p&uacute;blico para a ocupa&ccedil;&atilde;o de terra no Brasil. Foi<br \/> o que concluiu o relat&oacute;rio da CPMI (Comiss&atilde;o Parlamentar Mista de<br \/> Inqu&eacute;rito), que investigou a liga&ccedil;&atilde;o entre entidades da reforma agr&aacute;ria e<br \/> minist&eacute;rios do governo. No total, foram realizadas treze audi&ecirc;ncias<br \/> p&uacute;blicas em oito meses. A CPMI tamb&eacute;m investigou as contas de dezenas de<br \/> cooperativas de agricultores e associa&ccedil;&otilde;es de apoio &agrave; reforma agr&aacute;ria.<\/p>\n<p> Para o relator da CPMI, deputado federal Jilmar Tatto (PT\/SP), <\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: &quot;Courier New&quot;\">?<\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">foi uma<br \/> CPMI desnecess&aacute;ria<\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: &quot;Courier New&quot;\">?<\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">.<\/p>\n<p> <\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: &quot;Courier New&quot;\">?<\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">S&atilde;o entidades s&eacute;rias que desenvolvem um trabalho de aperfei&ccedil;oamento e de<br \/> qualifica&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica do homem do campo. O que deu para perceber foi que a<br \/> oposi&ccedil;&atilde;o, principalmente o DEM e o PSDB, estavam com uma pol&iacute;tica de<br \/> criminalizar o movimento social no Brasil. Tanto &eacute; verdade que, depois de<br \/> instalada a CPMI, eles praticamente n&atilde;o apareceram nas reuni&otilde;es.<\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: &quot;Courier New&quot;\">?<\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\"><\/p>\n<p> O deputado federal Onxy Lorenzoni (DEM\/RS) pediu vista do relat&oacute;rio<br \/> durante a &uacute;ltima sess&atilde;o. Com isso, uma nova reuni&atilde;o foi marcada para a<br \/> pr&oacute;xima quarta-feira (14). A expectativa &eacute; de que a bancada ruralista<br \/> coloque em vota&ccedil;&atilde;o um relat&oacute;rio paralelo &agrave; relatoria oficial, mesmo n&atilde;o<br \/> tendo participado das audi&ecirc;ncias de investiga&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> Clique aqui e leia o relat&oacute;rio final<\/p>\n<p> Abaixo, leia entrevista com deputado federal Jilmar Tatto (PT\/SP).<\/p>\n<p> A CPMI foi criada para investigar desvios de recursos p&uacute;blicos de<br \/> conv&ecirc;nios entre minist&eacute;rios e entidades sociais para a ocupa&ccedil;&atilde;o de terras.<br \/> Qual a conclus&atilde;o depois de oito meses de trabalho?<\/p>\n<p> Foi uma CPMI desnecess&aacute;ria. A oposi&ccedil;&atilde;o fez uma carga muito grande, dizendo<br \/> que havia recursos p&uacute;blicos desviados para a ocupa&ccedil;&atilde;o de terras no Brasil.<br \/> Depois de um trabalho intenso e exaustivo, verificando todas as contas de<br \/> dezenas de entidades, que fizeram conv&ecirc;nios com o governo federal,<br \/> conclu&iacute;mos que n&atilde;o &eacute; nada disso. S&atilde;o entidades s&eacute;rias, que desenvolvem um<br \/> trabalho de aperfei&ccedil;oamento e qualifica&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica, principalmente para o<br \/> homem do campo. O que deu pra perceber &eacute; que a oposi&ccedil;&atilde;o, principalmente o<br \/> DEM e o PSDB, estavam com uma pol&iacute;tica de criminalizar os movimentos<br \/> sociais no Brasil. Tanto &eacute; verdade que, depois de instalada a CPMI, eles<br \/> praticamente n&atilde;o apareceram nas reuni&otilde;es. Foi a demonstra&ccedil;&atilde;o de que eles<br \/> realmente estavam interessados mais em desgastar o governo federal, o MST<br \/> e criminalizar o movimento social. Infelizmente, foi isso que aconteceu na<br \/> cria&ccedil;&atilde;o dessa CPMI.<\/p>\n<p> Como voc&ecirc; avalia o trabalho das entidades da reforma agr&aacute;ria (como Anca,<br \/> Concrab, Cepatec, Inocar, Itac e Fepafi), que participaram das audi&ecirc;ncia<br \/> p&uacute;blicas na CPMI?<\/p>\n<p> A oposi&ccedil;&atilde;o, em certa medida, no primeiro momento, conseguiu atrapalhar. Os<br \/> conv&ecirc;nios estavam acontecendo e, na medida em que ficam fazendo den&uacute;ncias<br \/> vazias em rela&ccedil;&atilde;o a essas entidades, atrapalham o seu trabalho junto aos<br \/> produtores rurais assentados. Uma parte do seu objetivo a oposi&ccedil;&atilde;o<br \/> conseguiu: justamente romper parte desses conv&ecirc;nios. Eu acho que era isso<br \/> que ela queria. Ficou comprovado que essas entidades, que fazem um<br \/> trabalho com os assentados, produtores e pequenos propriet&aacute;rios de terra,<br \/> ligados &agrave; agricultura familiar e &agrave;s cooperativas, &eacute; muito importante para<br \/> o Brasil. S&atilde;o entidades que trabalham com a produ&ccedil;&atilde;o de org&acirc;nico, a<br \/> qualifica&ccedil;&atilde;o da melhor maneira de aproveitamento da terra e manuseio das<br \/> sementes. Do ponto de vista pessoal, foi um aprendizado. Do ponto de visto<br \/> pol&iacute;tico, foi um desastre, porque essa CPMI veio para prejudicar o campo,<br \/> principalmente os pequenos produtores e assentados. Tem algumas quest&otilde;es<br \/> de compet&ecirc;ncia do legislativo que precisam ser aprimoradas.<\/p>\n<p> Quais s&atilde;o as medidas mais importantes propostas no relat&oacute;rio?<\/p>\n<p> Por exemplo, a quest&atilde;o do trabalho escravo. Essa lei [que prev&ecirc; a<br \/> desapropria&ccedil;&atilde;o das terras dos propriet&aacute;rios que usam trabalho escravo]<br \/> precisa ser votada urgente, que criminaliza quem pratica a vergonha do<br \/> trabalho escravo, principalmente pelo agroneg&oacute;cio. Outra quest&atilde;o que<br \/> precisa ser resolvida &eacute; dos &iacute;ndices de produtividade. Estou propondo<br \/> tamb&eacute;m uma lei que regule os conv&ecirc;nios. Porque a cada hora que se muda os<br \/> governos, tem um procedimento em rela&ccedil;&atilde;o aos conv&ecirc;nios com as entidades.<br \/> Por isso, tem que normatizar, definir em lei como funcionam esses<br \/> conv&ecirc;nios, para desburocratizar, deixar transparente e facilitar esses<br \/> conv&ecirc;nios. Dessa forma, essas entidades e outras poder&atilde;o desenvolver seu<br \/> trabalho de forma tranquila, sem cometer erros de procedimento <\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: &quot;Courier New&quot;\">?<\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\"> n&atilde;o de<br \/> m&aacute;-f&eacute; <\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: &quot;Courier New&quot;\">?<\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\"> porque n&atilde;o est&aacute; claro na legisla&ccedil;&atilde;o de como proceder na presta&ccedil;&atilde;o<br \/> de contas.<\/p>\n<p> J&aacute; &eacute; poss&iacute;vel pensar alguns pontos dessa lei para regular os conv&ecirc;nios?<\/p>\n<p> Tem que tratar diferente os desiguais. Uma coisa &eacute; fazer um conv&ecirc;nio com<br \/> entidades patronais, que t&ecirc;m uma estrutura muito grande, nas &aacute;reas<br \/> jur&iacute;dica, cont&aacute;bil e administrativa. Outra coisa s&atilde;o entidades pequenas,<br \/> que n&atilde;o t&ecirc;m essa estrutura. A lei tem que facilitar o trabalho, e os<br \/> conv&ecirc;nios, evidentemente, ter&atilde;o todo rigor na aplica&ccedil;&atilde;o dos recursos<br \/> p&uacute;blicos. Se tem a garantia de que a aplica&ccedil;&atilde;o dos recursos est&aacute; dentro do<br \/> objeto, n&atilde;o precisa de tantos mecanismo, porque temos que partir do<br \/> princ&iacute;pio da boa f&eacute;. Uma das ideias &eacute; colocar na legisla&ccedil;&atilde;o os<br \/> procedimentos, porque nem sempre isso est&aacute; claro, prejudicando as<br \/> entidades que n&atilde;o t&ecirc;m uma estrutura administrativa de grande porte.<\/p>\n<p> Qual a import&acirc;ncia desses conv&ecirc;nios para a execu&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas<br \/> nos assentamentos e nas &aacute;reas rurais?<\/p>\n<p> &Eacute; fundamental. &Eacute; onde o Estado n&atilde;o consegue chegar, e se chega faz de<br \/> forma atabalhoada, sem crit&eacute;rio. Essas entidades fazem a ponte dos &oacute;rg&atilde;os<br \/> do Estado com aquelas pessoas que mais precisam. Fazem um trabalho<br \/> fundamental de resgate da cidadania, de setores da sociedade que est&atilde;o<br \/> marginalizados. Por isso, um governo democr&aacute;tico, preocupado com a<br \/> melhoria da qualidade de vida de todos e todas, precisa fortalecer esse<br \/> tipo de entidade no Brasil.<\/p>\n<p> Na sua avalia&ccedil;&atilde;o, por que a bancada ruralista ficou ausente durante as<br \/> audi&ecirc;ncias com representantes das entidades e dos minist&eacute;rios?<\/p>\n<p> Eles fizeram toda uma carga, um discurso muito raivoso, colocaram d&uacute;vidas<br \/> em rela&ccedil;&atilde;o ao desvio de recursos p&uacute;blicos e perceberam que a montanha<br \/> tinha parido um rato. Porque n&atilde;o havia desvio nenhum. As entidades e o<br \/> governo abriram todas as suas contas. Foi transparente e, em nenhum<br \/> momento, conseguiram identificar um centavo de desvio de recurso p&uacute;blico.<br \/> Foram desmoralizados, e resolveram se ausentar dos trabalhos da CPMI. De<br \/> todo modo, n&oacute;s aprovamos um plano de trabalho, cumprimos a nossa<br \/> obriga&ccedil;&atilde;o, investigando aquilo que o Congresso definiu como prioridade.<br \/> Nesse per&iacute;odo, ouvimos todas as entidades e &oacute;rg&atilde;os do governo envolvidos e<br \/> fizemos um debate sobre a quest&atilde;o agr&aacute;ria no Brasil. Foi um trabalho<br \/> produtivo, no sentido de deixar claro que n&atilde;o houve desvio de recurso<br \/> p&uacute;blico para fazer ocupa&ccedil;&atilde;o de terras no Brasil. O que houve foi a<br \/> oposi&ccedil;&atilde;o fazendo uma carga muito grande contra o governo e o MST.<\/p>\n<p> O prazo final da CPMI, previsto no plano de trabalho, &eacute; 17 de julho. O<br \/> prazo para a prorroga&ccedil;&atilde;o da CPMI acabou. O Onyx Lorenzoni anunciou que vai<br \/> apresentar um relat&oacute;rio paralelo. Qual a perspectiva para a aprova&ccedil;&atilde;o do<br \/> seu relat&oacute;rio na pr&oacute;xima semana?<\/p>\n<p> Eles tentaram, como &uacute;ltimo suspiro, prorrogar a CPMI, mas eles n&atilde;o<br \/> conseguiram as assinaturas. Ent&atilde;o, s&oacute; cabe &agrave; oposi&ccedil;&atilde;o apresentar um<br \/> relat&oacute;rio alternativo. Est&aacute; convocada uma reuni&atilde;o para esta quarta-feira,<br \/> &agrave;s 14h, pra votar o relat&oacute;rio. Provavelmente, vai ser votado meu relat&oacute;rio<br \/> contra o da oposi&ccedil;&atilde;o. Se der qu&oacute;rum, e tivermos maioria, a gente aprova o<br \/> nosso relat&oacute;rio. Se n&atilde;o, de todo modo, j&aacute; apresentei o relat&oacute;rio. &Eacute; o que<br \/> vale. A CPMI termina no dia 17 de julho, com os trabalhos conclu&iacute;dos,<br \/> comprovando que n&atilde;o houve desvio de recursos p&uacute;blicos.<\/p>\n<p> E os ruralistas v&atilde;o apresentar um relat&oacute;rio mesmo n&atilde;o comparecendo &agrave;s<br \/> sess&otilde;es<\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: &quot;Courier New&quot;\">?<\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\"><\/p>\n<p> Exatamente. Essa &eacute; a contradi&ccedil;&atilde;o. De novo, est&atilde;o fazendo politicagem. Tem<br \/> alguns deputados e senadores, ligados aos ruralistas, que precisam fazer<br \/> presta&ccedil;&atilde;o de contas, porque na pr&aacute;tica fizeram muito pouco na defesa dos<br \/> ruralistas na CPMI. &Eacute; mais para mostrar para os setor deles que est&atilde;o<br \/> trabalhando. Esse relat&oacute;rio tem mais essa fun&ccedil;&atilde;o, porque do ponto de vista<br \/> objetivo n&atilde;o tem sentido apresentar um relat&oacute;rio alternativo. At&eacute; porque<br \/> nem sei o que eles v&atilde;o escrever nesse relat&oacute;rio. Vai ser mais um discuso<br \/> pol&iacute;tico de campanha eleitoral, para atender os interesses do agroneg&oacute;cio,<br \/> do que propriamente algo que trata de desvios de recursos p&uacute;blicos.<\/p>\n<p> A partir das investiga&ccedil;&otilde;es, o que precisa ser feito para o pa&iacute;s resolver<br \/> os conflitos no campo e enfrentar o problema da pobreza dos trabalhadores<br \/> rurais?<\/p>\n<p> Precisamos continuar investindo bastante na agricultura familiar, o que o<br \/> governo tem feito, aumentando os recursos cada vez mais. Temos que<br \/> garantir que a legisla&ccedil;&atilde;o trabalhista seja aplicada, rever os &iacute;ndices de<br \/> produtividade, incentivar cada vez mais plantios alternativos, ligados &agrave;<br \/> quest&atilde;o de alimentos org&acirc;nicos, produzindo alimentos de qualidade e do<br \/> ponto de vista nutricional adequado. E, ao mesmo tempo, acelerar e<br \/> intensificar o processo de desapropria&ccedil;&atilde;o e de reforma agr&aacute;ria no pa&iacute;s.<br \/> Fazer um mapeamento, por meio de georreferenciamento, de todas as terras<br \/> no Brasil <\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: &quot;Courier New&quot;\">?<\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\"> tanto as que pertencem ao governo como as privadas. Definir<br \/> claramente quem s&atilde;o os donos dessas terras e, aquelas que n&atilde;o forem<br \/> produtivas, como diz a Constitui&ccedil;&atilde;o, devem ser desapropriadas para fazer a<br \/> reforma agr&aacute;ria. &Eacute; preciso acelerar esse processo, que teve avan&ccedil;os no<br \/> governo Lula, mas precisamos continuar cada vez mais para fazer com que as<br \/> pessoas do campo tamb&eacute;m possam ter uma qualidade de vida mais adequada.<\/span><span style=\"font-family: Tahoma\"><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>14 de julho de 2010 Do Blog da Reforma Agr&aacute;ria Quem acompanhou a CPMI contra Reforma Agr&aacute;ria sabe que a bancada ruralista simplesmente n&atilde;o compareceu &agrave;s sess&otilde;es. Foram seis meses em entidades de apoio &agrave; reforma agr&aacute;ria foram ouvidas, tal como &oacute;rg&atilde;os de governo. E a bancada ruralista? Boicote! 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