{"id":3313,"date":"2010-04-26T09:37:57","date_gmt":"2010-04-26T09:37:57","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2010\/04\/26\/mst-informa-n-182-23042010-balano-da-nossa-jornada-de-lutas\/"},"modified":"2017-10-02T21:35:15","modified_gmt":"2017-10-02T21:35:15","slug":"mst-informa-n-182-23042010-balano-da-nossa-jornada-de-lutas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2010\/04\/26\/mst-informa-n-182-23042010-balano-da-nossa-jornada-de-lutas\/","title":{"rendered":"MST Informa n\u00ba 182 -23\/04\/2010 &#8211; Balan\u00e7o da nossa Jornada de lutas"},"content":{"rendered":"<p><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--> <!--  \/* Font Definitions *\/  @font-face \t{font-family:Tahoma; \tpanose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; \tmso-font-charset:0; \tmso-generic-font-family:swiss; \tmso-font-pitch:variable; \tmso-font-signature:1627421319 -2147483648 8 0 66047 0;}  \/* Style Definitions *\/  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal \t{mso-style-parent:\"\"; \tmargin:0cm; \tmargin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:Tahoma; \tmso-fareast-font-family:\"Times New Roman\";} @page Section1 \t{size:612.0pt 792.0pt; \tmargin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; \tmso-header-margin:36.0pt; \tmso-footer-margin:36.0pt; \tmso-paper-source:0;} div.Section1 \t{page:Section1;} --> <!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\";} <\/style>\n\n <![endif]-->  <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong><span>1. A hist&oacute;ria<\/span><\/strong><span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span><br \/> O m&ecirc;s de abril se tornou um s&iacute;mbolo da luta pela democratiza&ccedil;&atilde;o da terra no Brasil e em todo mundo. Em 17 de abril de 1996, 19 trabalhadores rurais, que participavam de uma marcha, foram brutalmente assassinados pela Pol&iacute;cia Militar do Par&aacute;, em Eldorado dos Caraj&aacute;s. Era governador do Par&aacute; o sr. Almir Garbiel (PSDB). Era presidente do Brasil o sr. Fernando Henrique Cardoso. Segundo o advogado de defesa dos policiais, a empresa&nbsp; Vale do Rio Doce financiou a mobiliza&ccedil;&atilde;o da tropa. O Massacre de Caraj&aacute;s foi um dos crimes mais covardes e est&uacute;pidos de toda hist&oacute;ria de nosso pa&iacute;s. <\/span><\/p>\n<p><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--> <!--  \/* Font Definitions *\/  @font-face \t{font-family:Tahoma; \tpanose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; \tmso-font-charset:0; \tmso-generic-font-family:swiss; \tmso-font-pitch:variable; \tmso-font-signature:1627421319 -2147483648 8 0 66047 0;}  \/* Style Definitions *\/  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal \t{mso-style-parent:\"\"; \tmargin:0cm; \tmargin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:Tahoma; \tmso-fareast-font-family:\"Times New Roman\";} @page Section1 \t{size:612.0pt 792.0pt; \tmargin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; \tmso-header-margin:36.0pt; \tmso-footer-margin:36.0pt; \tmso-paper-source:0;} div.Section1 \t{page:Section1;} --> <!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\";} <\/style>\n\n <![endif]-->  <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Passaram-se tantos anos, e at&eacute; hoje ninguem foi punido ou condenado.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Em 2002, o presidente Fernando Henrique Cardoso sancionou projeto de lei de iniciativa da senadora Marina Silva, e instituiu o 17 de Abril como <strong>Dia Nacional de Luta pela Reforma Agr&aacute;ria<\/strong>. Por isso, no m&ecirc;s de abril, aqui no Brasil e em todo mundo acontecem mobiliza&ccedil;&otilde;es camponesas na luta por melhores condi&ccedil;&otilde;es de vida e para avan&ccedil;ar a Reforma Agr&aacute;ria. Neste ano realizamos mais uma jornada de lutas, com mobiliza&ccedil;&otilde;es em todo pa&iacute;s, ocupa&ccedil;&otilde;es de terras, protestos e marchas, para seguir pautando as necessidades hist&oacute;ricas dos camponesas e camponesas.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Temos na pauta dois temas complementares. O primeiro &eacute; a necessidade de retomar o debate sobre a necessidade de mudan&ccedil;as estruturais na propriedade da terra e no modelo agr&iacute;cola imposto pelo capital internacional em nosso pa&iacute;s, o chamado agroneg&oacute;cio. E o segundo s&atilde;o as diversas demandas concretas, compromissos assumidos pelo governo, para melhorar as condi&ccedil;&otilde;es de vida dos trabalhadores de forma imediata.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>A elei&ccedil;&atilde;o do presidente Lula abriu novas perspectivas para os trabalhadores rurais e para a Reforma Agr&aacute;ria. Depois da posse, acompanhamos a formula&ccedil;&atilde;o do Plano Nacional de Reforma Agr&aacute;ria, que foi rebaixado por press&atilde;o da bancada ruralista e pela falta de prioridade da &aacute;rea econ&ocirc;mica. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Em 2005, fizemos uma grande marcha de Goi&acirc;nia a Bras&iacute;lia, com 12 mil trabalhadores e trabalhadoras rurais, que caminharam mais de 200 km, durante 17 dias. No final da marcha, fomos recebidos pelo presidente Lula e entregamos uma pauta de reivindica&ccedil;&otilde;es, com sugest&otilde;es para melhorar a pol&iacute;tia agr&aacute;ria. Naquela ocasi&atilde;o o governo se comprometeu, por escrito, com os seguintes pontos:<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>1. Priorizar o assentamento de todas as familias acampadas <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>2. Atualizar os &iacute;ndices de produtividade (ou seja, cumprir a Lei Agr&aacute;ria)<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>3. Garantir de recursos para a desapropria&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>4. Criar de uma linha de cr&eacute;dito espec&iacute;fica para assentados<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>5. Criar de uma linha especial de cr&eacute;dito no BNDES para agroind&uacute;strias e cooperativas nos assentamentos<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>6. Ampliar os recursos para os programas da educa&ccedil;&atilde;o no campo<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong><span>2. A conjuntura atual<\/span><\/strong><span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Foi passando o tempo, e muito pouco foi feito nessa dire&ccedil;&atilde;o. O resultado foi que, nesses anos, aumentou ainda mais a concentra&ccedil;&atilde;o da propriedade da terra. A op&ccedil;&atilde;o pelo agroneg&oacute;cio por parte de alguns minist&eacute;rios ficou mais clara. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Jornada a jornada, todos os anos, apresentamos praticamente a mesma pauta ao governo. Por isso dizemos que nossa pauta ficou amarela. Nenhuma medida estruturante foi implementada e os poucos assentamentos foram realizados mais como medida de solu&ccedil;&atilde;o de conflitos do que como projeto alternativo para a produ&ccedil;&atilde;o. Milhares de fam&iacute;lias continuam acampadas. E do total de fam&iacute;lias assentadas pelo governo, 65% foram em projetos de regulariza&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria e coloniza&ccedil;&atilde;o na Amaz&ocirc;nia.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Por outro lado, ao aproximar-se da elei&ccedil;&atilde;o, a direita se articulou nos espa&ccedil;os onde tem hegemonia, como o Poder Judici&aacute;rio, a bancada ruralista e setores da m&iacute;dia burguesa, para atacar a Reforma Agr&aacute;ria, a luta social e o MST. Nos &uacute;ltimos meses, foi n&iacute;tida a campanha promovida pelos meios de comunica&ccedil;&atilde;o da burguesia. Os ataques no Congresso, com a constitui&ccedil;&atilde;o da CPMI&nbsp; da Reforma Agr&aacute;ria, a tentativa de impor mudan&ccedil;as legislativas para pior, como no caso do C&oacute;digo Florestal e outras iniciativas.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>No Poder Judici&aacute;rio, o ministro Gilmar Mendes se transformou em porta-voz do latif&uacute;ndio, defendendo sempre e apenas o direito absoluto da propriedade, desconhecendo o que diz a Constitui&ccedil;&atilde;o, e abandonando o posto de magistrado para se transformar em advogado dos interesses dos fazendeiros. Ele nunca se preocupou em receber a CNBB e a CPT para explicar porque, dos 1.600 assassinatos de trabalhadores e lideran&ccedil;as no campo de 1985 para c&aacute;, apenas 80 t&ecirc;m processos judiciais, 16 foram condenados e apenas oito est&atilde;o presos. Nem explicou quais medidas o Poder Judici&aacute;rio est&aacute; tomando em rela&ccedil;&atilde;o aos flagrantes delitos contra o meio ambiente e as situa&ccedil;&otilde;es de trabalho escravo do latif&uacute;ndio.&nbsp;&nbsp; <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>A senadora K&aacute;tia Abreu (DEM-TO), que grilou uma terra p&uacute;blica de 2.500 hectares em Tocantins e expulsou os posseiros pobres, levanta-se como baluarte da tradi&ccedil;&atilde;o, da fam&iacute;lia e propriedade, sonhando em ser vice na chapa do Serra. Pelo papel que ela tem cumprido &agrave; frente da CNA (Confedera&ccedil;&atilde;o da Agricultura e Pecu&aacute;ria do Brasil), sabemos que ela vai representar os interesses mais reacion&aacute;rios da burguesia brasileira caso consiga disputar as elei&ccedil;&otilde;es. Os ataques contra os trabalhadores j&aacute; come&ccedil;aram. Sabemos que podem piorar.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong><span>3. Nossa a&ccedil;&atilde;o<\/span><\/strong><span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Nos mobilizamos, primeiro, para dizer para a sociedade brasileira que precisamos de mudan&ccedil;as estruturais na propriedade da terra, garantindo a democratiza&ccedil;&atilde;o desse bem da natureza que a Constitui&ccedil;&atilde;o garante a todos os brasileiros. Para dizer que o modelo do agroneg&oacute;cio &eacute; prejudicial para nossa sociedade, pois produz apenas commodities para exporta&ccedil;&atilde;o, produz em larga escala somente com venenos, transformando o Brasil no maior consumidor mundial de agrot&oacute;xicos. Denunciamos ainda que a forma de produzir do agroneg&oacute;cio, al&eacute;m de superexplorar os trabalhadores, degrada o meio ambiente, contribuindo para as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas que afetam a todos.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Nossa mobiliza&ccedil;&atilde;o neste abril foi vitoriosa. Milhares de trabalhadores protestaram em quase todos os estados do pa&iacute;s. Em todos os lugares a sociedade nos apoiou de diferentes formas. Sem a solidariedade de tantas entidades, sindicatos, igrejas e pessoas de boa vontade seria imposs&iacute;vel levar adiante a luta em condi&ccedil;oes t&atilde;o adversas. Nos mobilizamos para exigir do governo que honre seus compromissos: que recupere o or&ccedil;amento do Incra; que viabilize recursos para a desapropria&ccedil;&atilde;o das fazendas com processos prontos; que publique a portaria que atualiza os &iacute;ndices de produtividade, e&nbsp; que discuta seriamente formas concretas de organizar a produ&ccedil;&atilde;o nos assentamentos. Que cumpra o compromisso de assentar as fam&iacute;lias acampadas h&aacute; tantos anos.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Fizemos reuni&otilde;es com diversos ministros: do Planejamento, da Secretaria da Presid&ecirc;ncia, do MDA. Esperamos que os compromissos sejam de fato assumidos e viabilizados.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; De nossa parte, como movimento social,&nbsp; temos o dever e o direito de seguir organizando os trabalhadores do campo, para que lutemos por nossos direitos. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Estaremos atentos.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>E conclamamos a todos setores organizados das for&ccedil;as populares a se prepararem e somarem for&ccedil;as na jornada de 18 de maio, para uma mobiliza&ccedil;&atilde;o nacional em prol da redu&ccedil;&atilde;o da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redu&ccedil;&atilde;o de sal&aacute;rios.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Lutar por Justi&ccedil;a Social &eacute; nosso direito.&nbsp; <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Acompanhe as not&iacute;cias da luta por Reforma Agr&aacute;ria na nossa p&aacute;gina da internet: <\/span><a href=\"http:\/\/www.mst.org.br\/\"><span>www.mst.org.br<\/span><\/a><span>. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span><br \/> Recomendamos ainda a leitura do blog da Rede de Comunicadores pela Reforma Agr&aacute;ria: <\/span><a href=\"http:\/\/www.reformaagraria.blog.br\/\"><span>http:\/\/www.reformaagraria.blog.br\/<\/span><\/a><span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong>Secretaria Nacional do MST<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. 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