{"id":3286,"date":"2010-02-01T10:49:48","date_gmt":"2010-02-01T10:49:48","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2010\/02\/01\/o-fator-mst\/"},"modified":"2017-10-02T21:35:23","modified_gmt":"2017-10-02T21:35:23","slug":"o-fator-mst","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2010\/02\/01\/o-fator-mst\/","title":{"rendered":"O Fator MST"},"content":{"rendered":"<p><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--> <!--  \/* Font Definitions *\/  @font-face \t{font-family:Tahoma; \tpanose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; \tmso-font-charset:0; \tmso-generic-font-family:swiss; \tmso-font-pitch:variable; \tmso-font-signature:1627421319 -2147483648 8 0 66047 0;}  \/* Style Definitions *\/  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal \t{mso-style-parent:\"\"; \tmargin:0cm; \tmargin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:Tahoma; \tmso-fareast-font-family:\"Times New Roman\";} @page Section1 \t{size:612.0pt 792.0pt; \tmargin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; \tmso-header-margin:36.0pt; \tmso-footer-margin:36.0pt; \tmso-paper-source:0;} div.Section1 \t{page:Section1;} --> <!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\";} <\/style>\n\n <![endif]-->  <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>29 de janeiro de 2010&nbsp; <em>Por Leandro Fortes <\/em>* <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>A pris&atilde;o de nove lideran&ccedil;as do MST, no interior de S&atilde;o Paulo, algumas das quais filiadas ao PT, foi o ponto de partida de uma estrat&eacute;gia eleitoral virtualmente criminosa e extremamente profissional, embora carente de originalidade. Trata-se de persegui&ccedil;&atilde;o organizada, de inspira&ccedil;&atilde;o claramente fascista, de l&iacute;deres de um movimento que diz respeito &agrave; vida e ao futuro de milh&otilde;es de brasileiros, que revela mais do que o uso rasteiro da pol&iacute;tica. Revela um tipo de crueldade social que se imaginava restrita a pol&iacute;ticos do Brasil arcaico, perdidos nos poucos grot&otilde;es onde ainda vivem, isolados em seus feudos de mis&eacute;ria, uns poucos coron&eacute;is distantes dos bons modos da civiliza&ccedil;&atilde;o e da modernidade.<\/span><\/p>\n<p><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--> <!--  \/* Font Definitions *\/  @font-face \t{font-family:Tahoma; \tpanose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; \tmso-font-charset:0; \tmso-generic-font-family:swiss; \tmso-font-pitch:variable; \tmso-font-signature:1627421319 -2147483648 8 0 66047 0;}  \/* Style Definitions *\/  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal \t{mso-style-parent:\"\"; \tmargin:0cm; \tmargin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:Tahoma; \tmso-fareast-font-family:\"Times New Roman\";} @page Section1 \t{size:612.0pt 792.0pt; \tmargin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; \tmso-header-margin:36.0pt; \tmso-footer-margin:36.0pt; \tmso-paper-source:0;} div.Section1 \t{page:Section1;} --> <!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\";} <\/style>\n\n <![endif]-->  <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>No entanto, o rico interior paulista, repleto de terras devolutas da Uni&atilde;o griladas por diversas gera&ccedil;&otilde;es de amigos do rei, tem sido um front permanente dessa guerra patrocinada pela extrema direita brasileira perfilada hoje, mais do que nunca, por tr&aacute;s da bela fachada do agroneg&oacute;cio e sua propalada import&acirc;ncia para a balan&ccedil;a comercial brasileira. Falar-lhes mal passou a ser de mau alvitre, um insulto a uma esp&eacute;cie de cruzada dourada cujo efeito colateral tem sido a produ&ccedil;&atilde;o de mis&eacute;ria e cad&aacute;veres no campo e, por extens&atilde;o, nas cidades. &Eacute; nosso mais grave problema social e o mais claramente diagnostic&aacute;vel, mas nem Lula chegou a tanto.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Assim, na virada de seu &uacute;ltimo ano de mandato, o presidente parece ter afrouxado o controle sobre a alian&ccedil;a pol&iacute;tica que lhe permitiu colocar, &agrave;s custas de n&atilde;o poucos danos, algumas raposas dentro do galinheiro do Planalto. Bastou a revela&ccedil;&atilde;o do pacote de inten&ccedil;&otilde;es do Plano Nacional de Direitos Humanos, contudo, para as raposas arreganharem os dentes sem medo, fortalecidos pela hesita&ccedil;&atilde;o de Lula em enquadr&aacute;-los sob o pretexto de evitar crises inevit&aacute;veis. A rea&ccedil;&atilde;o do ministro Nelson Jobim, da Defesa, ao PNDH-3, nesse sentido, foi emblem&aacute;tica e, ao mesmo tempo, reveladora da artificialidade dessa conviv&ecirc;ncia entre for&ccedil;as conservadoras e progressistas dentro do governo do PT, um n&oacute; pol&iacute;tico-ideol&oacute;gico a ser desatado durante a campanha eleitoral, n&atilde;o sem traumas para a candidata de Lula, a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Com a ajuda de Jobim, a velha sanfona anticomunista voltou a soltar os foles e se engajou nesse desarranjo hist&oacute;rico que tem gerado crises artificiais e um consequente show de p&eacute;ssimo jornalismo. Tocou-se, ent&atilde;o, o triste bai&atilde;o anti-Dilma das vivandeiras, a arrastar os p&eacute;s nas portas dos quart&eacute;is e a ati&ccedil;ar as sentinelas com assombros de revanchismo e ca&ccedil;a &agrave;s bruxas, saudosos do obscurantismo de tempos idos &ndash; mas, teimosamente, nunca esquecidos &ndash;, quando bastava soltar bestas-feras fardadas sobre a sociedade para cal&aacute;-la. Ao sucumbir &agrave; chantagem de Jobim e, por extens&atilde;o, &agrave; dos comandantes militares que lhe devem subordina&ccedil;&atilde;o e obedi&ecirc;ncia, Lula piscou.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>No lastro da falsa crise militar criada por Jobim, com o aux&iacute;lio luxuoso de jornalistas amigos, foi a vez de soltar a voz o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, cujo arrivismo pol&iacute;tico iniciou-se na ditadura militar, &agrave; qual serviu como deputado da Arena (c&eacute;lula-tronco do DEM) e presidente do INPS no governo do general Ernesto Geisel, at&eacute; fazer carreira de ministro nos governos Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Lula. Essa volatilidade, no entanto, sempre foi justificada por conta de um festejado &ldquo;perfil t&eacute;cnico&rdquo; de Stephanes. Trata-se de um mist&eacute;rio ainda a ser desvendado, n&atilde;o a capacidade t&eacute;cnica, mas as inten&ccedil;&otilde;es de um representante pol&iacute;tico do agroneg&oacute;cio dentro governo Lula, uma posi&ccedil;&atilde;o institucional baseada em alinhamento incondicional &agrave; Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional da Agricultura (CNA), comandada pelo senadora K&aacute;tia Abreu, do DEM de Tocantins.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Com K&aacute;tia, Stephanes ensaiou um animado jogral e conseguiu, at&eacute; agora, boicotar a mudan&ccedil;a dos &iacute;ndices de produtividade agr&iacute;cola para fins de reforma agr&aacute;ria &ndash; um tiro certeiro no peito do latif&uacute;ndio, infelizmente, ainda hoje n&atilde;o desferido por Lula. Depois, a dupla partiu para cima do PNDH-3, ambos procupad&iacute;ssimos com a possibilidade de cria&ccedil;&atilde;o de comit&ecirc;s sociais a serem montados para mediar conflitos agr&aacute;rios deflagrados por ocupa&ccedil;&otilde;es de terra. Os ruralistas liderados por K&aacute;tia Abreu e Ronaldo Caiado se arrepiam s&oacute; de imaginar o fim da tradicional pol&iacute;tica de reintegra&ccedil;&atilde;o de posse, tocada pelos judici&aacute;rios e pol&iacute;cias estaduais, como no caso relatado nesta mat&eacute;ria de CartaCapital. A dupla viu na proposta um incentivo &agrave; viol&ecirc;ncia no campo, quando veria justamente o contr&aacute;rio qualquer menino bem educado nas escolas geridas pelo MST. S&atilde;o meninos crescidos o suficiente para saber muito bem a diferen&ccedil;a entre mediadores de verdade e os cassetetes da Pol&iacute;cia Militar.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>O governo Lula j&aacute; havia conseguido, em 2008, neutralizar um movimento interno, tocado pelo Gabinete de Seguran&ccedil;a Institucional, interessado em criminalizar o MST taxando o ato de invas&atilde;o de terra de a&ccedil;&atilde;o terrorista. Infelizmente, coisas assimainda v&ecirc;m da &aacute;rea militar. O texto do projeto foi engavetado pela Casa Civil por obra e gra&ccedil;a da ministra Dilma Rousseff. Lula, contudo, n&atilde;o quer gastar o &uacute;ltimo ano de uma era pessoal memor&aacute;vel comprando briga com uma turma que, entre outros trunfos, tem uma bancada de mais de uma centena de congressistas e a simpatia declarada do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes. Assim, distra&iacute;do, o presidente deixou que Jobim e Stephanes envenenassem o processo pol&iacute;tico &agrave;s v&eacute;speras das elei&ccedil;&otilde;es, com &oacute;bvios preju&iacute;zos para a candidatura Dilma, bem no come&ccedil;o da briga com Jos&eacute; Serra, do PSDB, o governador que por ora se ocupa em prender militantes do MST e do PT enquanto toca terror em assentamentos cheios de mulheres e crian&ccedil;as, no interior de S&atilde;o Paulo, com seu aparato de seguran&ccedil;a p&uacute;blica.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>O MST existe h&aacute; 25 anos e &eacute; o mais importante movimento social de base da hist&oacute;ria do Brasil. A cr&iacute;tica &agrave; sua concep&ccedil;&atilde;o socialista e a eventuais desvios de conduta de alguns de seus participantes &eacute;, deliberadamente, ultradimensionada no notici&aacute;rio para passar &agrave; sociedade, sobretudo &agrave; dos centros urbanos, a impress&atilde;o de que seus militantes s&atilde;o v&acirc;ndalos nutridos pelo comunismo e outras reflex&otilde;es sociol&oacute;gicas geniais do g&ecirc;nero.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>A luta do MST &eacute;, basicamente, a luta contra o latif&uacute;ndio e a concentra&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria nas m&atilde;os de uma elite predat&oacute;ria, violenta e vingativa. Essa &eacute; a origem de todos os problemas da sociedade brasileira desde a sua funda&ccedil;&atilde;o, baseada em capitanias heredit&aacute;rias, em 1532. Nenhum governo teve a coragem necess&aacute;ria, at&eacute; hoje, para tomar medidas efetivas para acabar com o latif&uacute;ndio e, assim, encerrar com esse ciclo cruel de concentra&ccedil;&atilde;o de terras no campo brasileiro, respons&aacute;vel pelo incha&ccedil;o das periferias e pela viol&ecirc;ncia contra trabalhadores rurais, inclusive torturas e assassinatos, com o peri&oacute;dico benepl&aacute;cito da Justi&ccedil;a e das autoridades constitu&iacute;das, muitas das quais com campanhas eleitorais financiadas pelos grupos interessados em manter este estado de coisas.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>A luta contra o latif&uacute;ndio n&atilde;o &eacute; a luta contra a propriedade privada, essa rela&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m foi contru&iacute;da de forma deliberada e tem como objetivo tirar o verdadeiro foco da quest&atilde;o. A constru&ccedil;&atilde;o desse discurso revelou-se um sofisma baseado na a invers&atilde;o dos valores em jogo, como em uma charada de um mundo bizarro: a amea&ccedil;a social seria a invas&atilde;o (na verdade, a distribui&ccedil;&atilde;o) de terras, e n&atilde;o a concentra&ccedil;&atilde;o no campo, o latif&uacute;ndio. E isso &eacute; vendido, assim, cru, no hor&aacute;rio nobre. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&Eacute; uma briga dura, dif&iacute;cil. Veremos se Dilma Rousseff, em cima do palanque, ser&aacute; capaz de compr&aacute;-la de novo.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>*<em>Jornalista da Carta Capital. Publicado originalmente no Blog <strong>Bras&iacute;lia, eu vi <\/strong><\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>29 de janeiro de 2010&nbsp; Por Leandro Fortes * &nbsp; A pris&atilde;o de nove lideran&ccedil;as do MST, no interior de S&atilde;o Paulo, algumas das quais filiadas ao PT, foi o ponto de partida de uma estrat&eacute;gia eleitoral virtualmente criminosa e extremamente profissional, embora carente de originalidade. 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