{"id":3227,"date":"2009-03-16T13:39:43","date_gmt":"2009-03-16T13:39:43","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2009\/03\/16\/nova-ofensiva-contra-o-mst\/"},"modified":"2017-10-02T21:38:23","modified_gmt":"2017-10-02T21:38:23","slug":"nova-ofensiva-contra-o-mst","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2009\/03\/16\/nova-ofensiva-contra-o-mst\/","title":{"rendered":"Nova ofensiva contra o MST"},"content":{"rendered":"<p><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--> <!--  \/* Font Definitions *\/  @font-face \t{font-family:Tahoma; \tpanose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; \tmso-font-charset:0; \tmso-generic-font-family:swiss; \tmso-font-pitch:variable; \tmso-font-signature:1627421319 -2147483648 8 0 66047 0;}  \/* Style Definitions *\/  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal \t{mso-style-parent:\"\"; \tmargin:0cm; \tmargin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:Tahoma; \tmso-fareast-font-family:\"Times New Roman\";} @page Section1 \t{size:612.0pt 792.0pt; \tmargin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; \tmso-header-margin:36.0pt; \tmso-footer-margin:36.0pt; \tmso-paper-source:0;} div.Section1 \t{page:Section1;} --> <!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\";} <\/style>\n\n <![endif]-->  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 12pt\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Pl&iacute;nio Arruda Sampaio<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Neste momento, o MST se debate contra um tipo de ataque intermitente: uma ofensiva patrocinada por inimigos vis&iacute;veis e invis&iacute;veis<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) &eacute; sujeito a dois tipos de ataque: os permanentes e os intermitentes. O primeiro tipo &eacute; desferido cotidianamente pela UDR (Uni&atilde;o Democr&aacute;tica Ruralista) e pela &quot;bancada ruralista&quot;. J&aacute; a segunda forma de ataque acontece de vez em quando. Neste momento, o movimento se debate contra esse segundo tipo: uma grande ofensiva patrocinada por inimigos vis&iacute;veis e invis&iacute;veis. Um dos inimigos vis&iacute;veis &eacute; o atual presidente do Supremo Tribunal Federal. Extrapolando claramente suas fun&ccedil;&otilde;es, esse magistrado est&aacute; exigindo provid&ecirc;ncias judiciais para averiguar supostas irregularidades no repasse de verbas federais a entidades ligadas ao MST. No af&atilde; de agredir os sem- terra, sobrou para o Minist&eacute;rio P&uacute;blico, acusado de toler&acirc;ncia com o crime -o que provocou irada rea&ccedil;&atilde;o do procurador-geral, o honrado dr. Antonio Fernando de Souza.<\/span><\/p>\n<p><!--[if !mso]> \n\n<style> v:* {behavior:url(#default#VML);} o:* {behavior:url(#default#VML);} w:* {behavior:url(#default#VML);} .shape {behavior:url(#default#VML);} <\/style>\n\n <![endif]--><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--> <!--  \/* Font Definitions *\/  @font-face \t{font-family:Tahoma; \tpanose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; \tmso-font-charset:0; \tmso-generic-font-family:swiss; \tmso-font-pitch:variable; \tmso-font-signature:1627421319 -2147483648 8 0 66047 0;}  \/* Style Definitions *\/  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal \t{mso-style-parent:\"\"; \tmargin:0cm; \tmargin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:Tahoma; \tmso-fareast-font-family:\"Times New Roman\";} @page Section1 \t{size:595.3pt 841.9pt; \tmargin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; \tmso-header-margin:35.4pt; \tmso-footer-margin:35.4pt; \tmso-paper-source:0;} div.Section1 \t{page:Section1;} --> <!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\";} <\/style>\n\n <![endif]-->  <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Toda ofensiva -como explicam os tratados militares- deve ter um objetivo central bem claro. A ofensiva atualmente em curso contra o MST visa &quot;limpar&quot; a &aacute;rea fundi&aacute;ria de uma organiza&ccedil;&atilde;o aut&ecirc;ntica, que pode ser o s&eacute;rio obst&aacute;culo &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o do novo modelo agr&iacute;cola adotado pelo governo -o modelo do grande agroneg&oacute;cio. A ordem, portanto, &eacute; enterrar de uma vez a reforma agr&aacute;ria.<br \/> As desapropria&ccedil;&otilde;es de im&oacute;veis est&atilde;o paralisadas e os assentamentos n&atilde;o recebem o apoio necess&aacute;rio para que possam sair adiante.<br \/> Explico: diante da resist&ecirc;ncia dos propriet&aacute;rios rurais, do poderio da bancada ruralista e da esperada demanda externa por produtos agr&iacute;colas, o governo resolveu desistir da reforma agr&aacute;ria e abra&ccedil;ar a fantasia mirabolante de montar, na Amaz&ocirc;nia, uma enorme agricultura de exporta&ccedil;&atilde;o de carne, soja e &aacute;lcool de cana-de-a&ccedil;&uacute;car. A crise mundial demonstrar&aacute; a inconsequ&ecirc;ncia dessa pol&iacute;tica.<br \/> O MST &eacute; um estorvo para o projeto de transformar a Amaz&ocirc;nia em polo exportador de grandes dimens&otilde;es, pois a instala&ccedil;&atilde;o de imensas fazendas nas terras p&uacute;blicas da regi&atilde;o depende de investidores que n&atilde;o costumam colocar seus milh&otilde;es em terras litigiosas. Exigem, primeiro, que sejam legalizadas. A&iacute; ent&atilde;o eles as compram dos grileiros. Trata-se de um processo semelhante ao da lavagem de dinheiro. No caso, trocam-se t&iacute;tulos contest&aacute;veis por t&iacute;tulos garantidos pelo governo. Pois, apesar da norma constitucional que determina a destina&ccedil;&atilde;o de terras p&uacute;blicas &agrave; reforma agr&aacute;ria ou a projetos de coloniza&ccedil;&atilde;o, o governo est&aacute; decidido a entregar essas terras a grandes produtores.<br \/> Se o MST desaparecer ou ficar desmoralizado, sua influ&ecirc;ncia sobre a opini&atilde;o p&uacute;blica se reduzir&aacute; substancialmente e a press&atilde;o pela reforma agr&aacute;ria cair&aacute; a zero, deixando o governo com as m&atilde;os livres para regalar 67 milh&otilde;es de hectares de terras p&uacute;blicas a grileiros que as vender&atilde;o ao &quot;honrado&quot; agroneg&oacute;cio. Para ter uma ideia do tamanho desse &quot;Panam&aacute;&quot;, basta lembrar que essa superf&iacute;cie &eacute; maior do que toda a terra ar&aacute;vel da Alemanha somada &agrave; da It&aacute;lia.<br \/> N&atilde;o por acaso, al&eacute;m de investir contra as ocupa&ccedil;&otilde;es, a atual ofensiva lan&ccedil;a suspeitas sobre a legalidade dos repasses de dinheiro a entidades que prestam servi&ccedil;os aos assentados.<br \/> Acusa&ccedil;&otilde;es de corrup&ccedil;&atilde;o constituem, como se sabe, elementos devastadores da reputa&ccedil;&atilde;o de pessoas e de entidades. No entanto, o que corre solto, em Bras&iacute;lia, s&atilde;o os mais venenosos boatos a respeito das maracutaias que est&atilde;o por tr&aacute;s n&atilde;o do repasse de verbas ao MST, mas da regulariza&ccedil;&atilde;o do grilo amaz&ocirc;nico.<br \/> N&atilde;o &eacute; para menos: ao arrepio da Constitui&ccedil;&atilde;o, as medidas provis&oacute;rias permitir&atilde;o aos grileiros regularizar posses ilegais de at&eacute; 1.500 hectares e ter prefer&ecirc;ncia para adquirir outros 1.500 hectares que ser&atilde;o licitados.<br \/> O a&ccedil;odamento do governo para aprovar essas normas por meio de medidas provis&oacute;rias, sem um debate maior com a sociedade, e a disputa entre o Minist&eacute;rio do Planejamento Estrat&eacute;gico, o do Meio Ambiente e o do Desenvolvimento Agr&aacute;rio n&atilde;o ajudam a desfazer a situa&ccedil;&atilde;o nem a deixar de ver, na mudan&ccedil;a do modelo agr&iacute;cola, a causa real da nova tentativa de arrebentar o movimento dos sem-terra.<br \/> A cidadania precisa repudiar esse ataque, pois uma coisa &eacute; certa: a esperan&ccedil;a que o MST sustenta entre a popula&ccedil;&atilde;o rural &eacute; a &uacute;nica coisa que est&aacute; impedindo a reprodu&ccedil;&atilde;o no Brasil da trag&eacute;dia que ensanguenta a Col&ocirc;mbia h&aacute; mais de 50 anos. <\/span><\/p>\n<div class=\"MsoNormal\" align=\"center\" style=\"text-align: center\"><span style=\"font-size: 9pt\">  <\/p>\n<hr \/>\n<p>  <\/span><\/div>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong><span style=\"font-size: 9pt\">PL&Iacute;NIO ARRUDA SAMPAIO<\/span><\/strong><span style=\"font-size: 9pt\">, 78, advogado, &eacute; presidente da Abra (Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Reforma Agr&aacute;ria) e diretor do &quot;Correio da Cidadania&quot;. Foi deputado federal pelo PT-SP (1985-1991) e consultor da FAO (Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Agricultura e a Alimenta&ccedil;&atilde;o).<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pl&iacute;nio Arruda Sampaio Neste momento, o MST se debate contra um tipo de ataque intermitente: uma ofensiva patrocinada por inimigos vis&iacute;veis e invis&iacute;veis &nbsp; O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) &eacute; sujeito a dois tipos de ataque: os permanentes e os intermitentes. 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