{"id":3197,"date":"2009-01-08T09:31:16","date_gmt":"2009-01-08T09:31:16","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2009\/01\/08\/artigo-da-revista-caros-amigos-janeiro-de-2009\/"},"modified":"2017-10-02T21:38:32","modified_gmt":"2017-10-02T21:38:32","slug":"artigo-da-revista-caros-amigos-janeiro-de-2009","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2009\/01\/08\/artigo-da-revista-caros-amigos-janeiro-de-2009\/","title":{"rendered":"Artigo da Revista caros amigos, Janeiro de 2009"},"content":{"rendered":"<p><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--> <!--  \/* Font Definitions *\/  @font-face \t{font-family:Tahoma; \tpanose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; \tmso-font-charset:0; \tmso-generic-font-family:swiss; \tmso-font-pitch:variable; \tmso-font-signature:1627421319 -2147483648 8 0 66047 0;}  \/* Style Definitions *\/  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal \t{mso-style-parent:\"\"; \tmargin:0cm; \tmargin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:Tahoma; \tmso-fareast-font-family:\"Times New Roman\";} @page Section1 \t{size:595.3pt 841.9pt; \tmargin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; \tmso-header-margin:35.4pt; \tmso-footer-margin:35.4pt; \tmso-paper-source:0;} div.Section1 \t{page:Section1;} --> <!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\";} <\/style>\n\n <![endif]-->  <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">MST: 25 ANOS DE TEIMOSIA<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Em janeiro de 1984,&nbsp;&nbsp; havia uma processo de reascenso do movimento de massas no Brasil.&nbsp; A classe trabalhadora se reorganizando, acumulando for&ccedil;as org&acirc;nicas.&nbsp; Os partidos clandestinos agora j&aacute; estavam na rua, como o PCB, PcdoB, etc. T&iacute;nhamos conquistado uma anistia parcial, mas a maioria dos exilados tinham voltado. &nbsp; J&aacute; havia se formado o PT e a CUT e a CONCLAT.&nbsp; Amplos setores das igrejas crist&atilde;s ampliavam seu trabalho de formiguinha, de ir formando consci&ecirc;ncia e n&uacute;cleos de base em defesa dos pobres, inspirados pela teologia da liberta&ccedil;&atilde;o.&nbsp; Havia um entusiasmo em todo lugar, porque a ditadura estava sendo derrotada, e a classe trabalhadora brasileira est&aacute; na ofensiva.&nbsp; Lutando e se organizando.&nbsp; <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--> <!--  \/* Font Definitions *\/  @font-face \t{font-family:Tahoma; \tpanose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; \tmso-font-charset:0; \tmso-generic-font-family:swiss; \tmso-font-pitch:variable; \tmso-font-signature:1627421319 -2147483648 8 0 66047 0;}  \/* Style Definitions *\/  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal \t{mso-style-parent:\"\"; \tmargin:0cm; \tmargin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:Tahoma; \tmso-fareast-font-family:\"Times New Roman\";} @page Section1 \t{size:612.0pt 792.0pt; \tmargin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; \tmso-header-margin:36.0pt; \tmso-footer-margin:36.0pt; \tmso-paper-source:0;} div.Section1 \t{page:Section1;} --> <!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\";} <\/style>\n\n <![endif]-->  <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Os camponeses no meio rural viviam o mesmo clima e a mesma ofensiva.&nbsp;&nbsp; Entre 1979 e 1984 se realizaram dezenas de ocupa&ccedil;&otilde;es de terra em todo o pa&iacute;s.&nbsp; Os posseiros, os sem terra, os assalariados rurais, perderam o medo.&nbsp; E foram &agrave; luta.&nbsp; N&atilde;o queriam mais migrar para a cidade como bois marcham para o matadouro (na express&atilde;o de nosso saudoso poeta uruguaio Zitarroza).<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Fruto de tudo isso&nbsp; nos reunimos em Cascavel, em janeiro de 1984, estimulados pelo trabalho pastoral da CPT,&nbsp; lideran&ccedil;as de lutas pela terra de dezesseis estados brasileiros.&nbsp; E l&aacute;, depois de 5 dias de debates, discuss&otilde;es, reflex&otilde;es coletivas,&nbsp; fundamos o MST.&nbsp; Movimento dos trabalhadores rurais sem terra.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Nossos objetivos eram claros.&nbsp;&nbsp; Organizar um movimento de massas a n&iacute;vel nacional, que pudesse conscientizar os camponeses para lutarem por terra, por reforma agr&aacute;ria (significando mudan&ccedil;as mais amplas na agricultura) e por uma sociedade mais justa e igualit&aacute;ria.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quer&iacute;amos enfim combater a pobreza e a desigualdade social.&nbsp; E a causa principal dessa situa&ccedil;&atilde;o no campo, era a concentra&ccedil;&atilde;o da propriedade da terra, apelidada de latif&uacute;ndio. N&atilde;o t&iacute;nhamos a menor id&eacute;ia se isso era poss&iacute;vel.&nbsp; E nem quanto tempo levar&iacute;amos na busca de nossos objetivos.Passaram-se 25 anos.&nbsp;&nbsp; Muito tempo.&nbsp; Foram anos de muitas mobiliza&ccedil;&otilde;es, muitas lutas, e de uma teimosia constante, de sempre lutarmos e nos mobilizarmos contra o latif&uacute;ndio.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Pagamos caro por essa teimosia.&nbsp; Durante o governo Collor,&nbsp; fomos duramente reprimidos, com a instala&ccedil;&atilde;o inclusive de um departamento especializado em sem terra na Policia Federal.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Depois com a vit&oacute;ria do neoliberalismo do governo FHC, foi o sinal verde para os latifundi&aacute;rios e suas policias estaduais atacarem o movimento.&nbsp; E tivemos em pouco tempo dois massacres: Corumbiara e Caraj&aacute;s.&nbsp;&nbsp; Ao longo desses anos, centenas de trabalhadores rurais pagaram com sua pr&oacute;pria vida, o sonho da terra livre.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Mas seguimos a luta.&nbsp; <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Brecamos o neoliberalismo elegendo o governo Lula.&nbsp;&nbsp; T&iacute;nhamos esperan&ccedil;a de que a vit&oacute;ria eleitoral pudesse desencadear um novo reascenso do movimento de massas, e com isso a reforma agr&aacute;ria tivesse mais for&ccedil;a de ser implementada.&nbsp;&nbsp;&nbsp; N&atilde;o houve reforma agr&aacute;ria durante o governo Lula.&nbsp; Ao contr&aacute;rio, as for&ccedil;as do capital internacional e financeiro, atrav&eacute;s de suas empresas transnacionais ampliaram seu controle sobre a agricultura brasileira.&nbsp; Hoje a maior parte de nossas riquezas, produ&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o de mercadorias agr&iacute;colas est&aacute; sob controle das empresas transnacionais.&nbsp;&nbsp; Elas se aliaram com os fazendeiros capitalistas e produziram o modelo de explora&ccedil;&atilde;o do agro-neg&oacute;cio.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Muitos de seus porta-vozes se apressaram a prenunciar nas colunas de jornal&otilde;es burgueses que o MST se acabaria.&nbsp;&nbsp; L&ecirc;do&nbsp; engano.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">A Hegemonia do capital financeiro e das transnacionais sobre a agricultura, n&atilde;o conseguiu, felizmente acabar com o MST.&nbsp;&nbsp; Por um &uacute;nico motivo.&nbsp; O agro-neg&oacute;cio n&atilde;o representa solu&ccedil;&atilde;o para os problemas dos milh&otilde;es de pobres que vivem no meio rural.&nbsp; E o MST &eacute; a express&atilde;o da vontade de liberta&ccedil;&atilde;o desses pobres.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">A luta pela reforma agr&aacute;ria que antes se baseava apenas na ocupa&ccedil;&atilde;o de terras do latif&uacute;ndio, agora ficou mais complexa.&nbsp;&nbsp; Temos que lutar contra o capital.&nbsp; Contra a domina&ccedil;&atilde;o das empresas transnacionais.&nbsp;&nbsp; E a reforma agr&aacute;ria, deixou de ser aquela medida cl&aacute;ssica: desapropriar grandes latif&uacute;ndios e distribuir em lotes para os pobres camponeses.&nbsp;&nbsp; Agora,&nbsp; as mudan&ccedil;as no campo, para combater a pobreza, a desigualdade e a concentra&ccedil;&atilde;o de riquezas, depende de mudan&ccedil;a n&atilde;o s&oacute; da propriedade da terra, mas tamb&eacute;m do modelo de produ&ccedil;&atilde;o.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E se agora, os inimigos s&atilde;o tamb&eacute;m as empresas internacionalizadas, que dominam os mercados mundiais.&nbsp; Significa tamb&eacute;m que os camponeses depender&atilde;o cada vez mais das alian&ccedil;as com os trabalhadores da cidade para poder avan&ccedil;ar nas suas conquistas.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Felizmente, o MST adquiriu experi&ecirc;ncia nesses 25 anos.&nbsp; Sabedoria necess&aacute;ria para&nbsp; desenvolver novos m&eacute;todos, novas formas de luta de massa, que possam resolver os problemas do povo.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Joao pedro Stedile, membro da coord. nacional do MST e da via campesina Brasil<\/span><\/p>\n<pre><br \/><\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MST: 25 ANOS DE TEIMOSIA &nbsp; Em janeiro de 1984,&nbsp;&nbsp; havia uma processo de reascenso do movimento de massas no Brasil.&nbsp; A classe trabalhadora se reorganizando, acumulando for&ccedil;as org&acirc;nicas.&nbsp; Os partidos clandestinos agora j&aacute; estavam na rua, como o PCB, PcdoB, etc. T&iacute;nhamos conquistado uma anistia parcial, mas a maioria dos exilados tinham voltado. &nbsp; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":18,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[6],"class_list":["post-3197","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-publicaciones","tag-articulos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3197","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/users\/18"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3197"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3197\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3937,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3197\/revisions\/3937"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3197"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3197"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3197"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}