{"id":3190,"date":"2008-11-10T14:35:59","date_gmt":"2008-11-10T14:35:59","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2008\/11\/10\/entrevista-de-joao-pedro-stedile-ao-globo-amaznia-nov-2008\/"},"modified":"2017-10-02T21:38:34","modified_gmt":"2017-10-02T21:38:34","slug":"entrevista-de-joao-pedro-stedile-ao-globo-amaznia-nov-2008","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2008\/11\/10\/entrevista-de-joao-pedro-stedile-ao-globo-amaznia-nov-2008\/","title":{"rendered":"Entrevista de Joao pedro stedile  ao Globo amaz?nia Nov 2008"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 9pt\"><strong>Durante esta semana, integrantes do MST est&atilde;o acampados na sede do Incra de Bel&eacute;m exigindo uma mudan&ccedil;a da pol&iacute;tica de reforma agr&aacute;ria na Amaz&ocirc;nia. Qual &eacute; a proposta do MST para essa mudan&ccedil;a?<\/strong><\/p>\n<p> N&atilde;o existe uma pol&iacute;tica de desenvolvimento agr&aacute;rio ou fundi&aacute;rio para a Amaz&ocirc;nia.&nbsp; Os governos, seja estadual ou federal, est&atilde;o aplicando a f&oacute;rmula t&atilde;o simples quanto med&iacute;ocre de apenas distribuir terras p&uacute;blicas em projetos de coloniza&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o h&aacute; uma pol&iacute;tica efetiva nem planejamento.&nbsp; Os governos federal e estaduais optaram pela&nbsp; distribui&ccedil;&atilde;o de terras publicas porque n&atilde;o precisam enfrentar o latif&uacute;ndio e o agroneg&oacute;cio.&nbsp; Dessa forma, n&atilde;o t&ecirc;m desgaste econ&ocirc;mico de fazer a Reforma Agr&aacute;ria nem pol&iacute;tico com o enfrentamento da bancada ruralista. Por outro lado, se transformam em estat&iacute;sticas boas para propaganda. Ou seja, s&atilde;o iniciativas oportunistas do governo. Um exemplo: apenas a superintend&ecirc;ncia do Incra em Santar&eacute;m teria &quot;assentado&quot; para efeito de propaganda mais de 50 mil fam&iacute;lias. Esse n&uacute;mero &eacute; superior aos seis anos de assentamentos do Governo Lula somando todos os estados da regi&atilde;o sul e sudeste. <\/span><br \/><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--> <!--  \/* Font Definitions *\/  @font-face \t{font-family:Tahoma; \tpanose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; \tmso-font-charset:0; \tmso-generic-font-family:swiss; \tmso-font-pitch:variable; \tmso-font-signature:1627421319 -2147483648 8 0 66047 0;}  \/* Style Definitions *\/  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal \t{mso-style-parent:\"\"; \tmargin:0cm; \tmargin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:Tahoma; \tmso-fareast-font-family:\"Times New Roman\";} @page Section1 \t{size:612.0pt 792.0pt; \tmargin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; \tmso-header-margin:36.0pt; \tmso-footer-margin:36.0pt; \tmso-paper-source:0;} div.Section1 \t{page:Section1;} --> <!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\";} <\/style>\n\n <![endif]-->    <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&Eacute; f&aacute;cil prever que na regi&atilde;o de Santar&eacute;m n&atilde;o tem 50 mil fam&iacute;lias.&nbsp; E mesmo que tenham loteado as &aacute;reas, se trata de distribui&ccedil;&atilde;o de terras p&uacute;blicas, onde deus e o diabo se inscrevem no Incra e acabam recebendo t&iacute;tulo. N&atilde;o existe um projeto nem uma pol&iacute;tica de desenvolvimento para a regi&atilde;o da Amaz&ocirc;nia.&nbsp; As &aacute;reas onde h&aacute; posseiros n&atilde;o t&ecirc;m estrada, luz, escola ou hospital. Uma parte das fam&iacute;lias mais pobres, sem apoio p&uacute;blico e formas de gerar renda, se obriga a desmatar os 20% da &aacute;rea para retirar lenha ou produzir carv&atilde;o para garantir a sua sobreviv&ecirc;ncia. Com isso, acabam a merc&ecirc; dos madeireiros, que se aproveitam dos lotes serem legais e exploram a madeira existente em toda a &aacute;rea sem nenhum controle. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Os colonos desses projetos, &agrave;s vezes, vendem as toras de &aacute;rvores por pre&ccedil;os rid&iacute;culos; outras vezes, em troca de t&aacute;buas para constru&iacute;rem suas casas ou simplesmente para que o madeireiro abra uma estrada para conseguir ir at&eacute; sua ro&ccedil;a. Os colonos pobres s&atilde;o utilizados como massa de manobra para amansar a terra e, atr&aacute;s deles, vem os madeireiros, os pecuaristas ou latifundi&aacute;rios da soja, que pressionam para comprar suas terras. Com isso, concentra de novo a propriedade da terra, dentro de um c&iacute;rculo vicioso. Est&aacute; tudo errado.<\/p>\n<p> <strong>O MST afirma que defende um modelo de assentamento que respeite o meioambiente e ao mesmo tempo n&atilde;o destrua a floresta. Como funciona esse modelo?<\/strong><\/p>\n<p> Em primeiro lugar, o governo precisa acabar com projetos de coloniza&ccedil;&atilde;o. Somos contra a distribui&ccedil;&atilde;o de terras p&uacute;blicas pelo Incra e os institutos estaduais para quem quer que seja. Defendemos com os movimentos sociais da Amaz&ocirc;nia a pol&iacute;tica do Desmatamento Zero, junto com o Greenpeace e entidades da sociedade civil.&nbsp; A &aacute;rea atual que j&aacute; foi desmatada &eacute; suficiente para a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos e para o desenvolvimento da regi&atilde;o. Portanto, devemos fazer um grande acordo nacional para garantir nenhum desmatamento raso de qualquer &aacute;rea da Amaz&ocirc;nia daqui pra frente. <br \/> &nbsp;<br \/> Em segundo lugar, o acesso &agrave; terra &agrave;s fam&iacute;lias de trabalhadores rurais pobres que habitam a regi&atilde;o deve ser garantido com a desapropria&ccedil;&atilde;o das grandes fazendas de pecu&aacute;ria que j&aacute; foram desmatadas.&nbsp; Veja por exemplo o caso do Banco Opportunity: um banco concentra 600 mil hectares de terras no sul do Par&aacute;. Daria para assentar 10 mil fam&iacute;lias nessa &aacute;rea! Ou seja, precisamos usar as &aacute;reas j&aacute; degradas e desmatadas para fazer projetos de assentamento, o que &eacute; diferente de projeto de coloniza&ccedil;&atilde;o sobre &aacute;reas p&uacute;blicas.<br \/> &nbsp;<br \/> Os projetos de assentamento precisam de um planejamento para produzir alimentos, de acordo com a voca&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola da regi&atilde;o, mas tamb&eacute;m para a produ&ccedil;&atilde;o de leite e frutas e para a cria&ccedil;&atilde;o de pequenos animais. Precisamos combinar a cria&ccedil;&atilde;o do assentamento com a instala&ccedil;&atilde;o de pequenas e m&eacute;dias agroind&uacute;strias cooperativadas para gerar mais renda aos assentados. Com isso, ser&aacute; poss&iacute;vel dar valor agregado, industrializar e conservar os alimentos, que poder&atilde;o ser transportados para regi&otilde;es urbanas como Santar&eacute;m, Bel&eacute;m, Manaus, Porto Velho, Marab&aacute;, onde se concentra o mercado consumidor da regi&atilde;o. <br \/> &nbsp;<br \/> Al&eacute;m disso, em cada projeto &eacute; preciso construir uma agrovila, melhorando as <br \/> condi&ccedil;&otilde;es de vida dos assentados, com luz el&eacute;trica, escolas, hospitais, lazer e estrada com seguran&ccedil;a. Assim, termina a burrice do Estado brasileiro de colocar fam&iacute;lias de colonos no meio do mato, como se fossem bichos, inviabilizando seu desenvolvimento social e econ&ocirc;mico e, depois de derrubada parte da mata, sem condi&ccedil;&otilde;es de gerar renda e garantir a sobreviv&ecirc;ncia, elas mudam para a cidade e deixam a terra amansada para grande fazendeiro. Precisamos acabar com esse circulo vicioso na regi&atilde;o com uma pol&iacute;tica efetiva do Estado.<\/p>\n<p> <strong>O MST d&aacute; algum tipo de orienta&ccedil;&atilde;o aos assentados no sentido de evitar que desmatem?<\/strong><\/p>\n<p> Claro. Lutamos por um outro modelo de uso da terra e produ&ccedil;&atilde;o e (como expliquei acima) somos contra qualquer desmatamento. No entanto, infelizmente, em muitas regi&otilde;es, trabalhadores rurais recebem essas terras em condi&ccedil;&otilde;es totalmente adversas, em locais afastados do mercado consumidor e sem apoio p&uacute;blico, e compreendemos que, para n&atilde;o morrerem de fome, acabam desmatando. <\/p>\n<p> <strong>Por que o MST &eacute; contra a cria&ccedil;&atilde;o de um novo &oacute;rg&atilde;o para a regulariza&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria na Amaz&ocirc;nia, como prop&otilde;e o ministro Mangabeira Unger?<\/strong><\/p>\n<p> O desafio&nbsp;para a&nbsp;Amaz&ocirc;nia foi&nbsp;apresentado&nbsp;pelo pr&oacute;prio ministro: trata-se de ter uma pol&iacute;tica de desenvolvimento e um re-ordenamento fundi&aacute;rio claro, que permita a todos terem os t&iacute;tulos da propriedade. Mas para isso, n&atilde;o se precisa gastar tempo e dinheiro com um novo &oacute;rg&atilde;o, mas ter uma decis&atilde;o pol&iacute;tica, coordenar e articular as a&ccedil;&otilde;es do Incra com os institutos de terra estaduais e com o Ibama. Desconfiamos que a cria&ccedil;&atilde;o de um novo &oacute;rg&atilde;o, como foi o GETAT, pode ser apenas uma pol&iacute;tica centralizadora para facilitar a libera&ccedil;&atilde;o de latif&uacute;ndios para grandes grupos econ&ocirc;micos de forma mais r&aacute;pida, como quer grandes empresas e especuladores. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">O problema n&atilde;o &eacute; de &oacute;rg&atilde;o p&uacute;blico, mas a aus&ecirc;ncia projeto para a regi&atilde;o a partir de uma reflex&atilde;o do futuro do nosso pa&iacute;s. Infelizmente, at&eacute; agora, mesmo no governo Lula, predomina para a regi&atilde;o amaz&ocirc;nica apenas o modelo de domina&ccedil;&atilde;o do grande capital nacional aliado com as transnacionais, que enxergam na Amaz&ocirc;nia apenas uma grande reserva de acumula&ccedil;&atilde;o de capital. Para isso, empresas nacionais e estrangeiras como a Companhia Vale e grandes bancos est&atilde;o investindo bilh&otilde;es em hidrel&eacute;tricas, sider&uacute;rgicas e em empreendimentos de explora&ccedil;&atilde;o de minerais e extra&ccedil;&atilde;o de madeira.&nbsp;&nbsp; Tudo isso vai enriquecer o capital internacional, enquanto o povo da regi&atilde;o seguir&aacute; passando necessidades. Basta ver que povoados a 60 km da hidrel&eacute;trica de Tucuru&iacute;, a 2&ordf; maior do mundo, ainda n&atilde;o t&ecirc;m luz el&eacute;trica. Isso acontece porque o objetivo dessa obra &eacute; viabilizar a produ&ccedil;&atilde;o de alum&iacute;nio para exporta&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o melhorar de vida do <br \/> povo local.<\/p>\n<p> <strong>H&aacute; uma reclama&ccedil;&atilde;o muito forte do setor agropecu&aacute;rio sobre a exig&ecirc;ncia de manter 80% da mata preservada nas propriedades rurais da Amaz&ocirc;nia. Voc&ecirc;s concordam com essa porcentagem?<\/strong><\/p>\n<p> Isso &eacute; o m&iacute;nimo necess&aacute;rio.&nbsp; Os grandes grupos capitalistas brasileiros e internacionais gostariam de desmatar tudo e, infelizmente, tanto fazendeiros como empresas&nbsp; que atuam na Amaz&ocirc;nia, se comportam como gigol&ocirc;s da natureza. Querem a explora&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima, n&atilde;o importa as gera&ccedil;&otilde;es futuras nem e a Constitui&ccedil;&atilde;o brasileira, que determina que os recursos naturais pertencem ao povo. Por isso, para impedir esse avan&ccedil;o sobre a floresta, defendemos o Desmatamento Zero.<\/p>\n<p> <strong>Assentados do norte de Mato Grosso se queixam de terem lotes muito pequenos. Numa regi&atilde;o como aquela, qual seria o tamanho adequado dos lotes para que se pudesse garantir a subsist&ecirc;ncia de uma fam&iacute;lia e manter a reserva legal? Que tipo de atividade os assentados deveriam desenvolver l&aacute;?<\/strong><\/p>\n<p> O problema n&atilde;o &eacute; o tamanho do lote. Se conceder 50 hectares, v&atilde;o querer 100, se der 100 v&atilde;o querer 200; e os latifundi&aacute;rios acham 5 mil ou 10 mil ainda pouco. O problema &#8211; como expliquei acima &#8211; &eacute; que precisamos de uma pol&iacute;tica de desenvolvimento, na qual os trabalhadores rurais pobres e assentados possam melhorar de vida e aumentar a renda com seu trabalho. Isso n&atilde;o depende exclusivamente do tamanho do lote. Quem quer mais e mais terra &eacute; porque sonha em retirar madeira e ver se tem garimpo&#8230; Uma fam&iacute;lia pode viver muito bem com 15 hectares se tiver apoio p&uacute;blico para desenvolver atividades que geram renda, como a combina&ccedil;&atilde;o do assentamento com uma agroind&uacute;stria.<\/p>\n<p> <strong>No ranking das maiores autua&ccedil;&otilde;es ambientais realizadas pelo Ibama desde 2006, publicada recentemente pelo Minist&eacute;rio do meio Ambiente, o Incra aparece no topo da lista. Se defendendo, o &oacute;rg&atilde;o disse que n&atilde;o &eacute; &#39;razo&aacute;vel&#39; comparar assentados a grandes desmatadores. Qual a posi&ccedil;&atilde;o do MST em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; lista divulgada pelo Minist&eacute;rio do meio Ambiente?<\/strong><\/p>\n<p> A &ldquo;condena&ccedil;&atilde;o&rdquo; do Incra foi uma manipula&ccedil;&atilde;o vergonhosa de t&eacute;cnicos mal intencionados do Ibama, que entregaram a lista para o Ministro sem nenhum crit&eacute;rio. Depois, a imprensa manipulou mais ainda, apenas tentando colocar a culpa nos assentados.&nbsp; V&aacute;rios grandes jornais, que n&atilde;o entendem nada de Amaz&ocirc;nia, como o jornal O Globo do Rio Janeiro, colocaram em manchetes o MST como campe&atilde;o de desmatamento, apesar de nenhum daqueles projetos serem do nosso movimento e termos esclarecido previamente isso &agrave; imprensa.&nbsp; Nenhuma das &aacute;reas da lista adv&eacute;m de projeto de reforma agr&aacute;ria, mas de projetos de coloniza&ccedil;&atilde;o.&nbsp; Ou seja, dentro de uma pol&iacute;tica que beneficia latifundi&aacute;rio, madeireiras e grandes empresas, n&atilde;o uma pol&iacute;tica de reforma agr&aacute;ria. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">A cobertura da imprensa sobre esse caso demonstra a manipula&ccedil;&atilde;o dos grandes monop&oacute;lios da informa&ccedil;&atilde;o, que usam seu poder para lutar contra a Reforma Agr&aacute;ria. Ningu&eacute;m fez manchete sobre os 600 mil hectares do Banco Opportunity, do sr Daniel Dantas, fazendo desmatamento. Ningu&eacute;m faz manchete dos desmatamentos da Vale e suas agress&otilde;es do meio ambiente para retirar mineiros, enviar para a China e depois depositar o lucro na conta de acionistas no exterior. O povo brasileiro e, principalmente, os povos da Amaz&ocirc;nia s&oacute; ficam com a destrui&ccedil;&atilde;o e com o desmatamento. Isso ningu&eacute;m fala. Infelizmente, o ministro do Meio Ambiente tamb&eacute;m se prestou a essa manipula&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> <strong>O senhor concorda com a id&eacute;ia de que a reforma agr&aacute;ria no arco do desmatamento &eacute; uma v&aacute;lvula de escape para a quest&atilde;o fundi&aacute;ria em &aacute;reas do Sul\/Sudeste do pa&iacute;s? A reforma agr&aacute;ria na regi&atilde;o &eacute;, de fato, vi&aacute;vel?<\/strong><\/p>\n<p> O governo Lula repete a pol&iacute;tica do governo FHC e usa os projetos de coloniza&ccedil;&atilde;o, a distribui&ccedil;&atilde;o de terras p&uacute;blicas na Amaz&ocirc;nia para criar estat&iacute;sticas e &quot;provar&quot; que est&aacute; fazendo Reforma Agr&aacute;ria.&nbsp; Reforma Agr&aacute;ria &eacute; desconcentra&ccedil;&atilde;o da propriedade da terra, com a divis&atilde;o de grandes propriedades e distribui&ccedil;&atilde;o aos pobres. Estamos assistindo &agrave;&nbsp;maior concentra&ccedil;&atilde;o da propriedade da terra da hist&oacute;ria, desde o &uacute;ltimo s&eacute;culo. Ou seja,&nbsp; est&aacute; em curso uma pol&iacute;tica real de contra-reforma agr&aacute;ria. Isso est&aacute; acontecendo em todas as regi&otilde;es agr&iacute;colas do pa&iacute;s, em especial no centro-oeste e na Amaz&ocirc;nia.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante esta semana, integrantes do MST est&atilde;o acampados na sede do Incra de Bel&eacute;m exigindo uma mudan&ccedil;a da pol&iacute;tica de reforma agr&aacute;ria na Amaz&ocirc;nia. Qual &eacute; a proposta do MST para essa mudan&ccedil;a? 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