{"id":3182,"date":"2008-10-15T13:51:32","date_gmt":"2008-10-15T13:51:32","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2008\/10\/15\/syngenta-cede-rea-de-experimentos-ilegais-de-transgnicos-para-estado-do-pr\/"},"modified":"2017-10-02T21:38:37","modified_gmt":"2017-10-02T21:38:37","slug":"syngenta-cede-rea-de-experimentos-ilegais-de-transgnicos-para-estado-do-pr","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2008\/10\/15\/syngenta-cede-rea-de-experimentos-ilegais-de-transgnicos-para-estado-do-pr\/","title":{"rendered":"Syngenta cede ?rea de experimentos ilegais de transg\u00e9nicos para Estado do PR"},"content":{"rendered":"<p>14\/10\/2008<\/p>\n<p> A transnacional sui&ccedil;a Syngenta Seeds assinou a escritura de cess&atilde;o da &aacute;rea de 127 hectares usada para a realiza&ccedil;&atilde;o de experimentos transg&ecirc;nicos ilegais, em Santa Tereza do Oeste, no Paran&aacute;, nesta ter&ccedil;a-feira hoje (14), durante a Escola de Governo do Paran&aacute;. A &aacute;rea, ocupada tr&ecirc;s vezes por fam&iacute;lias da Via Campesina, foi palco do assassinato de Valmir Mota de Oliveira, conhecido como Keno, em 21 de outubro de 2007.<br \/>A coordena&ccedil;&atilde;o da Via Campesina no Paran&aacute; acredita que a vit&oacute;ria s&oacute; foi poss&iacute;vel por causa da luta incans&aacute;vel e da resist&ecirc;ncia dos camponeses, que permaneceram acampados na regi&atilde;o por mais de dois anos. Al&eacute;m do apoio e da solidariedade internacional, a posi&ccedil;&atilde;o do governo do Paran&aacute; tamb&eacute;m foi importante para resolver o conflito em benef&iacute;cio dos trabalhadores rurais.<\/p>\n<p> Ap&oacute;s a reocupa&ccedil;&atilde;o do local pelos camponeses da Via Campesina, em outubro do ano passado, cerca de 40 homens de uma mil&iacute;cia armada, identificada como seguran&ccedil;as da empresa NF, contratada pela Syngenta, atacaram o acampamento Terra Livre. Keno se tornou o primeiro m&aacute;rtir das transnacionais, executado por uma mil&iacute;cia privada dentro da &aacute;rea de uma das maiores multinacionais de biotecnologia, respons&aacute;vel pelo maior caso de contamina&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica comprovado no planeta.<\/p>\n<p> Segundo o governador do Estado, Roberto Requi&atilde;o (PMDB), o local ser&aacute; administrado pelo IAPAR (Instituto Agron&ocirc;mico do Paran&aacute;), que vai se dedicar a produzir e multiplicar sementes crioulas que ser&atilde;o distribu&iacute;das aos pequenos agricultores do Paran&aacute; e enviadas aos pa&iacute;ses pobres que foram devastados pelos recentes furac&otilde;es.<\/p>\n<p> A Via Campesina espera ser parceira do projeto com o governo estadual, que ir&aacute; transformar o local em um Centro de Refer&ecirc;ncia de Sementes Crioulas. Desde a primeira ocupa&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea, em mar&ccedil;o de 2006, a entidade defende essa proposta. Al&eacute;m disso, a colis&atilde;o de movimentos do campo faz o compromisso de seguir na luta para a constru&ccedil;&atilde;o de um projeto soberano para a agricultura camponesa, fundamentado na agroecologia, no respeito aos camponeses, na preserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade e na soberania alimentar como um princ&iacute;pio necess&aacute;rio de sobreviv&ecirc;ncia da humanidade.<\/p>\n<p> Cronologia ocupa&ccedil;&atilde;o &aacute;rea da Syngenta<\/p>\n<p> Mar&ccedil;o de 2006 &#8211; A Ong Terra de Direitos recebe den&uacute;ncias que a Syngenta cultivava experimentos ilegais de soja e milho transg&ecirc;nico dentro da zona de amortecimento do Parque Nacional do Igua&ccedil;u, em Santa Tereza do Oeste. As den&uacute;ncias s&atilde;o encaminhadas ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico e a Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov&aacute;veis), e confirmadas por vistoria do pr&oacute;prio Ibama, constando o crime em cerca de 12 hectares no campo de experimento da empresa, &aacute; 6 km do Parque Nacional do Igua&ccedil;u.<\/p>\n<p> 14 de mar&ccedil;o de 2006 &ndash; 600 camponeses da Via Campesina ocupam o campo experimental da transnacional, Syngenta Seeds, em Santa Teresa do Oeste, com objetivo de fortalecer a den&uacute;ncia de experimentos ilegais de transg&ecirc;nicos. O local foi transformado no &quot;Acampamento Terra Livre&quot;. A ocupa&ccedil;&atilde;o aconteceu durante o 3&ordm; Encontro das Partes do Protocolo de Cartagena sobre Biosseguran&ccedil;a (MOP-3) e da 8&ordf; Confer&ecirc;ncia das Partes da Conven&ccedil;&atilde;o sobre Diversidade Biol&oacute;gica (COP-8), em Curitiba. Ap&oacute;s a ocupa&ccedil;&atilde;o a transnacional foi multada pelo Ibama em R$ 1 milh&atilde;o, por praticar experimentos e plantio de soja e milho transg&ecirc;nicos pr&oacute;ximo ao uma unidade de conversa&ccedil;&atilde;o, o que era proibido pela Lei de Biosseguran&ccedil;a n&ordm; 11.105\/2005).<\/p>\n<p> Outubro de 2006 &ndash; Devido a um mandato de reintegra&ccedil;&atilde;o de posse, os camponeses da Via Campesina s&atilde;o obrigados a desocupar a &aacute;rea, montando acampamento em frente ao local, nas margens da PR-163.<\/p>\n<p> Novembro de 2006 &ndash; O governador do Paran&aacute;, Roberto Requi&atilde;o desapropria a &aacute;rea da Syngenta para a implanta&ccedil;&atilde;o de um Centro de Pesquisa e Estudo em Agroecologia. Na &eacute;poca mais de 170 entidades do Brasil e do exterior apoiaram a desapropria&ccedil;&atilde;o do local.<\/p>\n<p> Fevereiro de 2007 &ndash; As fam&iacute;lias da Via Campesina reocuparam a &aacute;rea. &Eacute;poca em que o Tribunal de Justi&ccedil;a do Paran&aacute; tamb&eacute;m concedeu liminar de reintegra&ccedil;&atilde;o de posse &agrave; Syngenta e suspendeu os efeitos do decreto de desapropria&ccedil;&atilde;o do campo experimental, do Governador do Paran&aacute;.<\/p>\n<p> 20 de abril 2007 &ndash; Em uma decis&atilde;o de lobby pr&oacute;-transg&ecirc;nicos, por unanimidade os desembargadores do &Oacute;rg&atilde;o Especial do Tribunal de Justi&ccedil;a do Paran&aacute; suspendem definitivamente o decreto de desapropria&ccedil;&atilde;o de Requi&atilde;o.<\/p>\n<p> 18 de julho de 2007 &ndash; Devido &agrave; nova reintegra&ccedil;&atilde;o de posse, as 70 fam&iacute;lias da Via Campesina foram obrigadas a desocuparam a &aacute;rea, permanecendo acampadas em frente ao campo de experimentos.<\/p>\n<p> 20 de julho &#8211; Seguran&ccedil;as armados da &quot;NF Seguran&ccedil;as&quot;, empresa contratada pela Syngenta e ligada a Sociedade Rural Oeste (SRO), invadiram lotes no assentamento Olga Ben&aacute;rio, efetuando disparos e amea&ccedil;ando as fam&iacute;lias assentadas. Na &eacute;poca, a Via Campesina denunciou as amea&ccedil;as a Pol&iacute;cia Federal, Ouvidoria Agr&aacute;ria Nacional e Estadual, e &agrave; Secretaria de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica do Paran&aacute;.<\/p>\n<p> 21 de outubro de 2007 &ndash; A Via Campesina reocupa o campo de experimentos, dia que &eacute; assassinado o militante Valmir Mota de Oliveira (o Keno), durante ataque de uma mil&iacute;cia armada, identificada como &quot;seguran&ccedil;as da empresa NF&quot;, contratada pela Syngenta, ao acampamento &quot;Terra Livre&quot;, que deixou mais cinco trabalhadores gravemente feridos.<\/p>\n<p> Junho de 2008 &ndash; Devido &agrave;s in&uacute;meras batalhas judiciais e reintegra&ccedil;&otilde;es de posses concedidas &agrave; Syngenta pela justi&ccedil;a do Paran&aacute;, os camponeses\/as s&atilde;o novamente obrigados a desocupar a &aacute;rea.<\/p>\n<p> 21 de outubro de 2008 &ndash; Um ano de assassinato do militante da Via Campesina Valmir Mota de Oliveira.<\/p>\n<p> A Via Campesina exige justi&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o ao caso, e luta para que os respons&aacute;veis do ataque contra os camponeses\/as sejam punidos.<br \/> Keno Vive!<br \/> Globalizamos a luta, globalizamos a esperan&ccedil;a!<br \/> As sementes s&atilde;o patrim&ocirc;nio da humanidade! <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>14\/10\/2008 A transnacional sui&ccedil;a Syngenta Seeds assinou a escritura de cess&atilde;o da &aacute;rea de 127 hectares usada para a realiza&ccedil;&atilde;o de experimentos transg&ecirc;nicos ilegais, em Santa Tereza do Oeste, no Paran&aacute;, nesta ter&ccedil;a-feira hoje (14), durante a Escola de Governo do Paran&aacute;. A &aacute;rea, ocupada tr&ecirc;s vezes por fam&iacute;lias da Via Campesina, foi palco do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":18,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[6],"class_list":["post-3182","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-publicaciones","tag-articulos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3182","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/users\/18"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3182"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3182\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3952,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3182\/revisions\/3952"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3182"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3182"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3182"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}