{"id":3164,"date":"2008-07-07T10:31:39","date_gmt":"2008-07-07T10:31:39","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2008\/07\/07\/relatrio-secreto-agrocombustveis-causaram-a-crise-alimentar\/"},"modified":"2017-10-02T21:38:43","modified_gmt":"2017-10-02T21:38:43","slug":"relatrio-secreto-agrocombustveis-causaram-a-crise-alimentar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2008\/07\/07\/relatrio-secreto-agrocombustveis-causaram-a-crise-alimentar\/","title":{"rendered":"Relat?rio secreto: agrocombust?veis causaram a crise alimentar"},"content":{"rendered":"<p><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--> <!--  \/* Font Definitions *\/  @font-face \t{font-family:Tahoma; \tpanose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; \tmso-font-charset:0; \tmso-generic-font-family:swiss; \tmso-font-pitch:variable; \tmso-font-signature:1627421319 -2147483648 8 0 66047 0;}  \/* Style Definitions *\/  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal \t{mso-style-parent:\"\"; \tmargin:0cm; \tmargin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:Tahoma; \tmso-fareast-font-family:\"Times New Roman\";} @page Section1 \t{size:612.0pt 792.0pt; \tmargin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; \tmso-header-margin:36.0pt; \tmso-footer-margin:36.0pt; \tmso-paper-source:0;} div.Section1 \t{page:Section1;} --> <!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\";} <\/style>\n\n <![endif]--><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Tahoma\">Aditya Chakrabortty The Guardian, Sexta-feira, 4 de julho, 2008<\/p>\n<p> Os agrocombust&iacute;veis &nbsp;for&ccedil;aram em 75%&nbsp; a subida dos pre&ccedil;os globais dos alimentos &#8211; valor bem mais alto do que se havia estimado previamente &#8211; de acordo com um relat&oacute;rio confidencial do Banco Mundial obtido pelo jornal The Guardian. A avalia&ccedil;&atilde;o condenadora, e que n&atilde;o foi publicada, &eacute; baseada na an&aacute;lise mais detalhada da crise at&eacute; agora, realizada por um economista de um respeitado corpo financeiro global: &nbsp;Don Mitchell, economista s&ecirc;nior no Banco Mundial<br \/> <!--[if !supportLineBreakNewLine]--><br \/> <!--[endif]--><\/span><br \/><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--> <!--  \/* Font Definitions *\/  @font-face \t{font-family:Tahoma; \tpanose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; \tmso-font-charset:0; \tmso-generic-font-family:swiss; \tmso-font-pitch:variable; \tmso-font-signature:1627421319 -2147483648 8 0 66047 0;}  \/* Style Definitions *\/  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal \t{mso-style-parent:\"\"; \tmargin:0cm; \tmargin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:Tahoma; \tmso-fareast-font-family:\"Times New Roman\";} p \t{mso-margin-top-alt:auto; \tmargin-right:0cm; \tmso-margin-bottom-alt:auto; \tmargin-left:0cm; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:12.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\"; \tmso-fareast-font-family:\"Times New Roman\";} @page Section1 \t{size:595.3pt 841.9pt; \tmargin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; \tmso-header-margin:35.4pt; \tmso-footer-margin:35.4pt; \tmso-paper-source:0;} div.Section1 \t{page:Section1;} --> <!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\";} <\/style>\n\n <![endif]-->  <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Os n&uacute;meros contradizem enfaticamente as reivindica&ccedil;&otilde;es do governo dos EUA de que os agrocombust&iacute;veis contribuem com menos de 3% da alta dos pre&ccedil;os dos alimentos. <\/span>Este dado aumentar&aacute; a press&atilde;o sobre os governos de Washington e da Europa que voltaram-se para os agrocombust&iacute;veis para reduzir as emiss&otilde;es de gases de efeito estufa e para reduzir sua depend&ecirc;ncia no petr&oacute;leo importado.<\/p>\n<p> Fontes superiores do setor de desenvolvimento do BM acreditam que o relat&oacute;rio, conclu&iacute;do em abril, n&atilde;o foram publicadas para evitar um embara&ccedil;o ao presidente George Bush. &quot;O relat&oacute;rio colocaria o Banco Mundial em um ponto pol&iacute;tico quente com a Casa Branca &quot; &nbsp;disse ontem uma destas fontes.<\/p>\n<p> A not&iacute;cia chega em um momento cr&iacute;tico nas negocia&ccedil;&otilde;es mundiais com respeito &agrave; &nbsp;pol&iacute;tica dos agrocombust&iacute;veis . Os l&iacute;deres dos pa&iacute;ses industrializados G8 encontram-se na pr&oacute;xima semana em Hokkaido, Jap&atilde;o, onde discutir&atilde;o a crise alimentar sob forte campanha dos militantes contra agrocombust&iacute;veis que chamam para uma morat&oacute;ria no uso de combust&iacute;veis derivados de planta.<\/p>\n<p> Este dados tamb&eacute;m ir&atilde;o exercer press&atilde;o sobre o governo brit&acirc;nico, que est&aacute; para liberar seu pr&oacute;prio relat&oacute;rio sobre o impato dos agrocombust&iacute;veis, o relat&oacute;rio Gallagher. O The Guardian j&aacute; relatou antes que o estudo brit&acirc;nico indicar&aacute; que os agrocombust&iacute;veis tiveram um papel &quot;significativo&quot; em aumentar os pre&ccedil;os dos alimentos para n&iacute;veis recorde. Embora se esperasse sua divulga&ccedil;&atilde;o na semana passada, o relat&oacute;rio ainda n&atilde;o foi liberado ainda.<\/p>\n<p> <!--[if !supportLineBreakNewLine]--><br \/> <!--[endif]--><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&quot;Os l&iacute;deres pol&iacute;ticos parecem intencionados a suprimir e ignorar as fortes provas de &nbsp;que os agrocombust&iacute;veis s&atilde;o um fator central na subida recente do pre&ccedil;o dos alimentos, &quot; disse Robert Bailey, conselheiro da pol&iacute;tica da Oxfam. <\/span>&quot; &Eacute; imperativo que n&oacute;s tenhamos o quadro completo desta situa&ccedil;&atilde;o. Enquanto os pol&iacute;ticos se concentram em manter os lobbies da ind&uacute;stria felizes, os povos em pa&iacute;ses pobres n&atilde;o t&ecirc;m recursos suficientes para comer.&quot;<\/p>\n<p> O aumento dos pre&ccedil;os dos alimentos empurraram 100 milh&otilde;es de pessoas no mundo inteiro para abaixo da linha da pobreza, segundo estimativas do Banco Mundial, e acenderam e foram a causa de motins de Bangladesh ao Egito. Os ministros do governos aqui descreveram os altos pre&ccedil;os dos alimentos dos combust&iacute;veis como&nbsp; &quot;a primeira crise econ&ocirc;mica real da globaliza&ccedil;&atilde;o&quot;.<\/p>\n<p> O presidente Bush relacionou os altos pre&ccedil;os dos alimentos a uma demanda maior &nbsp;da India e da China, mas o estudo que vazou do Banco Mundial desafia esta explica&ccedil;&atilde;o: &quot; O crescimento r&aacute;pido da renda em pa&iacute;ses em desenvolvimento n&atilde;o conduziu aos grandes aumentos no consumo global da gr&atilde;o e n&atilde;o foi um fator central respons&aacute;vel dos grandes aumentos dos pre&ccedil;os.&quot;<\/p>\n<p> Mesmo as secas sucessivas na Austr&aacute;lia, calcula o relat&oacute;rio, tiveram um impacto marginal. Em lugar disso, o relat&oacute;rio discute que a movimenta&ccedil;&atilde;o da UE e dos EUA para agrocombust&iacute;veis &nbsp;teve, de longe, o maior impacto no abastecimento e nos pre&ccedil;os da cadeia alimentar.<\/p>\n<p> Desde abril, toda a gasolina e diesel no Reino Unido tem de incluir 2.5% de agrocombust&iacute;veis . A UE tem considerado aumentar esta meta para 10% em 2020, mas esta sendo confrontada com mais e mais evid&ecirc;ncias de que isso ir&aacute; agravar ainda mais a alta dos pre&ccedil;os dos alimentos.<\/p>\n<p> &quot;Sem o aumento no uso dos agrocombust&iacute;veis, os estoques globais do trigo e do milho n&atilde;o teriam declinado consideravelmente e o aumento dos pre&ccedil;os devido a outros fatores teriam sido moderado&quot;, diz o relat&oacute;rio. A cesta b&aacute;sica dos pre&ccedil;os de alimentos examinados no estudo aumentou em 140% entre 2002 e fevereiro de 2008. <span>O relat&oacute;rio estima que pre&ccedil;os mais altos da energia e dos fertilizante reponderam por um aumento de somente 15%, enquanto os agrocombust&iacute;veis &nbsp;foram respons&aacute;veis por 75% &nbsp;de salto nos pre&ccedil;os durante esse per&iacute;odo.<\/p>\n<p> &nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span>relat&oacute;rio discute que a produ&ccedil;&atilde;o de agrocombust&iacute;veis distorceu mercados de alimentos de tr&ecirc;s maneiras. Primeiramente, desviou a gr&atilde;o de alimento para&nbsp; combust&iacute;vel, com mais de um ter&ccedil;o do milho dos E.U.A sendo usado hoje para produzir etanol e sobre a metade dos &oacute;leos vegetais na Uni&atilde;o Europ&eacute;ia sendo utilizados para a produ&ccedil;&atilde;o de biodiesel. Em segundo, os fazendeiros foram incentivados reservar terras para a produ&ccedil;&atilde;o de agrocombust&iacute;veis. Em terceiro lugar, os agrocombust&iacute;veis deflagraram a especula&ccedil;&atilde;o financeira nos gr&atilde;os, levando os pre&ccedil;os ainda mais para cima.<\/p>\n<p> <span>Outras revis&otilde;es da crise alimentar observam o fen&ocirc;meno desde um per&iacute;odo mais ampliado, ou n&atilde;o ligaram estes tr&ecirc;s fatores, e desta forma, chegaram em estimativas menores sobre o impato dos agrocombust&iacute;veis . <\/span>Mas o autor do relat&oacute;rio, Don Mitchell, &eacute; um economista s&ecirc;nior no Banco Mundial e fez uma an&aacute;lise detalhada, m&ecirc;s a m&ecirc;s, do impulso nos pre&ccedil;os dos alimentos, o que permite um exame muito mais pr&oacute;xima da liga&ccedil;&atilde;o entre agrocombust&iacute;veis &nbsp;e a cadeia alimentar.<\/p>\n<p> O relat&oacute;rio indica que os agrocombust&iacute;veis &nbsp;derivados da cana-de-a&ccedil;&uacute;car, como o etanol no qual o Brasil se especializa, n&atilde;o tiveram um impacto t&atilde;o dram&aacute;tico.<\/p>\n<p> Os apoiadores dos agrocombust&iacute;veis discutem que estes s&atilde;o uma alternativa &lsquo;mais verde&rsquo; &agrave; depend&ecirc;ncia do petr&oacute;leo e outros combust&iacute;veis f&oacute;sseis, mas mesmo este argumento vem sendo questionado por alguns peritos, que argumentam que isso n&atilde;o se aplica &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de etanol dos E.U.A.<\/p>\n<p> &quot; &Eacute; claro que alguns agrocombust&iacute;veis t&ecirc;m impactos enormes sobre os pre&ccedil;os dos alimentos, &quot; disse ontem &agrave; noite&nbsp; o Dr. David King, ex-conselheiro cient&iacute;fico principal do governo, &quot;Tudo que estamos fazendo apoiando isto &eacute; continuar subsidiando os altos pre&ccedil;os dos alimentos enquanto n&atilde;o fazemos nada para lidar com as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas&rdquo;. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aditya Chakrabortty The Guardian, Sexta-feira, 4 de julho, 2008 Os agrocombust&iacute;veis &nbsp;for&ccedil;aram em 75%&nbsp; a subida dos pre&ccedil;os globais dos alimentos &#8211; valor bem mais alto do que se havia estimado previamente &#8211; de acordo com um relat&oacute;rio confidencial do Banco Mundial obtido pelo jornal The Guardian. 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