{"id":3158,"date":"2008-06-23T10:42:44","date_gmt":"2008-06-23T10:42:44","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2008\/06\/23\/conferncia-nacional-dos-bispos-do-brasil-anlise-de-conjuntura-junho-2008\/"},"modified":"2017-10-02T21:39:17","modified_gmt":"2017-10-02T21:39:17","slug":"conferncia-nacional-dos-bispos-do-brasil-anlise-de-conjuntura-junho-2008","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2008\/06\/23\/conferncia-nacional-dos-bispos-do-brasil-anlise-de-conjuntura-junho-2008\/","title":{"rendered":"Confer\u00e9ncia Nacional Dos Bispos Do Brasil : An\u00e1lise de Conjuntura ? junho 2008"},"content":{"rendered":"<p><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--> <!--  \/* Font Definitions *\/  @font-face \t{font-family:Tahoma; \tpanose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; \tmso-font-charset:0; \tmso-generic-font-family:swiss; \tmso-font-pitch:variable; \tmso-font-signature:1627421319 -2147483648 8 0 66047 0;}  \/* Style Definitions *\/  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal \t{mso-style-parent:\"\"; \tmargin:0cm; \tmargin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:Tahoma; \tmso-fareast-font-family:\"Times New Roman\";} @page Section1 \t{size:612.0pt 792.0pt; \tmargin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; \tmso-header-margin:36.0pt; \tmso-footer-margin:36.0pt; \tmso-paper-source:0;} div.Section1 \t{page:Section1;} --> <!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\";} <\/style>\n\n <![endif]-->  <\/p>\n<p style=\"margin: 2pt 0cm\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Confer&ecirc;ncia Nacional Dos Bispos Do Brasil <\/span><\/p>\n<p style=\"margin-top: 2pt\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">66&ordf; Reuni&atilde;o Ordin&aacute;ria do Conselho Permanente <\/span><span style=\"font-size: 9pt\"><\/span><\/p>\n<p style=\"margin-top: 2pt\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Bras&iacute;lia &#8211; DF, 11 a 13 de Junho de 2008<\/span><span style=\"font-size: 9pt\"><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Apresenta&ccedil;&atilde;o<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Atendendo solicita&ccedil;&atilde;o do CONSEP de que fosse abordada a quest&atilde;o das drogas e n&atilde;o havendo na equipe pessoa suficientemente preparada para isso, foi convidado o Deputado Antonio Biscaya, que tratar&aacute; o tema na segunda parte desta sess&atilde;o. Na primeira parte, analisaremos os avan&ccedil;os na supera&ccedil;&atilde;o do passado colonial latino-americano e a rea&ccedil;&atilde;o dos &ldquo;donos do poder&rdquo;. &Ecirc;nfase especial ser&aacute; dada ao projeto de reforma tribut&aacute;ria que, se aprovado, solaparia algumas das principais conquistas da Constitui&ccedil;&atilde;o cidad&atilde;, cujo vig&eacute;simo anivers&aacute;rio agora celebramos. Como de h&aacute;bito, esta parte conclui-se com temas de interesse no Congresso Nacional.<\/span><\/p>\n<p><!--[if !mso]> \n\n<style> v:* {behavior:url(#default#VML);} o:* {behavior:url(#default#VML);} w:* {behavior:url(#default#VML);} .shape {behavior:url(#default#VML);} <\/style>\n\n <![endif]--><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--> <!--  \/* Font Definitions *\/  @font-face \t{font-family:Tahoma; \tpanose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; \tmso-font-charset:0; \tmso-generic-font-family:swiss; \tmso-font-pitch:variable; \tmso-font-signature:1627421319 -2147483648 8 0 66047 0;}  \/* Style Definitions *\/  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal \t{mso-style-parent:\"\"; \tmargin:0cm; \tmargin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:Tahoma; \tmso-fareast-font-family:\"Times New Roman\";} a:link, span.MsoHyperlink \t{color:blue; \ttext-decoration:underline; \ttext-underline:single;} a:visited, span.MsoHyperlinkFollowed \t{color:purple; \ttext-decoration:underline; \ttext-underline:single;} @page Section1 \t{size:612.0pt 792.0pt; \tmargin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; \tmso-header-margin:36.0pt; \tmso-footer-margin:36.0pt; \tmso-paper-source:0;} div.Section1 \t{page:Section1;} --> <!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\";} <\/style>\n\n <![endif]--><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\"><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">I . Sinais de supera&ccedil;&atilde;o do passado colonial e amea&ccedil;a de fome<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Multiplicam-se os sinais de uma lenta, mas real, evolu&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tico-social na Am&eacute;rica do Sul. Exceto Col&ocirc;mbia e Peru, os povos da regi&atilde;o elegeram governantes com propostas de mudan&ccedil;a na sociedade, especialmente pela luta contra a mis&eacute;ria. Em v&aacute;rios pa&iacute;ses ouve-se a voz dos povos ind&iacute;genas em defesa das suas identidades, terras e culturas; contrariando a vontade hegem&ocirc;nica dos EUA, a Nossa Am&eacute;rica trilha os caminhos da soberania, em busca de formas sociais mais justas e democr&aacute;ticas. Essas boas-not&iacute;cias para os pobres, por&eacute;m, contrastam com a volta da infla&ccedil;&atilde;o &ndash; agora de origem externa &ndash; a amea&ccedil;a da fome e o endurecimento dos poderosos.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Mudan&ccedil;a no Paraguai<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">A elei&ccedil;&atilde;o de Fernando Lugo marca o fim de uma &eacute;poca sombria para o povo paraguaio, desde 1947 sob controle do partido Colorado &ndash; sendo 35 anos sob a ditadura do general Stroessner. A vit&oacute;ria de Lugo deve-se tanto ao seu carisma quanto &agrave; divis&atilde;o dos advers&aacute;rios. Candidato independente, Lugo declarou ter deixado o minist&eacute;rio episcopal para ser coerente com sua op&ccedil;&atilde;o pastoral &ndash; e n&atilde;o ideol&oacute;gica &ndash; pelo povo. Tudo indica que far&aacute; uma pol&iacute;tica s&oacute;cio-econ&ocirc;mica mais pr&oacute;xima da de Lula ou de Cristina Kirchner do que a de Hugo Ch&aacute;vez ou de Evo Morales. Sua margem de manobra &eacute; estreita. Sem maioria no Congresso e eleito por uma coaliz&atilde;o que re&uacute;ne um arco de partidos que vai da direita &agrave; extrema esquerda, ter&aacute; de buscar o apoio de setores do corrupto e ineficiente partido Colorado ao qual s&atilde;o filiados 95% dos 200.000 servidores p&uacute;blicos.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">O pa&iacute;s foi governado por pol&iacute;ticos corruptos que nunca buscaram o desenvolvimento industrial e de servi&ccedil;os. Mais de 50% da popula&ccedil;&atilde;o (6,5 milh&otilde;es) vive abaixo da linha de pobreza e 35% na mis&eacute;ria absoluta. A popula&ccedil;&atilde;o rural, particularmente a ind&iacute;gena, &eacute; a mais pobre. <\/span><span style=\"font-size: 9pt\">O povo luta para sobreviver, e, sem democracia, os movimentos sociais s&atilde;o ainda fr&aacute;geis inexperientes. Talvez seja a Igreja cat&oacute;lica a for&ccedil;a mais organizada da sociedade civil e de maior influ&ecirc;ncia moral. Sua participa&ccedil;&atilde;o na constru&ccedil;&atilde;o de um Paraguai renovado, mais justo e democr&aacute;tico pode vir a ser decisiva.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">O programa de Lugo d&aacute; prioridade &agrave;s pol&iacute;ticas sociais e &agrave; reforma agr&aacute;ria. Para isso, necessita do apoio do Mercosul e da solidariedade dos seus vizinhos &ndash; Brasil e Argentina. Em decorr&ecirc;ncia de contratos assinados pelos respectivos governos militares, o Paraguai recebe hoje do Brasil US$307 milh&otilde;es pela venda de eletricidade de Itaipu e Yaciret&aacute;. A pre&ccedil;o de mercado, seu valor seria de US$1.800 milh&otilde;es por ano. Lugo conta com esse dinheiro para suas pol&iacute;ticas sociais, o que implica uma renegocia&ccedil;&atilde;o dos contratos. Para fazer reforma agr&aacute;ria redistribuindo terras produtivas, Lugo ter&aacute; que negociar com 2,5% dos seus propriet&aacute;rios, que se apropriaram de 70% delas. Entre eles est&atilde;o trezentos mil agricultores brasiguaios que ao longo da fronteira cultivam soja de modo intensivo. Portanto, nos dois pontos centrais do seu programa de governo, Lugo ter&aacute; que negociar com o Brasil.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Bol&iacute;via: Unidade amea&ccedil;ada<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">A elei&ccedil;&atilde;o de Evo Morales em 2005 e, dois anos depois, a aprova&ccedil;&atilde;o da nova Constitui&ccedil;&atilde;o, representaram o reconhecimento da exist&ecirc;ncia, identidade, culturas, tradi&ccedil;&otilde;es, l&iacute;nguas e religi&otilde;es dos povos ind&iacute;genas, em paridade com outros povos, inclusive os colonizadores que ainda dominam e imp&otilde;em sua cultura, porque a nova Constitui&ccedil;&atilde;o da Bol&iacute;via apresenta o conceito de Estado pluri-nacional. A situa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, contudo, &eacute; preocupante. A oligarquia branca &ndash; formada por empres&aacute;rios, pecuaristas e latifundi&aacute;rios &ndash; que controla a vida econ&ocirc;mica n&atilde;o aceita perder seus privil&eacute;gios nem partilhar seu poder. Usando a sabedoria ind&iacute;gena, o presidente Morales manifestou paci&ecirc;ncia e calma, e procurou o di&aacute;logo. Mas em v&atilde;o. Contrariando os dispositivos legais, seus opositores organizaram um plebiscito autonomista nos quatro departamentos mais ricos, populosos e extensos do pa&iacute;s (2\/3 da superf&iacute;cie, 1\/3 da popula&ccedil;&atilde;o e 60% do PIB). O primeiro plebiscito em favor da autonomia ocorreu em abril no departamento de Santa Cruz. Atos semelhantes podem acontecer nos departamentos de Tarija, El Beni e Pando.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Esse movimento separatista tem, no m&iacute;nimo, a simpatia de for&ccedil;as estrangeiras. A Casa Branca n&atilde;o desistiu de instalar um &ldquo;Plano Col&ocirc;mbia&rdquo; na Bol&iacute;via, de modo a impedir que a organiza&ccedil;&atilde;o crescente dos povos locais ameace seu acesso aos recursos de g&aacute;s e petr&oacute;leo. Dada sua posi&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica, o Brasil poderia ter uma atitude mais firme em defesa da democracia e dos direitos dos povos ind&iacute;genas. Mas as press&otilde;es internas v&atilde;o no sentido de refor&ccedil;ar a posi&ccedil;&atilde;o de Washington, que considera Lula um aliado para conter o crescimento dos movimentos sociais na Am&eacute;rica Latina. Diante disso, a resposta corajosa de Evo Morales foi a convoca&ccedil;&atilde;o para, a 10 de agosto, a popula&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s confirmar ou revogar a sua pr&oacute;pria elei&ccedil;&atilde;o como presidente e a de 8 dos 9 governadores.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Brasil: justi&ccedil;a hist&oacute;rica ou doutrina de seguran&ccedil;a nacional?<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Tramitam no STF a&ccedil;&otilde;es que contestam a legalidade da demarca&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio ind&iacute;gena Raposa Serra do Sol, a regulariza&ccedil;&atilde;o dos territ&oacute;rios quilombolas e as quotas para afrodescendentes<\/span><a name=\"_ftnref1\"><\/a><a href=\"mid:\/\/00000450\/%23_ftn1\"><span><span style=\"font-size: 9pt\">[1]<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 9pt\">. Esses casos trazem ao debate p&uacute;blico a repara&ccedil;&atilde;o da injusti&ccedil;a hist&oacute;rica perpetrada contra os povos ind&iacute;genas &ndash; expropriados de suas terras &ndash; e africanos &ndash; escravizados e negociados como se mercadorias fossem &ndash; para possibilitar a explora&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica colonial. E, ao contr&aacute;rio do que se pode pensar, a justi&ccedil;a hist&oacute;rica tem menos a ver com o passado do que com o futuro. Est&atilde;o em causa novas concep&ccedil;&otilde;es do pa&iacute;s, de soberania e de desenvolvimento. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">H&aacute; vinte anos sopra no continente um vento favor&aacute;vel &agrave; justi&ccedil;a hist&oacute;rica. Desde a Nicar&aacute;gua, em meados dos anos oitenta do s&eacute;culo passado, at&eacute; &agrave; discuss&atilde;o, em curso, da nova Constitui&ccedil;&atilde;o do Equador, t&ecirc;m vindo a consolidar-se a id&eacute;ia de que a unidade do pa&iacute;s refor&ccedil;a-se quando se reconhece a diversidade das culturas dos povos e na&ccedil;&otilde;es que o constituem. Hoje, quem amea&ccedil;a a integridade nacional n&atilde;o s&atilde;o os povos ind&iacute;genas; s&atilde;o as empresas transnacionais e sua sede insaci&aacute;vel de livre acesso aos recurso naturais, com a cumplicidade das oligarquias locais. N&atilde;o &eacute; por acaso que 75% da biodiversidade do planeta se encontra em territ&oacute;rios ind&iacute;genas ou de afro-descendentes: a rela&ccedil;&atilde;o destes povos com a natureza criou formas de explora&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel que podem tornar-se decisivas para a sobreviv&ecirc;ncia do planeta. &Eacute; por essa raz&atilde;o que a preserva&ccedil;&atilde;o dessas formas de manejo do territ&oacute;rio transcende hoje o interesse desses povos. Interessa ao pa&iacute;s no seu conjunto e ao mundo.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">A press&atilde;o dos &ldquo;donos do poder&rdquo; contra essa repara&ccedil;&atilde;o das injusti&ccedil;as hist&oacute;ricas n&atilde;o se limita mais &agrave;s habituais campanhas da m&iacute;dia a manipular informa&ccedil;&otilde;es e jogar a opini&atilde;o p&uacute;blica contra povos ind&iacute;genas e afrodescendentes. Retorna &agrave; cena a manifesta&ccedil;&atilde;o de oficiais militares graduados, inclusive um general em posto de comando, invocando um argumento nacionalista eivado da antiga doutrina de seguran&ccedil;a nacional. O governo Lula ainda n&atilde;o reagiu contra essas investidas reacion&aacute;rias, deixando politicamente isolados os movimentos sociais e os setores da sociedade que querem saldar a d&iacute;vida com os povos sobre os quais foi constru&iacute;da a riqueza do Pa&iacute;s.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">A fome e a infla&ccedil;&atilde;o voltam a amea&ccedil;ar<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">No Haiti, a popula&ccedil;&atilde;o protesta contra a alta da cesta b&aacute;sica. O saco de arroz dobrou de pre&ccedil;o em uma semana. No pa&iacute;s mais pobre da Am&eacute;rica 80 % da popula&ccedil;&atilde;o vive com menos de dois d&oacute;lares por dia. A produ&ccedil;&atilde;o local foi destru&iacute;da pela redu&ccedil;&atilde;o das taxas de importa&ccedil;&atilde;o sobre os produtos agr&iacute;colas, provocando fen&ocirc;meno semelhante &agrave; guerra da tortilla no M&eacute;xico, onde o milho subvencionado dos Estados Unidos arrasou a produ&ccedil;&atilde;o local e induziu centenas de milhares de trabalhadores rurais a migrarem para as cidades e para o pa&iacute;s vizinho.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">No mercado futuro os pre&ccedil;os dos cereais est&atilde;o subindo e s&atilde;o as popula&ccedil;&otilde;es pobres as mais vulner&aacute;veis &agrave; amea&ccedil;a da fome. A recente C&uacute;pula sobre Seguran&ccedil;a Alimentar da FAO pouco avan&ccedil;ou na solu&ccedil;&atilde;o do problema. Ao encarar o problema como uma crise conjuntural e n&atilde;o como um problema estrutural relacionado ao mercado auto-regulado, ela n&atilde;o mostrou firmeza de que ser&aacute; alcan&ccedil;ado o objetivo de reduzir pela metade, at&eacute; 2015, o n&uacute;mero de pessoas (860 milh&otilde;es) que hoje sofrem fome.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">N&atilde;o pode ser esquecido o impacto do aumento do pre&ccedil;o do petr&oacute;leo. Por um lado, seus derivados &ndash; os adubos qu&iacute;micos e defensivos hoje praticamente indispens&aacute;veis nas monoculturas &ndash; elevaram &agrave;s alturas os custos de produ&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, isso incentivou a procura por agro-combust&iacute;veis. Os Estados Unidos, que produzem 40 % do milho mundial e representam praticamente 50 % das exporta&ccedil;&otilde;es mundiais, dominam o mercado. Ora, o uso do milho para fabricar etanol afeta seu pre&ccedil;o bem como o pre&ccedil;o da soja como alternativa para alimentar o gado. No Brasil, as terras ocupadas por cereais ou pelo gado cedem espa&ccedil;o para a cana-de-a&ccedil;&uacute;car destinada &agrave; ind&uacute;stria do etanol. N&atilde;o &eacute; surpresa que o gado e a soja migrem para a Amaz&ocirc;nia e o Cerrado, onde &ldquo;&aacute;rvore de p&eacute; vale menos que &aacute;rvore no ch&atilde;o&rdquo;. Assim &eacute; que, depois de muito lutar em defesa do meio-ambiente, a ministra Marina Silva saiu do governo, deixando-o mais &agrave; vontade para entender-se com as grandes empresas mineradoras (que&nbsp; cobi&ccedil;am o subsolo de terras ind&iacute;genas) e os grandes propriet&aacute;rios rurais.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A alta de pre&ccedil;os deveria motivar a agricultura local a aumentar sua produ&ccedil;&atilde;o, mas o problema reside justamente no desmonte da agricultura familiar pelo agroneg&oacute;cio aquecido pelo mercado. A paralisa&ccedil;&atilde;o da reforma agr&aacute;ria no Brasil bem ilustra esse fen&ocirc;meno: a necessidade de exportar produtos prim&aacute;rios para cobrir o d&eacute;ficit externo, levou os governos FHC II e Lula I e II a incentivarem o agroneg&oacute;cio e a minera&ccedil;&atilde;o, o que a partir de 2003 deu &oacute;timos resultados financeiros, mas favoreceu a devasta&ccedil;&atilde;o da Amaz&ocirc;nia e do Cerrado. Hoje o Brasil &eacute; um exportador de commodities (produtos prim&aacute;rios de grande volume e pouco valor agregado) e tem uma moeda muito valorizada (que n&atilde;o &eacute; o mesmo que moeda forte) mas seu crescimento econ&ocirc;mico n&atilde;o representou desenvolvimento humano: a viol&ecirc;ncia, na cidade e no campo, &eacute; um atestado de que, mais uma vez, a economia vai bem mas o povo vai mal.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Diante desse quadro, n&atilde;o foi surpresa que o Banco Central tenha elevado a Taxa Selic de 11,75% para 12,25% ao ano, sinalizando que este n&atilde;o ser&aacute; o &uacute;ltimo aumento de 2008. Numa perspectiva monetarista estreita, cuja prioridade &eacute; a estabilidade da moeda, pouco importa ao sistema financeiro o custo social dessa decis&atilde;o. Como de h&aacute;bito, os representantes do setor industrial e do com&eacute;rcio protestam contra o aumento dos juros e pedem o corte de gastos p&uacute;blicos. &Eacute; sabido que diferentes fatores podem provocar infla&ccedil;&atilde;o e que o rem&eacute;dio eficaz para um pode n&atilde;o valer para o outro. No caso atual, sendo a infla&ccedil;&atilde;o no Brasil efeito da alta nos pre&ccedil;os internacionais dos alimentos e do petr&oacute;leo, talvez nenhum desses rem&eacute;dios seja eficaz. Mas os juros altos s&atilde;o sempre bem recebidos por quem aposta no cassino do mercado financeiro.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Volta &agrave; direita na Europa e mudan&ccedil;a nos EUA?<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Desde 2007, as elei&ccedil;&otilde;es gerais na Fran&ccedil;a, Est&ocirc;nia, Finl&acirc;ndia, Pol&ocirc;nia, B&eacute;lgica, Dinamarca, Gr&eacute;cia, Irlanda, Espanha e It&aacute;lia levaram a direita ao poder em todos esses pa&iacute;ses, salvo na Espanha. Em per&iacute;odo de crise e diante de uma forte press&atilde;o migrat&oacute;ria, a direita p&otilde;e o acento sobre a prote&ccedil;&atilde;o identit&aacute;ria e securit&aacute;ria. Envelhecida, a popula&ccedil;&atilde;o &eacute; alvo f&aacute;cil dos temores e medos. A acelera&ccedil;&atilde;o da crise ecol&oacute;gica, o aumento brutal do petr&oacute;leo e das mat&eacute;rias primas deixa as pessoas mais ansiosas, temendo perder uma vida muito confort&aacute;vel que uma crise financeira e econ&ocirc;mica &ndash; embora ainda n&atilde;o acentuada &ndash; poderia destruir. A popula&ccedil;&atilde;o tende a fechar-se sobre si mesma, cada um (pessoas e pa&iacute;ses) olhando apenas seus interesses imediatos.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">J&aacute; nos Estados Unidos, a candidatura de Barak Obama ganha for&ccedil;a. Caso as expectativas de agravamento da atual crise financeira se confirmem e a economia entre em recess&atilde;o, &eacute; prov&aacute;vel que aumente o comparecimento de eleitores nas elei&ccedil;&otilde;es de novembro, o que favoreceria o candidato que prop&otilde;e mudan&ccedil;as no rumo do Pa&iacute;s. N&atilde;o se deve esperar mudan&ccedil;as estruturais, mas sim o fim da era conservadora inaugurada por D. Reagan.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">II . Projeto de Reforma Tribut&aacute;ria amea&ccedil;a conquistas da cidadania<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">O Projeto de Emenda Constitucional encaminhado pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional &eacute;, na verdade, o primeiro passo de uma reforma tribut&aacute;ria que, em vez de corrigir o maior erro do atual sistema &ndash; sua regressividade &ndash; o agrava. E o faz por dois caminhos: onerando, mais uma vez, o consumo (e n&atilde;o as grandes fortunas nem os rendimentos elevados) e retirando recursos constitucionais da seguridade social e da educa&ccedil;&atilde;o. O projeto vem sendo escamoteado tanto pela m&iacute;dia, que pouco se refere ao assunto, quanto pelos partidos pol&iacute;ticos &ndash; da oposi&ccedil;&atilde;o e da situa&ccedil;&atilde;o &ndash; que colocam a responsabilidade fiscal acima da responsabilidade social. O governo restringe o debate aos corredores do Congresso e deseja que a mat&eacute;ria seja votada at&eacute; o dia 20 de julho. Se n&atilde;o houver um debate honesto e transparente sobre as conseq&uuml;&ecirc;ncias desse novo arranjo tribut&aacute;rio, a grande perdedora ser&aacute; a Seguridade Social.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Dada a import&acirc;ncia e complexidade do tema, apresentamos em anexo uma nota t&eacute;cnica sobre o assunto, explicando os meandros e subterf&uacute;gios do projeto, que se apresenta como incentivador do crescimento econ&ocirc;mico nacional.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Aqui chamamos a aten&ccedil;&atilde;o para informa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o divulgadas ao grande p&uacute;blico, para fundamentar as atitudes que a CNBB venha a tomar.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &Eacute; por todos reconhecido que o sistema tribut&aacute;rio atual &eacute; altamente regressivo, isto &eacute;, a propor&ccedil;&atilde;o dos impostos sobre os ganhos dos contribuintes de menor rendimento &eacute; muito maior do que a propor&ccedil;&atilde;o dos impostos sobre os ganhos totais dos ricos. Isto porque a maior carga tribut&aacute;ria &eacute; formada pelos impostos indiretos, ou seja, v&ecirc;m embutidos nos pre&ccedil;os das mercadorias e servi&ccedil;os: pouco importa se o comprador &eacute; rico ou pobre, pois o pre&ccedil;o &eacute; o mesmo para todos. Uma Reforma Tribut&aacute;ria justa seria a que reduzisse os impostos sobre o consumo e aumentasse os impostos sobre a renda e a propriedade.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">N&atilde;o &eacute; disso, por&eacute;m que se trata. Ao contr&aacute;rio, estima-se que, ap&oacute;s a implanta&ccedil;&atilde;o dessa reforma, mais de 80% da arrecada&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria do pa&iacute;s ser&aacute; composta por impostos e contribui&ccedil;&otilde;es indiretos. Embora pagos inicialmente pelo setor empresarial, estar&atilde;o inclu&iacute;dos nos pre&ccedil;os finais das mercadorias e servi&ccedil;os, transferindo o seu &ocirc;nus efetivo para o consumidor. &Eacute; preciso n&atilde;o esquecer que o Imposto Territorial Rural n&atilde;o chega a 0,5% do total dos impostos recolhidos no Brasil, embora ele incida quase que exclusivamente sobre as propriedades pouco produtivas ou improdutivas. Tampouco prop&otilde;e o atual governo regulamentar o dispositivo constitucional que tributa as grandes fortunas, nem alterar as al&iacute;quotas do imposto de renda para pessoas f&iacute;sicas. Ele mant&eacute;m a predomin&acirc;ncia da tributa&ccedil;&atilde;o indireta, que penaliza o consumidor de menor renda dispon&iacute;vel, enquanto alivia o peso relativo dos impostos para os de maior renda.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">As modifica&ccedil;&otilde;es propostas v&atilde;o atingir principalmente as fontes de financiamento da seguridade social. Como se sabe, o Artigo 195 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988, ao universalizar o direito &agrave; previd&ecirc;ncia, sa&uacute;de e assist&ecirc;ncia social para todos os cidad&atilde;os e cidad&atilde;s (independentemente de sua contribui&ccedil;&atilde;o individual), instituiu, ao mesmo tempo, novas fontes de receitas espec&iacute;ficas, criando o que veio a ser chamado or&ccedil;amento da seguridade social (para Sa&uacute;de, Previd&ecirc;ncia, Assist&ecirc;ncia Social e Seguro Desemprego). Os frutos dessas regras s&atilde;o o principal legado distributivo da Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988, contribuindo para melhoria de vida e protegendo as pessoas mais vulner&aacute;veis, embora ainda esteja longe de sua almejada universalidade.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Se, em nome da desburocratiza&ccedil;&atilde;o e dos incentivos ao setor produtivo, essas fontes de receita fossem suprimidas, o princ&iacute;pio da solidariedade no financiamento da Seguridade Social sofreria grave eros&atilde;o, pois as pol&iacute;ticas de Sa&uacute;de, Previd&ecirc;ncia e Assist&ecirc;ncia Social, ao perderem a vincula&ccedil;&atilde;o de recursos, seriam obrigadas a disputar recursos e enfrentar press&otilde;es no &acirc;mbito do or&ccedil;amento fiscal, concorrendo com governadores, prefeitos, lobistas e empres&aacute;rios, todos buscando recursos no or&ccedil;amento. Qualquer observador sabe que, nesses casos, s&oacute; por milagre os recursos do or&ccedil;amento s&atilde;o destinados prioritariamente ao atendimento dos setores mais pobres, porque s&atilde;o menos organizados e quase n&atilde;o t&ecirc;m representantes no Congresso.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Em termos pol&iacute;ticos, a mudan&ccedil;a &eacute; grave. Um dos avan&ccedil;os da Constitui&ccedil;&atilde;o foi a vincula&ccedil;&atilde;o de recursos, como uma das formas de enfrentar a perversa tradi&ccedil;&atilde;o fiscal do Brasil, que prioriza a acumula&ccedil;&atilde;o do capital e submete as pol&iacute;ticas sociais &agrave; l&oacute;gica econ&ocirc;mica. Vincular recursos &eacute; assegurar que uma parte da receita seja obrigatoriamente destinada ao financiamento da &aacute;rea social.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">O mesmo pode acontecer com a fonte de recursos exclusiva para a educa&ccedil;&atilde;o, se for suprimido o sal&aacute;rio-educa&ccedil;&atilde;o, que mant&eacute;m o Plano de Desenvolvimento da Educa&ccedil;&atilde;o (para o ensino b&aacute;sico) e o Plano Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o (que tem por objetivos a eleva&ccedil;&atilde;o global do n&iacute;vel de escolaridade da popula&ccedil;&atilde;o e a melhoria da qualidade do ensino em todos os n&iacute;veis).<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Enfim, o atual projeto &eacute; muito mais radical do que a DRU (Desvincula&ccedil;&atilde;o de Receitas da Uni&atilde;o), que hoje desvia 20% dos recursos destinados ao financiamento da seguridade social em recursos fiscais para a composi&ccedil;&atilde;o do super&aacute;vit prim&aacute;rio e, por conseq&uuml;&ecirc;ncia, a sua utiliza&ccedil;&atilde;o em pagamento de juros da d&iacute;vida (em 2007 ela retirou R$ 38,6 bilh&otilde;es do Or&ccedil;amento da Seguridade Social).<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Evidentemente, a proposta do governo Lula traz a promessa de compensar essa perda de recursos para a Seguridade Social e a Educa&ccedil;&atilde;o, assegurando-lhes um determinado percentual no or&ccedil;amento fiscal. Mas isso n&atilde;o impede que, sutilmente, ela desestruture o perfil da Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988 no tocante ao Or&ccedil;amento da Seguridade Social, pois as regras agora propostas s&atilde;o insuficientes para protegerem os direitos sociais b&aacute;sicos na hora de se votar o Or&ccedil;amento da Uni&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">III . Repensar nossas cidades na &oacute;tica dos movimentos sociais<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O N&uacute;cleo de Estudos sobre os Movimentos Sociais, que presta assessoria &agrave; Comiss&atilde;o Episcopal para o Servi&ccedil;o da Caridade, Justi&ccedil;a e Paz, elaborou o texto abaixo reproduzido para compor esta an&aacute;lise de conjuntura.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">As elei&ccedil;&otilde;es municipais que se aproximam e numa reflex&atilde;o de mais f&ocirc;lego, pautam o debate sobre que tipo de munic&iacute;pio queremos. Mais precisamente, dialogando com a tradi&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica, que tipo de cidade queremos?<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">O tema, na &oacute;tica, dos movimentos sociais coloca uma s&eacute;rie de questionamentos.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Para quem s&atilde;o nossas cidades? Para que servem?<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">H&aacute; uma ideologia dos urbanistas que planejaram as cidades com um centro &ldquo;clean&rdquo;, limpo. S&oacute; que a tradu&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica desta &ldquo;limpeza, embelezamento, higieniza&ccedil;&atilde;o&rdquo; tem um lado (ou seriam lados?) perverso(s): significam a expuls&atilde;o, na maioria das vezes truculenta, dos empobrecidos.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">In&uacute;meros exemplos ocorreram (e ocorrem!) nas grandes capitais brasileiras: seja a cassa&ccedil;&atilde;o do direito &agrave; moradia dos moradores de rua dos lugares do centro urbano de S&atilde;o Paulo (capital) e Rio de Janeiro ou a criminaliza&ccedil;&atilde;o dos catadores de materiais recicl&aacute;veis e reutiliz&aacute;veis em Belo Horizonte (MG). Neste &uacute;ltimo caso, com a substitui&ccedil;&atilde;o (depois de descoberta a &ldquo;riqueza&rdquo; que prov&eacute;m da reciclagem do lixo) por terceiriza&ccedil;&otilde;es milion&aacute;rias sob a hegemonia de grandes empresas de coleta (seguindo o modelo de Ribeir&atilde;o Preto-SP). Certamente nesse processo h&aacute; interesse de que as empresas vencedoras contribuam &ldquo;generosamente&rdquo; com o caixa das Campanhas eleitorais municipais.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">O modelo individualista de desenvolvimento urbano est&aacute; implodindo as cidades. Nas grandes capitais e nos centros metropolitanos &eacute; imposs&iacute;vel transitar com ve&iacute;culo pr&oacute;prio. A facilita&ccedil;&atilde;o do acesso ao cr&eacute;dito para segmentos m&eacute;dios e populares possibilitou um consumo inacredit&aacute;vel com aquisi&ccedil;&atilde;o exponencial de carros populares. O resultado pr&aacute;tico foi o colapso da concep&ccedil;&atilde;o de cidade no Brasil: as cidades n&atilde;o foram feitas para todos(as) transitarem! <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">E para conter os engarrafamentos, as medidas s&atilde;o repressivas: revezamento de ve&iacute;culos para circula&ccedil;&atilde;o nas cidades. N&atilde;o h&aacute; nenhuma medida estrutural na perspectiva de aprimoramento dos meios de transportes coletivos urbanos. Eles continuam funcionando mal porque se trata de &ldquo;transporte de pobres&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Nas cidades dever-se-ia educar para a conviv&ecirc;ncia pac&iacute;fica com a pluralidade de identidades sociais e culturais, para a busca de solu&ccedil;&otilde;es coletivas para o lazer de um grande contingente de pessoas, de acesso f&aacute;cil e barato. Mas n&atilde;o, o que se faz &eacute; segregar espa&ccedil;os de circula&ccedil;&atilde;o com a contrata&ccedil;&atilde;o de seguran&ccedil;a privada ostensiva. Acredita-se que o &ldquo;mercado&rdquo; ser&aacute; capaz de fazer a necess&aacute;ria regula&ccedil;&atilde;o e o que vemos: cada vez a deteriora&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos e sua veloz transforma&ccedil;&atilde;o em &ldquo;neg&oacute;cio&rdquo; para o enriquecimento dos mesmos poucos donos!<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Nossas modernas metr&oacute;poles n&atilde;o admitem a circula&ccedil;&atilde;o das carro&ccedil;as humanas dos descobridores da riqueza do lixo: dos catadores. Eles que descobriram o que h&aacute; de mais avan&ccedil;ado na ci&ecirc;ncia: a necessidade ecol&oacute;gica de se reutilizar para poupar a natureza! E agora s&atilde;o expulsos porque &ldquo;atrapalham o tr&acirc;nsito!&rdquo;, atrasam o progresso!<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">As elei&ccedil;&otilde;es municipais possibilitam um debate importante sobre o modelo e a destina&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os p&uacute;blicos dos munic&iacute;pios. Abrem a discuss&atilde;o sobre mecanismos de participa&ccedil;&atilde;o e de constru&ccedil;&atilde;o coletiva de projetos de cidade, onde os(as) cidad&atilde;os(&atilde;s) possam definir coletivamente o seu futuro e n&atilde;o serem surpreendidos por grandes empreendimentos imobili&aacute;rios (que buscando o lucro desenfreadamente, sem preocupa&ccedil;&atilde;o com o meio ambiente, a infra-estrutura necess&aacute;ria para atender com qualidade e dignidade os moradores daquele habitat, terminam por impor uma exist&ecirc;ncia desumana, empurrando os mais pobres para mais longe). Ou, a solu&ccedil;&atilde;o que muitos encontram para se proteger: a constru&ccedil;&atilde;o de condom&iacute;nios alguns luxuosos, outros verdadeiros fortes urbanos de auto-prote&ccedil;&atilde;o, onde o acesso &eacute; restrito a &ldquo;convidados&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">O desemprego estrutural desafia a criatividade do povo trabalhador que inventa e descobre novas formas de sobreviv&ecirc;ncia, que n&atilde;o encontram amparo no modelo de seguridade social existente. O povo quer sobreviver e para isso ocupa os lugares de circula&ccedil;&atilde;o para vender algo que possa garantir o seu sustento e a possibilidade de algum futuro para sua fam&iacute;lia. Com o que se deparam muitas vezes: com a repress&atilde;o policial. Que l&oacute;gica &eacute; essa que atrai as popula&ccedil;&otilde;es rurais ou semi-urbanas para as cidades com a ilus&atilde;o de uma vida melhor e depois reprime violentamente os que atenderam o apelo do consumismo urbano?<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">A multiplicidade de demandas populares e sociais nas cidades fragmenta a a&ccedil;&atilde;o dos movimentos sociais. A maioria deles busca sua reivindica&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica, numa quase permanente luta pela sobreviv&ecirc;ncia, faltando articula&ccedil;&atilde;o coletiva para se pensar o &ldquo;todo&rdquo;, o &ldquo;conjunto&rdquo; da cidade. Este desafio, as organiza&ccedil;&otilde;es que t&ecirc;m identifica&ccedil;&atilde;o com a caminhada proposta pela Assembl&eacute;ia Popular, est&atilde;o buscando responder com a constru&ccedil;&atilde;o de projetos municipais: fazendo o levantamento das possibilidades econ&ocirc;micas, sociais, pol&iacute;ticas, culturais e ecol&oacute;gicas dos munic&iacute;pios, e refletindo como as for&ccedil;as vivas de cada cidade podem construir a gest&atilde;o do poder local de modo mais participativo, inclusivo e transparente.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Este debate coloca em quest&atilde;o o modelo de desenvolvimento que temos. A matriz energ&eacute;tica necess&aacute;ria ao desenvolvimento tem causado danos praticamente irrepar&aacute;veis &agrave; natureza, como t&atilde;o bem se refletiu durante a Campanha da Fraternidade sobre a Amaz&ocirc;nia. E hoje, com a &ldquo;descoberta&rdquo; do &ldquo;ouro verde&rdquo; do biocombust&iacute;vel, a amea&ccedil;a &agrave; produ&ccedil;&atilde;o dos alimentos fica mais presente e o h&aacute; o avan&ccedil;o das fronteiras agr&iacute;colas. O agroneg&oacute;cio perpetua a concentra&ccedil;&atilde;o de terras nas m&atilde;os de alguns grandes grupos econ&ocirc;micos, impedindo a reforma agr&aacute;ria e amea&ccedil;ando a vida dos povos ind&iacute;genas, mestres da intera&ccedil;&atilde;o construtiva com o meio ambiente.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Como nossas pastorais e comunidades eclesiais v&atilde;o influenciar o debate nessas elei&ccedil;&otilde;es municipais? Que projetos de poder local podem ser constru&iacute;dos para que nossas cidades possam atender &agrave;s demandas dos mais empobrecidos(as)? Como comprometer os candidatos com a conquista de melhorias nos servi&ccedil;os p&uacute;blicos nos munic&iacute;pios?<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">IV . Not&iacute;cias do Congresso Nacional<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Qual o futuro do Legislativo?<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Levantamento da Secretaria Geral da Mesa da C&acirc;mara revelou que os deputados dedicaram os primeiros 120 dias do ano legislativo somente &agrave; vota&ccedil;&atilde;o de medidas provis&oacute;rias (MPs), mat&eacute;rias de iniciativa do Executivo. No per&iacute;odo, o plen&aacute;rio analisou 30 MPs. Somente nas &uacute;ltimas semanas de maio, os parlamentares conseguiram destravar a pauta e apreciar projetos de lei (PLs) em plen&aacute;rio. Dos 14 PLs analisados pelo pleno at&eacute; o dia 15 de maio, metade foi de iniciativa tamb&eacute;m do governo federal, reduzindo a sete o n&uacute;mero de mat&eacute;rias de autoria do pr&oacute;prio Legislativo.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">O Congresso Nacional foi tamb&eacute;m subjugado nas suas fun&ccedil;&otilde;es quando o STF restringe o uso de medidas provis&oacute;rias para atender a despesas realmente imprevis&iacute;veis e urgentes. A Suprema Corte nada mais fez do que aplicar os termos do artigo 62 combinado com o artigo 167 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, que trata da edi&ccedil;&atilde;o de MPs e da utiliza&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;ditos extraordin&aacute;rios. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">E por que assistimos a inger&ecirc;ncia tanto do Executivo como Judici&aacute;rio em assuntos legislativos? A resposta est&aacute;, sem d&uacute;vida, na in&eacute;rcia do Parlamento. O Parlamento est&aacute; numa encruzilhada: ou resgata seu papel de representante da sociedade frente ao Estado ou sucumbe ao esvaziamento de suas fun&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas. H&aacute; uma discuss&atilde;o em curso para repensar o rito das Medidas Provis&oacute;rias.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Regulamenta&ccedil;&atilde;o da Emenda 29<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">A Emenda 29 define como ser&atilde;o feitos os investimentos na &aacute;rea da sa&uacute;de e amplia os recursos para o setor. De acordo com o projeto, a &aacute;rea receber&aacute; um investimento extra de R$ 23 bilh&otilde;es at&eacute; 2011. O Executivo deixou ao Congresso a responsabilidade de apontar uma nova forma de receita, uma vez que a &aacute;rea econ&ocirc;mica do governo diz n&atilde;o ter como financiar a Emenda 29 com o atual or&ccedil;amento. Ent&atilde;o, o l&iacute;der do governo na C&acirc;mara anunciou a inten&ccedil;&atilde;o de criar um novo imposto para financiar a Emenda 29. A cria&ccedil;&atilde;o do novo tributo, semelhante &agrave; CPMF, objetiva criar uma contribui&ccedil;&atilde;o para &ldquo;intervir no dom&iacute;nio econ&ocirc;mico&rdquo; de 0,1% na movimenta&ccedil;&atilde;o financeira das contas correntes. A tens&atilde;o entre os dois blocos de parlamentares tem proporcionado debates infind&aacute;veis numa guerra de n&uacute;meros.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Divulga&ccedil;&atilde;o de candidatos-r&eacute;us em elei&ccedil;&otilde;es<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">A Comiss&atilde;o de Constitui&ccedil;&atilde;o e Justi&ccedil;a do Senado aprovou projeto de lei que torna obrigat&oacute;ria, durante as campanhas eleitorais, a divulga&ccedil;&atilde;o dos nomes dos candidatos que sejam r&eacute;us em processos criminais ou que respondam a representa&ccedil;&otilde;es por quebra de decoro parlamentar. O autor do projeto &eacute; o senador Pedro Simon. A divulga&ccedil;&atilde;o ser&aacute; feita pela Justi&ccedil;a Eleitoral durante a propaganda eleitoral em r&aacute;dio e TV. Embora a aprova&ccedil;&atilde;o traga aos eleitores melhores condi&ccedil;&otilde;es para escolher os candidatos a cargos eletivos, o MCCE defende outras ferramentas para votar em candidatos &eacute;ticos por meio de um projeto de iniciativa popular. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Projeto de Iniciativa Popular <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">A exemplo da lei 9840, o novo projeto de iniciativa popular est&aacute; ganhando for&ccedil;a com a coleta de assinaturas de eleitores e eleitoras de todo o Pa&iacute;s. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">No entanto, representantes do Conselho Federal da OAB e outros Juristas de peso alertaram para o risco de uma rejei&ccedil;&atilde;o do PL por parte significativa de parceiros e da pr&oacute;pria m&iacute;dia. Na letra &ldquo;e&rdquo;, se falava inelegibilidade dos &ldquo;que forem condenados ou estiverem respondendo a processo judicial pela pr&aacute;tica de crime&#8230;&rdquo;. Bastaria uma den&uacute;ncia recebida por um juiz, para que o candidato fosse declarado ineleg&iacute;vel. Diante disso, foi feita uma altera&ccedil;&atilde;o no texto; a letra &ldquo;e&rdquo;, recebeu a seguinte reda&ccedil;&atilde;o: &ldquo;os que forem condenados em primeira ou &uacute;nica inst&acirc;ncia ou tiverem contra si den&uacute;ncia recebida por &oacute;rg&atilde;o judicial colegiado pela pr&aacute;tica de crime&#8230;&rdquo;.Quem s&atilde;o esses cuja den&uacute;ncia foi acolhida por &oacute;rg&atilde;o colegiado? Os que t&ecirc;m foro especial, e que precisam ser denunciados, por exemplo, no STF. N&atilde;o foram ainda julgados, mas o fato de terem sido denunciados pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico a um &oacute;rg&atilde;o colegiado, j&aacute; deveria inviabilizar sua candidatura. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Aumento do n&uacute;mero de vereadores <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">A C&acirc;mara dos Deputados aprovou, por 359 votos a 10, o segundo turno da emenda &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o que aumenta em 14,6% o n&uacute;mero de vereadores do Pa&iacute;s, o que significa 7.554 cadeiras a mais. A proposta, que segue para vota&ccedil;&atilde;o em dois turnos no Senado, &eacute; fruto da press&atilde;o de vereadores, que sofreram um corte de 8.481 vagas em 2004 atrav&eacute;s da resolu&ccedil;&atilde;o do Tribunal Superior Eleitoral que redefiniu o tamanho das C&acirc;maras em rela&ccedil;&atilde;o aos habitantes. O contraponto da proposta &eacute; que ela reduz os repasses financeiros das prefeituras para os legislativos municipais em R$ 1 bilh&atilde;o. O aumento no n&uacute;mero de vereadores se dar&aacute; de forma escalonada em rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero de habitantes por munic&iacute;pio. S&atilde;o 24 divis&otilde;es na escala habitantes\/n&uacute;mero de vereadores. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">C&acirc;mara aprova altera&ccedil;&atilde;o no Tribunal do J&uacute;ri <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">A C&acirc;mara aprovou o projeto de Lei 4203\/2001, que altera o funcionamento do Tribunal do J&uacute;ri. Esse &eacute; respons&aacute;vel pelos julgamentos dos crimes dolosos contra a vida. A principal mudan&ccedil;a &eacute; a extin&ccedil;&atilde;o do recurso &ldquo;protesto por novo j&uacute;ri&rdquo;, que permite um segundo julgamento em condena&ccedil;&otilde;es superiores a 20 anos de pris&atilde;o.Gra&ccedil;as a essa artimanha, o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, conseguiu ser absolvido da acusa&ccedil;&atilde;o de ser o mandante do assassinato da mission&aacute;ria norte-americana Dorothy Stang. No primeiro julgamento, Bida havia sido condenado a 30 anos de reclus&atilde;o em regime fechado, por homic&iacute;dio duplamente qualificado, com agravante de a v&iacute;tima ser idosa.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">A nova estrat&eacute;gia dos ruralistas<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">A bancada ruralista tem ganhado for&ccedil;a no Congresso Nacional e ampliado sua &aacute;rea de influ&ecirc;ncia. Um levantamento do site Congresso em foco revela que um em cada tr&ecirc;s parlamentares que defendem os interesses de grandes propriet&aacute;rios rurais faz parte das comiss&otilde;es ambientais em funcionamento na C&acirc;mara e no Senado. Das <\/span><span style=\"font-size: 9pt\"><a href=\"http:\/\/congressoemfoco.ig.com.br\/Noticia.aspx?id=22284\"><span>261 cadeiras dos 14 colegiados<\/span><\/a><\/span><span style=\"font-size: 9pt\"> que tratam de quest&otilde;es relacionadas &agrave; quest&atilde;o ambiental, 92 est&atilde;o ocupadas por deputados e senadores ligados ao agroneg&oacute;cio. A estrat&eacute;gia &eacute; povoar as comiss&otilde;es de meio ambiente para fragilizar a legisla&ccedil;&atilde;o ambiental. Os ruralistas est&atilde;o mais fortes do que nunca. As posturas t&ecirc;m sido bem agressivas, propondo inclusive alterar o c&oacute;digo da Floresta para atender &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de biocombust&iacute;veis.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Trabalho escravo<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Um dos alvos da bancada ruralista &eacute; a chamada PEC do Trabalho Escravo (438\/2001), que prev&ecirc; a perda da propriedade onde for constatado esse tipo de crime. A proposta, aprovada em primeiro turno na C&acirc;mara em 2004, est&aacute; parada desde ent&atilde;o. No dia 04 de junho corrente foi criada a Frente Nacional contra o Trabalho escravo, composta por parlamentares e entidades da sociedade civil: centrais sindicais, associa&ccedil;&otilde;es de juizes e magistrados da Justi&ccedil;a do Trabalho, Igrejas&#8230; (A CNBB emitiu uma Nota que foi lida no ato da cria&ccedil;&atilde;o da Frente). Tamb&eacute;m foi distribu&iacute;da &agrave; imprensa e &agrave;s autoridades do Legislativo um Manifesto pela aprova&ccedil;&atilde;o da PEC do Trabalho escravo, que termina dizendo: &ldquo;&Eacute; hora de abolir essa vergonha. Neste ano em que a Lei &Aacute;urea faz 120 anos, os senhores congressistas tornar-se-&atilde;o parte da hist&oacute;ria, garantindo dignidade ao trabalhador brasileiro&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Governo assina MP que reestrutura d&iacute;vida rural <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O presidente da Rep&uacute;blica, Luiz In&aacute;cio Lula da Silva, assinou a MP 432\/2008 que reestrutura a d&iacute;vida rural, acumulada desde a d&eacute;cada de 80. A proposi&ccedil;&atilde;o tem o potencial de atender 2,8 milh&otilde;es de contratos. A d&iacute;vida do setor est&aacute; calculada em R$ 87,5 bilh&otilde;es e a meta &eacute; garantir a recupera&ccedil;&atilde;o da renda agr&iacute;cola nacional e o retorno de recursos p&uacute;blicos que estavam comprometidos pelas d&iacute;vidas dos produtores. Anunciada como a maior renegocia&ccedil;&atilde;o de d&eacute;bitos agr&aacute;rios da hist&oacute;ria do pa&iacute;s, assim mesmo a MP ainda n&atilde;o agradou aos ruralistas. Queixosos da renegocia&ccedil;&atilde;o, estimada em R$ 75 bilh&otilde;es, os parlamentares da bancada ruralista j&aacute; se articulam para alterar o texto da MP da D&iacute;vida Rural no Congresso e ampliar o valor dos d&eacute;bitos pass&iacute;veis de revis&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">C&acirc;mara deve votar &quot;MP da Grilagem&quot;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Governo e oposi&ccedil;&atilde;o tentam um acordo para votar a medida provis&oacute;ria 422\/08 que aumenta o limite da &aacute;rea que pode ser concedida pela Uni&atilde;o para uso rural, sem processo de licita&ccedil;&atilde;o, na Amaz&ocirc;nia Legal. Ela triplica as &aacute;reas p&uacute;blicas nas m&atilde;os de posseiros na Amaz&ocirc;nia que podem ser legalizadas de imediato. Com ela, as terras ser&atilde;o vendidas sem licita&ccedil;&atilde;o. Antes da MP, o limite dessa opera&ccedil;&atilde;o era de 500 hectares. Desde a edi&ccedil;&atilde;o da medida, na semana passada, o teto passa a ser de 1.500 hectares. S&oacute; poder&aacute; se beneficiar da lei quem estiver na terra desde dezembro de 2004. Ambientalistas temem que o desmatamento cres&ccedil;a na mesma propor&ccedil;&atilde;o. Eles batizaram a medida provis&oacute;ria de Programa de Acelera&ccedil;&atilde;o da Grilagem (PAG). J&aacute; votado na C&acirc;mara e enviado ao Senado.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Nossa Senhora Aparecida &#39;Padroeira&#39; do Brasil<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Tramita na comiss&atilde;o de Educa&ccedil;&atilde;o e Cultura o Projeto de Lei 2623\/07, de autoria do Deputado Victorio Galli, do Mato Grosso; ele prop&otilde;e retirar de Nossa Senhora Aparecida o t&iacute;tulo de &#39;Padroeira&#39; do Brasil, sob a alega&ccedil;&atilde;o de que sendo o pa&iacute;s um Estado laico, n&atilde;o deve ter este ou aquele padroeiro. Substitui a express&atilde;o &#39;Padroeira do Brasil&#39; por &#39;Padroeira dos brasileiros cat&oacute;licos apost&oacute;licos romanos&#39; e a express&atilde;o &#39;culto p&uacute;blico e oficial&#39; por &#39;homenagem oficial&#39;. O deputado ressalta que o Estado est&aacute; impedido de instituir qualquer tipo de culto, conforme o artigo 19 da Constitui&ccedil;&atilde;o. Por interfer&ecirc;ncia de alguns deputados, o relator se comprometeu em pedir arquivamento do projeto.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Regulamenta&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica da ortotan&aacute;sia<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">O autor do Projeto de lei justifica o tema: o problema da terminalidade da vida angustia os profissionais de sa&uacute;de, especialmente os m&eacute;dicos. O avan&ccedil;o cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico no campo da assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de, possibilitando a manuten&ccedil;&atilde;o artificial da vida por meio de equipamentos ou tratamentos extremos, gera situa&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas e filos&oacute;ficas novas, que demandam regulamenta&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria e espec&iacute;fica. Por esse motivo, o deputado Hugo Leal prop&otilde;e o presente projeto de lei &ndash; 3002\/08. Define a ortotan&aacute;sia como suspens&atilde;o de procedimentos ou tratamentos extraordin&aacute;rios que objetivam unicamente a manuten&ccedil;&atilde;o artificial da vida de paciente terminal, com enfermidade grave e incur&aacute;vel.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Comiss&atilde;o adia vota&ccedil;&atilde;o de Lei da Homofobia<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">A Comiss&atilde;o de Assuntos Sociais do Senado adiou a vota&ccedil;&atilde;o, prevista para o dia 15\/05, do substitutivo ao projeto de lei sobre a discrimina&ccedil;&atilde;o sexual. A proposta pol&ecirc;mica rende acaloradas discuss&otilde;es desde o ano passado. O projeto amplia a lei que trata da discrimina&ccedil;&atilde;o por ra&ccedil;a, cor, etnia e religi&atilde;o (Lei 7.716 de 5\/01\/1989), acrescentando tamb&eacute;m g&ecirc;nero, sexo, orienta&ccedil;&atilde;o sexual&#8230; Os senadores Marcelo Crivella e Magno Malta apresentaram voto em separado para tentar amenizar as puni&ccedil;&otilde;es estabelecidas pelo projeto. Durante o debate, a comiss&atilde;o estava lotada, principalmente com representantes das igrejas cat&oacute;lica e evang&eacute;lica. A relatora da proposta, senadora F&aacute;tima Cleide, pediu mais tempo para poder analisar as dez emendas apresentadas ao texto, mas avisou que n&atilde;o ir&aacute; protelar a vota&ccedil;&atilde;o do seu parecer. A mat&eacute;ria segue depois para a comiss&atilde;o de Constitui&ccedil;&atilde;o e Justi&ccedil;a.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Audi&ecirc;ncia p&uacute;blica sobre a Reforma Tribut&aacute;ria<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Foi marcada para o pr&oacute;ximo dia 17, na C&acirc;mara dos Deputados, a audi&ecirc;ncia solicitada por movimentos sociais e entidades da sociedade civil (INESC, F&oacute;rum Brasil de Or&ccedil;amento, Campanha Nacional pelo Direito a Educa&ccedil;&atilde;o, DIEESE e Pastoral da Crian&ccedil;a &ndash; CNBB). Os deputados Antonio Palocci e Sandro Mabel (respectivamente presidente e relator da comiss&atilde;o) receber&atilde;o as emendas e as sugest&otilde;es preparadas por aquelas entidades em sintonia com muitos movimentos sociais. A audi&ecirc;ncia &eacute; aberta a todas as pessoas interessadas em trazer luzes para uma verdadeira Reforma Tribut&aacute;ria.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">4. S&iacute;ntese e Conclus&otilde;es<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">O texto da&nbsp; proposta de reforma tribut&aacute;ria&nbsp; ora em tramita&ccedil;&atilde;o no Congresso Nacional, de autoria do Poder Executivo (PEC 233\/2008),declara objetivos expl&iacute;citos de simplifica&ccedil;&atilde;o, efici&ecirc;ncia e desonera&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria e assume forte poder de controle sobre o poder de tributar dos Estados em nome da elimina&ccedil;&atilde;o da chamada &ldquo;guerra fiscal&rdquo;. Tais objetivos e os meios perseguidos para atingi-los mereceriam uma avalia&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica, que contudo n&atilde;o &eacute; objeto deste texto. A aus&ecirc;ncia de objetivos de justi&ccedil;a tribut&aacute;ria ou equidade distributiva na Reforma, ou sua pretensa neutralidade neste campo, s&atilde;o desde logo motivos de preocupa&ccedil;&atilde;o, face&nbsp; a reconhecida heran&ccedil;a de desigualdade&nbsp; na captura das fontes e posterior utiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos tribut&aacute;rios na economia e sociedade..<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Por outro lado, de maneira subrept&iacute;cia o texto do Projeto de Reforma desestrutura completamente o perfil das finan&ccedil;as sociais constru&iacute;do desde a Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988 no tocante ao Or&ccedil;amento da |Seguridade Social(Sa&uacute;de, Previd&ecirc;ncia, Assist&ecirc;ncia Social e Seguro Desemprego).Em contrapartida criam-se novos limites e regras constitucionais claramente insuficientes e estranhos &agrave; prote&ccedil;&atilde;o dos direitos sociais b&aacute;sicos nesse&nbsp; sistema, suscept&iacute;veis&nbsp; de constranger, abafar ou negar a seguran&ccedil;a jur&iacute;dica dos titulares desses direitos.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">As mudan&ccedil;as propostas, se consagradas em texto constitucional, comandariam uma legisla&ccedil;&atilde;o infra-constitucional fortemente restritiva ao chamado gasto social federal. Deixariam ainda os direitos sociais ao abrigo do sistema &ndash; atualmente garantidos pelo ordenamento jur&iacute;dico, a merc&ecirc; de ajustes casu&iacute;sticos na conjuntura dos or&ccedil;amentos anuais,sob forte disputa de interesses econ&ocirc;micos muito poderosos.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;&Eacute; s&aacute;bia a regra constitucional original (arts. 194 e 195 da CF), que cuidou de conceder prioridade objetiva, vinculando alguns recursos &ldquo;ex-ante&rdquo; para garantir direitos sociais em determinadas situa&ccedil;&otilde;es de risco ou atendimento de servi&ccedil;os b&aacute;sicos relacionados a direitos e explicitamente assumidos no sistema&nbsp; de seguridade social , tais como &#8211; idade avan&ccedil;ada, invalidez, viuvez, reclus&atilde;o, doen&ccedil;a, prote&ccedil;&atilde;o ao menor, desemprego involunt&aacute;rio, atendimento dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de etc. Os&nbsp; frutos dessas regras s&atilde;o o principal legado distributivo da Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988, contribuindo decisivamente para melhoria&nbsp; do bem estar social dos grupo vulner&aacute;veis da sociedade, sendo provavelmente o seu lado cr&iacute;tico&nbsp; a amplitude da cobertura atingida, que longe est&aacute; ainda de ser universal.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">N&atilde;o &eacute; ocioso destacar que esse sistema de garantia de direito b&aacute;sicos, cujo estatuto&nbsp; &eacute;tico normativo &eacute; o da prote&ccedil;&atilde;o social p&uacute;blica, &eacute; necessariamente exigente em recursos econ&ocirc;micos, parte dos quais &eacute; cobrada dos benefici&aacute;rios diretos, sob o formato de contribui&ccedil;&otilde;es securit&aacute;rias; enquanto outra parte importante o &eacute; sob a forma de tributos do conjunto da sociedade. Estes &uacute;ltimos devem cumprir uma fun&ccedil;&atilde;o tipicamente re-distributiva- destinados prioritariamente &agrave;queles sem capacidade contributiva no seguro social ou a toda a sociedade, no caso dos servi&ccedil;os universais de sa&uacute;de.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Quando o sistema tribut&aacute;rio &eacute; reformulado e afeta de maneira radical o sistema de prote&ccedil;&atilde;o social, seria de se esperar numa sociedade democr&aacute;tica um amplo debate sobre&nbsp; suas conseq&uuml;&ecirc;ncias sobre direitos sociais. Infelizmente o debate p&uacute;blico tem se cingido aos aspectos de interesse do mundo empresarial. Os setores sociais afetados pelas potenciais mudan&ccedil;as est&atilde;o de certa forma marginalizados do debate pol&iacute;tico, cooptados pelas press&otilde;es oficiais ou simplesmente distanciados da esfera p&uacute;blica pela enorme cortina de sil&ecirc;ncio que ao tema destina a cobertura midi&aacute;tica. Mas os riscos de retrocesso institucional s&atilde;o fortes, que contudo podem ser revertidos se o argumento da legitimidade da reforma for levantado de forma significativa e oportuna.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">+<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Em raz&atilde;o dos fatos e argumentos aqui levantados, entendemos que uma palavra de esclarecimento, cobran&ccedil;a de rumos e advert&ecirc;ncia &eacute;tica do episcopado sobre o sentido atual da Reforma,cont&ecirc;m poder performativo importante, para pelo menos colocar o tema da seguran&ccedil;a jur&iacute;dica dos direitos sociais no centr <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\"><br \/> Anexo<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Reforma Tribut&aacute;ria e suas Implica&ccedil;&otilde;es para os Direitos Sociais (Seguridade Social).<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Guilherme C Delgado<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">1. Introdu&ccedil;&atilde;o<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Recente iniciativa do Poder Executivo junto ao Congresso Nacional d&aacute; ensejo a um Projeto da Emenda Constitucional extenso (PEC 233\/2008), com profundas altera&ccedil;&otilde;es no Sistema Tribut&aacute;rio Nacional, a ponto de ser definido pelos autores como uma reforma tribut&aacute;ria ampla, a ser iniciada por esta PEC e sucedida por detalhada legisla&ccedil;&atilde;o infraconstitucional at&eacute; 2015.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Esta Nota tem o prop&oacute;sito expl&iacute;cito de averiguar as implica&ccedil;&otilde;es da reforma tribut&aacute;ria ora em discuss&atilde;o sobre o sistema da seguridade social, que diga-se de passagem n&atilde;o &eacute; objeto expl&iacute;cito da Reforma. A conseq&uuml;&ecirc;ncia desta, tem implica&ccedil;&otilde;es de tal gravidade sobre a seguridade, que nos obriga a fazer uma esp&eacute;cie de giro nos objetivos estrat&eacute;gicos declarados da Reforma; para falar sobre suas implica&ccedil;&otilde;es naquilo que se nos afigura essencial &ndash; a seguran&ccedil;a jur&iacute;dica dos direitos sociais b&aacute;sicos.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Advirta-se desde logo que a Reforma declara-se neutra em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; seguridade social, e em nenhuma justificativa oficial (Exposi&ccedil;&atilde;o de Motivos do Minist&eacute;rio da Fazenda) ou oficiosa (Posicionamento do Relator e Presidente da Comiss&atilde;o de Reforma na C&acirc;mara Federal) &ndash; declaram-se objetivos de justi&ccedil;a tribut&aacute;ria ou equidade distributiva a esse Projeto.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Ao contr&aacute;rio, os objetivos expl&iacute;citos e declarados do PEC 233\/2008 s&atilde;o de:<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; simplifica&ccedil;&atilde;o e desburocratiza&ccedil;&atilde;o do sistema tribut&aacute;rio mediante uniformiza&ccedil;&atilde;o de regras tribut&aacute;rias (ICMS), e redu&ccedil;&atilde;o dos tributos federais- eliminam-se v&aacute;rias Contribui&ccedil;&otilde;es Sociais, substitu&iacute;das por um novo tributo &ndash; Imposto sobre Valor Adicionado.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; elimina&ccedil;&atilde;o da guerra fiscal entre os entes federados;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; desonera&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria (parcialmente sobre folha de sal&aacute;rio);<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; elimina&ccedil;&atilde;o de distor&ccedil;&otilde;es da estrutura tribut&aacute;ria, principalmente o vi&eacute;s da cumulatividade da taxa&ccedil;&atilde;o em diversas fases da produ&ccedil;&atilde;o e circula&ccedil;&atilde;o de bens e servi&ccedil;os;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; aumento da efici&ecirc;ncia e competitividade geral da economia, com o que se espera acelerar o crescimento econ&ocirc;mico.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">2. Os efeitos da Reforma sobre o Or&ccedil;amento da Seguridade Social<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Para melhor entendimento dos efeitos da Reforma Tribut&aacute;ria em cogita&ccedil;&atilde;o, vamos enunciar genericamente como &eacute; atualmente a estrutura de fontes e usos do sistema de seguridade (o or&ccedil;amento da seguridade social), para em seguida verificar a mudan&ccedil;a que se opera e principalmente as lacunas que se introduzem no atual ordenamento jur&iacute;dico&nbsp;&nbsp; desse sistema.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Vejamos como &eacute; o quadro atual de garantia de recursos aos subsistemas da Seguridade Social (Sa&uacute;de, Previd&ecirc;ncia, Assist&ecirc;ncia Social e Seguro Desemprego); cujo princ&iacute;pio norteador b&aacute;sico &eacute; a diversidade da base de financiamento (Art. 194 &ndash; Par&aacute;grafo &uacute;nico &ndash; item VI da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal).<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Tabela 1 Receitas da Seguridade Social<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"100%\" class=\"MsoNormalTable\" style=\"width: 100%; border-collapse: collapse\">\n<tbody>\n<tr style=\"page-break-inside: avoid\">\n<td rowspan=\"2\" width=\"35%\" valign=\"top\" style=\"border: 1pt solid windowtext; padding: 0cm 5.4pt; width: 35.96%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Fontes<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"3\" width=\"64%\" valign=\"top\" style=\"border-style: solid solid solid none; border-color: windowtext windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: 1pt 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 64.04%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Como Propor&ccedil;&atilde;o do PIB (2005)<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"page-break-inside: avoid\">\n<td width=\"29%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 29.4%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Volume L&iacute;quido a Seguridade Social em % do PIB<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"18%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 18.72%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">% individual<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"15%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 15.92%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">% acumulado<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"35%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 1pt 1pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 35.96%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">1. Contribui&ccedil;&atilde;o de Empregadores e Trabalhadores<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"29%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 29.4%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">5,4<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"18%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 18.72%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">42,52<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"15%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 15.92%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">42,52<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"35%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 1pt 1pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 35.96%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">2. COFINS<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"29%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 29.4%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">3,4<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"18%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 18.72%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">26,77<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"15%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 15.92%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">69,29<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"35%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 1pt 1pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 35.96%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">3. Contribui&ccedil;&atilde;o sobre Lucro   L&iacute;quido<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"29%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 29.4%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">0,9<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"18%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 18.72%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">7,09<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"15%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 15.92%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">76,38<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"35%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 1pt 1pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 35.96%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">4. PIS-PASEP &ndash; parcela vinculada ao Seguro Desemprego<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"29%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 29.4%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">0,4<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"18%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 18.72%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">3,15<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"15%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 15.92%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">79,53<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"35%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 1pt 1pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 35.96%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">5. CPMF<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"29%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 29.4%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">0,5<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"18%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 18.72%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">3,93<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"15%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 15.92%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">83,46<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"35%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 1pt 1pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 35.96%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">6. Contribui&ccedil;&atilde;o a Seguridade do Servidor P&uacute;blico<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"29%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 29.4%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">0,9<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"18%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 18.72%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">7,09<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"15%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 15.92%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">90,55<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"35%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 1pt 1pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 35.96%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">7. Fundo de Combate e Erradica&ccedil;&atilde;o da Pobreza<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"29%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 29.4%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">0,2<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"18%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 18.72%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">1,57<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"15%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 15.92%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">92,12<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"35%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 1pt 1pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 35.96%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">8.Recursos Ordin&aacute;rios do   Tesouro<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"29%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 29.4%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">0,7<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"18%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 18.72%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">5,51<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"15%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 15.92%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">97,63<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"35%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 1pt 1pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 35.96%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">9. Outras Fontes<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"29%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 29.4%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">0,3<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"18%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 18.72%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">2,36<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"15%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 15.92%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">100,0<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"35%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 1pt 1pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 35.96%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Total<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"29%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 29.4%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">12,7<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"18%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 18.72%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">100,0<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"15%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 15.92%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">100,0<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Fonte: &ldquo;Pol&iacute;ticas Sociais &ndash; Acompanhamento e An&aacute;lise n&ordm; 13&rdquo; &ndash; Bras&iacute;lia &ndash; IPEA &ndash; agosto de 2006 &ndash; p-37<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Essa estimativa de fontes de recursos &agrave; Seguridade Social, que &agrave; exce&ccedil;&atilde;o da CPMF est&aacute; integralmente em vigor, &eacute; a base financeira sobre a qual repousam os quatro subsistemas de direitos sociais&nbsp; erigidos&nbsp; pela Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988: o Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de, os dois Sistemas de Previd&ecirc;ncia Social (Regime Geral de Previd&ecirc;ncia Social e Regime Pr&oacute;prio de Previd&ecirc;ncia dos Servidores P&uacute;blicos da Uni&atilde;o), o Sistema &Uacute;nico de Assist&ecirc;ncia Social e o Seguro Desemprego.&nbsp; O Fundo da Pobreza (fonte da Bolsa Fam&iacute;lia) tamb&eacute;m faz parte desse conjunto de fontes, mas pelo fato de n&atilde;o se configurar como direito social constitucionalizado, pode a qualquer momento ter destina&ccedil;&atilde;o diversa daquele que ora apresenta, sem que isto afete a pol&iacute;tica social de estado, o que n&atilde;o ocorre com a maior parte dos recursos destinados aos cinco sistemas citados anteriormente.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Observe-se uma cl&aacute;usula fundamental que est&aacute; impl&iacute;cita nessa estrutura de fontes, oriunda dos princ&iacute;pios da Seguridade Social (Art.194) e da sua regra de financiamento (Art.195) &ndash; &eacute; que haver&aacute; sempre obriga&ccedil;&atilde;o do estado por meio de &ldquo;outras fontes&rdquo; de complementar o total dos recursos se &agrave;quelas (fontes) vinculadas n&atilde;o forem suficientes para suportar financeiramente os direitos sociais l&iacute;quidos e certos requeridos e deferidos no ano fiscal. Essa regra veio a ser positivada em 1999 com a Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar a C.F.) que estabeleceu em seu artigo 18 a insusceptibilidade a cortes das despesas vinculadas aos direitos da seguridade social. Essa combina&ccedil;&atilde;o de regras pressup&otilde;e o primado da preced&ecirc;ncia e prioridade do direito social no or&ccedil;amento, ainda que algum teto or&ccedil;ament&aacute;rio viesse a ser atingido no ano fiscal.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Tabela 2<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Uso de Recursos Legalmente Vinculados &agrave; Seguridade Social (2005)<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">(Despesas como % do PIB)&nbsp;(Em&nbsp; % do PIB)<\/span><\/p>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"100%\" class=\"MsoNormalTable\" style=\"width: 100%; border-collapse: collapse\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"34%\" valign=\"top\" style=\"border: 1pt solid windowtext; padding: 0cm 5.4pt; width: 34.58%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Sistemas e Programas vinculados a Seguridade Social<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"22%\" valign=\"top\" style=\"border-style: solid solid solid none; border-color: windowtext windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: 1pt 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 22.7%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">% <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">do PIB<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"21%\" valign=\"top\" style=\"border-style: solid solid solid none; border-color: windowtext windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: 1pt 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 21.36%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">%<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Individual<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"21%\" valign=\"top\" style=\"border-style: solid solid solid none; border-color: windowtext windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: 1pt 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 21.36%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">% acumulado<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"34%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 1pt 1pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 34.58%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">1. Regime Geral de Previd&ecirc;ncia Social &#8211; Pagamento de Benef&iacute;cios<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"22%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 22.7%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">7,14<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"21%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 21.36%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">56,08<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"21%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 21.36%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">56,08<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"34%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 1pt 1pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 34.58%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">2. Benef&iacute;cios de Assist&ecirc;ncia Social (LOAS)<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"22%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 22.7%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">0,47<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"21%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 21.36%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">3,69<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"21%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 21.36%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">59,77<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"34%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 1pt 1pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 34.58%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">3. Seguro   Desemprego(Benef&iacute;cios)<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"22%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 22.7%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">0,44<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"21%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 21.36%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">3,46<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"21%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 21.36%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">63,23<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"34%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 1pt 1pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 34.58%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">4. Atendimento no SUS<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"22%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 22.7%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">0,87<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"21%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 21.36%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">6,83<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"21%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 21.36%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">70,06<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"34%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 1pt 1pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 34.58%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">5. Regime de Previd&ecirc;ncias de Funcion&aacute;rios da Uni&atilde;o<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"22%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 22.7%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">2,14<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"21%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 21.36%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">16,81<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"21%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 21.36%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&#8211;<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"34%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 1pt 1pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 34.58%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&#8211;&nbsp;&nbsp; Subtotal 1   (1+2+3+4+5)<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"22%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 22.7%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">11,06<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"21%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 21.36%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">86,87<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"21%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 21.36%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">86,87<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"34%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 1pt 1pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 34.58%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">6. Outras a&ccedil;&otilde;es e Programas da Previd&ecirc;ncia Social<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"22%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 22.7%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">0,37<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"21%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 21.36%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">2,91<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"21%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 21.36%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">89,78<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"34%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 1pt 1pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 34.58%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">7. Outras a&ccedil;&otilde;es e Programas da Sa&uacute;de<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"22%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 22.7%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">0,88<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"21%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 21.36%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">6,91<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"21%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 21.36%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">96,69<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"34%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 1pt 1pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 34.58%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">8.Outras a&ccedil;&otilde;es e Programas da Assist&ecirc;ncia&nbsp; Social<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"22%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 22.7%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">0,09<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"21%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 21.36%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">0,71<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"21%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 21.36%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">97,40<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"34%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 1pt 1pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 34.58%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&#8211; Subtotal 2 (6+7+8)<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"22%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 22.7%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">1,34<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"21%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 21.36%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">10,53<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"21%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 21.36%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&#8211;<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"34%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 1pt 1pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 34.58%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">9. Despesa com Programas Volunt&aacute;rios do Governo (Bolsa Fam&iacute;lia)<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"22%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 22.7%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">0,33<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"21%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 21.36%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">2,59<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"21%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 21.36%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">100,0<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"34%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 1pt 1pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 34.58%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Total<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"22%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 22.7%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">12,73<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"21%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 21.36%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">100<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"21%\" valign=\"top\" style=\"border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 1pt 1pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 21.36%\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">100,0<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">A estrutura de usos (despesas) da seguridade social mostra uma concentra&ccedil;&atilde;o muito alta de recursos nos benef&iacute;cios pecuni&aacute;rios oferecidos pelo sistema &ndash; itens 1, 2 e 3&nbsp; da Tabela 2 que somados ao item 4 (atendimento no SUS), correspondem a 70% das despesas do Or&ccedil;amento da Seguridade Social.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Mas como a Lei de Responsabilidade Fiscal determinou a inclus&atilde;o tamb&eacute;m das despesas com a Previd&ecirc;ncia dos servidores da Uni&atilde;o no Sistema, sobe para 86,9% o comprometimento de recursos com esses cinco sistemas. Essa categoria de benef&iacute;cios goza atualmente de prote&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica da insusceptibilidade a cortes.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Confrontando as Tabelas de fontes e usos (Receitas\/Despesas), percebe-se que restam relativamente poucos recursos para todas as outras fun&ccedil;&otilde;es de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os &ndash; Sa&uacute;de, Assist&ecirc;ncia e Previd&ecirc;ncia, que inclui toda a programa&ccedil;&atilde;o anual de cada Minist&eacute;rio, incluindo investimentos novos e custeio da m&aacute;quina administrativa.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">3. O que muda na Seguridade com a Reforma.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">A reforma ora em discuss&atilde;o afeta o sistema de Seguridade Social nos seguintes aspectos:<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Desonera-se a&nbsp; contribui&ccedil;&atilde;o patronal &agrave; Previd&ecirc;ncia Social (RGPS) em 6 pontos percentuais, ao ritmo de hum ponto percentual ao ano, a partir do segurado ano ap&oacute;s aprovada a Reforma, ficando a compensa&ccedil;&atilde;o dos recursos desonerados do RGPS para provid&ecirc;ncia posterior.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ficam extintas v&aacute;rias das &ldquo;Contribui&ccedil;&otilde;es Sociais&rdquo; vinculados &agrave; Seguridade Social mencionados na Tabela 1 (COFINS, Contribui&ccedil;&atilde;o sobre o Lucro L&iacute;quido e do PIS-PASEP, enquanto a CPMF n&atilde;o &eacute; objeto desta Reforma, o que equivale a exclu&iacute;-la formalmente da base financiadora do Sistema.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para compensar a perda das &ldquo;Contribui&ccedil;&otilde;es&rdquo;, a Reforma cria um novo conceito de vincula&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria &agrave; seguridade social &ndash; que &eacute; explicitamente admitida como sendo igual &agrave; soma da COFINS,&nbsp; da Contribui&ccedil;&atilde;o Sobre o Lucro L&iacute;quido, agregado &agrave; parcela do PIS que financia o seguro desemprego, segundo seus valores apurados em um dado ano (2006).Essa massa de recursos seria a nova destina&ccedil;&atilde;o explicitamente atribu&iacute;da &agrave; Seguridade Social no novo texto constitucional. Essa nova vincula&ccedil;&atilde;o correspondeu em 2005 a 37% do total das fontes federais financiadoras da despesa da seguridade social.(Ver Tabela 1)<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Isto vira um limite quantitativo expl&iacute;cito no texto constitucional &ndash; explicitamente para a seguridade social e o seguro desemprego, completamente estranho ao tamanho atual do Or&ccedil;amento da Seguridade Social.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">4.&nbsp; O novo texto da reforma mant&eacute;m os recursos da folha de sal&aacute;rios, vinculados &agrave; Previd&ecirc;ncia Social e anuncia que ser&atilde;o realizados no futuro novas vincula&ccedil;&otilde;es de recursos para Previd&ecirc;ncia Social, com incid&ecirc;ncia na nova base fiscal criada (IVA + IPI + Imposto de Renda). Isto pelo que se deduz, viria com legisla&ccedil;&atilde;o infraconstitucional, j&aacute; que n&atilde;o se estabelece aqui o crit&eacute;rio quantitativo expl&iacute;cito e suficiente pra compensar o d&eacute;ficit de caixa de Previd&ecirc;ncia Social, da desonera&ccedil;&atilde;o criada pela Reforma e ainda o d&eacute;ficit da caixa do Regime Pr&oacute;prio dos Servidores P&uacute;blicos.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">5.O texto da reforma &eacute; omisso com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s demais fontes que complementariam nos n&iacute;veis atuais o Or&ccedil;amento da Seguridade Social. Al&eacute;m daquelas a que s&atilde;o explicitamente mencionados para serem intercambiados -COFINS, CSLL e PIS; a Folha de Sal&aacute;rio do Regime Geral de Previd&ecirc;ncia &eacute; sabidamente credora de compensa&ccedil;&otilde;es, que estariam em &ldquo;estudo&rdquo; para posterior legisla&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Isto posto, o texto reformado estaria na melhor das hip&oacute;teses, para usar o exemplo do ano fiscal de 2005, recorrendo &agrave; fontes que supriram, no primeiro ano do per&iacute;odo p&oacute;s-reforma, cerca de 83,5% da despesa do sistema, nos n&iacute;veis em que esta se deu em 2005 (sempre associada a propor&ccedil;&otilde;es do PIB).<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Isto significa no exemplo da Tabela 1, agregar todas as fontes (COFINS, CLSS, PIS, e Contribui&ccedil;&atilde;o Previdenci&aacute;ria). Mas como nos anos subseq&uuml;entes haver&aacute; a desonera&ccedil;&atilde;o parcial da Folha, haveria tamb&eacute;m a diminui&ccedil;&atilde;o prov&aacute;vel dessa propor&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Os recursos que faltam &ndash; onde se destacam a CPMF, os Recursos Ordin&aacute;rios e Outras Fontes p&otilde;em em s&eacute;rio risco a garantia jur&iacute;dica de atendimento aos direitos sociais contemplados no Or&ccedil;amento da Seguridade.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Observe-se ainda que ao instituir no texto Constitucional limites quantitativos expl&iacute;citos daquilo que a reforma estabelece como teto de recursos para a Seguridade Social, muito aqu&eacute;m da base atual, sinaliza-se para a legisla&ccedil;&atilde;o infraconstitucional subseq&uuml;ente um desconforto marcante para o financiamento dos direitos, segundo o estatuto jur&iacute;dico atual. Provavelmente a falta de recursos seria resolvida casuisticamente no tratamento anual do Or&ccedil;amento, ou ainda suscitaria uma garantia seletiva &agrave;queles setores que conseguirem manter-se inc&oacute;lume aos cortes.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Finalmente deve-se observar que a Reforma Tribut&aacute;ria ignora completamente o conceito constitucional do Or&ccedil;amento da Seguridade Social, tratando-o de forma parcial e fragment&aacute;ria e ainda subestimado ou omitindo as necessidades de financiamento dos v&aacute;rios sistemas e programas que&nbsp; integram o sistema.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">A conseq&uuml;&ecirc;ncia prov&aacute;vel das novas regras &eacute; de forte inseguran&ccedil;a jur&iacute;dica para os titulares de direitos nesse sistema., ou ainda uma apropria&ccedil;&atilde;o dos grupos com maior capacidade de fazer prevalecer suas demandas.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Por tudo isso, parece-nos de maior temeridade votar at&eacute; o dia 20 de julho o texto da atual reforma, como apressadamente&nbsp; programam os dirigentes do Congresso, sob press&atilde;o do Executivo, sem um debate mais transparente e aprofundado a respeito das conseq&uuml;&ecirc;ncias desse novo arranjo tribut&aacute;rio para a garantia dos direitos sociais institu&iacute;dos na Seguridade Social pela Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<div class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">  <\/p>\n<hr \/>\n<p>  <\/span><\/div>\n<p class=\"MsoNormal\"><a name=\"_ftn1\"><\/a><a href=\"mid:\/\/00000450\/%23_ftnref1\"><span><span style=\"font-size: 9pt\">[1]<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 9pt\"> Os dois primeiros par&aacute;grafos deste t&oacute;pico resumem um texto do soci&oacute;logo Boaventura Sousa Santos apresentado no Semin&aacute;rio &ldquo;Povos Ind&iacute;genas, Estado e Soberania Nacional&rdquo;, promovido pela Faculdade de Direito da UnB e pelo F&oacute;rum em Defesa dos Direitos Ind&iacute;genas, em 28 de maio de 2008.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confer&ecirc;ncia Nacional Dos Bispos Do Brasil 66&ordf; Reuni&atilde;o Ordin&aacute;ria do Conselho Permanente Bras&iacute;lia &#8211; DF, 11 a 13 de Junho de 2008 &nbsp; Apresenta&ccedil;&atilde;o Atendendo solicita&ccedil;&atilde;o do CONSEP de que fosse abordada a quest&atilde;o das drogas e n&atilde;o havendo na equipe pessoa suficientemente preparada para isso, foi convidado o Deputado Antonio Biscaya, que tratar&aacute; o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":18,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[6],"class_list":["post-3158","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-publicaciones","tag-articulos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3158","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/users\/18"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3158"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3158\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4597,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3158\/revisions\/4597"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3158"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3158"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3158"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}