{"id":3157,"date":"2008-06-19T15:44:03","date_gmt":"2008-06-19T15:44:03","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2008\/06\/19\/represin-en-rio-grande-do-sul\/"},"modified":"2017-10-02T21:39:17","modified_gmt":"2017-10-02T21:39:17","slug":"represin-en-rio-grande-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2008\/06\/19\/represin-en-rio-grande-do-sul\/","title":{"rendered":"Represi\u00f3n en Rio Grande do Sul"},"content":{"rendered":"<p><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--> <!--  \/* Font Definitions *\/  @font-face \t{font-family:Tahoma; \tpanose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; \tmso-font-charset:0; \tmso-generic-font-family:swiss; \tmso-font-pitch:variable; \tmso-font-signature:1627421319 -2147483648 8 0 66047 0;}  \/* Style Definitions *\/  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal \t{mso-style-parent:\"\"; \tmargin:0cm; \tmargin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:Tahoma; \tmso-fareast-font-family:\"Times New Roman\";} @page Section1 \t{size:612.0pt 792.0pt; \tmargin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; \tmso-header-margin:36.0pt; \tmso-footer-margin:36.0pt; \tmso-paper-source:0;} div.Section1 \t{page:Section1;} --> <!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\";} <\/style>\n\n <![endif]-->  <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>VEJAM A REPRESSAO ARTICULADA DO GOVERNO YEDA, Brigada Militar e ministerio publico estadual contra os MOVIMENTOS SOCIAIS- Leiam com aten&ccedil;ao. <\/span>A volta do fascismo da ditaduram<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Amigos e Amigas da luta pela terra, <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Enviamos abaixo a Nota divulgada sobre os despejos ocorridos ontem em Coqueiros do Sul, em duas &aacute;reas que estavam cedidas &agrave;s fam&iacute;lias acampadas. Gostar&iacute;amos de alert&aacute;-los que j&aacute; existem pedidos do Minist&eacute;rio P&uacute;blico para despejo dos acampamentos de S&atilde;o Gabriel (de uma &aacute;rea que &eacute; pr&eacute;-assentamento) e dos acampamentos de Nova Santa Rita e Pedro Os&oacute;rio, que est&atilde;o em &aacute;reas de assentamento. Estes pedidos j&aacute; se encontram com Ju&iacute;zes das respectivas Varas e poder&atilde;o ser executados a qualquer momento. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Contamos com seu apoio neste momento de repress&atilde;o, n&atilde;o apenas ao Movimento Sem Terra, mas ao conjunto dos movimentos sociais, <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Um forte abra&ccedil;o e boa luta, <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Coordena&ccedil;&atilde;o Estadual MST-RS&nbsp; <\/p>\n<p><!--[if !mso]> \n\n<style> v:* {behavior:url(#default#VML);} o:* {behavior:url(#default#VML);} w:* {behavior:url(#default#VML);} .shape {behavior:url(#default#VML);} <\/style>\n\n <![endif]--><!--[if gte mso 9]><xml>  <w_WordDocument>   <w_View>Normal<\/w_View>   <w_Zoom>0<\/w_Zoom>   <w_HyphenationZone>21<\/w_HyphenationZone>   <w_Compatibility>    <w_BreakWrappedTables\/>    <w_SnapToGridInCell\/>    <w_WrapTextWithPunct\/>    <w_UseAsianBreakRules\/>   <\/w_Compatibility>   <w_BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w_BrowserLevel>  <\/w_WordDocument> <\/xml><![endif]--> <!--  \/* Font Definitions *\/  @font-face \t{font-family:Tahoma; \tpanose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; \tmso-font-charset:0; \tmso-generic-font-family:swiss; \tmso-font-pitch:variable; \tmso-font-signature:1627421319 -2147483648 8 0 66047 0;}  \/* Style Definitions *\/  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal \t{mso-style-parent:\"\"; \tmargin:0cm; \tmargin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:Tahoma; \tmso-fareast-font-family:\"Times New Roman\";} a:link, span.MsoHyperlink \t{color:blue; \ttext-decoration:underline; \ttext-underline:single;} a:visited, span.MsoHyperlinkFollowed \t{color:purple; \ttext-decoration:underline; \ttext-underline:single;} @page Section1 \t{size:612.0pt 792.0pt; \tmargin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; \tmso-header-margin:36.0pt; \tmso-footer-margin:36.0pt; \tmso-paper-source:0;} div.Section1 \t{page:Section1;} --> <!--[if gte mso 10]> \n\n<style>  \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabla normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\";} <\/style>\n\n <![endif]-->  <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">UMA A&Ccedil;&Atilde;O ORQUESTRADA CONTRA OS MOVIMENTOS SOCIAIS <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">M&eacute;todos e Argumentos do Minist&eacute;rio P&uacute;blico e da Brigada Militar ressuscitam a Ditadura Militar no Rio Grande do Sul. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">No dia de ontem (17\/06), centenas de fam&iacute;lias de trabalhadores Sem Terras foram despejados de dois acampamentos pela Brigada Militar do Rio Grande do Sul no munic&iacute;pio de Coqueiros do Sul. A duas &aacute;reas pertencem a pequenos propriet&aacute;rios e estavam cedidas para a instala&ccedil;&atilde;o das fam&iacute;lias. Os Barracos e planta&ccedil;&otilde;es foram destru&iacute;dos, al&eacute;m das cria&ccedil;&otilde;es de animais, que foram espalhados, para que as fam&iacute;lias n&atilde;o pudessem leva-los. Cumprindo ordens do Poder Judici&aacute;rio, as fam&iacute;lias foram jogadas &agrave; beira da estrada em Sarandi no final da tarde. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&Eacute; preciso lembrar que este acampamento a beira da estrada para onde foram levadas, &eacute; o mesmo local de onde foram despejadas h&aacute; um ano. At&eacute; quando estes trabalhadores v&atilde;o permanecer l&aacute;? Quanto tempo levar&aacute; at&eacute; o pr&oacute;ximo despejo? <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">O despejo de ontem n&atilde;o se trata apenas de mais um ato de viol&ecirc;ncia e intransig&ecirc;ncia da Governadora Yeda Crusius e da Brigada Militar. H&aacute; um nefasto projeto pol&iacute;tico em curso no Rio Grande do Sul, envolvendo a prote&ccedil;&atilde;o dos interesses de empresas estrangeiras, que s&atilde;o tamb&eacute;m grandes financiadoras de campanha, a supress&atilde;o de direitos civis e a repress&atilde;o policial. A a&ccedil;&atilde;o faz parte de uma estrat&eacute;gia elaborada pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico Estadual para impedir que qualquer movimento social possa se organizar ou manifestar-se. Juntos, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Estadual e a Brigada Militar ressuscitam os m&eacute;todos e pr&aacute;ticas da ditadura militar, amea&ccedil;ando qualquer direito de reuni&atilde;o, de organiza&ccedil;&atilde;o ou de manifesta&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Na a&ccedil;&atilde;o civil que determinou o despejo ontem, os promotores deixam claro sua inspira&ccedil;&atilde;o pelo golpe militar de 1964, ao lembrarem que o golpe que restringiu as liberdades civis no Brasil, &ldquo; pacificou o campo&rdquo;. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>O despejo de uma &aacute;rea cedida, a amea&ccedil;a de multa a seus propriet&aacute;rios se voltarem a apoiar o MST e as promessas de que novos despejos ocorrer&atilde;o nos acampamentos em S&atilde;o Gabriel (num pr&eacute;-assentamento), em Nova Santa Rita e em Pedro Os&oacute;rio (ambos em &aacute;reas de assentamentos) s&atilde;o decis&otilde;es autorit&aacute;rias que amea&ccedil;am n&atilde;o apenas o Movimento Sem Terra, mas estabelecem uma pol&iacute;tica de repress&atilde;o para todo e qualquer movimento social. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Ao mesmo tempo em que os movimentos sociais s&atilde;o perseguidos e criminalizados, n&atilde;o se v&ecirc; nada para recuperar os R$ 44 milh&otilde;es roubados dos cofres p&uacute;blicos para o financiamento eleitoral no esquema do DETRAN. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Da mesma forma, quando grandes empresas estrangeiras criam empresas-laranjas e adquirem terras ilegalmente no Rio Grande do Sul, que somente agora foram indeferidas pelo executivo, n&atilde;o se v&ecirc; nenhuma a&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, judici&aacute;rio ou do executivo estadual. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>No ano passado, ap&oacute;s a Marcha &agrave; Fazenda Guerra, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico prop&ocirc;s um termo de ajuste onde o Poder executivo federal assumia o compromisso em assentar mil fam&iacute;lias at&eacute; o m&ecirc;s de abril deste ano. Nos causa estranheza que n&atilde;o hajam mais cobran&ccedil;as do Minist&eacute;rio P&uacute;blico para o cumprimento do acordo, que este mesmo poder prop&ocirc;s. E ainda, que agora decrete o despejo das fam&iacute;lias, que poderiam estar assentadas e produzindo alimentos, caso o mesmo acordo tivesse sido respeitado. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>H&aacute; interesses que ainda se encontram ocultos nas a&ccedil;&otilde;es desta semana e nas medidas que o MPE anuncia. O certo &eacute; que a volta dos regimes autorit&aacute;rios e repressivos, a servi&ccedil;o de interesses obscuros, amea&ccedil;a a todo o povo ga&uacute;cho. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Coordena&ccedil;&atilde;o Estadual MST &#8211; RS <\/p>\n<div class=\"MsoNormal\" align=\"center\" style=\"text-align: center\">\n<hr \/><\/div>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>__ <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Deputados Estaduais condenam a&ccedil;&atilde;o da BM <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>A opera&ccedil;&atilde;o da Brigada Militar em dois acampamentos do MST em Coqueiros do Sul, no amanhecer de ter&ccedil;a-feira (17), foi condenada pelo l&iacute;der da bancada do PT na Assembl&eacute;ia Legislativa, deputado Raul Pont. Na sess&atilde;o plen&aacute;ria desta quarta-feira (18), o parlamentar subiu &agrave; tribuna para protestar contra a medida judicial que determinou a transfer&ecirc;ncia dos sem-terra da Fazenda Coqueiros do Sul para Sarandi. Ao clarear do dia, os 360 acampados foram surpreendidos por 500 policiais numa opera&ccedil;&atilde;o in&eacute;dita no RS. H&aacute; mais de dois anos, eles ocupavam uma &aacute;rea cedida pelo propriet&aacute;rio ao movimento. &ldquo;Este procedimento objetiva criminalizar os movimentos sociais&rdquo;, alertou o deputado, que est&aacute; preocupado com as sucessivas investidas da BM e do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Estadual contra os movimentos sociais.<\/p>\n<p> Raul Pont tamb&eacute;m criticou a falta de investimentos do governo Yeda Crusius no desenvolvimento agr&aacute;rio. Para se ter uma id&eacute;ia, dos R$ 600 mil or&ccedil;ados para a viabiliza&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica dos assentados, a administra&ccedil;&atilde;o tucana empenhou zero. O mesmo ocorreu com os R$ 3 milh&otilde;es or&ccedil;ados para a indeniza&ccedil;&atilde;o de agricultores, com os R$ 2 milh&otilde;es e 650 mil para a aquisi&ccedil;&atilde;o de im&oacute;veis e com R$ 1 milh&atilde;o para o cr&eacute;dito fundi&aacute;rio. &ldquo;Ou seja, dos quase R$ 8 milh&otilde;es or&ccedil;ados, o governo n&atilde;o colocou um tost&atilde;o sequer&rdquo;, revelou o l&iacute;der petista, cobrando do Executivo Estadual investimentos para a reforma agr&aacute;ria. <\/p>\n<p> Outra refer&ecirc;ncia feita pelo deputado diz respeito &agrave; manchete &#8211; &ldquo;MST sofre contra-ataque ao amanhecer&rdquo;, publicada em um dos jornais di&aacute;rios da capital. Raul Pont indagou: &ldquo;qual foi o ataque?&rdquo; &ldquo;Qual foi a invas&atilde;o feita ontem?&rdquo;. &ldquo;A BM n&atilde;o combate a viol&ecirc;ncia nas cidades e, tampouco, faz policiamento preventivo. Mas, com a maior facilidade re&uacute;ne 500 policiais para um contra-ataque a um ataque que n&atilde;o aconteceu num acampamento majoritariamente composto por crian&ccedil;as e mulheres. Esta &eacute; a pol&iacute;tica do Estado&rdquo;, frisou, salientando que esta &eacute; uma quest&atilde;o social e n&atilde;o um caso de pol&iacute;cia. <\/p>\n<p> Seguindo a mesma linha de racioc&iacute;nio, o deputado Dionilso Marcon (PT) acrescentou que o governo do Rio Grande do Sul est&aacute; contra os pobres, os miser&aacute;veis e todos aqueles que buscam a dignidade e a cidadania. &ldquo;Digo isto porque j&aacute; passei por esta situa&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Indignado, exibiu, na tribuna, fotos publicadas em jornais da capital para ilustrar a forte a&ccedil;&atilde;o policial contra os sem-terra. Numa delas, aparece ao fundo um galp&atilde;o onde funciona uma escola. L&aacute;, duas professoras estaduais ensinam os filhos dos acampados. A outra mostra m&atilde;es e crian&ccedil;as quebrando gelo no dia mais frio do ano diante de uma fileira de policiais.<br \/> <!--[if !supportLineBreakNewLine]--><br \/> <!--[endif]--><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span><br \/> &ldquo;O Minist&eacute;rio P&uacute;blico tem raiva de pobre. Vou pedir &agrave; Comiss&atilde;o de Direitos Humanos do Senado para interferir junto ao MP a fim de que este &oacute;rg&atilde;o deixe de perseguir os pobres&rdquo;, adiantou Marcon, para quem o Minist&eacute;rio P&uacute;blico tem pouca disposi&ccedil;&atilde;o para investir contra os plantadores de eucalipto e para apurar den&uacute;ncias de corrup&ccedil;&atilde;o no Detran. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><a href=\"mailto:\"><span>Por Stella Maris Valenzuela<\/span><\/a><span>. http:\/\/www.rsurgente.net\/&nbsp; Ter&ccedil;a-feira, 17 de Junho de 2008 <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><a href=\"http:\/\/www.rsurgente.net\/2008\/06\/ao-do-mp-gacho-contra-mst-repete.html\"><span>A&ccedil;&atilde;o do MP ga&uacute;cho contra MST repete discurso anti-comunista pr&eacute;-1964<\/span><\/a><span> <span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Inicial da a&ccedil;&atilde;o civil p&uacute;blica apresentada pelos promotores Lu&iacute;s Felipe de Aguiar Tesheiner e Benhur Biancon Junior, do Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Rio Grande do Sul, pedindo a desocupa&ccedil;&atilde;o de dois acampamentos do MST, pr&oacute;ximos &agrave; fazenda Coqueiros (regi&atilde;o norte do Estado), parece uma pe&ccedil;a sa&iacute;da dos tempos da ditadura, reproduzindo a paran&oacute;ia delirante anti-comunista dos anos 50 e 60 que alimentou e deu sustenta&ccedil;&atilde;o ao golpe militar no Brasil. A Vara C&iacute;vel de Carazinho deferiu a liminar requerida pelo MP. Na avalia&ccedil;&atilde;o dos promotores, os acampamentos Jandir e Serraria s&atilde;o &ldquo;verdadeiras bases operacionais destinadas &agrave; pr&aacute;tica de crimes e il&iacute;citos civis causadores de enormes preju&iacute;zos n&atilde;o apenas aos propriet&aacute;rios da Fazenda Coqueiros, mas a toda sociedade&rdquo;. Essa terminologia resume uma l&oacute;gica de argumenta&ccedil;&atilde;o que muitos julgavam estar extinta no Brasil.<\/p>\n<p> Na primeira p&aacute;gina da inicial da a&ccedil;&atilde;o, os promotores comunicam que seu trabalho &eacute; resultado de uma decis&atilde;o do Conselho Superior do Minist&eacute;rio P&uacute;blico do RS para investigar as a&ccedil;&otilde;es do MST que &ldquo;h&aacute; muito tempo preocupam e chamam a aten&ccedil;&atilde;o da sociedade ga&uacute;cha&rdquo;. O documento anuncia que os promotores Luciano de Faria Brasil e F&aacute;bio Roque Sbardelotto realizaram um &ldquo;not&aacute;vel trabalho de intelig&ecirc;ncia&rdquo; sobre o tema. Uma nota de rodap&eacute; define o trabalho de &ldquo;intelig&ecirc;ncia&rdquo; realizado nos seguintes termos:<\/p>\n<p> &quot;O art. 1&ordm;, &sect; 2&ordm;, da Lei n&ordm; 9.883\/99, que instituiu o Sistema Brasileiro de Intelig&ecirc;ncia e criou a ABIN, definiu a intelig&ecirc;ncia como sendo &ldquo;a atividade que objetiva a obten&ccedil;&atilde;o, an&aacute;lise e dissemina&ccedil;&atilde;o de conhecimentos dentro e fora do territ&oacute;rio nacional sobre fatos e situa&ccedil;&otilde;es de imediata ou potencial influ&ecirc;ncia sobre o processo decis&oacute;rio e a a&ccedil;&atilde;o governamental e sobre a salvaguarda e a seguran&ccedil;a da sociedade e do Estado&rdquo;. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>O relat&oacute;rio que segue faz jus a esse conceito, apresentando o MST como uma amea&ccedil;a &agrave; sociedade e &agrave; pr&oacute;pria seguran&ccedil;a nacional. O resultado do trabalho de intelig&ecirc;ncia inspirado nos m&eacute;todos da ABIN &eacute; composto, na sua maioria, por in&uacute;meras mat&eacute;rias de jornais, relat&oacute;rios do servi&ccedil;o secreto da Brigada Militar e materiais, incluindo livros e cartilhas, apreendidas em acampamentos do MST. Textos de autores como Florestan Fernandes, Paulo Freire, Chico Mendes, Jos&eacute; Marti e Che Guevara s&atilde;o apresentados como exemplos perigosos da &ldquo;estrat&eacute;gia confrontacional&rdquo; adotada pelo MST. Na mesma categoria, s&atilde;o inclu&iacute;das express&otilde;es como &ldquo;constru&ccedil;&atilde;o de uma nova sociedade&rdquo;, &ldquo;poder popular&rdquo; e &ldquo;sufocando com for&ccedil;a nossos opressores&rdquo;. Tamb&eacute;m &eacute; &ldquo;denunciada&rdquo; a presen&ccedil;a de um livro do pedagogo sovi&eacute;tico Anton Makarenko no material encontrado nos acampamentos. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Ter&ccedil;a-feira, 17 de Junho de 2008<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><a href=\"http:\/\/www.rsurgente.net\/2008\/06\/violncia-das-ligas-camponesas-e-o.html\"><span>A &quot;viol&ecirc;ncia&quot; das Ligas Camponesas e o &quot;movimento pol&iacute;tico-militar de 1964&quot;<\/span><\/a><span> <span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Na introdu&ccedil;&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o, os promotores fazem um &ldquo;breve hist&oacute;rico do MST e dos movimentos sociais&rdquo;. Esse hist&oacute;rico se refere &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o do Movimento dos Agricultores Sem-Terra (Master) no Rio Grande do Sul, nos anos 1960, e &agrave; &ldquo;atmosfera de crescente radicaliza&ccedil;&atilde;o ideol&oacute;gica&rdquo;. As Ligas Camponesas de Francisco Juli&atilde;o, em Pernambuco, s&atilde;o acusadas de &ldquo;sublevar o campo e incentivar a viol&ecirc;ncia contra os propriet&aacute;rios de terra, criando um clima de guerra civil&rdquo;. Essa &ldquo;agressividade&rdquo;, na avalia&ccedil;&atilde;o dos promotores, contribuiu para o &ldquo;movimento pol&iacute;tico-militar de 1964&rdquo;. O &ldquo;movimento pol&iacute;tico-militar de 1964&rdquo; a que os promotores se referem &eacute; o golpe militar que derrubou o governo constitucional de Jo&atilde;o Goulart, suprimiu as liberdades no pa&iacute;s e deu in&iacute;cio &agrave; ditadura militar.<\/p>\n<p> Logo em seguida, a a&ccedil;&atilde;o apresenta uma caracteriza&ccedil;&atilde;o do MST, toda ela baseada na vis&atilde;o de uma &uacute;nica pessoa, o soci&oacute;logo Zander Navarro. O trabalho de intelig&ecirc;ncia dos promotores tamb&eacute;m se baseia, em v&aacute;rias passagens, em uma &ldquo;revista de circula&ccedil;&atilde;o nacional&rdquo; (Veja) e em mat&eacute;ria cr&iacute;ticas ao MST publicadas em jornais como Folha de S&atilde;o Paulo, Zero Hora e Estado de S&atilde;o Paulo, entre outros. Ap&oacute;s apresentar um &ldquo;mapa&rdquo; dos movimentos sociais no campo brasileiro, os promotores questionam, em tom de den&uacute;ncia, as fontes de financiamento p&uacute;blico desses movimentos. Eles revelam que &ldquo;o Minist&eacute;rio P&uacute;blico encaminhou um questionamento ao Minist&eacute;rio do Desenvolvimento Social e Combate &agrave; Fome, acerca da exist&ecirc;ncia ou n&atilde;o de alguma fonte de financiamento ou ajuda, direta ou indireta, aos participantes do MST acampados no Rio Grande do Sul&rdquo;. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Os promotores citam ainda o relat&oacute;rio da CPMI da Terra, realizada no Congresso Nacional, sustentando que h&aacute; malversa&ccedil;&atilde;o de verbas p&uacute;blicas, &ldquo;pelo repasse de dinheiro p&uacute;blico efetuado diretamente pelo Incra, na forma de distribui&ccedil;&atilde;o de lonas, cestas b&aacute;sicas e outros aux&iacute;lios&rdquo;. Al&eacute;m disso, citam a &ldquo;doa&ccedil;&atilde;o de recursos por entidades estrangeiras, notadamente organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais ligadas a institui&ccedil;&otilde;es religiosas, como a organiza&ccedil;&atilde;o Caritas, mantida pela Igreja Cat&oacute;lica&rdquo;. E identificam, em tom cr&iacute;tico, a rede de apoio internacional ao MST que mostraria ao p&uacute;blico estrangeiro &ldquo;uma vis&atilde;o do Brasil frontalmente cr&iacute;tica &agrave; atua&ccedil;&atilde;o do Poder P&uacute;blico e inteiramente de acordo com os objetivos estrat&eacute;gicos do MST&rdquo;. Citando o jornal Zero Hora, os promotores apontam que a Escola Florestan Fernandes (do MST) foi constru&iacute;da &ldquo;com vendas do livro Terra, com texto do escritor portugu&ecirc;s Jos&eacute; Saramago, fotografias de Sebasti&atilde;o Salgado e um disco de Chico Buarque, al&eacute;m de contribui&ccedil;&otilde;es do exterior&rdquo;. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Ao falar sobre a estrat&eacute;gia do MST, os promotores valem-se de relat&oacute;rios do servi&ccedil;o secreto da Brigada Militar (a PM2). <\/span>O relat&oacute;rio do coronel Waldir Jo&atilde;o Reis Cerutti, de 2 de junho de 2006, afirma que os acampamentos do movimento s&atilde;o mantidos com verbas p&uacute;blicas do governo federal, recursos de fontes internacionais e at&eacute; das FARC (For&ccedil;as Armadas Revolucion&aacute;rias da Col&ocirc;mbia). O coronel Cerutti n&atilde;o apresenta qualquer comprova&ccedil;&atilde;o da exist&ecirc;ncia do &ldquo;dinheiro das FARC&rdquo; e segue falando da suposta influ&ecirc;ncia da guerrilha colombiana sobre os sem-terra. Segundo ele, o MST estaria planejando instalar um &ldquo;territ&oacute;rio liberado&rdquo; dentro do Estado: &ldquo;An&aacute;lises de nosso sistema de intelig&ecirc;ncia permitem supor que o MST esteja em plena fase executiva de um arrojado plano estrat&eacute;gico, formulado a partir de tal &ldquo;conv&ecirc;nio&rdquo;, que inclui o dom&iacute;nio de um territ&oacute;rio em que o governo manda nada ou quase nada e o MST e Via Campesina, tudo ou quase tudo&rdquo;.<\/p>\n<p> Em seguida &eacute; apresentado um novo relat&oacute;rio do Estado Maior da Brigada Militar sobre as a&ccedil;&otilde;es do MST no Estado. Esse documento pretende analisar a &ldquo;doutrina e o pensamento&rdquo; do MST, identificando, entre outras coisas, as leituras feitas pelos sem-terra. Identifica um &ldquo;pante&atilde;o&rdquo; de &iacute;cones inspiradores do movimento, &ldquo;a maior parte ligada a movimentos revolucion&aacute;rios ou de contesta&ccedil;&atilde;o aberta &agrave; ordem vigente&rdquo; (onde Florestan Fernandes e Paulo Freire est&atilde;o inclu&iacute;dos, entre outros). E fala de &ldquo;uma fraseologia agressiva, abertamente inspirada nos slogans dos pa&iacute;ses do antigo bloco sovi&eacute;tico (&ldquo;p&aacute;tria livre, oper&aacute;ria, camponesa&rdquo;)&rdquo;. A partir dessas informa&ccedil;&otilde;es, os promotores passam a discorrer sobre o car&aacute;ter &ldquo;leninista&rdquo; do MST, invocando como base argumentativa o livro &ldquo;A democracia amea&ccedil;ada &ndash; o MST, o teol&oacute;gico-pol&iacute;tico e a liberdade&rdquo;, de Denis Rosenfield, que &ldquo;denuncia&rdquo; que o objetivo do movimento &eacute; o socialismo. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Para os promotores, &ldquo;j&aacute; existem regi&otilde;es do Brasil dominadas por grupos rebeldes&rdquo; (p. 117 da a&ccedil;&atilde;o). A prova? &ldquo;A imprensa recentemente noticiou&#8230;.&rdquo; (uma refer&ecirc;ncia as a&ccedil;&otilde;es da Liga dos Camponeses Pobres, no norte do Brasil). Em raz&atilde;o da &ldquo;gravidade do quadro em exame&rdquo;, concluem os promotores, &ldquo;imp&otilde;e-se uma dr&aacute;stica mudan&ccedil;a na forma de trato das quest&otilde;es relativas ao MST e movimentos afins&rdquo;. A conclus&atilde;o faz jus &agrave;s fontes utilizadas no &ldquo;not&aacute;vel trabalho de intelig&ecirc;ncia&rdquo;: &ldquo;o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra n&atilde;o constitui um movimento social, mas, isso sim, um movimento pol&iacute;tico&rdquo;. <span>O MST, prosseguem os promotores, &ldquo;s&atilde;o uma organiza&ccedil;&atilde;o revolucion&aacute;ria, que faz da pr&aacute;tica criminosa um meio para desestabilizar a ordem vigente e revogar o regime democr&aacute;tico adotado pela Constitui&ccedil;&atilde;o Federal&rdquo;. Em nenhum momento da a&ccedil;&atilde;o, o &ldquo;not&aacute;vel trabalho de intelig&ecirc;ncia&rdquo; dos promotores trata de problemas sociais no campo ga&uacute;cho. <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VEJAM A REPRESSAO ARTICULADA DO GOVERNO YEDA, Brigada Militar e ministerio publico estadual contra os MOVIMENTOS SOCIAIS- Leiam com aten&ccedil;ao. 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