{"id":3130,"date":"2008-04-18T11:10:06","date_gmt":"2008-04-18T11:10:06","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2008\/04\/18\/17-de-abril-jornada-de-lutas-mobiliza-15-estados-e-df-por-reforma-agrria\/"},"modified":"2017-10-02T21:39:26","modified_gmt":"2017-10-02T21:39:26","slug":"17-de-abril-jornada-de-lutas-mobiliza-15-estados-e-df-por-reforma-agrria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2008\/04\/18\/17-de-abril-jornada-de-lutas-mobiliza-15-estados-e-df-por-reforma-agrria\/","title":{"rendered":"17 de abril: Jornada de lutas mobiliza 15 estados e DF por Reforma Agr\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Tahoma\">Jornada de lutas mobiliza 15 estados e DF por Reforma Agr&aacute;ria e investimento nos assentamentos<br \/> <!--[if !supportLineBreakNewLine]--><br \/> <!--[endif]--><\/span><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Tahoma\">Os 600 trabalhadores do MST, fam&iacute;lias e mutilados no Massacre de Eldorado dos Caraj&aacute;s ocuparam a sede da mineradora Vale para denunciar a campanha da empresa contra os movimentos sociais e em solidariedade aos integrantes do Movimento dos Trabalhadores e Garimpeiros na Minera&ccedil;&atilde;o (MTM), que fizeram protesto em Parauapebas na manh&atilde; desta quinta-feira (17\/4).<br \/> <!--[if !supportLineBreakNewLine]--><br \/> <!--[endif]--><\/span>  <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">As fam&iacute;lias v&iacute;timas fizeram um protesto simb&oacute;lico, com uma ocupa&ccedil;&atilde;o de uma hora (entre 15h e 16h), depois sa&iacute;ram do pr&eacute;dio e participaram de ato em mem&oacute;ria aos 19 trabalhadores mortos no Massacre de Eldorado dos Caraj&aacute;s, que completa 12 anos de impunidade hoje. Nada foi quebrado da manifesta&ccedil;&atilde;o.<br \/> &nbsp;<br \/> &ldquo;A nossa ocupa&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica foi um ato em protesto contra as declara&ccedil;&otilde;es criminosas da diretoria da Vale. Bandidos s&atilde;o os diretores da Vale, que n&atilde;o t&ecirc;m apre&ccedil;o pela democracia, prejudica comunidades e&nbsp;desrespeita os movimentos sociais e o povo brasileiro. . Vamos seguir a luta pela sua reestatiza&ccedil;&atilde;o para resolver essas problemas e resgatar um patrim&ocirc;nio da Na&ccedil;&atilde;o&rdquo;, disse o integrante da coordena&ccedil;&atilde;o nacional do MST, Ulisses Mana&ccedil;as.&nbsp; <br \/> &nbsp;<br \/> Os trabalhadores que fizeram ocupa&ccedil;&atilde;o estavam acampados em frente ao Pal&aacute;cio dos Despachos no Par&aacute;, sede do governo do estado, desde segunda-feira, para cobrar da governadora Ana J&uacute;lia Carepa (PT) o cumprimento de suas promessas de 2007. Leia depois do balan&ccedil;o nota do MST sobre manifesta&ccedil;&atilde;o do MTM em Parauapebas.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Balan&ccedil;o nacional<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Nesta quinta-feira (17\/04),&nbsp;dia em que o epis&oacute;dio conhecido como Massacre de Eldorado dos Caraj&aacute;s completa 12 anos sem que nenhum respons&aacute;vel tenha sido preso,&nbsp;o&nbsp;MST realizou protestos em&nbsp;15 estados e no Distrito Federal na jornada nacional de lutas por Reforma Agr&aacute;ria, para exigir o assentamento das 150 mil fam&iacute;lias acampadas no pa&iacute;s,&nbsp;investimentos p&uacute;blicos na produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola e habita&ccedil;&atilde;o&nbsp;em&nbsp;assentamentos.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">As fam&iacute;lias Sem Terra exigem tamb&eacute;m mudan&ccedil;as na pol&iacute;tica econ&ocirc;mica para criar condi&ccedil;&otilde;es para a sustentabilidade&nbsp;de um modelo agr&iacute;cola baseado em pequenas e m&eacute;dias propriedades. Foram realizados protestos&nbsp;em&nbsp;Par&aacute;, Pernambuco, Sergipe,&nbsp;Para&iacute;ba,&nbsp;Cear&aacute;, Roraima, Maranh&atilde;o, Par&aacute;, Piau&iacute;, Rio Grande do Sul, Distrito Federal,&nbsp;Santa Catarina, Paran&aacute;, S&atilde;o Paulo e Rio de Janeiro e Mato Grosso.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&quot;A Reforma Agr&aacute;ria est&aacute; emperrada no pa&iacute;s por causa da pol&iacute;tica econ&ocirc;mica, que beneficia as empresas do agroneg&oacute;cio, concentra terras e verbas p&uacute;blicas para a produ&ccedil;&atilde;o de monocultura para exporta&ccedil;&atilde;o. O governo precisa apoiar a pequena e m&eacute;dia produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola para fortalecer o mercado interno, garantir a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos para a popula&ccedil;&atilde;o e a preserva&ccedil;&atilde;o do meio ambiente&quot;, afirma Jos&eacute; Batista de Oliveira, da coordena&ccedil;&atilde;o nacional do MST.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">No Paran&aacute;, para denunciar os 12 anos de impunidade do Massacre de Eldorado dos Caraj&aacute;s e cobrar agilidade no processo de Reforma Agr&aacute;ria, milhares de trabalhadores do MST (Movimento dos Sem Terra), realizam hoje (17\/04), mobiliza&ccedil;&otilde;es em v&aacute;rias pra&ccedil;as de ped&aacute;gios do Paran&aacute;. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">O MST tamb&eacute;m protesta contra a viol&ecirc;ncias das mil&iacute;cias armadas no Paran&aacute;, as privatiza&ccedil;&otilde;es das rodovias federais e estaduais e as tarifas abusivas.&nbsp;Foram ocupadas as pra&ccedil;as de Paranagu&aacute;, S&atilde;o Miguel do Igua&ccedil;u, Marialva, Campo Mour&atilde;o e S&atilde;o Luiz do Purun&atilde;. Atualmente, os ped&aacute;gios s&atilde;o um dos principais entraves da agricultura camponesa e familiar, pois encarece o transporte e distribui&ccedil;&atilde;o dos produtos agr&iacute;colas, prejudicando os produtores no campo e os consumidores. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Em S&atilde;o Paulo,&nbsp;duas ag&ecirc;ncias do Banco do Brasil foram ocupadas, nos munic&iacute;pios de&nbsp;Sorocaba e Andradina. Entre as reivindica&ccedil;&otilde;es est&atilde;o a cria&ccedil;&atilde;o de um novo cr&eacute;dito para a Reforma Agr&aacute;ria. A nova linha de cr&eacute;dito seria para, entre outras coisas, criar as condi&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o de auto-consumo e de infra-estrutura nos primeiros anos dos assentamentos.&nbsp;Cerca de 400 trabalhadores rurais ocuparam a fazenda Saltinho no munic&iacute;pio de Americana, regi&atilde;o de Campinas. A &aacute;rea de 216 hectares faz parte de um complexo de terras de 8,5 mil hectares utilizados indevidamente pela Usina Ester para o plantio de cana-de-a&ccedil;&uacute;car. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Em Pernambuco, cerca de 3.000 trabalhadores rurais&nbsp;marcharam&nbsp;pela capital Recife, desde a&nbsp;sede do Instituto Nacional de Coloniza&ccedil;&atilde;o e Reforma Agr&aacute;ria (Incra), onde 700 Sem Terra j&aacute;&nbsp;estavam acampados desde ontem (16), at&eacute; o Pal&aacute;cio das Princesas, onde foi entregue uma pauta de reivindica&ccedil;&otilde;es ao governador do estado. Al&eacute;m do assentamento das 14.000 fam&iacute;lias acampadas no estado, os Sem Terra reivindicam investimento publico nas &aacute;reas de assentamento, principalmente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; habita&ccedil;&atilde;o, infra-estrutura, cr&eacute;ditos de fomento &agrave; produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola e assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\"><br \/> No Rio Grande do Sul,&nbsp;quatro rodovias foram bloqueadas no estado por 19 minutos. Os bloqueios ocorreram na BR-356 em Nova Santa Rita e nas rodovias estaduais de Tupanciret&atilde;, Bossoroca e Nonoai.&nbsp; Em Coqueiros do Sul, no Norte do estado, cerca de 200 acampados entraram na Fazenda Guerra, onde colocaram cruzes de madeira e faixas lembrando os companheiros mortos no Par&aacute;. As fam&iacute;lias j&aacute; sa&iacute;ram do local. Em S&atilde;o Gabriel, os 800 integrantes do MST seguem na ocupa&ccedil;&atilde;o da Fazenda Southal, exigindo a desapropria&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea, que possui uma d&iacute;vida de R$ 50 milh&otilde;es com o governo federal, para a reforma agr&aacute;ria. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Em Santa Catarina, 500 trabalhadores rurais chegaram&nbsp;pela manh&atilde; a&nbsp;Chapec&oacute;, onde ocuparam a sede do Incra para reivindicar o assentamento das 700 fam&iacute;lias acampadas no estado, al&eacute;m da constru&ccedil;&atilde;o de 1050 casas&nbsp;em assentamentos. De l&aacute;, realizaram uma marcha at&eacute; a Pra&ccedil;a Central da cidade para lembrar o Massacre de Eldorado dos Caraj&aacute;s.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Na Para&iacute;ba,&nbsp;foram ocupadas 6&nbsp;fazendas em todo o estado, al&eacute;m do fechamento da rodovia que liga Catingueira ao Pianc&oacute;, na regi&atilde;o do sert&atilde;o.&nbsp;70 fam&iacute;lias ocuparam uma &aacute;rea pr&oacute;xima ao munic&iacute;pio de S&atilde;o Mamede; cerca de 100 fam&iacute;lias ocuparam fazenda a 3km do munic&iacute;pio de Imaculada;&nbsp;70 familias ocuparam fazenda pr&oacute;xima ao munic&iacute;pio de Santa Terezinha e 60 familias ocuparam fazenda pr&oacute;xima ao munic&iacute;pio da Santana dos Garrotes. Al&eacute;m disso,&nbsp;60 familias ocuparam a Fazenda Serra Preta, a 2 km do munic&iacute;pio de Algod&atilde;o de Jandaira. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Em Sergipe, cerca de 850 fam&iacute;lias ocuparam a usina hidrel&eacute;trica de Xingo, no munic&iacute;pio de Canind&eacute; de S&atilde;o Francisco. &quot;Exigimos o rein&iacute;cio das obras do canal de irriga&ccedil;&atilde;o do projeto Jacar&eacute; Curituba, que h&aacute; 10 anos amarga o descaso da empreiteira&quot;, disse o integrante da coordena&ccedil;&atilde;o nacional do MST, Jo&atilde;o Daniel. A usina pertencente ao grupo Chesf (Companhia Hidro El&eacute;trica do S&atilde;o Francisco) e &eacute; gerenciada pelo grupo Codevasf (Companhia de Desenvolvimento<br \/> do S&atilde;o Francisco), que h&aacute; um ano reatem os 51 milh&otilde;es para a finaliza&ccedil;&atilde;o da obra.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">No Rio de Janeiro, diversos movimentos&nbsp;e entidades entregaram uma carta&nbsp;aberta ao&nbsp;Incra no Rio, pedindo medidas do governo contra a impunidade do Massacre de Eldorado dos Caraj&aacute;s e a agilidade no processo de reforma Agr&aacute;ria. A Carta foi entregue ao Superintendente Mario L&uacute;cio, por representantes da CMP, Justi&ccedil;a Global, MST, Deputado Estadual Marcelo Freixo, PACS, entre outros.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">No Distrito Federal, cerca de&nbsp;400 trabalhadores ocuparam&nbsp;a Superintend&ecirc;ncia Regional do&nbsp;Incra&nbsp;DF para&nbsp;reivindicar o assentamento das 1.200 fam&iacute;lias acampadas e a constru&ccedil;&atilde;o imediata de 300 casas&nbsp;nos assentamentos da regi&atilde;o, al&eacute;m de cr&eacute;dito para&nbsp;recupera&ccedil;&atilde;o de casas&nbsp;e assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica. Os&nbsp;Sem Terra&nbsp;est&atilde;o reunidos com o presidente da autarquia, Rolf Hackbart. &nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">No Maranh&atilde;o,&nbsp;cerca&nbsp;de 300&nbsp;Sem Terra ocuparam a sede do Incra em Imperatriz. Os trabalhadores reivindicam o assentamentos das 2,8 mil fam&iacute;lias acampadas no estado, e cobram cr&eacute;dito para infra-estrutura nos asssentamentos. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">No Piau&iacute;, cerca de 300 pessoas ocuparam a sede da Caixa Econ&ocirc;mica Federal de Teresina.&nbsp;No in&iacute;cio da&nbsp;tarde, sa&iacute;ram do pr&eacute;dio e marcharam at&eacute; a sede do Incra, onde permanecem mobilizados.&nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">No Cear&aacute;, foram bloqueadas a BR-116, a 160 km de Fortaleza, com 400 pessoas, e a BR-020, no munic&iacute;pio de Boa Viagem, com 500 pessoas. Em Canind&eacute;, acontece marcha com 700 pessoas em dire&ccedil;&atilde;o a pra&ccedil;a Tom&aacute;s Barbosa, no centro da cidade, onde acontecer&aacute; audi&ecirc;ncia p&uacute;blica no Incra. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Em Roraima, cerca de 200 trabalhadores rurais Sem Terra ocuparam&nbsp;uma &aacute;rea da Uni&atilde;o no munic&iacute;pio de Bomfim, a 60 km de Boa Vista.&nbsp;Outros 200 Sem Terra ocuparam a sede do Incra em Boa Vista.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">No Mato Grosso, cerca de 300 integrantes do MST bloquearam hoje a BR-070, que liga o pa&iacute;s &agrave; Bol&iacute;via, na regi&atilde;o oeste do Estado. Os&nbsp;manifestantes permitiram apenas a passagem de ambul&acirc;ncias pela barreira.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Em Minas Gerais, mais de 500 trabalhadores e trabalhadoras sem terra ocupou a fazenda Correntes, no munic&iacute;pio de Jequita&iacute;, Regi&atilde;o Norte de Minas, que &eacute; improdutiva.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">No final, leia nota do MST sobre o protesto do MTM, que aconteceu hoje pela manh&atilde; em Parauapebas.<br \/> &nbsp;<br \/> NOTA <br \/> MANIFESTA&Ccedil;&Atilde;O CONTRA A VALE NO PAR&Aacute;<br \/> &nbsp;<br \/> 1- O MST esclarece que a obstru&ccedil;&atilde;o dos trilhos da Estrada de Ferro Caraj&aacute;s, em Parauapebas (PA), na manh&atilde; desta quinta-feira (17\/4), foi realizada pelo MTM (Movimento dos Trabalhadores na Minera&ccedil;&atilde;o), que faz uma s&eacute;rie de protestos para denunciar a explora&ccedil;&atilde;o da empresa mineradora Vale e exigir a retomada de parte da &aacute;rea<\/p>\n<p> 2- Um funcion&aacute;rio da mineradora admitiu que a Vale orientou seus maquinistas a n&atilde;o parar o trem e passar por cima dos manifestantes. A irresponsabilidade da Vale deixou 22 trabalhadoras e trabalhadores feridos quando a sua locomotiva passou por cima de troncos de &aacute;rvores no local do protesto de hoje.<\/p>\n<p> 3- Cerca de 500 soldados da Pol&iacute;cia Militar do Par&aacute; amea&ccedil;am invadir o acampamento do MTM. Helic&oacute;pteros sobrevoam a &aacute;rea e assustam as fam&iacute;lias, deixando a situa&ccedil;&atilde;o tensa. Esperamos que o governo do estado cumpra o seu papel de garantir a integridade dos manifestantes.<\/p>\n<p> 4- A Vale supostamente defende o Estado democr&aacute;tico de Direito, no entanto, faz apologia &agrave; viol&ecirc;ncia contra os trabalhadores, que t&ecirc;m o seu direito de manifesta&ccedil;&atilde;o garantido na Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988 e faz parte da din&acirc;mica do jogo democr&aacute;tico. A Vale alega tamb&eacute;m que n&atilde;o tem responsabilidade diante da quest&atilde;o agr&aacute;ria, mas concentra terras, renda e explora recursos naturais de maneira predat&oacute;ria para o meio ambiente.&nbsp; <\/p>\n<p> 5- A diretoria da Vale demonstra intoler&acirc;ncia e trucul&ecirc;ncia contra os trabalhadores sem-terra, em particular, e contra o povo brasileiro, em geral, com suas declara&ccedil;&otilde;es que legitimam a viol&ecirc;ncia e atacam a democracia. A Vale vem criminalizando os movimentos populares ao criar um clima de terror, incentivando a viol&ecirc;ncia contra fam&iacute;lias sem-terra, que classifica de &ldquo;bandidos&rdquo; por fazerem a luta por melhores condi&ccedil;&otilde;es de vida. A Vale usa os meios de comunica&ccedil;&atilde;o empresariais e as ag&ecirc;ncias de publicidade para confundir a opini&atilde;o p&uacute;blica e pressionar os governos para que reprimam os protestos populares. <br \/> &nbsp;<br \/> 6- O MST ap&oacute;ia as manifesta&ccedil;&otilde;es que denunciam a responsabilidade da Vale por suas a&ccedil;&otilde;es criminosas e danos sociais, impostos &agrave;s comunidades que vivem em torno das suas instala&ccedil;&otilde;es, aos garimpeiros e seus trabalhadores. A Vale comete crimes ambientais e sociais, sendo a empresa campe&atilde; em multas do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov&aacute;veis). <br \/> &nbsp;<br \/> 7- Um conjunto de organiza&ccedil;&otilde;es populares, sindicatos, estudantes, intelectuais, pastorais sociais e partidos pol&iacute;ticos questionam na Justi&ccedil;a a venda desse patrim&ocirc;nio do povo brasileiro, no governo Fernando Henrique Cardoso, que consideramos uma trai&ccedil;&atilde;o &agrave; Na&ccedil;&atilde;o. Em 2007, mais de 40 organiza&ccedil;&otilde;es promoveram um plebiscito popular sobre a retomada da Vale por conta das irregularidades da privatiza&ccedil;&atilde;o. O resultado demonstra que 3,7 milh&otilde;es de brasileiros defendem que a mineradora volte a ser uma empresa p&uacute;blica. <\/p>\n<p> 8- O MST vai continuar a luta contra o latif&uacute;ndio, a monocultura para exporta&ccedil;&atilde;o e as empresas transnacionais, que n&atilde;o representam uma solu&ccedil;&atilde;o para os pobres, e contra as empresas que ferem a soberania nacional. A sociedade precisa criar condi&ccedil;&otilde;es para o atendimento das necessidades sociais, econ&ocirc;micas e pol&iacute;ticas da maioria da popula&ccedil;&atilde;o, o que n&atilde;o vai acontecer pela elimina&ccedil;&atilde;o dos pobres do campo nem com o &ecirc;xito de uma empresa privada que s&oacute; est&aacute; preocupada com o futuro do pa&iacute;s nos comerciais de TV.<br \/> .&nbsp;<br \/> DIRE&Ccedil;&Atilde;O NACIONAL DO MST<br \/> .<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Informa&ccedil;&otilde;es &agrave; Imprensa<br \/> Igor Felippe Santos &#8211; (11) 3361-3866 <br \/> Maria Mello &#8211; (61) 3322-5035 \/ 61-8464-6176<br \/> Mariana Duque &#8211; (21) 9736-3678<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">.<br \/> &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211; <br \/> Igor Felippe Santos <br \/> Assessoria de Imprensa do MST<br \/> Secretaria Nacional &#8211; SP<br \/> Tel\/fax: (11) 3361-3866 <br \/> Correio &#8211; imprensa@mst.org.br <br \/> P&aacute;gina &#8211;&nbsp; www.mst.org.br<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jornada de lutas mobiliza 15 estados e DF por Reforma Agr&aacute;ria e investimento nos assentamentos Os 600 trabalhadores do MST, fam&iacute;lias e mutilados no Massacre de Eldorado dos Caraj&aacute;s ocuparam a sede da mineradora Vale para denunciar a campanha da empresa contra os movimentos sociais e em solidariedade aos integrantes do Movimento dos Trabalhadores e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":18,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[6],"class_list":["post-3130","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-publicaciones","tag-articulos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3130","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/users\/18"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3130"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3130\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4002,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3130\/revisions\/4002"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3130"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3130"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3130"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}