{"id":3127,"date":"2008-04-14T11:02:44","date_gmt":"2008-04-14T11:02:44","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2008\/04\/14\/mst-faz-protestos-em-cinco-estados-por-reforma-agrria\/"},"modified":"2017-10-02T21:39:27","modified_gmt":"2017-10-02T21:39:27","slug":"mst-faz-protestos-em-cinco-estados-por-reforma-agrria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2008\/04\/14\/mst-faz-protestos-em-cinco-estados-por-reforma-agrria\/","title":{"rendered":"MST faz protestos em cinco estados por Reforma Agr\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\">12 de abril de 2008<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Os trabalhadores rurais do&nbsp;MST fizeram protestos e ocupa&ccedil;&otilde;es de terras em&nbsp;cinco estados para denunciar a&nbsp;inefici&ecirc;ncia do&nbsp;programa de Reforma Agr&aacute;ria e&nbsp;cobrar investimentos p&uacute;blicos&nbsp;em assentamentos do governo federal, desde o come&ccedil;o do m&ecirc;s. <\/p>\n<p>  <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">O MST exige o assentamento das 150 mil fam&iacute;lias acampadas, a cria&ccedil;&atilde;o de uma linha de cr&eacute;dito efetiva para produ&ccedil;&atilde;o&nbsp;de assentados&nbsp;e&nbsp;o atendimento da demanda&nbsp;de constru&ccedil;&atilde;o de mais de 100 mil unidades de habita&ccedil;&otilde;es rurais. Os protestos s&atilde;o realizados em mem&oacute;ria do Massacre de Eldorado de Caraj&aacute;s em 1996.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&quot;A Reforma Agr&aacute;ria est&aacute; emperrada no pa&iacute;s por&nbsp;causa da pol&iacute;tica econ&ocirc;mica, que beneficia as empresas do agroneg&oacute;cio, concentra terras&nbsp;e verbas p&uacute;blicas para a produ&ccedil;&atilde;o de monocultura para exporta&ccedil;&atilde;o. O governo precisa apoiar a pequena e m&eacute;dia produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola para fortalecer o mercado interno, garantir a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos para a popula&ccedil;&atilde;o&nbsp;e a preserva&ccedil;&atilde;o do meio ambiente&quot;, afirma Jos&eacute; Batista de Oliveira, da coordena&ccedil;&atilde;o nacional do MST.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Os Sem Terra de&nbsp;Pernambuco ocuparam&nbsp;tr&ecirc;s &aacute;reas na manh&atilde; deste s&aacute;bado (12\/4). H&aacute; mais de 13 mil fam&iacute;lias acampadas no estado, vivendo debaixo de lona preta em 132 acampamentos.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">No Agreste Meridional, cerca de 100 fam&iacute;lias ocuparam a Fazenda Ipanema, no munic&iacute;pio de Pesqueira. A &aacute;rea de 1.200 hectares est&aacute; abandonada e improdutiva. O MST exige que a fazenda seja vistoriada pelo Instituto Nacional de Coloniza&ccedil;&atilde;o e Reforma (Incra) para que seja desapropriada para fins de Reforma Agr&aacute;ria, conforme determina a lei.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">No munic&iacute;pio de Moreno, regi&atilde;o metropolitana do Recife, 60 fam&iacute;lias ocuparam pela terceira vez o Engenho Xixaim. O Engenho &eacute; uma &aacute;rea de conflito e, em abril do ano passado, foi ocupado por 100 fam&iacute;lias que denunciavam o descumprimento de determina&ccedil;&atilde;o ambiental que prev&ecirc; uma dist&acirc;ncia m&iacute;nima entre a margem do rio Duas Unas e as planta&ccedil;&otilde;es de cana-de-a&ccedil;&uacute;car, por causa das queimadas. Em 2005, o engenho foi autuado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov&aacute;veis (Ibama) pelas irregularidades <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Cerca de 800 fam&iacute;lias Sem Terra ocuparam a Fazenda Baixa Grande, no munic&iacute;pio de S&atilde;o Jos&eacute; do Belmonte, Sert&atilde;o do Estado.&nbsp;A &aacute;rea&nbsp;tem 9.000 hectares, est&aacute; improdutiva e abandonada h&aacute; mais de cinco anos. O&nbsp;latifundi&aacute;rio Romero Aires Montenegro recebeu financiamento do antigo Finor (Fundo de Investimento para o Nordeste) para&nbsp;projeto de produ&ccedil;&atilde;o de caju e depois faliu.&nbsp;O MST exige que a fazenda seja vistoriada pelo Instituto Nacional de Coloniza&ccedil;&atilde;o e Reforma (Incra).<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">No interior de S&atilde;o Paulo, na regi&atilde;o de Bauru (a 325 quil&ocirc;metros da capital), 600 fam&iacute;lias ocupam o latif&uacute;ndio &Aacute;guas do Pilintra, no munic&iacute;pio de Agudos, de&nbsp;5,4 mil hectares, desde s&aacute;bado.&nbsp;A &aacute;rea&nbsp;utilizada pela Ambev (Companhia de Bebidas das Am&eacute;ricas)&nbsp;para o plantio de eucalipto e cana-de-a&ccedil;&uacute;car est&aacute; no centro de uma regi&atilde;o&nbsp;com 10 mil hectares de terras reconhecidas oficialmente como devolutas. Al&eacute;m disso, 15 mil hectares de terras s&atilde;o&nbsp;improdutivos no munic&iacute;pio. As fam&iacute;lias reivindicam que as &aacute;reas se transformem em assentamentos.&nbsp;Atualmente,&nbsp;1600 fam&iacute;lias est&atilde;o acampadas no estado. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Em Roraima,&nbsp;500 trabalhadores rurais do MST ocuparam na manh&atilde; de sexta-feira um fazenda do governo federal de 4.000 mil hectares na regi&atilde;o do Bom Entento, localizada a 28 quil&ocirc;metros de Boa Vista. Os trabalhadores j&aacute; montaram barracas e pretendem ficar at&eacute; que as reivindica&ccedil;&otilde;es sejam atendidas pelos governos.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">A escolha do local foi motivada pela proximidade com a capital e pelas condi&ccedil;&otilde;es de beneficiamento da &aacute;rea. &ldquo;J&aacute; estamos fazendo um estudo de viabilidade de produ&ccedil;&atilde;o e na pr&oacute;xima semana vamos come&ccedil;ar a planta&ccedil;&atilde;o de macaxeira, tomate, entre outras sementes&rdquo;, afirmou o integrante da coordena&ccedil;&atilde;o do MST, Ezequias David.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Na Bahia, cerca de&nbsp;550 fam&iacute;lias do MST ocupam a Fazenda Bela Manh&atilde;, do grupo Aracruz Celulose, em Teixeira de Freitas, desde 5 de abril.&nbsp;A fam&iacute;lias, que estavam acampadas em terreno da Ceplac, est&atilde;o na luta pela terra desde o m&ecirc;s de abril do ano passado, quando ocuparam uma &aacute;rea ligada &agrave; Suzano Papel e Celulose. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Depois da ocupa&ccedil;&atilde;o da Suzano,&nbsp;o&nbsp;Incra (Instituto Nacional de Coloniza&ccedil;&atilde;o e Reforma Agr&aacute;ria)&nbsp;e o Governo do Estado se comprometeram com a aquisi&ccedil;&atilde;o de terras para o assentamento de 1.000 fam&iacute;lias. &quot;O governo est&aacute; sendo extremamente vagaroso, sem tomar iniciativas para agilizar a desapropria&ccedil;&atilde;o de terras e insistindo em tratar a reforma agr&aacute;ria como caso de pol&iacute;cia&quot; denuncia Evanildo Costa, da&nbsp;coordena&ccedil;&atilde;o estadual do MST.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">A &aacute;rea reivindicada de 2,4 mil hectares de terra &eacute;&nbsp;grilada e&nbsp;improdutiva. Do total, apenas 200 hectares s&atilde;o de propriedade legal da Aracruz, sendo a maior parte terras devolutas do Governo do Estado.&nbsp;&quot;A terra deve ser desapropriada pra assentar fam&iacute;lias da regi&atilde;o, que v&ecirc;m sendo sistematicamente exclu&iacute;das pelo modelo de monocultura pra exporta&ccedil;&atilde;o implementado pelo agroneg&oacute;cio&quot;, afirma Evanildo. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">No Par&aacute;,&nbsp;trabalhadores mutilados e as vi&uacute;vas dos agricultores assassinados no massacre de Eldorado dos Caraj&aacute;s acampa em frente ao Pal&aacute;cio dos Despachos no Par&aacute;, sede do governo do estado, desde segunda-feira. Os manifestantes&nbsp;cobram da governadora Ana J&uacute;lia Carepa (PT) o cumprimento de&nbsp;suas promessas&nbsp;de 2007. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Os protestos s&atilde;o realizados em mem&oacute;ria dos 19 companheiros assassinados no Massacre de Eldorado de Caraj&aacute;s, em opera&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;cia Militar, no munic&iacute;pio de Eldorado dos Caraj&aacute;s, no Par&aacute;, em 1996, no dia 17 de Abril.&nbsp;Depois de 12 anos de um massacre de repercuss&atilde;o internacional, o pa&iacute;s ainda n&atilde;o resolveu os problemas dos pobres do campo, que continuam sendo alvo da viol&ecirc;ncia dos fazendeiros e da impunidade da justi&ccedil;a.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Em homenagem aos m&aacute;rtires de Caraj&aacute;s, a Via Campesina Internacional decretou em todo o mundo o 17 de abril como Dia Internacional de Luta Camponesa. No Brasil, por iniciativa da ent&atilde;o senadora Marina Silva (PT), o Congresso Nacional aprovou e o presidente Fernando Henrique Cardoso sancionou um decreto que determina que a data seja o Dia Nacional de Luta pela Reforma Agr&aacute;ria.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Informa&ccedil;&otilde;es &agrave; Imprensa<br \/> C&aacute;ssia Bechara &#8211; MST-PE &#8211; (81) 96474331 \/ 8795 4986 \/ 3722 <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Camila Bonassa &#8211; MST-SP &#8211; (11) 8276-6393<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Paulo A. Magalh&atilde;es &#8211; MST-BA &#8211; (71) 8741-1251<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211; <br \/> Igor Felippe Santos <br \/> Assessoria de Imprensa do MST<br \/> Secretaria Nacional &#8211; SP<br \/> Tel\/fax: (11) 3361-3866 <br \/> Correio &#8211; <a href=\"mailto:imprensa@mst.org.br\">imprensa@mst.org.br<\/a> <br \/> P&aacute;gina &#8211;&nbsp; <a href=\"http:\/\/www.mst.org.br\/\">www.mst.org.br<\/a><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>12 de abril de 2008 Os trabalhadores rurais do&nbsp;MST fizeram protestos e ocupa&ccedil;&otilde;es de terras em&nbsp;cinco estados para denunciar a&nbsp;inefici&ecirc;ncia do&nbsp;programa de Reforma Agr&aacute;ria e&nbsp;cobrar investimentos p&uacute;blicos&nbsp;em assentamentos do governo federal, desde o come&ccedil;o do m&ecirc;s. 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