{"id":3119,"date":"2008-03-25T10:11:28","date_gmt":"2008-03-25T10:11:28","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2008\/03\/25\/lado-obscuro-da-monsanto-revelado-em-livro\/"},"modified":"2017-10-02T21:39:29","modified_gmt":"2017-10-02T21:39:29","slug":"lado-obscuro-da-monsanto-revelado-em-livro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2008\/03\/25\/lado-obscuro-da-monsanto-revelado-em-livro\/","title":{"rendered":"Lado obscuro da Monsanto ? revelado em livro"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Tahoma\">Sementes do poder<br \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Tahoma\">Uma jornalista francesa acabou de lan&ccedil;ar um livro e um document&aacute;rio sobre a hist&oacute;ria obscura da Monsanto e sua liga&ccedil;&atilde;o &iacute;ntima com governos, cientistas e imprensa pelo mundo. <br \/> <!--[if !supportLineBreakNewLine]--><br \/> <!--[endif]--><\/span><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Tahoma\"> 20\/03\/2008<br \/><\/span><br \/><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Tahoma\"> <a href=\"http:\/\/www.cartacapital.com.br\/app\/materia.jsp?a=2&amp;a2=9&amp;i=475\" target=\"_blank\">http:\/\/www.cartacapital.com.br\/app\/materia.jsp?a=2&amp;a2=9&amp;i=475<\/p>\n<p> <\/a>A Monsanto produz 90% dos transg&ecirc;nicos plantados no mundo e &eacute; l&iacute;der no mercado de sementes. Tal hegemonia coloca a multinacional norte-americana no centro do debate sobre os benef&iacute;cios e os riscos do uso de gr&atilde;os geneticamente modificados. Para os defensores da manipula&ccedil;&atilde;o dos genes, a Monsanto representa o futuro promissor da &quot;revolu&ccedil;&atilde;o verde&quot;. Para ecologistas e movimentos sociais ligados a pequenos agricultores, a empresa &eacute; a encarna&ccedil;&atilde;o do mal.<br \/> <!--[if !supportLineBreakNewLine]--><br \/> <!--[endif]--><\/span><\/p>\n<p>  <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Esse &uacute;ltimo grupo acaba de ganhar um refor&ccedil;o a seus argumentos. Resultados de um trabalho de tr&ecirc;s anos de investiga&ccedil;&atilde;o da jornalista francesa Marie-Monique Robin, o livro Le Monde Selon Monsanto (O Mundo Segundo a Monsanto) e o document&aacute;rio hom&ocirc;nimo s&atilde;o um libelo contra os produtos e o lobby da multinacional.<\/p>\n<p> O trabalho cataloga a&ccedil;&otilde;es da Monsanto para divulgar estudos cient&iacute;ficos duvidosos de apoio &agrave;s suas pesquisas e produtos, a exemplo do que fez por muitos anos a ind&uacute;stria do tabaco, relaciona a expans&atilde;o dos gr&atilde;os da empresa com suic&iacute;dios de agricultores na &Iacute;ndia, rememora casos de contamina&ccedil;&atilde;o pelo produto qu&iacute;mico PCB e detalha as rela&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas da companhia que permitiram a libera&ccedil;&atilde;o do plantio de transg&ecirc;nicos nos Estados Unidos. Em 2007, havia mais de 100 milh&otilde;es de hectares plantados com sementes geneticamente modificadas, metade nos EUA e o restante em pa&iacute;ses emergentes como a Argentina, a China e o Brasil.<\/p>\n<p> Marie-Monique Robin, renomada jornalista investigativa com 25 anos de experi&ecirc;ncia, traz depoimentos in&eacute;ditos de cientistas, pol&iacute;ticos e advogados. A obra esmi&uacute;&ccedil;a as rela&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas da multinacional com o governo democrata de Bill Clinton (1993-2001), e com o gabinete do ex-premier brit&acirc;nico Tony Blair. Entre as fontes est&atilde;o ex-integrantes da Food and Drug Administration (FDA), a ag&ecirc;ncia respons&aacute;vel pela libera&ccedil;&atilde;o de alimentos e medicamentos nos EUA.<\/p>\n<p> A rep&oacute;rter, filha de agricultores, viajou &agrave; Gr&atilde;-Bretanha, &Iacute;ndia, M&eacute;xico, Paraguai, Vietn&atilde;, Noruega e It&aacute;lia para fazer as entrevistas. Antes, fez um profundo levantamento na internet e baseou sua investiga&ccedil;&atilde;o em documentos on-line para evitar poss&iacute;veis processos movidos pela Monsanto. A empresa n&atilde;o deu entrevista &agrave; jornalista, mas, h&aacute; poucas semanas, durante uma apresenta&ccedil;&atilde;o em Paris de outro document&aacute;rio de Robin, uma funcion&aacute;ria da multinacional apareceu e avisou que a companhia seguia seus passos. Detalhe: a sede da Monsanto fica em Lyon, distante 465 quil&ocirc;metros da capital francesa<\/p>\n<p> Procurada por CartaCapital, a Monsanto recusou-se a comentar as acusa&ccedil;&otilde;es no livro. Uma assessora sugeriu uma visita ao site da Associa&ccedil;&atilde;o Francesa de Informa&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica, onde h&aacute; artigos de cientistas com cr&iacute;ticas ao livro de Robin. A revista, devidamente autorizada pelo autor, reproduz na p&aacute;gina 11 trechos do artigo de um desses cientistas, Marcel Kuntz, diretor do Centro Nacional de Pesquisa Cient&iacute;fica de Grenoble.<\/p>\n<p> N&atilde;o &eacute; de hoje, mostra o livro, que herbicidas da Monsanto causam problemas ambientais e sociais. Robin narra a hist&oacute;ria de um processo movido por moradores da pequena Anniston, no Sul dos EUA, contra a multinacional, dona de uma f&aacute;brica de PCB fechada em 1971. Conhecida no Brasil como Ascarel, a subst&acirc;ncia t&oacute;xica era usada na fabrica&ccedil;&atilde;o de transformadores e entrava na composi&ccedil;&atilde;o da tinta usada na pintura dos cascos das embarca&ccedil;&otilde;es. Aqui foi proibida em 1981.<\/p>\n<p> A Monsanto, relata a rep&oacute;rter, sabia dos efeitos perversos do produto desde 1937. Mas manteve a f&aacute;brica em funcionamento por mais 34 anos. Em 2002, ap&oacute;s sete anos de briga, os moradores de Anniston ganharam uma indeniza&ccedil;&atilde;o de 700 milh&otilde;es de d&oacute;lares. Na cidade, com menos de 20 mil habitantes, foram registrados 450 casos de crian&ccedil;as com uma doen&ccedil;a motora cerebral, al&eacute;m de dezenas de mortes provocadas pela contamina&ccedil;&atilde;o com o PCB. H&aacute; 42 anos, a pr&oacute;pria Monsanto realizou um estudo com a &aacute;gua de Anniston: os peixes morreram em tr&ecirc;s minutos cuspindo sangue.<\/p>\n<p> Robin alerta que os tent&aacute;culos da Monsanto atingem at&eacute; a Casa Branca. A influ&ecirc;ncia remonta aos tempos da Segunda Guerra Mundial e ao per&iacute;odo da chamada Guerra Fria. Donald Rumsfeld, ex-secret&aacute;rio de Defesa do governo Bush j&uacute;nior, dirigiu a divis&atilde;o farmac&ecirc;utica da companhia. A multinacional manteve ainda uma parceria com os militares. Em 1942, o diretor Charles Thomas e a empresa ingressaram no Projeto Manhattan, que resultou na produ&ccedil;&atilde;o da bomba at&ocirc;mica. O executivo encerrou a carreira na presid&ecirc;ncia da Monsanto (1951-1960).<\/p>\n<p> Na Guerra do Vietn&atilde; (1959-1975), a empresa fornecia o agente laranja, cujos efeitos duram at&eacute; hoje. A jornalista visitou o Museu dos Horrores da Dioxina, em Ho Chi Minh (antiga Saigon), onde se podem ver os efeitos do produto sobre fetos e rec&eacute;m-nascidos.<\/p>\n<p> Alan Gibson, vice-presidente da associa&ccedil;&atilde;o dos veteranos norte-americanos da Guerra do Vietn&atilde;, falou &agrave; autora dos efeitos do agente laranja: &quot;Um dia, estava lavando os p&eacute;s e um peda&ccedil;o de osso ficou na minha m&atilde;o&quot;.<\/p>\n<p> Boa parte do trabalho de Robin &eacute; dedicada a narrar as press&otilde;es sofridas por pesquisadores e funcion&aacute;rios de &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos que decidiram denunciar os efeitos dos produtos da empresa. &Eacute; o exemplo de Cate Jenkis, qu&iacute;mica da EPA, a ag&ecirc;ncia ambiental dos Estados Unidos.<\/p>\n<p> Em 1990, Jenkis fez um relat&oacute;rio sobre os efeitos da dioxina, o que lhe valeu a transfer&ecirc;ncia para um posto burocr&aacute;tico. Gra&ccedil;as &agrave; den&uacute;ncia da pesquisadora, a lei americana mudou e passou a conceder aux&iacute;lio a ex-combatentes do Vietn&atilde;. Ap&oacute;s longa batalha judicial, Jenkis foi reintegrada ao antigo posto.<\/p>\n<p> H&aacute; tamb&eacute;m o relato de Richard Burroughs, funcion&aacute;rio da FDA encarregado de avaliar o horm&ocirc;nio de crescimento bovino da Monsanto. Burroughs diz ter comprovado os efeitos nocivos do horm&ocirc;nio para a sa&uacute;de de homens e animais e constatou que, com o gado debilitado, os pecuaristas usavam altas doses de antibi&oacute;ticos. Resultado: o leite acabava contaminado. Burroughs, conta a jornalista, foi demitido. Mas um estudo recente revela que a taxa de c&acirc;ncer no seio entre as norte-americanas com mais de 50 anos cresceu 55,3% entre 1994, ano do lan&ccedil;amento do horm&ocirc;nio nos Estados Unidos, e 2002.<\/p>\n<p> Segundo Robin, a libera&ccedil;&atilde;o das sementes transg&ecirc;nicas nos Estados Unidos foi resultado do forte lobby da empresa na Casa Branca, principalmente durante o governo Clinton. Uma das &quot;coincid&ecirc;ncias&quot;: quem elaborou, na FDA, a regulamenta&ccedil;&atilde;o dos gr&atilde;os geneticamente modificados foi Michael Taylor, que nos anos 90 fora um dos vice-presidentes da Monsanto..<\/p>\n<p> A rep&oacute;rter se det&eacute;m sobre o &quot;princ&iacute;pio da equival&ecirc;ncia em subst&acirc;ncia&quot;, conceito fundamental para regulamenta&ccedil;&atilde;o dos transg&ecirc;nicos em todo o mundo. A f&oacute;rmula estabelece que os componentes dos alimentos de uma planta transg&ecirc;nica ser&atilde;o os mesmos ou similares aos encontrados nos alimentos &quot;convencionais&quot;.<\/p>\n<p> Robin encontrou-se com Dan Glickman, que foi secret&aacute;rio de Estado da Agricultura do governo Clinton, respons&aacute;vel pela autoriza&ccedil;&atilde;o dos transg&ecirc;nicos nos EUA. Glickman confessou, em 2006, ter mudado de posi&ccedil;&atilde;o e admitiu ter sido pressionado ap&oacute;s sugerir que as companhias realizassem testes suplementares sobre os transg&ecirc;nicos. As cr&iacute;ticas vieram dos colegas da &aacute;rea de com&eacute;rcio exterior.<\/p>\n<p> Houve press&otilde;es, segundo o livro, tamb&eacute;m no Reino Unido. O cientista Arpad Pusztai, funcion&aacute;rio do Instituto Rowett, um dos mais renomados da Gr&atilde;-Bretanha, teria sido punido ap&oacute;s divulgar resultados controversos sobre alimentos transg&ecirc;nicos. Em 1998, Pusztai deu uma entrevista &agrave; rede de tev&ecirc; BBC. Perguntado se comeria batatas transg&ecirc;nicas, disparou: &quot;N&atilde;o. Como um cientista que trabalha ativamente neste setor, considero que n&atilde;o &eacute; justo tomar os cidad&atilde;os brit&acirc;nicos por cobaias&quot;. Ap&oacute;s a entrevista, o contrato de Pusztai foi suspenso, sua equipe dissolvida, os documentos e computadores confiscados. Pusztai tamb&eacute;m foi proibido de falar com a imprensa. No artigo reproduzido &agrave; p&aacute;gina 11, Kuntz afirma que o cientista perdeu o emprego por n&atilde;o apresentar resultados consistentes que embasassem as declara&ccedil;&otilde;es &agrave; imprensa.<\/p>\n<p> Pusztai afirma que s&oacute; compreendeu a situa&ccedil;&atilde;o, em 1999, ao saber que assessores do governo brit&acirc;nico haviam ligado para a dire&ccedil;&atilde;o do instituto no dia da sua demiss&atilde;o. Em 2003, Robert Orsko, ex-integrante do Instituto Rowett, teria confirmado que a &quot;Monsanto tinha ligado para Bill Clinton, que, em seguida, ligou para Tony Blair&quot;. E assim o cientista perdeu o emprego.<\/p>\n<p> Nas viagens por pa&iacute;ses emergentes, Robin colheu hist&oacute;rias de falta de controle no plantio de transg&ecirc;nicos e preju&iacute;zos a pequenos agricultores. No M&eacute;xico, na Argentina e no Brasil, planta&ccedil;&otilde;es de soja e milho convencionais acabaram contaminadas por transg&ecirc;nicos, o que for&ccedil;ou, como no caso brasileiro, a libera&ccedil;&atilde;o do uso das sementes da Monsanto (que fatura com os royalties).<\/p>\n<p> De acordo com a jornalista, o uso da soja Roundup Ready (RR), muito utilizada no Brasil e na Argentina, acrescenta outro ganho &agrave; Monsanto, ao provocar o aumento do uso do herbicida Roundup. Na era pr&eacute;-RR, a Argentina consumia 1 milh&atilde;o de litros de glifosato, volume que saltou para 150 milh&otilde;es em 2005. De l&aacute; para c&aacute;, a empresa suprimiu os descontos na comercializa&ccedil;&atilde;o do pesticida, aumentando seus lucros.<\/p>\n<p> Um dos &iacute;cones do drama social dos transg&ecirc;nicos, diz o livro, &eacute; a &Iacute;ndia. Entre junho de 2005 (data da introdu&ccedil;&atilde;o do algod&atilde;o transg&ecirc;nico Bt no estado indiano de Maharashtra) e dezembro de 2006, 1.280 agricultores se mataram. Um suic&iacute;dio a cada oito horas. A maioria por n&atilde;o conseguir bancar os custos com o plantio de gr&atilde;os geneticamente modificados.<\/p>\n<p> Robin relata a trag&eacute;dia desses agricultores, que, durante s&eacute;culos, semearam seus campos e agora se v&ecirc;m &agrave;s voltas com a compra de sementes, adubos e pesticidas, num c&iacute;rculo vicioso que termina em muitos casos na ingest&atilde;o de um frasco de Roundup.<\/p>\n<p> A jornalista descreve ainda o que diz ser o poder da Monsanto sobre a m&iacute;dia internacional. Cita, entre outros, os casos dos jornalistas norte-americanos Jane Akre e Steve Wilson, duramente sancionados por terem realizado, em 1996, um document&aacute;rio sobre o horm&ocirc;nio do crescimento. No pa&iacute;s da democracia, a dupla se transformou em s&iacute;mbolo da censura.<\/p>\n<p> Os cientistas, conta o livro, s&atilde;o frequentemente &quot;cooptados&quot; pela gigante norte-americana. Entre os &quot;vendidos&quot; est&aacute; o renomado cancerologista Richard Doll, reconhecido por trabalhos que auxiliaram no combate &agrave; ind&uacute;stria do tabaco. Doll faleceu em 2005. No ano seguinte, o jornal brit&acirc;nico The Guardian revelou que durante 20 anos o pesquisador trabalhou para a Monsanto. Sua tarefa, com remunera&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria de 1,5 mil d&oacute;lares, era a de redigir artigos provando que o meio ambiente tem uma fun&ccedil;&atilde;o limitada na progress&atilde;o das doen&ccedil;as. Foi um intenso arquiteto do &quot;mundo m&aacute;gico&quot; da Monsanto.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sementes do poder Uma jornalista francesa acabou de lan&ccedil;ar um livro e um document&aacute;rio sobre a hist&oacute;ria obscura da Monsanto e sua liga&ccedil;&atilde;o &iacute;ntima com governos, cientistas e imprensa pelo mundo. 20\/03\/2008 http:\/\/www.cartacapital.com.br\/app\/materia.jsp?a=2&amp;a2=9&amp;i=475 A Monsanto produz 90% dos transg&ecirc;nicos plantados no mundo e &eacute; l&iacute;der no mercado de sementes. 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