{"id":3114,"date":"2008-03-16T22:12:38","date_gmt":"2008-03-16T22:12:38","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2008\/03\/16\/as-multis-no-alvo-dos-sem-terra-entrevista-com-joao-pedro-stedile\/"},"modified":"2017-10-02T21:39:31","modified_gmt":"2017-10-02T21:39:31","slug":"as-multis-no-alvo-dos-sem-terra-entrevista-com-joao-pedro-stedile","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2008\/03\/16\/as-multis-no-alvo-dos-sem-terra-entrevista-com-joao-pedro-stedile\/","title":{"rendered":"As m\u00faltis no alvo dos sem-terra. Entrevista com Joao Pedro Stedile"},"content":{"rendered":"<div>14\/03\/2008 20:33:12<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Reda&ccedil;&atilde;o CartaCapital (apenas esta parte inicial foi publicada na edi&ccedil;&atilde;o  impressa)<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<p> Em a&ccedil;&otilde;es voltadas &agrave; comemora&ccedil;&atilde;o do Dia Internacional da Mulher, no dia 8 de  mar&ccedil;o, agricultores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra  (MST) e &agrave; Via Campesina invadiram terras e ocuparam &aacute;reas de grandes empresas,  como a mineradora Vale do Rio Doce, a Aracruz Celulose e a sueco-finlandesa  Stora Enso. <br \/>Na segunda-feira 10, trabalhadoras rurais ocuparam um trecho  da ferrovia da Vale, em Resplendor (MG). As manifestantes protestavam contra a  constru&ccedil;&atilde;o da barragem de Aimor&eacute;s e contra a concentra&ccedil;&atilde;o de terras nas m&atilde;os da  empresa. De acordo com o movimento, a mineradora estaria comprometendo o meio  ambiente na regi&atilde;o. <\/p>\n<p>As invas&otilde;es se estenderam ao todo por 17 estados do  Pa&iacute;s nas &uacute;ltimas duas semanas, mobilizando um total de mais de 5 mil  trabalhadores, no que pode ser considerada a maior onda de ocupa&ccedil;&otilde;es dos &uacute;ltimos  anos. <\/p>\n<p>Um dos principais alvos das a&ccedil;&otilde;es do movimento, a Vale afirma que  desconhece a motiva&ccedil;&atilde;o das invas&otilde;es. &ldquo;N&oacute;s n&atilde;o mantemos nenhum tipo de di&aacute;logo  com o MST, at&eacute; porque o que o MST se prop&otilde;e a defender n&atilde;o diz nenhum respeito &agrave;  Vale&rdquo;, explica Tito Martins, diretor-executivo de assuntos corporativos e  energia da mineradora. <\/p>\n<p>O coordenador nacional do MST, Jo&atilde;o Pedro  Stedile, diz que essa movimenta&ccedil;&atilde;o acontece &ldquo;contra o abuso do avan&ccedil;o do capital  internacional e de suas empresas, que passaram a dominar a agricultura  brasileira, sem controle nenhum&rdquo;. <\/p>\n<p>Especificamente contra a Vale, Stedile  diz que as invas&otilde;es foram feitas &ldquo;porque a empresa desrespeita sistematicamente  popula&ccedil;&otilde;es locais e o meio ambiente&rdquo;, atitude que a mineradora afirma n&atilde;o tomar.  <\/p>\n<p>&ldquo;N&oacute;s tomamos muitos cuidados com as popula&ccedil;&otilde;es dos locais onde estamos,  porque a minera&ccedil;&atilde;o &eacute; um neg&oacute;cio que pode ter impactos negativos, em especial os  relacionados ao meio ambiente&rdquo;, diz Martins. &ldquo;Ent&atilde;o eu n&atilde;o consigo entender como  podem fazer alega&ccedil;&otilde;es de que n&oacute;s tratamos mal os munic&iacute;pios, n&atilde;o falamos com as  comunidades e coisas do g&ecirc;nero. &Eacute; s&oacute; ir nas comunidades e perguntar.&rdquo;  <\/p>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\n<div class=\"titulo\"><font size=\"6\"><strong>As raz&otilde;es do MST para invadir as  m&uacute;ltis<\/strong><\/font> <\/div>\n<p class=\"data\">14\/03\/2008 18:22:42<\/p>\n<p class=\"autor\"><em>Daniel Pinheiro<\/em>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"links-materia\">Apesar da Justi&ccedil;a ter recentemente se mostrado  favor&aacute;vel a algumas reivindica&ccedil;&otilde;es do MST, o l&iacute;der do movimento, Jo&atilde;o Pedro  St&eacute;dile, critica em entrevista&nbsp;&agrave; CartaCapital a pol&iacute;tica agr&aacute;ria do governo  Lula e explica o porqu&ecirc; das empresas multinacionais estarem agora na mira dos  protestos. <\/p>\n<p><strong>CartaCapital: A onda de protestos anunciada  recentemente pode ser considerada como uma frente organizada de desagrado com o  ritmo da reforma agr&aacute;ria no governo Lula? Como o MST avalia a posi&ccedil;&atilde;o do governo  em rela&ccedil;&atilde;o aos ideais de mudan&ccedil;a social que antes faziam parte da agenda do PT?  <br \/>Jo&atilde;o Pedro St&eacute;dile:<\/strong> As recentes mobiliza&ccedil;&otilde;es levadas a cabo pelos  movimentos da Via Campesina e, em especial, pelas companheiras mulheres, &eacute;  resultado de duas situa&ccedil;&otilde;es complementares. De um lado, a falta de uma pol&iacute;tica  que de fato priorize um modelo agr&iacute;cola voltado para a soberania alimentar, para  os camponeses e para reforma agr&aacute;ria. E de outro, um protesto contra o abuso do  avan&ccedil;o do capital internacional e de suas empresas, que passaram a dominar a  agricultura brasileira, sem controle nenhum, trazendo enormes conseq&uuml;&ecirc;ncias na  soberania do territ&oacute;rio, nos nossos recursos, e na agress&atilde;o de nosso meio  ambiente, por meio da monocultura desenfreada. <\/p>\n<p><strong>CC: A Vale diz  ter sido v&iacute;tima de sete invas&otilde;es do MST desde agosto de 2007. Existe uma  perspectiva realista do governo desapropriar terras da maior mineradora do pa&iacute;s?  Ou quais outros objetivos estariam por tr&aacute;s dessas invas&otilde;es concentradas nas  terras da empresa? <br \/>JPS:<\/strong> As mobiliza&ccedil;&otilde;es que houveram em alguns  estados contra a Vale do Rio Doce, decorreram porque, em todos esses Estados, a  Vale desrespeita sistematicamente popula&ccedil;&otilde;es locais e o meio ambiente. E  inclusive nem estava pagando os royalties devidos de sua maior mineradora para a  prefeitura de Parauapebas (PA). <\/p>\n<p><strong>CC: Muitas das invas&otilde;es recentes  do MST e da Via Campesina t&ecirc;m se concentrado em terras de grandes empresas, como  Vale, Aracruz e Stora Enso. Isso representa uma mudan&ccedil;a na estrat&eacute;gia do  movimento? A mudan&ccedil;a de curso significa que a distribui&ccedil;&atilde;o de terras avan&ccedil;ou?  <br \/>JPS:<\/strong> N&atilde;o &eacute; mudan&ccedil;a de estrat&eacute;gia do MST. &Eacute; apenas o resultado do  avan&ccedil;o dessas empresas transnacionais sobre nosso territ&oacute;rio, nossa terra, nossa  produ&ccedil;&atilde;o. Elas &eacute; que est&atilde;o mudando, comprando terras em &aacute;reas de fronteira, o  que &eacute; ilegal. Impondo o monocultivo de eucalipto, que &eacute; predador do meio  ambiente e traz enormes preju&iacute;zos. Foi a Aracruz que roubou 15 mil hectares dos  povos ind&iacute;genas e depois de nossas mobiliza&ccedil;&otilde;es teve que devolver por decis&atilde;o  judicial. E ainda falta devolver 22 mil hectares roubados de comunidades  quilombolas. Foi a Estora Enso quem comprou ilegalmente 56 mil hectares, na  fronteira com o Uruguai, e que o pr&oacute;prio Incra n&atilde;o legalizou.  <\/p>\n<p><strong>CC: Como o governo federal tem se posicionado diante de ind&iacute;cios  de abuso por parte das for&ccedil;as de reintegra&ccedil;&atilde;o de posse na ocupa&ccedil;&atilde;o no Rio Grande  do Sul? O governo parece disposto a impedir que o uso da viol&ecirc;ncia volte a ser  excessivo? Quais medidas foram tomadas? <br \/>JPS:<\/strong> Infelizmente muitos  governos estaduais continuam sendo neoliberais e totalmente comprometidos com as  empresas e seus financiadores de campanha. A governadora Yeda Crusius recebeu  500 mil reais das tr&ecirc;s empresas de celulose para sua campanha. Devolveu o agrado  mudando ilegalmente a lei de zoneamento ambiental, que existia h&aacute; anos, para  permitir a expans&atilde;o do eucalipto sobre o bioma dos pampas, totalmente  prejudicial. E agora usando a Brigada Militar como verdadeiro bra&ccedil;o armado das  transnacionais. Chegou ao c&uacute;mulo de usar um interdito proibit&oacute;rio contra a Via  Campesina, gen&eacute;rico, para fazer despejo sem ordem judicial. <\/p>\n<p>O governo  federal ficou quieto no caso da repress&atilde;o. Mas o Incra se manifestou,  denunciando que de fato as terras compradas pela Stora Enso, inclusive as que  ocupamos, eram ilegais. N&oacute;s esperamos que a opini&atilde;o p&uacute;blica ga&uacute;cha e a sociedade  percebam como as elites brasileiras usam o poder do Estado apenas para proteger  os interesses econ&ocirc;micos de grandes empresas transnacionais. <\/p>\n<p><strong>CC:  A decis&atilde;o da Justi&ccedil;a de proibir o plantio de eucalipto na regi&atilde;o de S&atilde;o Luiz do  Paraitinga, SP, mostra disposi&ccedil;&atilde;o por parte de for&ccedil;as governamentais em atender  as reivindica&ccedil;&otilde;es do MST? Essas medidas s&atilde;o suficientes? Como o MST planeja  garantir a durabilidade destes ganhos parciais? <br \/>JPS:<\/strong> O MST n&atilde;o tem  presen&ccedil;a na regi&atilde;o de S&atilde;o Luiz, que &eacute; dominada por pequenos e m&eacute;dios  agricultores. Essa decis&atilde;o &eacute; uma vit&oacute;ria do movimento ambientalista e do povo de  S&atilde;o Luiz que sempre protestou contra o monocultivo do eucalipto na regi&atilde;o, que  est&aacute; acabando com as nascentes de &aacute;gua, com a biodiversidade da flora e fauna.  Isso demonstra que, felizmente, ainda temos pessoas conscientes no poder  Judici&aacute;rio, que se preocupam com os interesses do povo, e n&atilde;o apenas com o lucro  das empresas. Espero que a moda pegue, e que outros magistrados assim  interpretem. <\/p>\n<p><strong>CC: O senhor tem alguma esperan&ccedil;a de ver uma  reforma agr&aacute;ria mais profunda ainda no governo Lula? <br \/>JPS:<\/strong> A reforma  agr&aacute;ria &eacute; uma necessidade. Nenhuma sociedade se constituiu democr&aacute;tica sem antes  democratizar a propriedade da terra. Mas n&atilde;o devemos esperar nada gratuitamente  de governo algum. Todas as conquistas do povo, em qualquer situa&ccedil;&atilde;o, sempre  dependeram do grau de consci&ecirc;ncia e de mobiliza&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o. Por isso que  muitas vezes, por mais justas que sejam as causas, elas demoram a se  concretizar. Porque dependem de mudan&ccedil;a da correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as. O Brasil vai  mudar quando o povo se mexer. <\/div>\n<div class=\"links-materia\">&nbsp;<\/div>\n<div class=\"links-materia\">\n<div id=\"box-perfil\" class=\"box-perfil-colunista\">\n<p><font size=\"6\"><strong>Sem di&aacute;logo<\/strong><\/font><\/p>\n<\/div>\n<p class=\"data\">14\/03\/2008 20:47:07<\/p>\n<p class=\"autor\"><font size=\"2\">Daniel Pinheiro <\/font><\/p>\n<p class=\"autor\">Tito Martins, diretor-executivo de assuntos corporativos e  energia da Vale, fala sobre as invas&otilde;es que &aacute;reas da empresa v&ecirc;m sofrendo por  parte do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra e sobre a acusa&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o  estar pagando os <em>royalties<\/em> devidos &agrave; prefeitura de Parauapebas (PA),  onde a mineradora explora min&eacute;rio de ferro, ouro e mangan&ecirc;s.  <\/p>\n<p><strong>CartaCapital: O MST diz que as invas&otilde;es feitas em propriedades  da Vale est&atilde;o baseadas no desrespeito sistem&aacute;tico contra as popula&ccedil;&otilde;es locais e  contra o meio ambiente. O que a Vale tem a falar sobre isso? <br \/>Tito  Martins:<\/strong> N&oacute;s tomamos muitos cuidados com as popula&ccedil;&otilde;es dos locais onde  estamos porque a minera&ccedil;&atilde;o &eacute; um neg&oacute;cio que pode ter impactos negativos, em  especial aos relacionados ao meio-ambiente. Esta &eacute; uma acusa&ccedil;&atilde;o falsa, porque  estamos sempre em contato com as popula&ccedil;&otilde;es, estamos sempre investindo em  capacita&ccedil;&atilde;o das pessoas que est&atilde;o neste locais, sempre buscando levar o  desenvolvimento humano. <\/p>\n<p>Se voc&ecirc; promove desenvolvimento das  municipalidades onde estamos, voc&ecirc; imediatamente gera uma demanda por m&atilde;o de  obra relacionada a servi&ccedil;os que s&atilde;o prestados &agrave;quela popula&ccedil;&atilde;o cuja atividade  toda est&aacute; ligada &agrave; minera&ccedil;&atilde;o. Ent&atilde;o voc&ecirc; vira um multiplicador de neg&oacute;cios, voc&ecirc;  passa a treinar gente para a presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os, que vai desde a agricultura  b&aacute;sica, passando por servi&ccedil;os gerais, tipo padaria, costureiras. <\/p>\n<p>A  minera&ccedil;&atilde;o age como atividade alavancadora de neg&oacute;cios, para o perfil  desenvolvimentista da regi&atilde;o. N&oacute;s estamos cada vez mais preocupados com a  popula&ccedil;&atilde;o das cidades onde tempos neg&oacute;cios. S&oacute; para dar uma no&ccedil;&atilde;o do que eu  estou falando, uma numerologia, s&oacute; me volume em programas sociais no ano  passado, destinado principalmente ao crescimento do ser humano, um ser  produtivo, um ser que possa realmente exercer as suas atividades, foram mais de  250 milh&otilde;es de d&oacute;lares investidos no Brasil. <\/p>\n<p>A Vale &eacute; reconhecida  nacionalmente e internacionalmente como uma empresa que tem uma extrema  preocupa&ccedil;&atilde;o com as quest&otilde;es ambientais. E a&iacute;, a gente quando fala isso n&atilde;o &eacute; s&oacute;  de acordo com a lei n&atilde;o. N&oacute;s temos pr&aacute;ticas inclusive que ultrapassam aquela  exig&ecirc;ncia legal, porque n&oacute;s nos preocupamos e de certa forma somos at&eacute; cobrados  por diferentes <em>stakeholders<\/em> (partes interessadas), de ser uma empresa  que, apesar de estar em uma atividade que gera impacto do ponto de vista  ambiental, ela trata este impacto e na verdade recupera as &aacute;reas onde ela est&aacute;.  Ent&atilde;o eu n&atilde;o consigo como podem fazer alega&ccedil;&otilde;es de que n&oacute;s tratamos mal os  munic&iacute;pios, n&atilde;o falamos com as comunidades e coisas do g&ecirc;nero. &Eacute; s&oacute; ir nas  comunidades e perguntar. <\/p>\n<p><strong>CC:E quanto &agrave; acusa&ccedil;&atilde;o de a Vale n&atilde;o  pagar os <em>royalties<\/em> devidos para a prefeitura de Parauapebas (PA)?  <br \/>TS:<\/strong> Eu n&atilde;o sei porque foi dito isso, eu desconhe&ccedil;o isso. Hoje n&oacute;s  temos quest&otilde;es relacionadas &agrave; CFEM, que na verdade o <em>royalty<\/em> da  minera&ccedil;&atilde;o &eacute; a CFEM (Compensa&ccedil;&atilde;o Financeira pela Explora&ccedil;&atilde;o de Recursos  Minerais), n&oacute;s temos discuss&otilde;es nem judiciais, mas administrativas, com o DNPM  n&atilde;o s&oacute; em Parauapebas mas tamb&eacute;m em v&aacute;rios munic&iacute;pios do Estado de Minas Gerais,  por conta de crit&eacute;rios de apura&ccedil;&atilde;o. Agora, n&oacute;s nunca deixamos de pagar nada que  era devido n&atilde;o. Eu desconhe&ccedil;o a raz&atilde;o de estarem levantando esta quest&atilde;o, como  uma quest&atilde;o de a Vale ser m&aacute; pagadora e coisas deste tipo. N&atilde;o fa&ccedil;o a menor  id&eacute;ia. <\/p>\n<p>Existem algumas discuss&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; interpreta&ccedil;&atilde;o da lei com  rela&ccedil;&atilde;o ao CFEM, e n&atilde;o a Royalties. A Vale tem uma interpreta&ccedil;&atilde;o sobre onde e  como h&aacute; incid&ecirc;ncia de CFEM e o DNPM tem outra. O que est&aacute; acontecendo &eacute; que os  munic&iacute;pios recorreram ao DNPM, v&aacute;rios deles e n&atilde;o s&oacute; Paraupebas, e a Vale est&aacute;  defendendo seu ponto de vista. Pois bem. O que acontece &eacute; que sobre aquela parte  que entendemos que a incid&ecirc;ncia est&aacute; OK, est&aacute; sendo pago, ou seja, n&atilde;o h&aacute;  inadimpl&ecirc;ncia da Vale. Agora, se voc&ecirc; conversar com alguns prefeitos, eles t&ecirc;m  uma interpreta&ccedil;&atilde;o. O que a gente quer deixar claro &eacute; que aquilo que a Justi&ccedil;a  determinar, est&aacute; pago. Ali&aacute;s n&atilde;o &eacute; nem a Justi&ccedil;a a&iacute;, est&aacute; em processo  administrativo e em entendimento sobre a forma de c&aacute;lculo. O que n&atilde;o &eacute; correto  dizer &eacute; que somos inadimplentes, apenas o que temos &eacute; um entendimento da  aplica&ccedil;&atilde;o, e os munic&iacute;pios t&ecirc;m outros. Mas &eacute; claro que n&oacute;s acreditamos que estas  quest&otilde;es v&atilde;o concluir para um entendimento. <\/p>\n<p>Isso n&atilde;o &eacute; nada excepcional.  Na verdade, o que est&aacute; na regra e no papel, na regulamenta&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o s&oacute; sobre a  CFEM, mas tamb&eacute;m sobre outros tributos, eventualmente, dada as caracter&iacute;sticas  de determinado tipo de opera&ccedil;&atilde;o, que acaba questionando sobre o fato de o  c&aacute;lculo ser feito via rota A ou via rota B o c&aacute;lculo, mas isso &eacute; uma coisa  corriqueira, rotineira. <br \/><strong>CC: Qual &eacute; a opini&atilde;o da Vale sobre as a&ccedil;&otilde;es  do MST? A empresa tentou estabelecer algum di&aacute;logo com o movimento para que as  a&ccedil;&otilde;es fossem encerradas? <br \/>TS:<\/strong> A gente n&atilde;o tem di&aacute;logo nenhum com o  MST. At&eacute; porque o que o MST se prop&otilde;e, imagino eu, a defender n&atilde;o diz respeito &agrave;  Vale. A Vale &eacute; uma empresa privada com milhares de acionistas, milhares de  brasileiros, brasileiros inclusive que usam o FGTS, que t&ecirc;m sido muito bem  informados ao longo dos anos, paga seus dividendos, tem gerado renda, gerado  empregos e continuamos na nossa vida. Estamos surpresos em virar alvo de  iniciativas do tipo que vem acontecendo. Isto &eacute; claramente uma mudan&ccedil;a no  comportamento destes movimentos e n&atilde;o h&aacute; o que comentar, apenas a lamentar s&oacute;  que tenham escolhido a nossa organiza&ccedil;&atilde;o para ser alvo de suas iniciativas.  Tomara que essas invas&otilde;es parem mesmo, porque eu acho que os maiores  prejudicados nessa hist&oacute;ria toda foram os trabalhadores. No caso da invas&atilde;o no  Maranh&atilde;o, por exemplo, em que h&aacute; um cons&oacute;rcio de que fazemos parte, que paralisa  a obra e o trabalhador n&atilde;o ganha, isto &eacute; o mais complicado. <\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>14\/03\/2008 20:33:12 &nbsp; Reda&ccedil;&atilde;o CartaCapital (apenas esta parte inicial foi publicada na edi&ccedil;&atilde;o impressa) &nbsp; Em a&ccedil;&otilde;es voltadas &agrave; comemora&ccedil;&atilde;o do Dia Internacional da Mulher, no dia 8 de mar&ccedil;o, agricultores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e &agrave; Via Campesina invadiram terras e ocuparam &aacute;reas de grandes empresas, como a mineradora [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":18,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[5],"class_list":["post-3114","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-publicaciones","tag-quien-es-el-mst"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3114","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/users\/18"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3114"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3114\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4018,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3114\/revisions\/4018"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3114"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3114"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3114"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}