{"id":3113,"date":"2008-03-13T18:13:46","date_gmt":"2008-03-13T18:13:46","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2008\/03\/13\/agricultor-baleado-durante-ocupao-da-usina-de-estreito\/"},"modified":"2017-10-02T21:39:31","modified_gmt":"2017-10-02T21:39:31","slug":"agricultor-baleado-durante-ocupao-da-usina-de-estreito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2008\/03\/13\/agricultor-baleado-durante-ocupao-da-usina-de-estreito\/","title":{"rendered":"Agricultor ? baleado durante ocupa??o da Usina de Estreito"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Tahoma\">12\/03\/2008<\/p>\n<p> Por volta da 23h30 de ontem (11\/3), durante a ocupa&ccedil;&atilde;o da Hidrel&eacute;trica de Estreito pelos militantes do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) e Via Campesina, o agricultor Welinton da Silva Silva levou um tiro na perna. Os movimentos acreditam que os disparos foram feitos por seguran&ccedil;as do Cons&oacute;rcio Estreito Energia (Ceste). Segundo relato, um carro tipo Uno, de cor cinza, entrou no acampamento, disparou v&aacute;rios tiros e foi embora. Mesmo ap&oacute;s o epis&oacute;dio, a pol&iacute;cia se recusou a dar seguran&ccedil;a ao acampamento. Welinton Silva est&aacute; no Hospital Municipal de Estreito.<br \/> <!--[if !supportLineBreakNewLine]--><br \/> <!--[endif]--><\/span>  <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">14 de mar&ccedil;o<\/p>\n<p> A ocupa&ccedil;&atilde;o faz parte da jornada do dia internacional de luta contra as barragens (o 14 de mar&ccedil;o). Os Movimentos Sociais exigem a paralisa&ccedil;&atilde;o das obras da usina e demais ao longo do rio Tocantins, para que seja feito um novo levantamento de impacto ambiental, pois o realizado anteriormente omite que cerca de 21 mil pessoas ser&atilde;o atingidas diretamente pela barragem, al&eacute;m de comunidades quilombolas do Bico do Papag&aacute;io.<\/p>\n<p> O Cons&oacute;rcio Estreito Energia (Ceste), respons&aacute;vel pela obra, &eacute; formado pelas empresas Vale, Acoa Alum&iacute;nio, Billiton Metais (BHP), Camargo Corr&ecirc;a Energia, e Tractebel. A hidrel&eacute;trica com pot&ecirc;ncia de 1.087 MW, se constru&iacute;da, vai formar um lago de 555 km2, e inundar&aacute; uma &aacute;rea de 400 km&sup2;.<br \/> <!--[if !supportLineBreakNewLine]--><br \/> <!--[endif]--><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Funcion&aacute;rio da Ceste &eacute; preso por atirar em manifestantes<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">13\/03\/2008<\/p>\n<p> O gerente de transportes do Ceste (Cons&oacute;rcio Estreito Energia), Luis Carlos Pereira Lima, foi preso ontem por ter baleado um agricultor durante a ocupa&ccedil;&atilde;o da Hidrel&eacute;trica de Estreito feita pelos militantes do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) e da Via Campesina.<\/p>\n<p> Por volta da 23h30 de ter&ccedil;a-feira (11\/3), o agricultor Welinton da Silva Silva levou um tiro na perna. Segundo relato, um carro tipo Uno, de cor cinza, entrou no acampamento, disparou v&aacute;rios tiros e foi embora. Testemunhas identificaram o atirador que j&aacute; havia entrado no acampamento 3 vezes naquele dia, amea&ccedil;ando os manifestantes.<\/p>\n<p> O Ceste, respons&aacute;vel pela obra, &eacute; formado pelas empresas Vale, Acoa Alum&iacute;nio, Billiton Metais, Camargo Corr&ecirc;a Energia, e Tractebel. A hidrel&eacute;trica com pot&ecirc;ncia de 1.087 MW, se constru&iacute;da, vai formar um lago de 555 km2, e inundar&aacute; uma &aacute;rea de 400 km&sup2;.<\/p>\n<p> 14 de mar&ccedil;o<\/p>\n<p> A ocupa&ccedil;&atilde;o faz parte da jornada do dia internacional de luta contra as barragens (o 14 de mar&ccedil;o). Os Movimentos Sociais exigem a paralisa&ccedil;&atilde;o das obras da usina e demais ao longo do rio Tocantins, para que seja feito um novo levantamento de impacto ambiental, pois o realizado anteriormente omite que cerca de 21 mil pessoas ser&atilde;o atingidas diretamente pela barragem, al&eacute;m de comunidades quilombolas do Bico do Papag&aacute;io.<br \/> <!--[if !supportLineBreakNewLine]--><br \/> <!--[endif]--><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">SEG&Uacute;N LA FOLHA DE SAO PAULO: <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;Militante do MST &eacute; baleado diante de canteiro de obras de hidrel&eacute;trica<br \/> Secretaria de Seguran&ccedil;a afirma que sem-terra brigou com trabalhador da obra<\/p>\n<p> DA AG&Ecirc;NCIA FOLHA<\/p>\n<p> Dois dias ap&oacute;s o MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) iniciar uma s&eacute;rie de protestos no pa&iacute;s para marcar o dia internacional contra as barragens, o sem-terra Welinton da Silva Silva, 18, foi atingido anteontem &agrave; noite por um tiro no acampamento montado em frente ao canteiro de obras da hidrel&eacute;trica de Estreito (MA).<\/p>\n<p> At&eacute; a tarde de ontem, Silva permanecia internado no hospital do munic&iacute;pio, mas n&atilde;o corre risco de morte. Segundo lideran&ccedil;as do MAB, ele &eacute; ligado ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).<br \/> Ontem a pol&iacute;cia prendeu um suspeito de ter feito o disparo. Segundo a Secretaria de Seguran&ccedil;a Cidad&atilde; do Estado, ele trabalha para o Cons&oacute;rcio Estreito Energia, respons&aacute;vel pela constru&ccedil;&atilde;o da usina. A secret&aacute;ria estadual de Seguran&ccedil;a Cidad&atilde;, Eur&iacute;dice Vidigal, disse que o tiro resultou de uma briga entre o manifestante e um trabalhador da obra. Segundo ela, o n&uacute;mero de manifestantes acampados caiu de 300 pessoas anteontem para cerca de 70.<\/p>\n<p> A assessoria do cons&oacute;rcio disse que por ora n&atilde;o vai se manifestar sobre o epis&oacute;dio e que as obras continuavam paralisadas. Anteontem, o Ceste obteve uma liminar pela qual mant&eacute;m a posse da &aacute;rea da usina.<\/p>\n<p> A secret&aacute;ria disse que hoje mais 40 policiais devem se deslocar para fazer a seguran&ccedil;a da &aacute;rea, mas que eles ser&atilde;o acompanhados por negociadores. Os manifestantes reivindicam o aumento das indeniza&ccedil;&otilde;es pagas aos atingidos pela barragem e amplia&ccedil;&atilde;o do estudo de impacto ambiental da obra.<\/p>\n<p> Manifesta&ccedil;&otilde;es<br \/> No Paran&aacute;, cerca de 400 integrantes do MAB e da Via Campesina invadiram ontem o p&aacute;tio da Tractebel Energia, respons&aacute;vel pela usina Salto Santiago, em Saudade do Igua&ccedil;u (PR). O grupo saiu da empresa por volta das 16h30. Manifestantes tamb&eacute;m bloquearam por duas horas a BR-158.<\/p>\n<p> Na Para&iacute;ba, cerca de cem integrantes do MAB fecharam durante duas horas a BR-104, na regi&atilde;o de Campina Grande (PB). Em Belo Horizonte (MG), manifestantes ligados ao MAB e outros movimentos protestaram em frente &agrave; Cemig para pedir descontos na conta de luz.<\/p>\n<p> Em Rond&ocirc;nia, cerca de 500 pessoas permanecem na termel&eacute;trica Rio Madeira, em Porto Velho. Ontem manifestantes come&ccedil;aram a deixar o canteiro de obras do Canal de Irriga&ccedil;&atilde;o, em Morada Nova (CE), ap&oacute;s negocia&ccedil;&atilde;o. Manifestantes encerraram protesto em frente &agrave; usina hidrel&eacute;trica de Machadinho, na divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina, ap&oacute;s agendarem uma audi&ecirc;ncia.<br \/> O MST bloqueou ontem a BR-153, em Promiss&atilde;o (SP).<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>12\/03\/2008 Por volta da 23h30 de ontem (11\/3), durante a ocupa&ccedil;&atilde;o da Hidrel&eacute;trica de Estreito pelos militantes do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) e Via Campesina, o agricultor Welinton da Silva Silva levou um tiro na perna. 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