{"id":3109,"date":"2008-03-10T10:08:21","date_gmt":"2008-03-10T10:08:21","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2008\/03\/10\/promotor-pede-priso-preventiva-de-stedile\/"},"modified":"2017-10-02T21:39:32","modified_gmt":"2017-10-02T21:39:32","slug":"promotor-pede-priso-preventiva-de-stedile","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2008\/03\/10\/promotor-pede-priso-preventiva-de-stedile\/","title":{"rendered":"Promotor pede pris\u00e3o preventiva de Stedile"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Jornal estado de sao paulo 8 de mar&ccedil;o de 08<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;Acusado de participar da depreda&ccedil;&atilde;o do viveiro da Aracruz, h&aacute; 2 anos, at&eacute; hoje Justi&ccedil;a n&atilde;o conseguiu encontrar nem notificar o l&iacute;der do MST <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Elder Ogliari <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">O promotor de Barra do Ribeiro (RS), Daniel Indrusiak, pediu &agrave; Justi&ccedil;a a pris&atilde;o preventiva do l&iacute;der do Movimento dos Sem-Terra (MST) Jo&atilde;o Pedro Stedile, acusado de participar da organiza&ccedil;&atilde;o da depreda&ccedil;&atilde;o de um viveiro de mudas e um laborat&oacute;rio da Aracruz Celulose, por cerca de 1.500 mulheres da Via Campesina. A invas&atilde;o completa dois anos hoje. O juiz Jonatas de Oliveira Pimentel ainda n&atilde;o se manifestou sobre o pedido.<\/span><\/p>\n<p>Indrusiak est&aacute; convencido de que h&aacute; uma estrat&eacute;gia de Stedile para frustrar o processo, porque a Justi&ccedil;a n&atilde;o consegue notific&aacute;-lo para que apresente sua defesa desde abril de 2006, quando aceitou a den&uacute;ncia. Segundo o promotor, o l&iacute;der do MST nunca est&aacute; em seus endere&ccedil;os conhecidos nem compareceu a uma audi&ecirc;ncia marcada por edital em maio passado.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\"> <br \/> &ldquo;Ele tem o direito de se defender, mas deve fazer isso na Justi&ccedil;a&rdquo;, disse. &ldquo;Como dificulta a cita&ccedil;&atilde;o, h&aacute; condi&ccedil;&otilde;es para pedir a pris&atilde;o preventiva&rdquo;, explicou, ressalvando que isso n&atilde;o corresponde a um julgamento de culpa na depreda&ccedil;&atilde;o, apenas a submiss&atilde;o de Stedile ao processo.<\/p>\n<p> No Dia Internacional da Mulher em 2006, mulheres ligadas &agrave; Via Campesina sa&iacute;ram de &ocirc;nibus de diferentes lugares do Rio Grande do Sul at&eacute; a Aracruz. L&aacute; renderam motoristas e vigias, entraram na &aacute;rea de expedi&ccedil;&atilde;o e num laborat&oacute;rio e destru&iacute;ram 3 milh&otilde;es de mudas de eucaliptos e equipamentos. O preju&iacute;zo foi calculado em US$ 700 mil.<\/p>\n<p> Em Porto Alegre, onde participava de confer&ecirc;ncia sobre reforma agr&aacute;ria, Stedile deu entrevistas saudando as mulheres por chamarem a aten&ccedil;&atilde;o da sociedade para os problemas causados pela monocultura do eucalipto. Depois disse que n&atilde;o poderia ser condenado por expressar sua opini&atilde;o num pa&iacute;s em que h&aacute; liberdade de express&atilde;o.<\/p>\n<p> Depois da investiga&ccedil;&atilde;o policial, Indrusiak denunciou 37 pessoas como l&iacute;deres ou organizadores da depreda&ccedil;&atilde;o. Dois anos depois, a Justi&ccedil;a ainda n&atilde;o conseguiu ouvir Stedile e outros oito acusados. O processo pode se arrastar e alguns crimes podem prescrever. S&oacute; depois da apresenta&ccedil;&atilde;o da defesa pr&eacute;via de todos os r&eacute;us &eacute; que come&ccedil;am os depoimentos das testemunhas de acusa&ccedil;&atilde;o e defesa, que s&atilde;o muitas e, em geral, de dif&iacute;cil localiza&ccedil;&atilde;o. &ldquo;N&atilde;o tenho como dar prazo para o julgamento, mas imagino, por alto, que demorar&aacute; ao menos uns dois anos&rdquo;, admitiu o juiz Pimentel.<\/p>\n<p> Para tentar acelerar o trabalho, o processo foi dividido. Desde o ano passado est&atilde;o fora do processo principal Maria Rodrigues e Maria Leonor Batista, de paradeiro desconhecido. Em fevereiro, Indrusiak pediu a passagem de mais sete acusados para o processo secund&aacute;rio.<\/p>\n<p> Al&eacute;m de Stedile, n&atilde;o foram localizados Manuela Bailosa, procurada em Mato Grosso do Sul e Bahia, e Orac&eacute;lia Chaves, procurada no Rio Grande do Sul. Loiva Rubenich, morreu em outubro de 2006. Outros tr&ecirc;s moram no exterior. Da Indon&eacute;sia, a pol&iacute;cia avisou &agrave; Justi&ccedil;a que n&atilde;o localizou Henry Saragyh. A Rep&uacute;blica Dominicana e a Su&iacute;&ccedil;a ainda n&atilde;o responderam &agrave;s cartas que pediam o interrogat&oacute;rio de Juana Ferrer de Sanchez e Corinne Chantal Dobler. J&aacute; as autoridades espanholas conseguiram ouvir o brit&acirc;nico Paul Nicholson e enviaram as respostas, que foram anexadas ao inqu&eacute;rito.<\/p>\n<p> No segundo anivers&aacute;rio do ataque, a Aracruz preferiu guardar sil&ecirc;ncio. Anteriormente, diretores j&aacute; haviam deixado claro que a empresa vai pedir repara&ccedil;&atilde;o de danos &agrave;s pessoas que forem condenadas pela Justi&ccedil;a.<\/p>\n<p> MARCO<\/p>\n<p> A invas&atilde;o da Aracruz &eacute; considerada um marco para a Via Campesina. Daquele dia em diante, os projetos de planta&ccedil;&atilde;o de 400 mil hectares de eucaliptos para abastecer futuras f&aacute;bricas de celulose provocam pol&ecirc;micas no Rio Grande do Sul. Movimentos de pequenos agricultores, sem-terra e ambientalistas condenam o que chamam de &ldquo;deserto verde da monocultura de eucaliptos&rdquo; e defendem o uso das terras para a reforma agr&aacute;ria. O governo ga&uacute;cho, prefeitos, ruralistas e industriais defendem os projetos, alegando que poder&atilde;o tirar a metade sul do Estado da estagna&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica.<\/p>\n<p> Para o frei S&eacute;rgio Gorgen, ex-deputado estadual pelo PT e uma esp&eacute;cie de porta-voz da Via Campesina, as mulheres que participaram da invas&atilde;o da Aracruz merecem uma est&aacute;tua por terem mostrado o problema da monocultura &agrave; sociedade. &ldquo;Infelizmente o poder p&uacute;blico est&aacute; totalmente curvado ao capital&#39;, lamenta, citando a mobiliza&ccedil;&atilde;o da bancada federal pela redu&ccedil;&atilde;o da faixa de fronteira para facilitar a aquisi&ccedil;&atilde;o de terras pela sueco-finlandesa Stora Enso.<\/p>\n<p> A pr&oacute;pria Via Campesina trata de manter vivo o tema com protestos peri&oacute;dicos. Depois da depreda&ccedil;&atilde;o da Aracruz, voltou &agrave; carga invadindo quatro planta&ccedil;&otilde;es de eucaliptos de diferentes empresas por algumas horas em mar&ccedil;o do ano passado e destruindo quatro hectares da planta&ccedil;&atilde;o da Stora Enso na Fazenda Tarum&atilde;, na ter&ccedil;a-feira.<\/p>\n<p> &ldquo;Amea&ccedil;as como as que temos assistido representam um retrocesso, principalmente no momento em que governo e empres&aacute;rios buscam superar obst&aacute;culos ao desenvolvimento sustent&aacute;vel do pa&iacute;s&rdquo;, argumentou em nota divulgada ontem a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa). Para a entidade, a&ccedil;&otilde;es como a destrui&ccedil;&atilde;o do viveiro da Aracruz em 2006 constituem uma &ldquo;atitude criminosa de agress&atilde;o e desrespeito aos direitos constitucionais&rdquo;.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jornal estado de sao paulo 8 de mar&ccedil;o de 08 &nbsp;Acusado de participar da depreda&ccedil;&atilde;o do viveiro da Aracruz, h&aacute; 2 anos, at&eacute; hoje Justi&ccedil;a n&atilde;o conseguiu encontrar nem notificar o l&iacute;der do MST Elder Ogliari O promotor de Barra do Ribeiro (RS), Daniel Indrusiak, pediu &agrave; Justi&ccedil;a a pris&atilde;o preventiva do l&iacute;der do Movimento [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":18,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[6],"class_list":["post-3109","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-publicaciones","tag-articulos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3109","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/users\/18"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3109"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3109\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4023,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3109\/revisions\/4023"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3109"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3109"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3109"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}