{"id":3108,"date":"2008-03-10T10:06:46","date_gmt":"2008-03-10T10:06:46","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2008\/03\/10\/via-campesina-destri-pesquisa-da-monsanto\/"},"modified":"2017-10-02T21:39:33","modified_gmt":"2017-10-02T21:39:33","slug":"via-campesina-destri-pesquisa-da-monsanto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2008\/03\/10\/via-campesina-destri-pesquisa-da-monsanto\/","title":{"rendered":"Via Campesina destr?i pesquisa da Monsanto"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Grupo de mulheres invade &aacute;rea no interior de SP, rende porteiro e arrasa viveiro e campo de milho transg&ecirc;nico <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Br&aacute;s Henrique <\/span><\/p>\n<p>  <span style=\"font-size: 9pt; font-family: Tahoma\">Um grupo de mulheres da Via Campesina invadiu na madrugada de ontem uma unidade de pesquisa da empresa Monsanto, localizada em Santa Cruz das Palmeiras, munic&iacute;pio do interior de S&atilde;o Paulo, na regi&atilde;o de Ribeir&atilde;o Preto. Elas cortaram a cerca, renderam e amarraram o porteiro e depois destru&iacute;ram um viveiro e o campo experimental de milho transg&ecirc;nico da empresa. Antes de sair, elas picharam as paredes da guarita de entrada com express&otilde;es como &ldquo;mulheres em luta&rdquo; e &ldquo;transg&ecirc;nico mata&rdquo;.<br \/> <!--[if !supportLineBreakNewLine]--><br \/> <!--[endif]--><\/span>  <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">A Monsanto &eacute; uma das maiores empresas do mundo na &aacute;rea de biotecnologia, produ&ccedil;&atilde;o e comercializa&ccedil;&atilde;o de sementes. Em fevereiro ela e a Bayer, outra gigante do setor, haviam obtido uma importante vit&oacute;ria no Conselho Nacional de Biosseguran&ccedil;a, que, depois de um longo debate, liberou para produ&ccedil;&atilde;o e venda duas variedades de sementes que vinham sendo pesquisadas em campos experimentais. Um deles era o de Santa Cruz das Palmeiras. O protesto das mulheres da Via Campesina, portanto, n&atilde;o foi somente contra a Monsanto. Ele mirou tamb&eacute;m as autoridades que regulam o setor de biotecnologia.<\/p>\n<p> A Pol&iacute;cia Civil abriu inqu&eacute;rito para investigar o caso. Em nota, a Monsanto, que n&atilde;o permitiu o acesso da imprensa &agrave; &aacute;rea de plantio, condenou o ato.<\/p>\n<p> Foi a segunda vez que aquela unidade foi invadida. Em julho de 2001, integrantes do Greenpeace foram at&eacute; l&aacute; e jogaram tinta vermelha na &aacute;rea plantada, afirmando que o cultivo de transg&ecirc;nicos era irregular.<\/p>\n<p> A invas&atilde;o de ontem, que faz parte de uma jornada de lutas da Via Campesina para lembrar o Dia Internacional da Mulher, ocorreu por volta das tr&ecirc;s horas. Foi quando as mulheres chegaram &agrave; guarita, depois de atravessar um trecho de 50 metros de mato.<\/p>\n<p> &ldquo;Nosso objetivo &eacute; protestar contra a decis&atilde;o do conselho de ministros que liberou o cultivo de duas variedades de milho transg&ecirc;nico &#8211; o que pode trazer v&aacute;rias conseq&uuml;&ecirc;ncias aos pequenos produtores e &agrave; reforma agr&aacute;ria do Pa&iacute;s&rdquo;, disse em Bras&iacute;lia a coordenadora nacional da Via Campesina e do Movimento dos Sem-terra (MST), Marina dos Santos. &ldquo;O cultivo dos transg&ecirc;nicos tira a autonomia dos produtores brasileiros, que ficam ref&eacute;ns da Monsanto, que quer dominar o mercado de sementes no mundo.&rdquo;<\/p>\n<p> A coordenadora do MST tamb&eacute;m disse que persistem diverg&ecirc;ncias entre os cientistas a respeito do impacto ambiental e os danos &agrave; sa&uacute;de que as sementes transg&ecirc;nicas podem causar: &ldquo;O Brasil teria de esperar o resultado final desse estudo.&rdquo;<\/p>\n<p> A Monsanto registrou boletim de ocorr&ecirc;ncia pela manh&atilde;. De acordo com o relato de Marcos Palhares, representante da &aacute;rea de biotecnologia, &agrave; pol&iacute;cia, cerca de 40 mulheres teriam invadido a &aacute;rea com paus e foices, danificando em seguida tr&ecirc;s experimentos e a estufa, deixando bandeiras do MST e da Via Campesina para tr&aacute;s.<\/p>\n<p> DEPEND&Ecirc;NCIA<\/p>\n<p> A Via Campesina, organiza&ccedil;&atilde;o internacional que no Brasil &eacute; representada principalmente pelo MST, &eacute; contr&aacute;ria &agrave; libera&ccedil;&atilde;o dada pelo conselho de ministros, em fevereiro, para as duas variedades de milho transg&ecirc;nico (a Guardian, da linhagem MON810, da Monsanto, e a Libertlink, da alem&atilde; Bayer). Seus l&iacute;deres v&ecirc;em no avan&ccedil;o das pesquisas com transg&ecirc;nicos o risco de uma depend&ecirc;ncia cada vez maior dos produtores rurais diante dos grandes grupos da &aacute;rea da biotecnologia e do agroneg&oacute;cio. De acordo com nota da entidade internacional, &ldquo;os transg&ecirc;nicos n&atilde;o s&atilde;o simplesmente organismos geneticamente modificados, mas produtos criados em laborat&oacute;rios que colocam a agricultura nas m&atilde;os do mundo financeiro e industrial&rdquo;. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Folha de sao paulo, 8 de mar&ccedil;o 08<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Via Campesina depreda Monsanto em SP <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Sem-terra destroem campo de milho transg&ecirc;nico em protesto contra libera&ccedil;&atilde;o de duas variedades do gr&atilde;o pelo governo<\/p>\n<p> Multinacional relata em boletim de ocorr&ecirc;ncia que foi invadida por cerca de 40 pessoas; movimento afirma que eram 300 manifestantes <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">MAUR&Iacute;CIO SIMIONATO<br \/> DA AG&Ecirc;NCIA FOLHA, EM SANTA CRUZ DAS PALMEIRAS (SP) <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Um grupo de manifestantes -na maioria mulheres- ligados &agrave; Via Campesina invadiu na madrugada de ontem a unidade de pesquisa da empresa norte-americana Monsanto, em Santa Cruz das Palmeiras (244 km de S&atilde;o Paulo), e destruiu um viveiro e um campo experimental de milho transg&ecirc;nico.<br \/> A Monsanto registrou boletim de ocorr&ecirc;ncia na Pol&iacute;cia Civil da cidade, no qual relatou que um vigia da empresa, que estava na guarita, foi rendido e ficou amarrado durante 40 minutos. Ningu&eacute;m ficou ferido.<br \/> No boletim, a empresa registrou que foi invadida por cerca de 40 pessoas. No entanto, um funcion&aacute;rio disse &agrave; Folha que foram cerca de cem pessoas. J&aacute; a dire&ccedil;&atilde;o nacional do movimento afirmou que 300 pessoas participaram da invas&atilde;o.<br \/> A Pol&iacute;cia Civil abriu inqu&eacute;rito para apurar os crimes de dano ao patrim&ocirc;nio e de c&aacute;rcere privado. Segundo o boletim de ocorr&ecirc;ncia, antes de amarrar o vigia, os manifestantes o renderam &quot;com foices e paus&quot;.<br \/> Em 2001, o Greenpeace j&aacute; havia realizado um protesto nessa mesma &aacute;rea contra o plantio de milho geneticamente modificado. Na ocasi&atilde;o, os ativistas cercaram uma planta&ccedil;&atilde;o experimental e coloriram as sementes com tinta at&oacute;xica.<br \/> Na ter&ccedil;a-feira, 69 pessoas ligadas &agrave; Via Campesina ficaram feridas durante reintegra&ccedil;&atilde;o de posse feita pela PM em fazenda da multinacional Stora Enso em Ros&aacute;rio do Sul (RS).<br \/> Ontem, os manifestantes chegaram por volta das 3h e derrubaram parte de um alambrado que d&aacute; acesso &agrave; empresa. Em seguida, destru&iacute;ram o viveiro e o campo experimental. A a&ccedil;&atilde;o durou cerca de uma hora. Quando a PM chegou, n&atilde;o havia mais ningu&eacute;m no local.<br \/> A Via Campesina disse que o objetivo era protestar contra a libera&ccedil;&atilde;o de duas variedades de milho transg&ecirc;nico pelo Conselho Nacional de Biosseguran&ccedil;a. Segundo nota do movimento, &quot;o governo Lula cedeu &agrave;s press&otilde;es das empresas do agroneg&oacute;cio e liberou, em fevereiro, o plantio e comercializa&ccedil;&atilde;o das variedades Guardian (da linhagem MON810 da Monsanto) e Libertlink (da alem&atilde; Bayer)&quot;.<br \/> A invas&atilde;o faz parte da Jornada Nacional de Lutas da Via Campesina. Uma guarita da empresa foi pichada com dizeres &quot;Mulheres em luta&quot;, &quot;Fora Monsanto&quot;, &quot;MST&quot; e &quot;Movimento Via Campesina&quot;.<br \/> &quot;O objetivo foi protestar contra a decis&atilde;o do Brasil de produzir milho transg&ecirc;nico. N&atilde;o existe nenhum estudo conclusivo que diga se tem ou n&atilde;o tem problemas para a sa&uacute;de e para o ambiente&quot;, disse uma das coordenadoras da Via Campesina, Marina dos Santos.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Multinacional condena a&ccedil;&atilde;o dos sem-terra <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">DA AG&Ecirc;NCIA FOLHA, EM SANTA CRUZ DAS PALMEIRAS <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">A Monsanto divulgou nota ontem condenando a invas&atilde;o: &quot;A Monsanto condena veementemente atos ilegais como este, inclusive desrespeitando recentes decis&otilde;es do Poder Judici&aacute;rio&quot;, diz. &quot;A empresa acredita que, num regime democr&aacute;tico, como o que vivemos, discord&acirc;ncias -ideol&oacute;gicas ou n&atilde;o- devem ser expressas por meio dos caminhos legais e de livre forma de express&atilde;o e n&atilde;o por meio de atentados aos indiv&iacute;duos e &agrave; propriedade privada.&quot;<br \/> Segundo a Monsanto, &quot;a biotecnologia &eacute; uma tecnologia que contribui para uma agricultura sustent&aacute;vel e com menor uso de agroqu&iacute;micos&quot;, e foi &quot;aprovada no Brasil com pareceres conclusivos (t&eacute;cnicos e socioecon&ocirc;micos) emitidos pelos &oacute;rg&atilde;os federais competentes&quot;. A empresa diz que &quot;o segmento de pequenos agricultores &eacute; um dos que mais poderia se beneficiar da biotecnologia como j&aacute; t&ecirc;m demonstrado os exemplos no Brasil e no exterior&quot;.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Grupo de mulheres invade &aacute;rea no interior de SP, rende porteiro e arrasa viveiro e campo de milho transg&ecirc;nico Br&aacute;s Henrique Um grupo de mulheres da Via Campesina invadiu na madrugada de ontem uma unidade de pesquisa da empresa Monsanto, localizada em Santa Cruz das Palmeiras, munic&iacute;pio do interior de S&atilde;o Paulo, na regi&atilde;o de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":18,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[6],"class_list":["post-3108","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-publicaciones","tag-articulos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3108","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/users\/18"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3108"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3108\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4024,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3108\/revisions\/4024"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3108"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3108"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3108"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}