{"id":3107,"date":"2008-03-07T15:57:22","date_gmt":"2008-03-07T15:57:22","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2008\/03\/07\/via-campesina-faz-mobilizaes-contra-o-agronegcio-e-a-monocultura\/"},"modified":"2017-10-02T21:39:33","modified_gmt":"2017-10-02T21:39:33","slug":"via-campesina-faz-mobilizaes-contra-o-agronegcio-e-a-monocultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2008\/03\/07\/via-campesina-faz-mobilizaes-contra-o-agronegcio-e-a-monocultura\/","title":{"rendered":"Via Campesina faz mobiliza??es contra o agroneg\u00f3cio e a monocultura"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">A Via Campesina Brasil realizou protestos e&nbsp;marchas por Reforma Agr&aacute;ria e contra o agroneg&oacute;cio,&nbsp;nesta quinta-feira (06\/03), em diversos estados, dentro das atividades&nbsp;organizadas em torno&nbsp;da semana&nbsp;do Dia&nbsp;das&nbsp;Mulheres. J&aacute; aconteceram atividades em Rio Grande do Sul, Pernambuco, Alagoas, Bahia e Rond&ocirc;nia. <\/span><\/p>\n<p>  <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&quot;A Via Campesina est&aacute; tentando ao longo dos anos, juntos com alguns movimentos de mulheres da cidade, resgatar&nbsp;o dia das mulheres como um per&iacute;odo de lutas. Hoje essa luta tem crescido&nbsp;por causa&nbsp;do avan&ccedil;o do agroneg&oacute;cio no campo, que&nbsp;atinge principalmente as mulheres e as crian&ccedil;as&quot;, afirma a integrante da coordena&ccedil;&atilde;o setor de g&ecirc;nero, Lourdes Vicente. <\/p>\n<p> As manifesta&ccedil;&otilde;es&nbsp;contra a viol&ecirc;ncia da Brigada Militar do Rio Grande do Sul e a den&uacute;ncia de compra de terras ilegais em &aacute;rea de fronteira pela empresa sueco finlandesa Stora seguiram com protestos no interior do estado e audi&ecirc;ncia em Bras&iacute;lia. As mulheres receberam tamb&eacute;m mensagens de apoio de diversas entidades e personalidades, que condenaram a viol&ecirc;ncia da pol&iacute;cia (veja em <a href=\"http:\/\/www.mst.org.br\/mst\/pagina.php?cd=5000\">http:\/\/www.mst.org.br\/mst\/pagina.php?cd=5000<\/a>).<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\"><br \/> Em Santana do Livramento, as 900 trabalhadoras rurais&nbsp;fizeram caminhada &agrave; Pra&ccedil;a Binacional, na fronteira com Rivera, onde realizaram um ato pol&iacute;tico contra a Stora Enso, que descumpre a legisla&ccedil;&atilde;o brasileira e usa empresas laranja para comprar terras a menos de 150 km da fronteira, como determina a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal.<\/p>\n<p> Em Encruzilhada do Sul, 600 camponesas fizeram marcha at&eacute; a Fazenda Bota, da Aracruz Celulose, para denunciar os preju&iacute;zos ambientais do plantio de pinus e eucaliptos e a viola&ccedil;&atilde;o de direitos trabalhistas dos&nbsp;funcion&aacute;rios que atuam no corte da madeira. <br \/> &nbsp;<br \/> Cerca de 250 mulheres realizaram caminhada em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; Superintend&ecirc;ncia Regional da Pol&iacute;cia Federal, em Porto Alegre, para&nbsp;cobrar informa&ccedil;&otilde;es sobre a investiga&ccedil;&atilde;o da compra ilegal de terras na faixa de fronteira pela Stora Enso. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Em Bras&iacute;lia, mulheres da Via Campesina&nbsp;denunciaram trucul&ecirc;ncia do governo do RS e ilegalidade da Stora Enso a ministros, parlamentares e diplomatas. Em audi&ecirc;ncia com o ministro da Justi&ccedil;a, Tarso Genro, militantes da Via Campesina e parlamentares encaminharam no in&iacute;cio da manh&atilde; o depoimento da militante ferida durante o conflito com a Brigada Militar Ga&uacute;cha em Ros&aacute;rio do Sul, Mara&iacute;sa Talaska. Funcion&aacute;rios da Secretaria de Assuntos Legislativos do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a devem encaminhar a den&uacute;ncia aos &oacute;rg&atilde;os respons&aacute;veis.&nbsp;Durante a audi&ecirc;ncia com o ministro da Justi&ccedil;a, foram apresentados os documentos que comprovam a situa&ccedil;&atilde;o irregular da empresa Stora Enso no Brasil.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Mara&iacute;sa, ainda pela manh&atilde;, tamb&eacute;m foi ao Senado Federal participar da abertura da subcomiss&atilde;o de &quot;Defesa da Mulher&quot; da Comiss&atilde;o de Direitos Humanos da casa. Na presen&ccedil;a de senadores e&nbsp;artistas, a militante da Via Campesina mostrou em sua pele o resultado da a&ccedil;&atilde;o violenta da Pol&iacute;cia Militar do Rio Grande do Sul. A senadora Ideli Salvati (PT\/SC) e o senador Paulo Paim (PT\/RS) se comprometeram em realizar audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas sobre o tema. Na Embaixada da Su&eacute;cia, a comitiva&nbsp;formada por integrantes da&nbsp;Via Campesina e parlamentares entregou o dossi&ecirc; sobre a atua&ccedil;&atilde;o ilegal&nbsp;da Stora Enso no pa&iacute;s e sobre a viol&ecirc;ncia contra as mulheres cometida pelo governo ga&uacute;cho. Ao receber os documentos,&nbsp;os&nbsp;secret&aacute;rios das embaixadas da Su&eacute;cia e da Finl&acirc;ndia&nbsp;revelaram&nbsp;um quadro&nbsp;bastante preocupante para o povo brasileiro:&nbsp;a Stora Enso&nbsp;est&aacute; fechando&nbsp;suas f&aacute;bricas na Su&eacute;cia&nbsp;para passar a&nbsp;atuar exclusivamente&nbsp;no chamado &quot;Terceiro Mundo&quot;.&nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Em Pernambuco, as mulheres camponesas fizeram tr&ecirc;s manifesta&ccedil;&otilde;es contra o agroneg&oacute;cio e a monocultura da cana-de-a&ccedil;&uacute;car. Cerca de 500 mulheres da Via Campesina ocuparam a sede da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento do Vale do S&atilde;o Francisco), em Petrolina, sert&atilde;o de Pernambuco, em protesto contra o modelo de desenvolvimento implantado na regi&atilde;o, que beneficia empreendimentos de irriga&ccedil;&atilde;o&nbsp;de empresas do agroneg&oacute;cio, como o projeto de transposi&ccedil;&atilde;o do Rio S&atilde;o Francisco, o Pontal Sul, em Petrolina, e o Projeto Salitre, na cidade vizinha de Juazeiro, na Bahia. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">No munic&iacute;pio de Gameleira, 600 mulheres&nbsp;ocuparam o Engenho Pereiro Grande da Usina Estreliana para denunciar a viol&ecirc;ncia utilizada dos usineiros da regi&atilde;o. H&aacute; dez anos, foi decretada a fal&ecirc;ncia da usina por d&iacute;vidas com &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos. Na&nbsp;cidade de &Aacute;gua Preta, na mata sul, foi ocupada casa grande do engenho Cachoeira Dantas. Em fevereiro, cerca de 66 fam&iacute;lias de trabalhadores rurais que moravam e plantavam no engenho&nbsp;foram despejados por decis&atilde;o liminar sem possibilidade de defesa dos camponeses. Os trabalhadores foram demitidos pelo antigo propriet&aacute;rio&nbsp;e n&atilde;o tiveram seus&nbsp;direitos trabalhistas pagos. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Em Alagoas, 3.000 fam&iacute;lias de trabalhadores rurais da Via Campesina fizeram grande marcha de mulheres pelas principais ruas de Macei&oacute; e entregaram&nbsp; pauta de reivindica&ccedil;&otilde;es ao ao governo do estado e ao Incra (Instituto Nacional de Coloniza&ccedil;&atilde;o e Reforma Agr&aacute;ria). <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Na Bahia,&nbsp;a Via Campesina promove a partir de hoje o 8&ordm; Acampamento de Mulheres com o lema: &quot;Mulheres Sem Terra e Ind&iacute;genas em defesa da soberania alimentar, contra o agroneg&oacute;cio e as transacionais no campo&quot;, na Escola Parque, bairro Caixa D&acute;&Aacute;gua, em Salvador, com 1.500 mulheres, para debater&nbsp;a necessidade de mudan&ccedil;as nas&nbsp;rela&ccedil;&otilde;es de g&ecirc;nero no campo <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">No estado de Mato Grosso, dois encontros&nbsp;re&uacute;nem mulheres da Via Campesina, que discutem as conseq&uuml;&ecirc;ncias do avan&ccedil;o do agroneg&oacute;cio sob a perspectiva feminina. No munic&iacute;pio de C&aacute;ceres, regi&atilde;o sudoeste, participam&nbsp;200 mulheres e, em Sinop, na regi&atilde;o norte,&nbsp;150 mulheres. Os encontros pretendem debater . <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&quot;O &acirc;nimo e a determina&ccedil;&atilde;o de luta &eacute; a marca dos encontros. Todas estamos indignadas com a a&ccedil;&atilde;o da Brigada Militar e do governo do Rio Grande do Sul&nbsp;e solid&aacute;rias &agrave;s mulheres que mais uma vez&nbsp;demonstram&nbsp;coragem e determina&ccedil;&atilde;o nessa nossa luta permanente contra o agroneg&oacute;cio e o deserto verde&quot;, diz Itelvina, da dire&ccedil;&atilde;o do MST.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Em Rond&ocirc;nia, cerca de 300 mulheres da Via Campesina fizeram marcha at&eacute; as Centrais El&eacute;tricas de Rond&ocirc;nia S.A (Ceron), em Porto Velho, onde entregaram coletivamente as autodeclara&ccedil;&otilde;es que garantem a Tarifa Social de energia para as fam&iacute;lias que consomem at&eacute; 140 kwh por m&ecirc;s. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">O protesto denuncia o subs&iacute;dio energ&eacute;tico dado &agrave;s empresas e multinacionais pela Eletronorte, que &eacute; a principal acionista da Ceron. A Alcoa e a Vale, por exemplo, possuem ind&uacute;strias de alum&iacute;nio e ferro no norte do pa&iacute;s (a Alumar e a Albr&aacute;s) e, desde 1984, recebem energia subsidiada (a pre&ccedil;o real de custo) da Eletronorte. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Informa&ccedil;&otilde;es &agrave; imprensa<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Igor Felippe (SP) &#8211; 11-3361-3866<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Maria Mello (DF) &#8211; 61-3322-5035<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Mariana Duque (RJ)- 21-97360-3678<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Via Campesina Brasil realizou protestos e&nbsp;marchas por Reforma Agr&aacute;ria e contra o agroneg&oacute;cio,&nbsp;nesta quinta-feira (06\/03), em diversos estados, dentro das atividades&nbsp;organizadas em torno&nbsp;da semana&nbsp;do Dia&nbsp;das&nbsp;Mulheres. J&aacute; aconteceram atividades em Rio Grande do Sul, Pernambuco, Alagoas, Bahia e Rond&ocirc;nia. &quot;A Via Campesina est&aacute; tentando ao longo dos anos, juntos com alguns movimentos de mulheres da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":18,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[6],"class_list":["post-3107","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-publicaciones","tag-articulos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3107","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/users\/18"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3107"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3107\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4624,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3107\/revisions\/4624"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3107"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3107"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3107"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}