{"id":3101,"date":"2008-03-05T15:48:02","date_gmt":"2008-03-05T15:48:02","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2008\/03\/05\/mst-bloqueia-8-rodovias-em-protesto-contra-violncia-da-bm-na-stora-enso\/"},"modified":"2017-10-02T21:39:35","modified_gmt":"2017-10-02T21:39:35","slug":"mst-bloqueia-8-rodovias-em-protesto-contra-violncia-da-bm-na-stora-enso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2008\/03\/05\/mst-bloqueia-8-rodovias-em-protesto-contra-violncia-da-bm-na-stora-enso\/","title":{"rendered":"MST bloqueia 8 rodovias em protesto contra viol\u00e9ncia da BM na Stora Enso"},"content":{"rendered":"<p>5 de marzo 2008<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Tahoma\">Protestos&nbsp;denunciam viola&ccedil;&otilde;es na a&ccedil;&atilde;o da Brigada Militar em defesa de papeleira, que tem terras ilegalmente na fronteira  <br \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Tahoma\"> Oito rodovias do Rio Grande do Sul est&atilde;o sendo bloqueadas por trabalhadores rurais Sem Terra, durante a manh&atilde; desta quarta-feira (05\/03), para denunciar a viol&ecirc;ncia e os abusos cometidos pela Brigada Militar e o governo Yeda Crusius durante o despejo de 900 trabalhadoras rurais da Fazenda Tarum&atilde;, em Ros&aacute;rio do Sul, de &aacute;rea ilegal da empresa Stora Enso. <br \/> <!--[endif]--><\/span>&nbsp;<\/p>\n<p>  <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">As mobiliza&ccedil;&otilde;es das mulheres da Via Campesina prosseguem hoje em Porto Alegre, onde 250 trabalhadoras rurais montam um acampamento. Em Encruzilhada do Sul, est&atilde;o reunidas 600 mulheres em outro acampamento. <\/p>\n<p> Cerca de 50 camponesas foram feridas por balas de borrachas e estilha&ccedil;os de bombas, al&eacute;m de agress&otilde;es f&iacute;sicas pela Brigada Militar, sob ordens da Governadora e dos Comandantes Binsel e Paulo Mendes. <\/p>\n<p> As agricultoras est&atilde;o detidas desde as 17h da ter&ccedil;a-feira sem alimenta&ccedil;&atilde;o. As 250 crian&ccedil;as, que estavam com suas m&atilde;es, ficaram sem comer at&eacute; a meia-noite de ontem. Duas agricultoras est&atilde;o detidas. <\/p>\n<p> A Fazenda Tarum&atilde; foi adquirida por uma empresa &quot;laranja&quot; de propriedade da finlandesa Stora Enso. Pela lei brasileira, empresas estrangeiras n&atilde;o podem comprar &aacute;reas na faixa de fronteira.&nbsp; A empresa finlandesa tamb&eacute;m &eacute; uma das financiadoras da campanha da ent&atilde;o candidata Yeda Crusius ao Governo do Estado.&nbsp; <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Protesto <br \/> &nbsp;<br \/> Cerca de 900 mulheres da Via Campesina ocuparam a fazenda Tarum&atilde;, de 2.100 hectares, no munic&iacute;pio de Ros&aacute;rio do Sul, a aproximadamente 400 km de Porto Alegre, na manh&atilde; de ter&ccedil;a-feira (04\/03),&nbsp;quando iniciaram o corte de eucaliptos e o plantio de &aacute;rvores nativas em &aacute;rea que pertence &agrave;&nbsp;empresa sueco finlandesa Stora Enso. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">A transnacional estrangeira,&nbsp;pela legisla&ccedil;&atilde;o brasileira (lei n&ordm; 6.634&nbsp; de 1979; e o artigo 20, par&aacute;grafo 2 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal), n&atilde;o pode adquirir terras em uma faixa de 150 km da fronteira do Brasil com outros pa&iacute;ses. No entanto,&nbsp;a transnacional vem comprando dezenas de &aacute;reas no Rio Grande do Sul, pr&oacute;ximo da fronteira com Uruguai onde a empresa tamb&eacute;m tem plantios. A meta &eacute; formar uma base florestal de mais de 100 mil hectares e implantar f&aacute;bricas na regi&atilde;o. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Em nota distribu&iacute;da &agrave; imprensa as mulheres declaram o seguinte: &quot;Nossa a&ccedil;&atilde;o &eacute; leg&iacute;tima. A Stora Enso &eacute; que &eacute; ilegal. Plantar esse deserto verde na faixa de fronteira &eacute; um crime contra a lei de nosso pa&iacute;s, contra o bioma pampa e contra a soberania alimentar de nosso estado que est&aacute; cada vez mais sem terra para produzir alimentos. Estamos arrancando o que ruim e plantando o que &eacute; bom para o meio ambiente e para o povo ga&uacute;cho&quot;.&nbsp; <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Multinacional&nbsp;age ilegalmente <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">A&nbsp;Stora Enso adquiriu as terras em nome da empresa Derflin, que &eacute; o bra&ccedil;o da multinacional para produzir mat&eacute;rias-primas. Como a Derflin tamb&eacute;m &eacute; estrangeira n&atilde;o conseguiu legalizar as &aacute;reas. Por isso, a Stora Enso criou uma empresa laranja: a agropecu&aacute;ria Azenglever, de propriedade de dois brasileiros: Jo&atilde;o Fernando Borges e Ot&aacute;vio Pontes (diretor florestal e vice-presidente da Stora Enso para a Am&eacute;rica Latina, respectivamente). Eles s&atilde;o atualmente os maiores latifundi&aacute;rios do RS. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\"><br \/> Cerca de 50 fazendas, totalizando mais de 45 mil hectares, j&aacute; est&atilde;o registradas em nome da Agropecu&aacute;ria Azenglever. Entre essas &aacute;reas, est&aacute; a Tarum&atilde;, ocupada pelas mulheres camponesas. H&aacute; um inqu&eacute;rito na Pol&iacute;cia Federal respons&aacute;vel para investigar o crime, mas a empresa continua agindo livremente.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 9pt\">Porto Alegre Assessoria de Imprensa &ndash; 51 99946156 <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>5 de marzo 2008 Protestos&nbsp;denunciam viola&ccedil;&otilde;es na a&ccedil;&atilde;o da Brigada Militar em defesa de papeleira, que tem terras ilegalmente na fronteira Oito rodovias do Rio Grande do Sul est&atilde;o sendo bloqueadas por trabalhadores rurais Sem Terra, durante a manh&atilde; desta quarta-feira (05\/03), para denunciar a viol&ecirc;ncia e os abusos cometidos pela Brigada Militar e o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":18,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[7],"class_list":["post-3101","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-publicaciones","tag-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3101","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/users\/18"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3101"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3101\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4031,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3101\/revisions\/4031"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3101"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3101"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3101"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}