{"id":3098,"date":"2008-03-04T15:19:12","date_gmt":"2008-03-04T15:19:12","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2008\/03\/04\/mulheres-da-via-campesina-ocupam-rea-ilegal-da-stora-enso-no-rs\/"},"modified":"2017-10-02T21:39:36","modified_gmt":"2017-10-02T21:39:36","slug":"mulheres-da-via-campesina-ocupam-rea-ilegal-da-stora-enso-no-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2008\/03\/04\/mulheres-da-via-campesina-ocupam-rea-ilegal-da-stora-enso-no-rs\/","title":{"rendered":"Mulheres da Via Campesina ocupam ?rea ilegal da Stora Enso no RS"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\">4 de marzo de 2008&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Cerca de 900 mulheres da Via Campesina ocuparam a fazenda Tarum&atilde;, de 2.100 hectares, no munic&iacute;pio de Ros&aacute;rio do Sul, a aproximadamente 400 km de Porto Alegre, na manh&atilde; desta ter&ccedil;a-feira (04\/03),&nbsp;quando iniciaram o corte de eucaliptos e o plantio de &aacute;rvores nativas em &aacute;rea que pertence &agrave;&nbsp;empresa sueco finlandesa Stora Enso. <\/p>\n<p>  <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">A transnacional estrangeira,&nbsp;pela legisla&ccedil;&atilde;o brasileira (lei n&ordm; 6.634&nbsp; de 1979; e o artigo 20, par&aacute;grafo 2 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal), n&atilde;o pode adquirir terras em uma faixa de 150 km da fronteira do Brasil com outros pa&iacute;ses. No entanto,&nbsp;a transnacional vem comprando dezenas de &aacute;reas no Rio Grande do Sul, pr&oacute;ximo da fronteira com Uruguai onde a empresa tamb&eacute;m tem plantios. A meta &eacute; formar uma base florestal de mais de 100 mil hectares e implantar f&aacute;bricas na regi&atilde;o. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Em nota distribu&iacute;da &agrave; imprensa as mulheres declaram o seguinte: &quot;Nossa a&ccedil;&atilde;o &eacute; leg&iacute;tima. A Stora Enso &eacute; que &eacute; ilegal. Plantar esse deserto verde na faixa de fronteira &eacute; um crime contra a lei de nosso pa&iacute;s, contra o bioma pampa e contra a soberania alimentar de nosso estado que est&aacute; cada vez mais sem terra para produzir alimentos. Estamos arrancando o que ruim e plantando o que &eacute; bom para o meio ambiente e para o povo ga&uacute;cho&quot;.&nbsp; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Multinacional&nbsp;age ilegalmente <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"> A&nbsp;Stora Enso adquiriu as terras em nome da empresa Derflin, que &eacute; o bra&ccedil;o da multinacional para produzir mat&eacute;rias-primas. Como a Derflin tamb&eacute;m &eacute; estrangeira n&atilde;o conseguiu legalizar as &aacute;reas. Por isso, a Stora Enso criou uma empresa laranja: a agropecu&aacute;ria Azenglever, de propriedade de dois brasileiros: Jo&atilde;o Fernando Borges e Ot&aacute;vio Pontes (diretor florestal e vice-presidente da Stora Enso para a Am&eacute;rica Latina, respectivamente). Eles s&atilde;o atualmente os maiores latifundi&aacute;rios do RS. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"> Cerca de 50 fazendas, totalizando mais de 45 mil hectares, j&aacute; est&atilde;o registradas em nome da Agropecu&aacute;ria Azenglever. Entre essas &aacute;reas, est&aacute; a Tarum&atilde;, ocupada pelas mulheres camponesas. H&aacute; um inqu&eacute;rito na Pol&iacute;cia Federal respons&aacute;vel para investigar o crime, mas a empresa continua agindo livremente.&nbsp;<br \/> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <br \/> A seguir, leia a pauta de reivindica&ccedil;&otilde;es das mulheres&nbsp;no manifesto das mulheres da Via Campesina. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Manifesto das Mulheres da Via Campesina <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">N&oacute;s, mulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sul, estamos mais uma vez mobilizadas, nesta semana do 8 de mar&ccedil;o, para intensificar nossa luta contra o agroneg&oacute;cio e em defesa da soberania alimentar da popula&ccedil;&atilde;o brasileira. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">A soberania alimentar &eacute; o direito dos povos de produzir sua comida respeitando a biodiversidade e os h&aacute;bitos culturais de cada regi&atilde;o. Hoje em nosso pa&iacute;s as riquezas naturais est&atilde;o sob dom&iacute;nio das empresas multinacionais do agroneg&oacute;cio e a popula&ccedil;&atilde;o tem cada vez menos acesso &agrave; terra, &agrave; &aacute;gua e aos alimentos. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">N&oacute;s mulheres somos as primeiras a serem expulsas das atividades agr&iacute;colas nas &aacute;reas onde avan&ccedil;a o agroneg&oacute;cio. Nosso trabalho &eacute; importante em uma agricultura camponesa porque sabemos produzir alimentos. Mas as empresas do agroneg&oacute;cio n&atilde;o est&atilde;o preocupadas em produzir comida, s&oacute; em produzir lucro transformando o campo em desertos verdes (de eucalipto, de soja, de cana). Um dos desertos que mais cresce em nosso Estado &eacute; o de eucalipto para celulose. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">As empresas de celulose est&atilde;o fechando f&aacute;bricas nos Estados Unidos e na Europa e vindo para a Am&eacute;rica Latina. Aqui encontram muita terra, &aacute;gua, clima favor&aacute;vel e governos dispostos a atender seus interesses. Mais de 90% da produ&ccedil;&atilde;o de celulose do Brasil &eacute; para exporta&ccedil;&atilde;o. Assim, reduzimos a produ&ccedil;&atilde;o de comida, destru&iacute;mos a biodiversidade, aumentamos a pobreza e a desigualdade para atender a demanda de lucro das empresas e um estilo de vida consumista nos pa&iacute;ses ricos. Esse &eacute; o papel horroroso que o Brasil cumpre hoje no mundo.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Uma das empresas respons&aacute;veis pelo avan&ccedil;o do deserto verde no Rio Grande do Sul &eacute; a Stora Enso, multinacional sueco-finlandesa. Pela lei brasileira estrangeiros n&atilde;o podem ter terra em uma faixa de 150 km da fronteira do Brasil com outros pa&iacute;ses. Acontece que a Stora Enso j&aacute; tem milhares de hectares plantados no Uruguai e &eacute; exatamente pr&oacute;ximo da fronteira ga&uacute;cha com este pa&iacute;s que essa gigante do ramo de papel e celulose quer formar uma base florestal de mais de 100 mil hectares.&nbsp;&nbsp; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Inicialmente a Stora Enso tentou comprar as terras em nome da empresa Derflin, o bra&ccedil;o da multinacional para produ&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;ria prima, que por ser estrangeira n&atilde;o conseguiu legalizar as &aacute;reas.&nbsp;&nbsp; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Para viabilizar sua implanta&ccedil;&atilde;o a multinacional criou uma empresa laranja que est&aacute; comprando as terras em seu nome: a agropecu&aacute;ria Azenglever Ltda, cujos donos s&atilde;o dois importantes funcion&aacute;rios da Stora Enso. Eles se tornaram os maiores latifundi&aacute;rios do estado, sendo &quot;propriet&aacute;rios&quot; de mais de 45 mil hectares. Essa opera&ccedil;&atilde;o ilegal &eacute; de conhecimento dos Minist&eacute;rios P&uacute;blicos Estadual e Federal, do Incra, da Pol&iacute;cia Federal, mas nada de concreto foi feito para impedir o avan&ccedil;o do deserto verde. Decidimos ent&atilde;o romper o sil&ecirc;ncio que paira sobre esse crime. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Nossa a&ccedil;&atilde;o &eacute; leg&iacute;tima. A Stora Enso &eacute; que &eacute; ilegal. Plantar esse deserto verde na faixa de fronteira &eacute; um crime contra a lei de nosso pa&iacute;s, contra o bioma pampa e contra a soberania alimentar de nosso estado que est&aacute; cada vez mais sem terras para produzir alimentos. Estamos arrancando o que &eacute; ruim e plantando o que &eacute; bom para o meio ambiente e para o povo ga&uacute;cho. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Alguns parlamentares ga&uacute;chos ao inv&eacute;s de combaterem a invas&atilde;o dos estrangeiros est&atilde;o propondo reduzir a Faixa de Fronteira para legalizar o crime. Usam o argumento de que a faixa de 150 km impede o desenvolvimento econ&ocirc;mico dos munic&iacute;pios. Mas isso &eacute; uma grande mentira. Todos sabem que a Metade Sul n&atilde;o se desenvolve por causa do latif&uacute;ndio e das monoculturas. Tanto que a faixa de fronteira tamb&eacute;m vigora na metade norte do estado e nessa regi&atilde;o a economia &eacute; din&acirc;mica. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">As empresas de celulose prometem gerar emprego e desenvolvimento. Mas onde elas se instalam s&oacute; aumenta o &ecirc;xodo rural e a pobreza. Os trabalhos que geram s&atilde;o tempor&aacute;rios, sem direitos trabalhistas, em condi&ccedil;&otilde;es prec&aacute;rias. Um exemplo &eacute; a Fazenda Tarum&atilde; em Ros&aacute;rio do Sul, de 2,1 mil hectares onde a Stora Enso gera somente dois empregos permanentes e alguns empregos tempor&aacute;rios. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Se essa &aacute;rea for destinada para a reforma agr&aacute;ria podem ser assentadas 100 fam&iacute;lias gerando no m&iacute;nimo 300 empregos diretos permanentes. Portanto, a Reforma Agr&aacute;ria e a Agricultura Camponesa &eacute; que s&atilde;o a melhor alternativa para preservar a biodiversidade, gerar trabalho e renda para a popula&ccedil;&atilde;o do campo e alimentos saud&aacute;veis e mais baratos para quem mora nas cidades. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">O projeto que tramita no Senado propondo reduzir a Faixa de Fronteira brasileira n&atilde;o inclui a Amaz&ocirc;nia porque entende que isso seria uma amea&ccedil;a para a floresta. Ou seja, admite que a redu&ccedil;&atilde;o da Faixa de Fronteira ir&aacute; aumentar a destrui&ccedil;&atilde;o ambiental. Para n&oacute;s todos os biomas brasileiros s&atilde;o importantes e entendemos que o Cerrado e o Pampa tamb&eacute;m precisam ser preservados. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">N&oacute;s mulheres da Via Campesina reivindicamos das autoridades brasileiras: <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&#8211; Anula&ccedil;&atilde;o das compras de terra feitas ilegalmente pela Stora Enso na faixa de fronteira e expropria&ccedil;&atilde;o dessas &aacute;reas para a reforma agr&aacute;ria. Somente nos 45 mil hectares que est&atilde;o em nome da empresa laranja, a Agropecu&aacute;ria Azenglever daria para assentar cerca de 2 mil fam&iacute;lias, gerando 6 mil empregos diretos. Atualmente 2.500 fam&iacute;lias est&atilde;o acampadas no Rio Grande do Sul e o Incra alega n&atilde;o ter terras para fazer assentamento. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&#8211; Retirada dos projetos no Senado e na C&acirc;mara Federal que prop&otilde;em a redu&ccedil;&atilde;o da Faixa de Fronteira. Essa medida s&oacute; vai beneficiar empresas como a Stora Enso que querem se apropriar das terras para transform&aacute;-las em deserto verde, destruir nossas riquezas naturais como o aq&uuml;&iacute;fero guarani e o bioma Pampa. Para o povo ga&uacute;cho essa redu&ccedil;&atilde;o da faixa de fronteira s&oacute; vai provocar aumento do &ecirc;xodo rural, do desemprego, da destrui&ccedil;&atilde;o ambiental e o fim soberania alimentar pois vai faltar terra para produzir alimentos.&nbsp; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Sabemos que por lutar contra o deserto verde podemos sofrer a repress&atilde;o do governo ga&uacute;cho. &Eacute; pr&aacute;tica desse governo tratar os movimentos sociais como criminosos e proteger empresas que cometem crimes contra a sociedade. Vamos resistir. Nossa luta &eacute; em defesa da vida das pessoas e do meio ambiente. Estamos aqui em 900 mulheres, mas carregamos conosco a energia e a coragem das milhares de camponesas que em todo o mundo lutam contra a mercantiliza&ccedil;&atilde;o das riquezas naturais e da vida. Como dizia a companheira sem terra Roseli Nunes, assassinada covardemente em mar&ccedil;o de 1987 aqui no Rio Grande do Sul, &quot;preferimos morrer lutando do que morrer de fome!&quot;.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Mulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sul, <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Brasil, 04 de mar&ccedil;o de 2008.<br \/> . <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Assessoria de Comunica&ccedil;&atilde;o da Via Campesina <br \/> Porto Alegre: 51 9994-6156 <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Ros&aacute;rio do Sul: 51 9992-7674 <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>4 de marzo de 2008&nbsp; Cerca de 900 mulheres da Via Campesina ocuparam a fazenda Tarum&atilde;, de 2.100 hectares, no munic&iacute;pio de Ros&aacute;rio do Sul, a aproximadamente 400 km de Porto Alegre, na manh&atilde; desta ter&ccedil;a-feira (04\/03),&nbsp;quando iniciaram o corte de eucaliptos e o plantio de &aacute;rvores nativas em &aacute;rea que pertence &agrave;&nbsp;empresa sueco finlandesa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":18,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[6],"class_list":["post-3098","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-publicaciones","tag-articulos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3098","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/users\/18"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3098"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3098\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4034,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3098\/revisions\/4034"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3098"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3098"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3098"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}