{"id":3074,"date":"2007-12-14T09:35:02","date_gmt":"2007-12-14T09:35:02","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2007\/12\/14\/trabalhador-rural-assassinado-no-estado-de-minas-gerais\/"},"modified":"2017-10-02T21:39:44","modified_gmt":"2017-10-02T21:39:44","slug":"trabalhador-rural-assassinado-no-estado-de-minas-gerais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2007\/12\/14\/trabalhador-rural-assassinado-no-estado-de-minas-gerais\/","title":{"rendered":"Trabalhador rural ? assassinado no estado de Minas Gerais"},"content":{"rendered":"<p>12\/12\/2007<\/p>\n<p>O trabalhador rural Jo&atilde;o Calazans, 50 anos, foi assassinado por volta das 21h da noite de ontem, dia 11, no quintal de sua casa, quando ele estava com a fam&iacute;lia, no Assentamento Chico Mendes, do Munic&iacute;pio Pingo D&acute;&Aacute;gua (MG). Calazans levou um tiro do lado direito da nuca, chegou a ser encaminhado ao Hospital de Ipatinga, mas j&aacute; estava morto.<br \/>As terras do Assentamento Chico Mendes foram ocupadas em 1999, e mesmo ap&oacute;s a cria&ccedil;&atilde;o do assentamento, as fam&iacute;lias convivem com conflitos devido &agrave; morosidade do Instituto Nacional de Coloniza&ccedil;&atilde;o e Reforma Agr&aacute;ria (Incra), que em nove anos ainda n&atilde;o finalizou o parcelamento da &aacute;rea. <\/p>\n<p>Jo&atilde;o Calazans dedicou sua vida &agrave; luta em defesa dos trabalhadores rurais, incomodou os latifundi&aacute;rios do Vale do Rio Doce e do Vale do A&ccedil;o. Ele denunciou as p&eacute;ssimas condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e a super-explora&ccedil;&atilde;o de trabalhadores rurais nas carvoarias da regi&atilde;o, que sustentam as sider&uacute;rgicas. <\/p>\n<p>Calazans era presidente da Associa&ccedil;&atilde;o do Assentamento Chico Mendes, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Pingo D&acute;&Aacute;gua, Conselheiro da Mata do Parque Estadual Rio Doce, ex-Secret&aacute;rio Municipal de Meio Ambiente, e ex-Coordenador do P&oacute;lo Regional Rio Doce da FETAEMG. <\/p>\n<p>Em nota, a Comiss&atilde;o Pastoral da Terra (CPT) exige que sejam tomadas providencias para elucidar o crime e punir os assassinos de trabalhadores rurais. &quot;De forma incans&aacute;vel clamaremos por justi&ccedil;a, exigimos dos poderes p&uacute;blicos todos os esfor&ccedil;os para encontrar os respons&aacute;veis, e a puni&ccedil;&atilde;o desses&quot;, diz a nota. <\/p>\n<p>Calazans era um companheiro que lutava por justi&ccedil;a social, conta Ademar Ludwig, da dire&ccedil;&atilde;o do MST em Minas Gerais. &quot;O MST se solidariza com os companheiros e exige a puni&ccedil;&atilde;o dos culpados da morte de Calazans e de tantos outros que morreram em Minas Gerias, como no Massacre de Felisburgo em 2004, cujos culpados ainda n&atilde;o foram punidos&quot;. <\/p>\n<p>O assassinato de Calazans acontece dois dias ap&oacute;s a divulga&ccedil;&atilde;o do resultado parcial do Relat&oacute;rio de Conflitos no Campo da CPT, no qual s&atilde;o contabilizados 25 assassinatos ocorridos no campo, relacionados a conflitos por terra, somente em 2007. &quot;&Eacute; inadmiss&iacute;vel que os assassinatos de sem-terra continuem&quot;, conclui Ludwig. <\/p>\n<p>At&eacute; o momento a pol&iacute;cia n&atilde;o encontrou pistas sobre o assassino.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>12\/12\/2007 O trabalhador rural Jo&atilde;o Calazans, 50 anos, foi assassinado por volta das 21h da noite de ontem, dia 11, no quintal de sua casa, quando ele estava com a fam&iacute;lia, no Assentamento Chico Mendes, do Munic&iacute;pio Pingo D&acute;&Aacute;gua (MG). 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