{"id":3050,"date":"2007-10-23T15:57:46","date_gmt":"2007-10-23T15:57:46","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2007\/10\/23\/empresa-de-transgenia-assassina-trabalhador\/"},"modified":"2017-10-02T21:40:15","modified_gmt":"2017-10-02T21:40:15","slug":"empresa-de-transgenia-assassina-trabalhador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2007\/10\/23\/empresa-de-transgenia-assassina-trabalhador\/","title":{"rendered":"Empresa de transgenia assassina trabalhador"},"content":{"rendered":"<p>A Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional da Comiss&atilde;o Pastoral da Terra vem se juntar &agrave;s diversas express&otilde;es de indigna&ccedil;&atilde;o que ecoam Brasil afora diante da morte do sem-terra Valmir Mota, encomendada pela empresa multinacional Syngenta Seeds, no dia 21 de outubro passado, em seu campo de experimentos, no munic&iacute;pio de Santa Tereza do Oeste, Paran&aacute;. Al&eacute;m de Valmir, os pistoleiros ainda feriram outras cinco pessoas, entre as quais Izabel do Nascimento Souza, internada em estado grave no hospital de Cascavel. No confronto um pistoleiro tamb&eacute;m foi morto.<\/p>\n<p>A &aacute;rea onde ocorreu o conflito ficou conhecida nacionalmente quando no in&iacute;cio de 2006, 70 fam&iacute;lias da Via Campesina a ocuparam para que a na&ccedil;&atilde;o brasileira tomasse conhecimento de que nela se efetuavam experimentos com plantas transg&ecirc;nicas em desobedi&ecirc;ncia aberta &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o ambiental que pro&iacute;be tais pr&aacute;ticas em &aacute;reas pr&oacute;ximas a reservas florestais. A propriedade acabou sendo desapropriada pelo governo do estado para que se transformasse num centro de experi&ecirc;ncias em agroecologia. Uma decis&atilde;o da justi&ccedil;a, por&eacute;m, anulou a desapropria&ccedil;&atilde;o e determinou a retirada das fam&iacute;lias.&nbsp; Neste domingo as fam&iacute;lias da Via Campesina voltaram a ocup&aacute;-la.<\/p>\n<p>O que deixa a Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional da CPT preocupada &eacute; que em pleno s&eacute;culo XXI, pistoleiros fortemente armados estejam ainda em plena a&ccedil;&atilde;o em estados considerados desenvolvidos, como &eacute; o Paran&aacute;, num frontal desrespeito ao estado de direito vigente, e a servi&ccedil;o da elite latifundi&aacute;ria e agora tamb&eacute;m de empresas transnacionais. Estas al&eacute;m de se apropriarem de parte do territ&oacute;rio nacional, recorrem ainda &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de mil&iacute;cias privadas para proteger seus interesses.<\/p>\n<p>O que nos deixa at&ocirc;nitos &eacute; que tudo isto esteja acontecendo nos mesmos espa&ccedil;os em que o agroneg&oacute;cio, em conluio com as multinacionais, se vangloria dos avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos na agricultura moderna capazes at&eacute; de alterar a estrutura dos pr&oacute;prios seres vivos. N&atilde;o se alteram, por&eacute;m, a propriedade como direito absoluto acima da vida e dos direitos b&aacute;sicos da pessoa humana, nem os m&eacute;todos utilizados desde os tempos da barb&aacute;rie.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A CPT expressa &agrave; fam&iacute;lia do Valmir sua solidariedade neste momento de dor e de indigna&ccedil;&atilde;o. E exige que o poder judici&aacute;rio seja &aacute;gil na puni&ccedil;&atilde;o dos respons&aacute;veis por este crime e que o governo do Estado do Paran&aacute; tome imediatas e en&eacute;rgicas medidas a fim de combater eficazmente a forma&ccedil;&atilde;o e atua&ccedil;&atilde;o dessas quadrilhas, que s&atilde;o mil&iacute;cias privadas, que espalham o terror e a viol&ecirc;ncia entre os trabalhadores e trabalhadoras do campo.<\/p>\n<p>Goi&acirc;nia, 23 de outubro de 2007.<\/p>\n<p>Comiss&atilde;o Pastoral da Terra &ndash; Secretaria Nacional<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional da Comiss&atilde;o Pastoral da Terra vem se juntar &agrave;s diversas express&otilde;es de indigna&ccedil;&atilde;o que ecoam Brasil afora diante da morte do sem-terra Valmir Mota, encomendada pela empresa multinacional Syngenta Seeds, no dia 21 de outubro passado, em seu campo de experimentos, no munic&iacute;pio de Santa Tereza do Oeste, Paran&aacute;. 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