{"id":3029,"date":"2007-07-26T09:26:16","date_gmt":"2007-07-26T09:26:16","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2007\/07\/26\/no-dia-do-trabalhador-rural-via-campesina-cobra-reforma-agrria-no-brasil\/"},"modified":"2017-10-02T21:40:22","modified_gmt":"2017-10-02T21:40:22","slug":"no-dia-do-trabalhador-rural-via-campesina-cobra-reforma-agrria-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2007\/07\/26\/no-dia-do-trabalhador-rural-via-campesina-cobra-reforma-agrria-no-brasil\/","title":{"rendered":"No dia do Trabalhador Rural, Via Campesina cobra reforma agr\u00e1ria no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>26 de julio de 2007&nbsp;<\/p>\n<p>Para marcar o Dia do Trabalhador Rural, movimentos sociais do campo realizam nesta quarta-feira (25), em todo o pa&iacute;s, uma s&eacute;rie de a&ccedil;&otilde;es para cobrar agilidade na realiza&ccedil;&atilde;o da reforma agr&aacute;ria e lembrar que o incentivo &agrave; agricultura familiar n&atilde;o tem sido prioridade do Estado brasileiro. Os trabalhadores rurais denunciam que, para a safra 2006\/07, o governo federal repassou R$ 50 milh&otilde;es para o agroneg&oacute;cio, enquanto a agricultura camponesa recebeu R$ 10 bilh&otilde;es (via Pronaf).<\/p>\n<p>Na safra 2007\/08, a brutal diferen&ccedil;a se repete: R$ 58 bilh&otilde;es foram liberados para o agroneg&oacute;cio, ao passo que a agricultura camponesa recebeu R$ 12 bilh&otilde;es. Al&eacute;m disso, h&aacute; aproximadamente R$ 40 bilh&otilde;es em d&iacute;vida acumulada dos ruralistas, negociada nos anos anteriores. S&oacute; os juros n&atilde;o pagos destas d&iacute;vidas ultrapassam os R$ 4 bilh&otilde;es por ano, mais do que o Governo Federal disponibiliza para todas as a&ccedil;&otilde;es de reforma agr&aacute;ria. <\/p>\n<p>Desde ontem (24), os camponeses promovem mobiliza&ccedil;&otilde;es que integram a Jornada Nacional de Lutas da Via Campesina, exigindo o assentamento de 150 mil fam&iacute;lias que est&atilde;o acampadas em todo o Brasil e infra-estrutura para os assentamentos, como cr&eacute;dito para habita&ccedil;&atilde;o, produ&ccedil;&atilde;o, assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica, educa&ccedil;&atilde;o e sa&uacute;de. <\/p>\n<p>Na manh&atilde; de hoje, cerca de 500 fam&iacute;lias bloquearam a BR 101 no munic&iacute;pio de Escada, em Pernambuco, pr&oacute;ximo a escola agr&iacute;cola da cidade. No Rio Grande do Sul, cerca de 10 mil agricultores protestam pela negocia&ccedil;&atilde;o da d&iacute;vida da pequena propriedade e realizam vig&iacute;lias durante todo o dia em ag&ecirc;ncias da Caixa Econ&ocirc;mica Federal, para pressionar o governo e a Caixa a criarem um programa espec&iacute;fico de habita&ccedil;&atilde;o para a agricultura camponesa e assentados da reforma agr&aacute;ria. <\/p>\n<p>Ontem, em Alagoas, mais de 400 fam&iacute;lias ligadas ao MST, CPT, MLST e MTL ocuparam a fazenda Boa Vista, no munic&iacute;pio de Murici, dos irm&atilde;os Calheiros. Os movimentos acusam os Calheiros de grilarem a terra depois de ter sido vistoriada pelo Incra, que determinou sua desapropria&ccedil;&atilde;o para fins de Reforma Agr&aacute;ria. O processo foi encaminhado para Bras&iacute;lia, onde ficou arquivado. Hoje, em Murici, movimentos sociais do campo e da cidade promovem um ato contra a grilagem de terras e a viol&ecirc;ncia no campo. <\/p>\n<p>Em S&atilde;o Paulo,&nbsp; 200 fam&iacute;lias ocuparam a Fazenda da Barra II, no munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o Preto &ndash; para denunciar o avan&ccedil;o predat&oacute;rio do agroneg&oacute;cio e da cana-de-a&ccedil;&uacute;car e todas as suas implica&ccedil;&otilde;es sociais e ambientais. Atualmente, a &aacute;rea est&aacute; arrendada para a Usina da Pedra e h&aacute; inqu&eacute;rito contra a realiza&ccedil;&atilde;o de queimadas e devasta&ccedil;&atilde;o ambiental. <\/p>\n<p>No Rio Grande do Norte, estudantes do curso de magist&eacute;rio e enfermagem do MST no estado ocuparam o pr&eacute;dio do INCRA, para exigir libera&ccedil;&atilde;o dos recursos do Pronera.<\/p>\n<p>No Rio Grande do Sul, cerca de mil trabalhadores rurais organizados pelo Movimento Sem Terra (MST) e pelo Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) ocuparam os pr&eacute;dios da Secretaria Estadual da Agricultura e do Minist&eacute;rio da Fazenda, na capital Porto Alegre, e bloquearam 9 rodovias em todo o Estado. <\/p>\n<p>No Paran&aacute;, cerca de cinco mil fam&iacute;lias assentadas realizaram protestos nas ag&ecirc;ncias do Banco do Brasil em 15 munic&iacute;pios, para reivindicar a renegocia&ccedil;&atilde;o de dividas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), infra-estrutura nos assentamentos para o escoamento da produ&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de um programa para a constru&ccedil;&atilde;o de agroind&uacute;strias para os assentados. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>26 de julio de 2007&nbsp; Para marcar o Dia do Trabalhador Rural, movimentos sociais do campo realizam nesta quarta-feira (25), em todo o pa&iacute;s, uma s&eacute;rie de a&ccedil;&otilde;es para cobrar agilidade na realiza&ccedil;&atilde;o da reforma agr&aacute;ria e lembrar que o incentivo &agrave; agricultura familiar n&atilde;o tem sido prioridade do Estado brasileiro. 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