{"id":3005,"date":"2007-06-11T15:07:27","date_gmt":"2007-06-11T15:07:27","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2007\/06\/11\/5-congresso-mst-10062007\/"},"modified":"2017-10-02T21:40:30","modified_gmt":"2017-10-02T21:40:30","slug":"5-congresso-mst-10062007","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2007\/06\/11\/5-congresso-mst-10062007\/","title":{"rendered":"5\u00baCongresso MST 10\/06\/2007"},"content":{"rendered":"<p><font face=\"Arial\"><font class=\"sinopse\"><font size=\"2\">Movimento espera  reunir 17.500 pessoas no maior congresso da sua hist&oacute;ria, que come&ccedil;a amanh&atilde; em  Bras&iacute;lia.&nbsp;<\/font><\/font><font size=\"2\"> <\/font><\/font><\/p>\n<p> <font face=\"Arial\"><font class=\"not\"><font size=\"2\">O Movimento dos  Sem-Terra (MST) realiza a partir de amanh&atilde;, em Bras&iacute;lia, o maior congresso de  sua hist&oacute;ria. Cerca de 17.500 representantes de acampados e assentados de todo o  Brasil, segundo previs&atilde;o dos organizadores, participar&atilde;o do encontro, que se  prolonga at&eacute; sexta-feira, no gin&aacute;sio de esportes Nilson Nelson.<\/font><\/font><\/font><br \/><font face=\"Arial\"><font class=\"not\"><font size=\"2\">&Eacute; o  quinto congresso do MST. O primeiro, realizado em 1985, em Curitiba, um ano ap&oacute;s  a cria&ccedil;&atilde;o do movimento, reuniu cerca de 1.500 pessoas.<\/p>\n<p>Os congressos s&atilde;o  a inst&acirc;ncia m&aacute;xima na estrutura de poder da organiza&ccedil;&atilde;o, com a fun&ccedil;&atilde;o de definir  os seus rumos por um per&iacute;odo em torno de cinco anos. Isso &eacute; feito a partir de  debates sobre a conjuntura do Pa&iacute;s e seus principais problemas, a correla&ccedil;&atilde;o de  for&ccedil;as entre os diferentes setores da sociedade, as rela&ccedil;&otilde;es com o poder. &quot;&Eacute; um  encontro para debates pol&iacute;ticos e ideol&oacute;gicos&quot;, segundo Jo&atilde;o Pedro St&eacute;dile, do  grupo de diretores nacionais.<\/p>\n<p>No momento, o maior problema que o MST v&ecirc;  no campo &eacute; o avan&ccedil;o do agroneg&oacute;cio e, de modo particular, a crescente presen&ccedil;a  de empresas estrangeiras em neg&oacute;cios de compra de terras. Essa quest&atilde;o, que  reflete na pol&iacute;tica de reforma agr&aacute;ria, ter&aacute; um lugar destacado no  congresso.<\/p>\n<p>&quot;Nos preocupa o processo de concentra&ccedil;&atilde;o da propriedade da  terra, que vem ocorrendo em S&atilde;o Paulo, Minas, Goi&aacute;s e Mato Grosso do Sul, por  influ&ecirc;ncia do &aacute;lcool e da cana&quot;, diz St&eacute;dile. &quot;E nos preocupa agora como o  capital estrangeiro, por meio de associa&ccedil;&atilde;o com empresas brasileiras, como fez a  Cargill no interior de S&atilde;o Paulo, ou disfar&ccedil;ado em fundos de investimentos, como  esse do George Soros, est&aacute; comprando terras no Brasil. Ach&aacute;vamos que isso era  coisa do per&iacute;odo colonial, mas a sanha deles &eacute; insaci&aacute;vel.&quot;<\/p>\n<p>Para outro  integrante da dire&ccedil;&atilde;o nacional, Jos&eacute; Batista de Oliveira, a ofensiva do capital  internacional na &aacute;rea da produ&ccedil;&atilde;o de commodities agr&iacute;colas &quot;&eacute; assustadora&quot;.  Segundo suas explica&ccedil;&otilde;es, &quot;n&atilde;o se trata s&oacute; da posse da terra: isso envolve  tamb&eacute;m o dom&iacute;nio da &aacute;gua, das florestas, da biodiversidade&quot;.<\/p>\n<p>Oliveira  considera quase imposs&iacute;vel ter uma dimens&atilde;o exata do avan&ccedil;o das empresas  estrangeiras no campo: &quot;Normalmente, isso ocorre por meio de associa&ccedil;&otilde;es, fus&otilde;es  e confus&otilde;es de capitais estrangeiros e nacionais, sem falar nos laranjas &#8211; que  cedem os nomes para os neg&oacute;cios. Muitas vezes s&atilde;o empresas brasileiras  turbinadas por capitais estrangeiros.&quot;<\/p>\n<p>Pelas observa&ccedil;&otilde;es dos l&iacute;deres, &eacute;  poss&iacute;vel presumir que o congresso incluir&aacute; entre as suas bandeiras de luta para  os pr&oacute;ximos anos o ataque &agrave;s empresas estrangeiras. Ser&aacute; um refor&ccedil;o para o que  j&aacute; vem sendo feito em alguns Estados.<\/p>\n<p>Em mar&ccedil;o, na regi&atilde;o de Ribeiro  Preto, interior do S&atilde;o Paulo, um grupo de mulheres ligadas &agrave; Via Campesina e ao  MST invadiu a usina de a&ccedil;&uacute;car e &aacute;lcool Cevasa. Protestavam contra a presen&ccedil;a da  Cargill, gigante norte-americana no setor do agroneg&oacute;cio, que h&aacute; um ano comprou  63% da empresa &#8211; uma das maiores do setor. Os outros 37% ficaram com os  produtores de cana que abastecem a usina.<\/p>\n<p>Com a corrida pelo  biocombust&iacute;vel e a eleva&ccedil;&atilde;o dos pre&ccedil;os da terra, torna-se mais dif&iacute;cil a  obten&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas para a reforma agr&aacute;ria. A informa&ccedil;&atilde;o de que o megainvestidor  George Soros, h&uacute;ngaro naturalizado americano, prepara-se para investir US$ 900  milh&otilde;es na montagem de uma usina de etanol, no Mato Grosso do Sul, &eacute; vista com  preocupa&ccedil;&atilde;o pelo MST.<\/p>\n<p><strong>ENCONTRO<\/strong><\/p>\n<p>Em 2000, ao final do 4&ordm;  Congresso do MST, tamb&eacute;m em Bras&iacute;lia, o ent&atilde;o presidente Fernando Henrique  Cardoso recebeu uma comiss&atilde;o de representantes dos sem-terra. Neste ano, os  organizadores tamb&eacute;m querem ser recebidos por Luiz In&aacute;cio Lula da Silva, mas at&eacute;  agora n&atilde;o h&aacute; nada agendado.<\/p>\n<p>J&aacute; se sabe que o presidente, aliado hist&oacute;rico  do MST, n&atilde;o ser&aacute; poupado no congresso que come&ccedil;a amanh&atilde;. Ele &eacute; acusado de ter  acelerado o modelo agr&iacute;cola que herdou do governo de Fernando Henrique.  <\/p>\n<p><\/font><font size=\"2\"><strong>FRASE<\/p>\n<p>Jo&atilde;o Pedro St&eacute;dile<\/strong><br \/>L&iacute;der  nacional do MST<\/p>\n<p>&quot;Nos preocupa agora como o capital estrangeiro, por meio  de associa&ccedil;&atilde;o com empresas brasileiras, est&aacute; comprando terras no <br \/>Brasil.  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