{"id":2867,"date":"2006-03-29T09:57:48","date_gmt":"2006-03-29T09:57:48","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2006\/03\/29\/represion-contra-mujeres-de-via-campesina-en-rio-grande-do-sul\/"},"modified":"2017-10-02T21:41:27","modified_gmt":"2017-10-02T21:41:27","slug":"represion-contra-mujeres-de-via-campesina-en-rio-grande-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2006\/03\/29\/represion-contra-mujeres-de-via-campesina-en-rio-grande-do-sul\/","title":{"rendered":"Represi\u00f3n contra Mujeres de Via Campesina en Rio Grande do Sul"},"content":{"rendered":"<p>Mulheres da Via Campesina s\u00e3o alvo de a\u00e7\u00e3o policial no Rio Grande do Sul<br \/>Com um mandado de busca e apreens\u00e3o, policiais entraram na sede daAssocia\u00e7\u00e3o de Mulheres Trabalhadoras Rurais, intimaram mulheres a depore levaram o que chamaram de &quot;objetos utilizados em atos de vandalismo&quot;,o que incluiu documentos, passagens, tal\u00f5es de cheque e dinheiro. ViaCampesina denuncia arbitrariedades e irregularidades na a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;Neste momento as mulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sul est\u00e3o<br \/>enfrentando muitas press\u00f5es. E n\u00f3s n\u00e3o podemos calar!&nbsp; D\u00ea seu apoio \u00e0 luta <br \/>destas mulheres contra o agroneg\u00f3cio e o deserto verde.<\/p>\n<p>No link abaixo voc\u00ea se cadastra e registra seu apoio:<br \/>&nbsp; http:\/\/www2.sof.org.br\/solidariedadeCampesina\/form.php<\/p>\n<p>&nbsp; Para conhecer o assunto, veja neste link a colet\u00e2nia de artigos:<br \/>http:\/\/www2.sof.org.br\/marcha\/?pagina=desertoVerde<\/p>\n<p>PORTO ALEGRE &#8211; Oito mulheres integrantes da Via Campesina foram alvode uma a\u00e7\u00e3o policial, ter\u00e7a-feira (21), em Passo Fundo. Com um mandadode busca e apreens\u00e3o, policiais entraram em uma casa onde funciona asede da Associa\u00e7\u00e3o de Mulheres Trabalhadoras Rurais e apreenderam o quedenominaram de \u201cobjetos utilizados em atos de vandalismo\u201d, o queincluiu computadores, documentos, passagens, tal\u00f5es de cheque edinheiro. As mulheres foram acusadas de participar da a\u00e7\u00e3o da ViaCampesina na empresa Aracruz Celulose, no dia 8 de mar\u00e7o, em Barra doRibeiro.<\/p>\n<p>Quatro delas prestaram depoimento \u00e0 Pol\u00edcia Civil. As demais assinaramum termo se comprometendo a depor nesta quarta. A pol\u00edcia disse que sebaseou em imagens gravadas por emissoras de televis\u00e3o durante a a\u00e7\u00e3o naAracruz para identificar as mulheres. <\/p>\n<p>A Via Campesina divulgou nota nesta quarta denunciando a a\u00e7\u00e3o policialcontra as integrantes da organiza\u00e7\u00e3o. O texto diz que \u201cest\u00e1 ocorrendono Rio Grande do Sul uma situa\u00e7\u00e3o absurda em que o Estado, ao inv\u00e9s dedefender os interesses da sociedade, coloca todas as suas institui\u00e7\u00f5es,especialmente as for\u00e7as de seguran\u00e7a p\u00fablica, a servi\u00e7o dos interessesdo grande capital\u201d. \u201cQuerem transformar uma quest\u00e3o social num crimecomum\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Para a Via Campesina, a manifesta\u00e7\u00e3o das mulheres, no dia 8 de mar\u00e7o,\u201cteve como objetivo denunciar ao mundo os crimes ambientais e sociaisdas empresas que promovem o deserto verde, como a Aracruz\u201d. \u201cElasagiram em defesa da vida, de uma forma de desenvolvimento rural, que sebaseia na agricultura camponesa, na reforma agr\u00e1ria, na preserva\u00e7\u00e3o dabiodiversidade e na constru\u00e7\u00e3o da soberania alimentar\u201d, afirma ainda odocumento.<\/p>\n<p>DEN\u00daNCIA DE IRREGULARIDADES<\/p>\n<p>A nota tamb\u00e9m denuncia irregularidades e arbitrariedades que teriamsido cometidas na a\u00e7\u00e3o policial, comandada pelo delegado Rudimar deFreitas Rosales. Isso demonstra, diz a Via Campesina, \u201cque o objetivodas investiga\u00e7\u00f5es policiais n\u00e3o \u00e9 esclarecer fatos, e sim incriminarlideran\u00e7as, e dessa forma negar a legitimidade da luta coletivarealizada por mais de 2 mil mulheres contra o deserto verde\u201d.<\/p>\n<p>Ainda segundo a nota, os policiais \u201cchegaram por volta das 14h,arrombaram o port\u00e3o, invadiram o espa\u00e7o da Associa\u00e7\u00e3o com armas de fogona m\u00e3o e renderam sete mulheres e uma crian\u00e7a que ali se encontrava,encurralando-as para o espa\u00e7o da cozinha\u201d. \u201cSendo questionadas de formaveemente as mulheres n\u00e3o estavam entendendo o que estava acontecendo,pois os policiais n\u00e3o haviam se identificado e apresentado nenhummandado at\u00e9 aquele momento; somente ap\u00f3s um tempo \u00e9 que mostraram omandado de ingresso expedido pelo juiz Sebasti\u00e3o Francisco da RosaMarinho\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Segundo a Via Campesina, as mulheres s\u00f3 tiveram permiss\u00e3o para contatarcom o advogado 1 hora e 20 minutos ap\u00f3s o ingresso dos policiais nacasa. \u201cA busca n\u00e3o se deteve \u00e0 secretaria da associa\u00e7\u00e3o, revirando todoespa\u00e7o (cozinha, \u00e1rea de servi\u00e7o, quartos, as sacolas das mulheres,espalhando tudo no ch\u00e3o)\u201d, protesta a organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os policiais levaram os CPUs dos computadores, CDs, disquetes,passagens urbanas e interurbanas, dinheiro, tal\u00f5es de cheque, todos osdocumentos da Associa\u00e7\u00e3o, pastas com projetos e presta\u00e7\u00f5es de contas,cadernos e anota\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, afirma a nota, \u201ca pol\u00edcia invadiu,sem mandado judicial a sede da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de MulheresCamponesas, que funciona no andar inferior da Associa\u00e7\u00e3o estadual e tementrada por outra rua\u201d.<\/p>\n<p>Na sede nacional, \u201cos policiais humilharam a funcion\u00e1ria e uma mulherque estava no local, arrombaram gavetas, levaram dinheiro, passagensurbanas e interurbanas, CPUs, disquetes e CDs. E esse material foiapropriado pela pol\u00edcia sem nenhuma ordem judicial\u201d, protesta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mulheres da Via Campesina s\u00e3o alvo de a\u00e7\u00e3o policial no Rio Grande do SulCom um mandado de busca e apreens\u00e3o, policiais entraram na sede daAssocia\u00e7\u00e3o de Mulheres Trabalhadoras Rurais, intimaram mulheres a depore levaram o que chamaram de &quot;objetos utilizados em atos de vandalismo&quot;,o que incluiu documentos, passagens, tal\u00f5es de cheque e dinheiro. 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