{"id":2803,"date":"2005-08-23T04:49:58","date_gmt":"2005-08-23T04:49:58","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2005\/08\/23\/comunicado-de-mst-frente-a-la-crisis-de-corrupcion\/"},"modified":"2017-10-02T21:42:15","modified_gmt":"2017-10-02T21:42:15","slug":"comunicado-de-mst-frente-a-la-crisis-de-corrupcion","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2005\/08\/23\/comunicado-de-mst-frente-a-la-crisis-de-corrupcion\/","title":{"rendered":"Comunicado de MST frente a la Crisis de Corrupci\u00f3n"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp; Posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas do MST nessa conjuntura<\/p>\n<p>&nbsp;Caros amigos e amigas do MST,<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Achamos importante que voc\u00ea, amigo e amiga do MST, saiba o que realmente&nbsp; pensamos. Em julho passado, em reuni\u00e3o da Coordena\u00e7\u00e3o Nacional do Movimento,&nbsp; com mais de 250 companheiros e companheiras de todos estados e setores,&nbsp; analisamos a conjuntura pol\u00edtica e nosso comportamento frente a ela.&nbsp; Apresentaremos, de forma sucinta, as principais delibera\u00e7\u00f5es pol\u00edticas de nosso Movimento. Elas orientar\u00e3o nossas a\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas.<\/div>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 1. Sobre a corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A corrup\u00e7\u00e3o \u00e9 um m\u00e9todo end\u00eamico das classes privilegiadas se apoderarem de recursos p\u00fablicos num estado pouco democr\u00e1tico. Avaliamos que existe a corrup\u00e7\u00e3o ilegal, que geralmente beneficia interesses pessoais, e a praticada&nbsp; com m\u00e9todos legais &#8211; mas imorais e ileg\u00edtimos -, que envolve a apropria\u00e7\u00e3o de recursos p\u00fablicos por um grupo econ\u00f4mico, um setor espec\u00edfico da classe dominante ou por todos os ricos. As taxas de juros praticadas no Brasil e as transfer\u00eancias de recursos p\u00fablicos para os bancos, superiores a R$ 100 bilh\u00f5es por ano s\u00e3o um exemplo inequ\u00edvoco disso. H\u00e1 outra quest\u00e3o importante: de maneira geral, os meios de comunica\u00e7\u00e3o e as elites protegem os corruptores e nos impedem de identificar os verdadeiros culpados. Quem s\u00e3o os propriet\u00e1rios dos milh\u00f5es de recursos desviados para campanhas eleitorais? Que interesses est\u00e3o por tr\u00e1s dos investimentos milion\u00e1rios feitos em campanhas pol\u00edticas?<\/div>\n<p><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N\u00f3s achamos imprescind\u00edvel exigir puni\u00e7\u00e3o de todos casos de corrup\u00e7\u00e3o. E particularmente exigimos mudan\u00e7as profundas no sistema de representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e partid\u00e1ria: \u00e9 \u00fanica possibilidade de se combater a corrup\u00e7\u00e3o sist\u00eamica que reina no pa\u00eds.<\/div>\n<p><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 2. Sobre o governo Lula.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O povo brasileiro elegeu o governo Lula para fazer mudan\u00e7as. Votou em um programa de compromissos de campanha, distribu\u00eddo fartamente a toda popula\u00e7\u00e3o. O governo eleito comprometeu-se tamb\u00e9m, por meio de uma carta aos brasileiros, a promover mudan\u00e7as, apesar de manter os contratos com o capital. A montagem do governo frustrou a todos e desfigurou a vontade manifesta pelos 53 milh\u00f5es de eleitores e eleitoras. Houve uma perversa composi\u00e7\u00e3o de for\u00e7as pol\u00edticas, incluindo conservadores e a direita, que assumiram postos de destaque no Banco Central, nos minist\u00e9rios da Fazenda, da Agricultura e do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em julho passado, em meio a uma profunda crise pol\u00edtica, o governo promoveu uma reforma ministerial que refor\u00e7ou a ainda mais a alian\u00e7a com setores conservadores. Da\u00ed dizermos que esse governo est\u00e1 desfigurado. N\u00e3o contamos mais com o mesmo governo que elegemos em 2002. N\u00e3o temos um governo de esquerda, nem de centro-esquerda. Vivemos um governo de centro, sendo que a direita controla a pol\u00edtica econ\u00f4mica. Demos adeus ao governo do PT e seus compromissos hist\u00f3ricos. Sofremos a conseq&uuml;\u00eancia de um governo amb\u00edguo, composto por for\u00e7as pol\u00edticas da sociedade que v\u00e3o desde a direita at\u00e9 a esquerda, e que muito pouco tem a oferecer. O governo perdeu a oportunidade, ao longo de seu mandato, de consultar o povo sobre quest\u00f5es estrat\u00e9gicas para nossa sociedade, como a d\u00edvida externa, taxas de juros, transg\u00eanicos, bingos, autonomia do Banco Central, transposi\u00e7\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco, Lei Kandir. etc. E certamente o povo optaria pelas mudan\u00e7as e daria apoio ao governo, que&nbsp; preferiu ouvir apenas os pol\u00edticos tradicionais. <\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 3. O governo e a Reforma Agr\u00e1ria<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Acreditamos que a vit\u00f3ria do governo Lula representava uma altera\u00e7\u00e3o na correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as e favoreceria a Reforma Agr\u00e1ria. Foi elaborado o Plano Nacional de Reforma Agr\u00e1ria, que previa o assentamento de 400 mil fam\u00edlias no per\u00edodo de quatro anos, al\u00e9m de mudan\u00e7as administrativas no Incra (Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria), capacita\u00e7\u00e3o dos assentados e casamento de Reforma Agr\u00e1ria com agroind\u00fastria. Passados dois anos e meio, constatamos que a Reforma Agr\u00e1ria caminha a passos de tartaruga. O governo foi incapaz de implementar seu pr\u00f3prio plano. Faltou coragem para enfrentar os empecilhos da Reforma Agr\u00e1ria, que n\u00e3o anda porque:<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; a)se mant\u00e9m um estado administrativamente organizado contra os pobres, para atender apenas aos ricos;<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; b) o governo acreditou na falsa id\u00e9ia que o agroneg\u00f3cio seria a solu\u00e7\u00e3o para a pobreza no campo. Mas ele beneficia apenas os exportadores e as trasnacionais agr\u00edcolas;<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; c) o governo n\u00e3o percebeu que a manuten\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica econ\u00f4mica neoliberal impede a realiza\u00e7\u00e3o de qualquer programa de Reforma Agr\u00e1ria. A pol\u00edtica neoliberal corta recursos or\u00e7ament\u00e1rios, concentra renda, prioriza exporta\u00e7\u00f5es e desemprega. A pol\u00edtica que defendemos distribui renda, gera empregos, desenvolve o mercado interno e fixa o homem no meio rural. E a Reforma Agr\u00e1ria \u00e9 apenas instrumento dessa pol\u00edtica.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Descontentes, fizemos a Marcha Nacional. Durante 17 dias reunimos 12 mil caminhantes em torno do mesmo objetivo. Conseguimos fazer o governo renovar conosco sete compromissos com o objetivo de acelerar a Reforma Agr\u00e1ria. Pouco aconteceu. O comprometimento de assentar 115 mil fam\u00edlias este ano resumiu-se, at\u00e9 agora, a aproximadamente 20 mil. Outras 120 mil fam\u00edlias continuam acampadas, esperando em condi\u00e7\u00f5es sub humanas. A prometida portaria que altera os \u00edndices de produtividade para c\u00e1lculo das desapropria\u00e7\u00f5es n\u00e3o foi publicada at\u00e9 agora. Trata-se de um simples ato administrativo de dois ministros. Estamos cansados de ouvir governantes falar em falta de recursos, enquanto os bancos nadam em bilh\u00f5es de reais transferidos pelo estado.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O governo Lula tem uma d\u00edvida imensa com os sem-terra e com a sociedade brasileira no quesito Reforma Agr\u00e1ria!<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 4. Sobre o PT e as esquerdas.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O MST manter\u00e1 sua linha pol\u00edtica hist\u00f3rica: \u00e9 aut\u00f4nomo, tanto em rela\u00e7\u00e3o aos partidos pol\u00edticos quanto ao governo e ao Estado. Assim nos comportaremos tamb\u00e9m nessa crise.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Individualmente, como cidad\u00e3os e militantes sociais, os integrantes do Movimento somam-se aos brasileiros perplexos pela revela\u00e7\u00e3o dos m\u00e9todos que o Partido dos Trabalhadores utilizou para fazer pol\u00edtica. As campanhas eleitorais mercantilizaram o voto. Pagas a peso de ouro e dirigidas por marqueteiros de aluguel, se transformaram no fim. A corrup\u00e7\u00e3o agora denunciada \u00e9 apenas o fruto do m\u00e9todo utilizado. O que impressiona \u00e9 como setores da esquerda se utilizaram dos mesmos m\u00e9todos da direita e a ela se equipararam. Isso \u00e9 o fim do que chamamos de pol\u00edtica.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por isso, defendemos os m\u00e9todos da esquerda fazer pol\u00edtica, que se centram na disputa de id\u00e9ias, na forma\u00e7\u00e3o da milit\u00e2ncia, no trabalho de base e na organiza\u00e7\u00e3o consciente do povo, como \u00fanica for\u00e7a capaz de fazer mudan\u00e7as em nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 5. Sobre a natureza da crise.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Consideramos que a crise que estamos vivendo n\u00e3o est\u00e1 restrita ao denuncismo e \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o. \u00c9 bem mais grave. Trata-se de uma crise de modelo. Os empregos gerados, muito abaixo das promessas de campanha, s\u00e3o insuficientes para atender a nova demanda dos jovens que ingressam no mercado de trabalho. Enfrentamos uma crise social: os pobres lutam apenas pela sobreviv\u00eancia e, em varias \u00e1reas, s\u00e3o vistos sinais da barb\u00e1rie social, com agravamento da viol\u00eancia. Estamos vivenciando uma crise pol\u00edtica: a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o se reconhece nesse sistema de representa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tem o poder pol\u00edtico, e n\u00e3o pode exercitar o<br \/>&nbsp; que a Constitui\u00e7\u00e3o Federal diz: que todo poder emana do povo. O povo tem raiva dos pol\u00edticos e v\u00ea a todos como iguais. Isso tudo nos leva a uma crise ideol\u00f3gica, conseq&uuml;\u00eancia da falta do debate na sociedade sobre um projeto para o pa\u00eds. Tememos o prolongamento dessa apatia.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 6. Quem s\u00e3o os inimigos do povo<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compreendemos que os verdadeiros inimigos s\u00e3o as classes dominantes, que enriquecem cada vez mais \u00e0s custas do povo. S\u00e3o os interesses do capital estrangeiro manifesto pela a\u00e7\u00e3o das transnacionais, dos bancos estrangeiros, da d\u00edvida externa, da transfer\u00eancia de riqueza para o exterior. S\u00e3o os grandes capitalistas brasileiros que se subordinaram \u00e0queles interesses e deram as costas ao povo. \u00c9 o sistema financeiro nacional. S\u00e3o os latifundi\u00e1rios que continuam acumulando terras e as defendendo de qualquer forma. \u00c9 a pol\u00edtica do governo George W. Bush, que quer consolidar a Am\u00e9rica Latina apenas como um mercado para suas empresas estadunidenses e controlar nossa biodiversidade e nossas sementes.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O governo Lula pode encontrar no povo um aliado para combater os inimigos. Mas ele precisa mostrar de que lado est\u00e1: se com as classes dominantes ou com os pobres. N\u00e3o adianta apenas discursos. Essa escolha se faz por interm\u00e9dio de mudan\u00e7as claras na atual pol\u00edtica econ\u00f4mica e social.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 7. Sobre as sa\u00eddas para a crise.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compreendemos que a sa\u00edda dessa grave crise n\u00e3o depende mais apenas do governo, do presidente, dos partidos pol\u00edticos ou da elei\u00e7\u00e3o de 2006. Ela depender\u00e1 de uma ampla aglutina\u00e7\u00e3o de todas as for\u00e7as sociais, organizadas para realizar um verdadeiro mutir\u00e3o para debater e construir um novo projeto para nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; UM projeto de desenvolvimento para o nosso pa\u00eds, que coloque em primeiro lugar a soberania popular. Que organize uma pol\u00edtica econ\u00f4mica voltada para a solu\u00e7\u00e3o das principais necessidades da popula\u00e7\u00e3o, como trabalho, renda, terra, moradia, escola e cultura. Um modelo que priorize a vida das pessoas, a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade com menos desigualdade e injusti\u00e7as sociais. Precisamos de uma reforma constitucional que altere o atual regime pol\u00edtico, que incorpore mecanismos de democracia direta. Precisamos ter o direito de convocar plebiscitos, de realizar consultas populares. Queremos ver democratizado o sistema partid\u00e1rio e de representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tudo isso ser\u00e1 um longo caminho. Mas que precisa come\u00e7ar logo. Temos que estimular o debate na sociedade, em todos os espa\u00e7os. S\u00f3 assim o povo agarrar\u00e1 em suas m\u00e3os a convic\u00e7\u00e3o de que as mudan\u00e7as sociais ser\u00e3o conseq&uuml;\u00eancia de sua organiza\u00e7\u00e3o e luta.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Seguiremos a formar militantes e lutadores e lutadoras do povo, elevando seu n\u00edvel de consci\u00eancia e de cultura. Precisamos democratizar os meios de comunica\u00e7\u00e3o, construir meios alternativos nas r\u00e1dios comunit\u00e1rias, nas tev\u00eas comunit\u00e1rias e p\u00fablicas, para que o povo tenha acesso a informa\u00e7\u00f5es corretas.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 8. Calend\u00e1rio de mobiliza\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Diante dessa avalia\u00e7\u00e3o da crise e da conjuntura, conclamamos a toda a milit\u00e2ncia do MST, a base dos movimentos da Via Campesina e os movimentos sociais urbanos, a somarem esfor\u00e7os, a se mobilizarem e se organizarem. Chamamos todos e todas a participar das iniciativas que est\u00e3o em curso no m\u00eas de agosto e que culminar\u00e3o com a realiza\u00e7\u00e3o de um 7 de setembro grandioso, capaz de emanar o verdadeiro grito dos exclu\u00eddos no maior n\u00famero de cidades brasileiras. Ao longo de setembro e outubro realizaremos assembl\u00e9ias estaduais populares para discutir um novo modelo econ\u00f4mico, culminando com nossa assembl\u00e9ia nacional popular: um mutir\u00e3o por um novo Brasil, a se realizar no final de outubro, em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Atenciosamente,<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Secretaria Nacional do MST<br \/>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; S\u00e3o Paulo, agosto 2005<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas do MST nessa conjuntura &nbsp;Caros amigos e amigas do MST, &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Achamos importante que voc\u00ea, amigo e amiga do MST, saiba o que realmente&nbsp; pensamos. 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