{"id":2802,"date":"2005-08-23T04:40:34","date_gmt":"2005-08-23T04:40:34","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2005\/08\/23\/mst-informa-96\/"},"modified":"2017-10-02T21:42:15","modified_gmt":"2017-10-02T21:42:15","slug":"mst-informa-96","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2005\/08\/23\/mst-informa-96\/","title":{"rendered":"MST Informa 96"},"content":{"rendered":"<p>MST Informa&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ano IV &#8211; n\u00ba 96<br \/>ter\u00e7a-feira, 09 de agosto de 2005<\/p>\n<p>Posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas do MST nessa conjuntura<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Caros amigos e amigas do MST,<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Achamos importante que voc\u00ea, amigo e amiga do MST, saiba o que realmente<br \/>pensamos. Em julho passado, em reuni\u00e3o da Coordena\u00e7\u00e3o Nacional do Movimento,<br \/>com mais de 250 companheiros e companheiras de todos estados e setores,<br \/>analisamos a conjuntura pol\u00edtica e nosso comportamento frente a ela.<br \/>Apresentaremos, de forma sucinta, as principais delibera\u00e7\u00f5es pol\u00edticas de nosso<br \/>Movimento. Elas orientar\u00e3o nossas a\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas.<\/p>\n<p><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">MST Informa&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ano IV &#8211; n\u00ba 96<br \/>ter\u00e7a-feira, 09 de agosto de 2005<\/p>\n<p>Posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas do MST nessa conjuntura<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Caros amigos e amigas do MST,<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Achamos importante que voc\u00ea, amigo e amiga do MST, saiba o que realmente<br \/>pensamos. Em julho passado, em reuni\u00e3o da Coordena\u00e7\u00e3o Nacional do Movimento,<br \/>com mais de 250 companheiros e companheiras de todos estados e setores,<br \/>analisamos a conjuntura pol\u00edtica e nosso comportamento frente a ela.<br \/>Apresentaremos, de forma sucinta, as principais delibera\u00e7\u00f5es pol\u00edticas de nosso<br \/>Movimento. Elas orientar\u00e3o nossas a\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 1. Sobre a corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A corrup\u00e7\u00e3o \u00e9 um m\u00e9todo end\u00eamico das classes privilegiadas se apoderarem<br \/>de recursos p\u00fablicos num estado pouco democr\u00e1tico. Avaliamos que existe a<br \/>corrup\u00e7\u00e3o ilegal, que geralmente beneficia interesses pessoais, e a praticada<br \/>com m\u00e9todos legais &#8211; mas imorais e ileg\u00edtimos -, que envolve a apropria\u00e7\u00e3o de<br \/>recursos p\u00fablicos por um grupo econ\u00f4mico, um setor espec\u00edfico da classe<br \/>dominante ou por todos os ricos. As taxas de juros praticadas no Brasil e as<br \/>transfer\u00eancias de recursos p\u00fablicos para os bancos, superiores a R$ 100 bilh\u00f5es<br \/>por ano s\u00e3o um exemplo inequ\u00edvoco disso. H\u00e1 outra quest\u00e3o importante: de maneira<br \/>geral, os meios de comunica\u00e7\u00e3o e as elites protegem os corruptores e nos impedem<br \/>de identificar os verdadeiros culpados. Quem s\u00e3o os propriet\u00e1rios dos milh\u00f5es de<br \/>recursos desviados para campanhas eleitorais? Que interesses est\u00e3o por tr\u00e1s dos<br \/>investimentos milion\u00e1rios feitos em campanhas pol\u00edticas?<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N\u00f3s achamos imprescind\u00edvel exigir puni\u00e7\u00e3o de todos casos de corrup\u00e7\u00e3o. E<br \/>particularmente exigimos mudan\u00e7as profundas no sistema de representa\u00e7\u00e3o<br \/>pol\u00edtica e partid\u00e1ria: \u00e9 \u00fanica possibilidade de se combater a corrup\u00e7\u00e3o<br \/>sist\u00eamica que reina no pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 2. Sobre o governo Lula.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O povo brasileiro elegeu o governo Lula para fazer mudan\u00e7as. Votou em um<br \/>programa de compromissos de campanha, distribu\u00eddo fartamente a toda popula\u00e7\u00e3o.<br \/>O governo eleito comprometeu-se tamb\u00e9m, por meio de uma carta aos brasileiros,<br \/>a promover mudan\u00e7as, apesar de manter os contratos com o capital. A montagem do<br \/>governo frustrou a todos e desfigurou a vontade manifesta pelos 53 milh\u00f5es de<br \/>eleitores e eleitoras. Houve uma perversa composi\u00e7\u00e3o de for\u00e7as pol\u00edticas,<br \/>incluindo conservadores e a direita, que assumiram postos de destaque no Banco<br \/>Central, nos minist\u00e9rios da Fazenda, da Agricultura e do Desenvolvimento,<br \/>Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em julho passado, em meio a uma profunda crise pol\u00edtica, o governo<br \/>promoveu uma reforma ministerial que refor\u00e7ou a ainda mais a alian\u00e7a com<br \/>setores conservadores. Da\u00ed dizermos que esse governo est\u00e1 desfigurado. N\u00e3o<br \/>contamos mais com o mesmo governo que elegemos em 2002. N\u00e3o temos um governo de<br \/>esquerda, nem de centro-esquerda. Vivemos um governo de centro, sendo que a<br \/>direita controla a pol\u00edtica econ\u00f4mica. Demos adeus ao governo do PT e seus<br \/>compromissos hist\u00f3ricos. Sofremos a conseq&uuml;\u00eancia de um governo amb\u00edguo,<br \/>composto por for\u00e7as pol\u00edticas da sociedade que v\u00e3o desde a direita at\u00e9 a<br \/>esquerda, e que muito pouco tem a oferecer. O governo perdeu a oportunidade, ao<br \/>longo de seu mandato, de consultar o povo sobre quest\u00f5es estrat\u00e9gicas para nossa<br \/>sociedade, como a d\u00edvida externa, taxas de juros, transg\u00eanicos, bingos,<br \/>autonomia do Banco Central, transposi\u00e7\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco, Lei Kandir. etc.<br \/>E certamente o povo optaria pelas mudan\u00e7as e daria apoio ao governo, que<br \/>preferiu ouvir apenas os pol\u00edticos tradicionais.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 3. O governo e a Reforma Agr\u00e1ria<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Acreditamos que a vit\u00f3ria do governo Lula representava uma altera\u00e7\u00e3o na<br \/>correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as e favoreceria a Reforma Agr\u00e1ria. Foi elaborado o Plano<br \/>Nacional de Reforma Agr\u00e1ria, que previa o assentamento de 400 mil fam\u00edlias no<br \/>per\u00edodo de quatro anos, al\u00e9m de mudan\u00e7as administrativas no Incra (Instituto<br \/>Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria), capacita\u00e7\u00e3o dos assentados e<br \/>casamento de Reforma Agr\u00e1ria com agroind\u00fastria. Passados dois anos e meio,<br \/>constatamos que a Reforma Agr\u00e1ria caminha a passos de tartaruga. O governo foi<br \/>incapaz de implementar seu pr\u00f3prio plano. Faltou coragem para enfrentar os<br \/>empecilhos da Reforma Agr\u00e1ria, que n\u00e3o anda porque:<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; a)se mant\u00e9m um estado administrativamente organizado contra os pobres,<br \/>para atender apenas aos ricos;<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; b) o governo acreditou na falsa id\u00e9ia que o agroneg\u00f3cio seria a solu\u00e7\u00e3o<br \/>para a pobreza no campo. Mas ele beneficia apenas os exportadores e as<br \/>trasnacionais agr\u00edcolas;<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; c) o governo n\u00e3o percebeu que a manuten\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica econ\u00f4mica<br \/>neoliberal impede a realiza\u00e7\u00e3o de qualquer programa de Reforma Agr\u00e1ria. A<br \/>pol\u00edtica neoliberal corta recursos or\u00e7ament\u00e1rios, concentra renda, prioriza<br \/>exporta\u00e7\u00f5es e desemprega. A pol\u00edtica que defendemos distribui renda, gera<br \/>empregos, desenvolve o mercado interno e fixa o homem no meio rural. E a<br \/>Reforma Agr\u00e1ria \u00e9 apenas instrumento dessa pol\u00edtica.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Descontentes, fizemos a Marcha Nacional. Durante 17 dias reunimos 12 mil<br \/>caminhantes em torno do mesmo objetivo. Conseguimos fazer o governo renovar<br \/>conosco sete compromissos com o objetivo de acelerar a Reforma Agr\u00e1ria. Pouco<br \/>aconteceu. O comprometimento de assentar 115 mil fam\u00edlias este ano resumiu-se,<br \/>at\u00e9 agora, a aproximadamente 20 mil. Outras 120 mil fam\u00edlias continuam<br \/>acampadas, esperando em condi\u00e7\u00f5es sub humanas. A prometida portaria que altera<br \/>os \u00edndices de produtividade para c\u00e1lculo das desapropria\u00e7\u00f5es n\u00e3o foi publicada<br \/>at\u00e9 agora. Trata-se de um simples ato administrativo de dois ministros. Estamos<br \/>cansados de ouvir governantes falar em falta de recursos, enquanto os bancos<br \/>nadam em bilh\u00f5es de reais transferidos pelo estado.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O governo Lula tem uma d\u00edvida imensa com os sem-terra e com a sociedade<br \/>brasileira no quesito Reforma Agr\u00e1ria!<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 4. Sobre o PT e as esquerdas.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O MST manter\u00e1 sua linha pol\u00edtica hist\u00f3rica: \u00e9 aut\u00f4nomo, tanto em rela\u00e7\u00e3o<br \/>aos partidos pol\u00edticos quanto ao governo e ao Estado. Assim nos comportaremos<br \/>tamb\u00e9m nessa crise.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Individualmente, como cidad\u00e3os e militantes sociais, os integrantes do<br \/>Movimento somam-se aos brasileiros perplexos pela revela\u00e7\u00e3o dos m\u00e9todos que o<br \/>Partido dos Trabalhadores utilizou para fazer pol\u00edtica. As campanhas eleitorais<br \/>mercantilizaram o voto. Pagas a peso de ouro e dirigidas por marqueteiros de<br \/>aluguel, se transformaram no fim. A corrup\u00e7\u00e3o agora denunciada \u00e9 apenas o fruto<br \/>do m\u00e9todo utilizado. O que impressiona \u00e9 como setores da esquerda se utilizaram<br \/>dos mesmos m\u00e9todos da direita e a ela se equipararam. Isso \u00e9 o fim do que<br \/>chamamos de pol\u00edtica.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por isso, defendemos os m\u00e9todos da esquerda fazer pol\u00edtica, que se centram<br \/>na disputa de id\u00e9ias, na forma\u00e7\u00e3o da milit\u00e2ncia, no trabalho de base e na<br \/>organiza\u00e7\u00e3o consciente do povo, como \u00fanica for\u00e7a capaz de fazer mudan\u00e7as em<br \/>nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 5. Sobre a natureza da crise.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Consideramos que a crise que estamos vivendo n\u00e3o est\u00e1 restrita ao<br \/>denuncismo e \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o. \u00c9 bem mais grave. Trata-se de uma crise de modelo. Os<br \/>empregos gerados, muito abaixo das promessas de campanha, s\u00e3o insuficientes para<br \/>atender a nova demanda dos jovens que ingressam no mercado de trabalho.<br \/>Enfrentamos uma crise social: os pobres lutam apenas pela sobreviv\u00eancia e, em<br \/>varias \u00e1reas, s\u00e3o vistos sinais da barb\u00e1rie social, com agravamento da<br \/>viol\u00eancia. Estamos vivenciando uma crise pol\u00edtica: a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o se reconhece<br \/>nesse sistema de representa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tem o poder pol\u00edtico, e n\u00e3o pode exercitar o<br \/>que a Constitui\u00e7\u00e3o Federal diz: que todo poder emana do povo. O povo tem raiva<br \/>dos pol\u00edticos e v\u00ea a todos como iguais. Isso tudo nos leva a uma crise<br \/>ideol\u00f3gica, conseq&uuml;\u00eancia da falta do debate na sociedade sobre um projeto para<br \/>o pa\u00eds. Tememos o prolongamento dessa apatia.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 6. Quem s\u00e3o os inimigos do povo<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compreendemos que os verdadeiros inimigos s\u00e3o as classes dominantes, que<br \/>enriquecem cada vez mais \u00e0s custas do povo. S\u00e3o os interesses do capital<br \/>estrangeiro manifesto pela a\u00e7\u00e3o das transnacionais, dos bancos estrangeiros, da<br \/>d\u00edvida externa, da transfer\u00eancia de riqueza para o exterior. S\u00e3o os grandes<br \/>capitalistas brasileiros que se subordinaram \u00e0queles interesses e deram as<br \/>costas ao povo. \u00c9 o sistema financeiro nacional. S\u00e3o os latifundi\u00e1rios que<br \/>continuam acumulando terras e as defendendo de qualquer forma. \u00c9 a pol\u00edtica do<br \/>governo George W. Bush, que quer consolidar a Am\u00e9rica Latina apenas como um<br \/>mercado para suas empresas estadunidenses e controlar nossa biodiversidade e<br \/>nossas sementes.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O governo Lula pode encontrar no povo um aliado para combater os inimigos.<br \/>Mas ele precisa mostrar de que lado est\u00e1: se com as classes dominantes ou com os<br \/>pobres. N\u00e3o adianta apenas discursos. Essa escolha se faz por interm\u00e9dio de<br \/>mudan\u00e7as claras na atual pol\u00edtica econ\u00f4mica e social.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 7. Sobre as sa\u00eddas para a crise.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compreendemos que a sa\u00edda dessa grave crise n\u00e3o depende mais apenas do<br \/>governo, do presidente, dos partidos pol\u00edticos ou da elei\u00e7\u00e3o de 2006. Ela<br \/>depender\u00e1 de uma ampla aglutina\u00e7\u00e3o de todas as for\u00e7as sociais, organizadas para<br \/>realizar um verdadeiro mutir\u00e3o para debater e construir um novo projeto para<br \/>nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; UM projeto de desenvolvimento para o nosso pa\u00eds, que coloque em primeiro<br \/>lugar a soberania popular. Que organize uma pol\u00edtica econ\u00f4mica voltada para a<br \/>solu\u00e7\u00e3o das principais necessidades da popula\u00e7\u00e3o, como trabalho, renda, terra,<br \/>moradia, escola e cultura. Um modelo que priorize a vida das pessoas, a<br \/>constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade com menos desigualdade e injusti\u00e7as sociais.<br \/>Precisamos de uma reforma constitucional que altere o atual regime pol\u00edtico,<br \/>que incorpore mecanismos de democracia direta. Precisamos ter o direito de<br \/>convocar plebiscitos, de realizar consultas populares. Queremos ver<br \/>democratizado o sistema partid\u00e1rio e de representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tudo isso ser\u00e1 um longo caminho. Mas que precisa come\u00e7ar logo. Temos que<br \/>estimular o debate na sociedade, em todos os espa\u00e7os. S\u00f3 assim o povo agarrar\u00e1<br \/>em suas m\u00e3os a convic\u00e7\u00e3o de que as mudan\u00e7as sociais ser\u00e3o conseq&uuml;\u00eancia de sua<br \/>organiza\u00e7\u00e3o e luta.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Seguiremos a formar militantes e lutadores e lutadoras do povo, elevando<br \/>seu n\u00edvel de consci\u00eancia e de cultura. Precisamos democratizar os meios de<br \/>comunica\u00e7\u00e3o, construir meios alternativos nas r\u00e1dios comunit\u00e1rias, nas tev\u00eas<br \/>comunit\u00e1rias e p\u00fablicas, para que o povo tenha acesso a informa\u00e7\u00f5es corretas.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 8. Calend\u00e1rio de mobiliza\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Diante dessa avalia\u00e7\u00e3o da crise e da conjuntura, conclamamos a toda a<br \/>milit\u00e2ncia do MST, a base dos movimentos da Via Campesina e os movimentos<br \/>sociais urbanos, a somarem esfor\u00e7os, a se mobilizarem e se organizarem.<br \/>Chamamos todos e todas a participar das iniciativas que est\u00e3o em curso no m\u00eas<br \/>de agosto e que culminar\u00e3o com a realiza\u00e7\u00e3o de um 7 de setembro grandioso,<br \/>capaz de emanar o verdadeiro grito dos exclu\u00eddos no maior n\u00famero de cidades<br \/>brasileiras. Ao longo de setembro e outubro realizaremos assembl\u00e9ias estaduais<br \/>populares para discutir um novo modelo econ\u00f4mico, culminando com nossa<br \/>assembl\u00e9ia nacional popular: um mutir\u00e3o por um novo Brasil, a se realizar no<br \/>final de outubro, em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Atenciosamente,<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Secretaria Nacional do MST<br \/>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; S\u00e3o Paulo, agosto 2005<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Breves<br \/>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O massacre de Corumbiara &#8211; mais dez anos de viol\u00eancia e impunidade<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &quot;No dia 9 de agosto de 2005 completam-se dez anos do massacre na fazenda<br \/>Santa Elina, no munic\u00edpio de Corumbiara, Rond\u00f4nia. Foram 194 policiais,<br \/>inclusive 46 da Companhia de Opera\u00e7\u00f5es Especiais (COE) e outro tanto de<br \/>jagun\u00e7os e guachebas fortemente armados. Homens foram executados sumariamente,<br \/>mulheres foram usadas como escudos por policiais e jagun\u00e7os, 355 pessoas foram<br \/>presas e torturadas por mais de vinte e quatro horas seguidas e o acampamento<br \/>foi destru\u00eddo e incendiado com todos os parcos pertences dos posseiros. O<br \/>acampamento foi atacado de madrugada com bombas de g\u00e1s que a todos sufocava,<br \/>especialmente as crian\u00e7as. O tiroteio era ensurdecedor. Naquele dia morreram<br \/>onze pessoas, inclusive a pequenina Vanessa, de apenas seis anos, cujo corpinho<br \/>foi trespassado por uma bala &#8216;perdida&quot;. Leia o artigo de Ang\u00e9lica de Mesquita<br \/>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; na p\u00e1gina do MST (www.mst.org.br)<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Estados Unidos mant\u00eam 70 mil presos no exterior<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Anistia Internacional alerta que a pris\u00e3o na base americana em<br \/>Guant\u00e1namo \u00e9 apenas &quot;a ponta do iceberg&quot; de uma situa\u00e7\u00e3o criada pelo governo<br \/>dos Estados Unidos nos \u00faltimos anos. Segundo um relat\u00f3rio divulgado pela<br \/>entidade, os EUA estariam mantendo cerca de 70 mil pessoas detidas em bases e<br \/>pris\u00f5es secretas fora de seu territ\u00f3rio. Em Guant\u00e1namo, a maioria dos 500<br \/>detentos foi capturada durante as guerras no Afeganist\u00e3o e no Iraque e se<br \/>encontra numa situa\u00e7\u00e3o de deten\u00e7\u00e3o indefinida e sem julgamento.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Campanha de assinaturas do MST Informa<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Amigos e amigas do MST,<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Iniciamos aqui uma campanha para ampliar os correios eletr\u00f4nicos<br \/>cadastrados para receber o informativo quinzenal do Movimento, visando difundir<br \/>e colocar para a sociedade as an\u00e1lises e posi\u00e7\u00f5es do MST. Sugerimos que cada um<br \/>indique, pelo menos, mais um correio eletr\u00f4nico e envie a informa\u00e7\u00e3o para<br \/>semterra@mst.org.br com assunto &quot;cadastro letraviva&quot;.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cartas<br \/>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sou um portugu\u00eas, interessado em todas as lutas libert\u00e1rias, dirigente do<br \/>Sindicato dos Trabalhadores da Industria Mineira e do Conselho Nacional da<br \/>CGTP-IN (Confedera\u00e7\u00e3o Geral dos Trabalhadores Portugu\u00eases-Intersindical). J\u00e1<br \/>por v\u00e1rias vezes que visito o sit\u00edo do MST e sempre com grande agrado. Gostaria<br \/>de deixar aqui patente a minha solidariedade com a luta do Movimento. Obrigado e<br \/>aquele abra\u00e7o. A luta continua. Ant\u00f3nio J. M. Guerreiro<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prezados companheiros e companheiras do MST, Quero saud\u00e1-los com minhas<br \/>efusivas sauda\u00e7\u00f5es socialistas e ratificar todo meu apoio a esta eminente for\u00e7a<br \/>social que desempenha um papel importante e relevante para a esquerda do brasil<br \/>e do mundo. Contem sempre com nosso apoio e se sintam imaculados com nossa<br \/>imensur\u00e1vel solidariedade. At\u00e9 a vit\u00f3ria sempre. Silvio.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; MST Informa \u00e9 uma publica\u00e7\u00e3o quinzenal do Movimento dos Trabalhadores<br \/>Rurais Sem Terra, enviada por correio eletr\u00f4nico. Edi\u00e7\u00f5es anteriores.<br \/>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sugest\u00f5es de temas, artigos, formato: semterra@mst.org.br. Incluir ou<br \/>remover correios eletr\u00f4nicos no cadastro do MST Informa.<br \/>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Opine www.mst.org.br&nbsp; Recibe en Espa\u00f1ol English Svenska<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MST Informa&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ano IV &#8211; n\u00ba 96ter\u00e7a-feira, 09 de agosto de 2005 Posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas do MST nessa conjuntura &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Caros amigos e amigas do MST, &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Achamos importante que voc\u00ea, amigo e amiga do MST, saiba o que realmentepensamos. Em julho passado, em reuni\u00e3o da Coordena\u00e7\u00e3o Nacional do Movimento,com mais de 250 companheiros e companheiras [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":151,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[8],"class_list":["post-2802","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-publicaciones","tag-mst-informa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2802","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/users\/151"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2802"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2802\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4724,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2802\/revisions\/4724"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2802"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2802"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2802"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}