{"id":2777,"date":"2005-06-13T05:11:06","date_gmt":"2005-06-13T05:11:06","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2005\/06\/13\/o-neoliberalismo-nao-era-o-unico-caminho\/"},"modified":"2017-10-02T21:42:24","modified_gmt":"2017-10-02T21:42:24","slug":"o-neoliberalismo-nao-era-o-unico-caminho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2005\/06\/13\/o-neoliberalismo-nao-era-o-unico-caminho\/","title":{"rendered":"O neoliberalismo n\u00e3o era o \u00fanico caminho"},"content":{"rendered":"<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><font face=\"Tahoma, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 10pt;\">Entrevista com LedaPaulani, professora da USP e autora do rec\u00e9m-lan\u00e7ado\u201cModernidade e discurso econ\u00f4mico\u201d<\/font><\/font><\/p>\n<p><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><font face=\"Tahoma, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 10pt;\">Ocandidato que representava a esperan\u00e7a sucumbiu ao medo nahora de escolher seu modelo econ\u00f4mico. \u00c9 a opini\u00e3ode Leda Paulani, professora da USP e autora do rec\u00e9m-lan\u00e7ado\u201cModernidade e discurso econ\u00f4mico\u201d (Boitempo Editorial),livro no qual analisa as ra\u00edzes filos\u00f3ficas eideol\u00f3gicas do que chama de doutrina neoliberal.<\/font><\/font><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><font face=\"Tahoma, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 10pt;\">Presidenteda Sociedade Brasileira de Economia Pol\u00edtica (SEP), elaparticipou da elabora\u00e7\u00e3o da \u201cCarta de Campinas\u201d,documento no qual um grupo de economistas de esquerda acusa opresidente Lula e o PT de queimarem o capital pol\u00edticoconquistado nas elei\u00e7\u00f5es para cumprir a agendaneoliberal. \u201cO governo n\u00e3o acreditou em si mesmo. Tevemedo\u201d.<\/font><\/font><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><font face=\"Tahoma, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 10pt;\"><b>Emseu livro, a senhora descreve a constru\u00e7\u00e3o da doutrinaneoliberal como um longo processo, de pelo menos cinco d\u00e9cadas,mas o senso comum o associa \u00e0 queda do socialismo, no fim dosanos 80&#8230;<\/b><\/font><\/font><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><\/p>\n<p align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 10pt;\"><span lang=\"pt-BR\"><font face=\"Tahoma, sans-serif\"><b>LEDAPAULANI:<\/b> O neoliberalismo, como doutrina, inicia-se numa reuni\u00e3oque Hayek tomou a iniciativa de fazer em 1947 e para a qual chamoutodos os principais intelectuais conservadores da \u00e9poca. Oobjetivo da reuni\u00e3o era rearranjar as for\u00e7as paradefender o mercado como \u00fanica institui\u00e7\u00e3o capazde preservar a individualidade e a liberdade humanas. Hayek perceberaa avalanche intervencionista e keynesiana que o p\u00f3s-SegundaGuerra engendrara e, com ela, o \u00e2nimo regulat\u00f3rio geralque se instalara. Era preciso reagir e preparar as bases para osurgimento de um capitalismo livre de regras. Por isso oneoliberalismo nasce como doutrina, e n\u00e3o como uma nova teoriaecon\u00f4mica.<\/font><\/span><\/font><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><font face=\"Tahoma, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 10pt;\"><b>Quala diferen\u00e7a?<\/b><\/font><\/font><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><\/p>\n<p align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 10pt;\"><span lang=\"pt-BR\"><font face=\"Tahoma, sans-serif\"><b>LEDA:<\/b>Ele parte mais da cren\u00e7a de que a sociedade organizada pelomercado \u00e9 a melhor que o homem j\u00e1 foi capaz deconstruir, do que de uma certeza, fundamentada em conhecimentocient\u00edfico, sobre o car\u00e1ter necessariamente positivo ematerialmente virtuoso dessa sociedade. Mas a Hist\u00f3riaengavetou essas id\u00e9ias por pelo menos 30 anos. S\u00f3 emmeados dos anos 70 foram criadas as condi\u00e7\u00f5es objetivaspara que o neoliberalismo vingasse, sobretudo como pol\u00edticaecon\u00f4mica. Como isso coincidiu com o fim do chamado socialismoreal, a rela\u00e7\u00e3o entre as duas coisas parece imediata,mas trata-se de um equ\u00edvoco. Na verdade, tem a ver com a criseque o capitalismo atravessa a partir de meados dos 70.<\/font><\/span><\/font><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><font face=\"Tahoma, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 10pt;\"><b>Porque a senhora diz que o capitalismo est\u00e1 em crise?<\/b><\/font><\/font><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><\/p>\n<p align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 10pt;\"><span lang=\"pt-BR\"><font face=\"Tahoma, sans-serif\"><b>LEDA:<\/b>Ocapitalismo est\u00e1 em crise porque hoje, tr\u00eas d\u00e9cadasdepois do in\u00edcio do desmonte dos artefatos keynesianos(estruturas regulat\u00f3rias, Estado do bem-estar, controle dedemanda efetiva, taxas de c\u00e2mbio est\u00e1veis), o mundo temmenos perspectiva e cresce menos do que nos chamados 30 anos douradosdo capitalismo (do p\u00f3s-guerra a meados dos anos 70). Al\u00e9mdisso, foi a crise iniciada no final dos anos 60 e aprofundada nos 70que gerou a massa de capitais ciganos (sem p\u00e1tria) que buscavaloriza\u00e7\u00e3o financeira e grita pela necessidade dedesregulamenta\u00e7\u00e3o. A doutrina neoliberal vem a\u00eda calhar.<\/font><\/span><\/font><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><font face=\"Tahoma, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 10pt;\"><b>Aque motivos a senhora atribui a ado\u00e7\u00e3o por todo o mundoda doutrina neoliberal?<\/b><\/font><\/font><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><\/p>\n<p align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 10pt;\"><span lang=\"pt-BR\"><font face=\"Tahoma, sans-serif\"><b>LEDA:<\/b>Adoutrina neoliberal fala muito de perto ao senso comum. Afirma\u00e7\u00f5escomo: \u201cningu\u00e9m pode gastar mais do que ganha\u201d etc. podemser verdadeiras no plano dom\u00e9stico, mas s\u00e3o falaciosasno plano macroecon\u00f4mico. Elas passam a ser vistas como verdadeporque s\u00e3o de f\u00e1cil compreens\u00e3o. Outro fator \u00e9a m\u00eddia.<\/font><\/span><\/font><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><font face=\"Tahoma, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 10pt;\"><b>Porque o mundo em desenvolvimento adotou esta doutrina, em especial aAm\u00e9rica Latina?<\/b><\/font><\/font><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><\/p>\n<p align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 10pt;\"><span lang=\"pt-BR\"><font face=\"Tahoma, sans-serif\"><b>LEDA:<\/b>AAm\u00e9rica Latina mostrou-se como a grande alternativa deaplica\u00e7\u00e3o para esses capitais, uma vez que o mundo todoestava em crise e a demanda por cr\u00e9dito estava, de modo geral,muito reduzida. Nesse contexto, encontrar pa\u00edses como oBrasil, com um Estado disposto a se endividar, foi uma d\u00e1diva.Claro que mais tarde, quando estoura a crise das d\u00edvidas (porcausa da eleva\u00e7\u00e3o desmesurada dos juros pelos EUA em1979) e as morat\u00f3rias se sucedem, a difus\u00e3o dessadoutrina torna-se uma necessidade, sem a qual a ditadura dos credoresque hoje nos submete talvez n\u00e3o fosse t\u00e3o eficaz. Nosanos 90, a mesma avidez por valoriza\u00e7\u00e3o financeira deum volume de capitais, ent\u00e3o muito maior, empurrou os pa\u00edseslatino-americanos para aventuras estabilizadoras assentadas em \u00e2ncoracambial. Os capitais que \u201cgarantiram\u201d a retomada da estabilidademonet\u00e1ria foram regiamente pagos e continuam a s\u00ea-lo.<\/font><\/span><\/font><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><font face=\"Tahoma, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 10pt;\"><b>Ogrupo de economistas de esquerda afirma na \u201cCarta de Campinas\u201dque a pol\u00edtica econ\u00f4mica do governo foi uma escolhapol\u00edtica. Por qu\u00ea?<\/b><\/font><\/font><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><\/p>\n<p align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 10pt;\"><span lang=\"pt-BR\"><font face=\"Tahoma, sans-serif\"><b>LEDA:<\/b>A \u201cCarta de Campinas\u201d \u00e9 um documento que foi elaboradocoletivamente ao longo do X Encontro Nacional de Economia Pol\u00edtica,promovido pela Sociedade Brasileira de Economia Pol\u00edtica (SEP)na Unicamp em maio de 2005. A SEP, da qual sou hoje a presidente,nasceu em 1996 pelo esfor\u00e7o de um grupo de professores deEconomia que percebeu o estreitamento do espa\u00e7o acad\u00eamiconas entidades ent\u00e3o existentes para a apresenta\u00e7\u00e3odas posi\u00e7\u00f5es heterodoxas. Afirmamos que se tratou deuma escolha porque n\u00e3o concordamos com a tese de que este erao \u00fanico caminho dispon\u00edvel. Tese que se relacionadiretamente com uma outra, muito corrente na academia, que afirma ques\u00f3 existe uma ci\u00eancia econ\u00f4mica verdadeira (aortodoxa), sendo todas as demais vis\u00f5es falaciosas ouultrapassadas. Para repetir as palavras da pr\u00f3pria Carta,\u201calternativas existiam h\u00e1 dois anos e meio como continuam aexistir hoje\u201d, ainda que hoje os custos de uma mudan\u00e7a derota sejam muito mais elevados, depois que o PT e Lula queimaram oimenso capital pol\u00edtico de que dispunham no in\u00edcio dogoverno.<\/font><\/span><\/font><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><font face=\"Tahoma, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 10pt;\"><b>Porque o governo Lula teria \u201cdobrado a aposta\u201d na agenda neoliberal?<\/b><\/font><\/font><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><\/p>\n<p align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 10pt;\"><span lang=\"pt-BR\"><font face=\"Tahoma, sans-serif\"><b>LEDA:<\/b>A\u00ed temos v\u00e1rias hip\u00f3teses. A que mais meconvence \u00e9 que o novo governo n\u00e3o acreditou em simesmo. Em uma palavra, teve medo. E como o poder tinha se tornado oprincipal objetivo do grupo dirigente do PT, preferiram n\u00e3oarriscar e, infelizmente, trocaram um projeto de na\u00e7\u00e3opor um projeto de poder.<\/font><\/span><\/font><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><font face=\"Tahoma, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 10pt;\"><b>Emalgum momento, o governo vai alterar sua pol\u00edtica econ\u00f4micapara um modelo menos financista?<\/b><\/font><\/font><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><\/p>\n<p align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 10pt;\"><span lang=\"pt-BR\"><font face=\"Tahoma, sans-serif\"><b>LEDA:<\/b>N\u00e3o acredito que esse governo seja capaz agora de mudar oque quer que seja, muito menos a pol\u00edtica econ\u00f4mica, at\u00e9porque agenda do pa\u00eds j\u00e1 est\u00e1 completamentedominada pela quest\u00e3o da sucess\u00e3o de Lula.<\/font><\/span><\/font><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><font face=\"Tahoma, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 10pt;\"><b>Opa\u00eds alcan\u00e7ar\u00e1 suas metas de desenvolvimento coma doutrina neoliberal?<\/b><\/font><\/font><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><\/p>\n<p align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 10pt;\"><span lang=\"pt-BR\"><font face=\"Tahoma, sans-serif\"><b>LEDA:<\/b>N\u00e3o acredito. Uma primeira e simples raz\u00e3o \u00e9 quenesse modelo o pr\u00f3prio crescimento aparece como vari\u00e1veldesestabilizadora e \u00e9 prontamente enfrentado pela eleva\u00e7\u00e3oda taxa de juros, que j\u00e1 \u00e9 a maior do planeta. Al\u00e9mdisso, com a instabilidade permanente produzida pelo setor externo ecom suas implica\u00e7\u00f5es para o comportamento interno daeconomia, n\u00e3o d\u00e1 para acreditar em qualquer tipo decrescimento que seja sustentado.<\/font><\/span><\/font><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><font face=\"Tahoma, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 10pt;\"><b>Algumpa\u00eds do mundo atualmente est\u00e1 agindo na contram\u00e3odesta doutrina com bons resultados econ\u00f4micos?<\/b><\/font><\/font><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><\/p>\n<p align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 10pt;\"><span lang=\"pt-BR\"><font face=\"Tahoma, sans-serif\"><b>LEDA:<\/b>Todos falam da China, mas a China \u00e9 complicado, porque semprese poder\u00e1 levantar o argumento de que se trata de um pa\u00edsque vive sob uma ditadura. Ent\u00e3o \u00e9 melhor tomarmos a\u00cdndia, que fez uma coura\u00e7a externa combinando forteac\u00famulo de reservas, c\u00e2mbio competitivo e controle decapitais e vem crescendo sustentadamente a uma taxa anual da ordem de6% a 6,5% desde 1995. Passou inc\u00f3lume por toda a seq&uuml;\u00eanciade crises financeiras dos anos 90 que tanto penalizou nossocontinente.<\/font><\/span><\/font><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><font face=\"Tahoma, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 10pt;\"><b>Essespa\u00edses t\u00eam um modelo social desej\u00e1vel para oBrasil?<\/b><\/font><\/font><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><\/p>\n<p align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><span lang=\"pt-BR\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 10pt;\"><font face=\"Tahoma, sans-serif\"><b>LEDA:<\/b>Aqui estamos falando <\/font><\/font><\/span><em><span lang=\"pt-BR\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 10pt;\"><font face=\"Tahoma, sans-serif\">strictosenso<\/font><\/font><\/span><\/em><span lang=\"pt-BR\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 10pt;\"><font face=\"Tahoma, sans-serif\">de pol\u00edtica econ\u00f4mica. Nada nos obriga, por mudar apol\u00edtica econ\u00f4mica, a comprar este ou aquele modelosocial. Acredito na capacidade do Brasil de combinar n\u00e3o s\u00f3a retomada do crescimento como o resgate de nossos graus de liberdadee de nossa capacidade de conduzir autonomamente nossos destinos com aconstru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais justa e digna, pautadapelo solidarismo e pela recupera\u00e7\u00e3o do Estado como uml\u00f3cus capaz de enfrentar a f\u00faria cega dos capitais.<br \/><\/font><\/font><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><span lang=\"pt-BR\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 10pt;\"><font face=\"Tahoma, sans-serif\"><br \/><\/font><\/font><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><span lang=\"pt-BR\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 10pt;\"><font face=\"Tahoma, sans-serif\">O Globo<br \/>05\/06\/05<br \/><\/font><\/font><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista com LedaPaulani, professora da USP e autora do rec\u00e9m-lan\u00e7ado\u201cModernidade e discurso econ\u00f4mico\u201d Ocandidato que representava a esperan\u00e7a sucumbiu ao medo nahora de escolher seu modelo econ\u00f4mico. \u00c9 a opini\u00e3ode Leda Paulani, professora da USP e autora do rec\u00e9m-lan\u00e7ado\u201cModernidade e discurso econ\u00f4mico\u201d (Boitempo Editorial),livro no qual analisa as ra\u00edzes filos\u00f3ficas eideol\u00f3gicas do que chama de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":151,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[9],"class_list":["post-2777","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-publicaciones","tag-opinion"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2777","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/users\/151"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2777"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2777\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4743,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2777\/revisions\/4743"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2777"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2777"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2777"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}