{"id":2741,"date":"2005-02-24T22:01:35","date_gmt":"2005-02-24T22:01:35","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2005\/02\/24\/mais-de-um-milhao-de-criancas-trabalham-no-brasil\/"},"modified":"2017-10-02T21:42:56","modified_gmt":"2017-10-02T21:42:56","slug":"mais-de-um-milhao-de-criancas-trabalham-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2005\/02\/24\/mais-de-um-milhao-de-criancas-trabalham-no-brasil\/","title":{"rendered":"Mais de um milh\u00e3o de crian\u00e7as trabalham no Brasil"},"content":{"rendered":"<div align=\"left\">\n<div align=\"center\">\n<div align=\"right\">\n<div align=\"left\">\n<div align=\"right\">\n<div align=\"left\">\n<p align=\"left\"><span style=\"text-decoration: none;\">www.mst.org.br<br \/>24\/02\/2005<br \/>                        <\/span> <br \/>                        Por Vitor Abdala<br \/>                        Fonte Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<div align=\"justify\">                        Mais de um milh\u00e3o de crian\u00e7as entre cinco                         e 13 anos de idade trabalham no Brasil, indicam os dados                         da S\u00edntese de Indicadores Sociais 2004 do Instituto                         Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Deste                         total, aproximadamente 700 mil crian\u00e7as (53,8%)                         vivem na regi\u00e3o Nordeste. Ao ampliar a faixa et\u00e1ria                         pesquisada, o levantamento mostra que 5,1 milh\u00e3o                         de crian\u00e7as e jovens &#8211; entre cinco e 17 anos &#8211;                         trabalham no pa\u00eds.<\/div>\n<div align=\"justify\">                      <\/div>\n<p align=\"justify\">A                         Constitui\u00e7\u00e3o Federal pro\u00edbe qualquer                         tipo de trabalho para menores de 14 anos. Acima dessa                         idade, e at\u00e9 os 16 anos, o trabalho \u00e9 permitido                         apenas na condi\u00e7\u00e3o de aprendiz. <\/p>\n<div align=\"justify\">                      <\/div>\n<p align=\"justify\">O                         presidente do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade                         (Iets) e ex-presidente do IBGE, soci\u00f3logo Simon                         Schwartzman, acredita que o trabalho infantil n\u00e3o                         deve ser encarado como um problema isolado, mas como um                         elemento da situa\u00e7\u00e3o de pobreza de algumas                         regi\u00f5es do pa\u00eds. &quot;Acho que \u00e9                         preciso, em primeiro lugar, ver a quest\u00e3o da fam\u00edlia,                         a quest\u00e3o da pobreza e como est\u00e1 organizada                         a casa (das fam\u00edlias brasileiras). \u00c9 uma                         situa\u00e7\u00e3o geral. Tratar da quest\u00e3o                         do trabalho infantil separadamente s\u00f3 se justifica                         quando h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o                         clara da crian\u00e7a e do jovem&quot;, disse.<\/p>\n<div align=\"justify\">                      <\/div>\n<p align=\"justify\">O                         estudo do IBGE tamb\u00e9m relaciona o trabalho infantil                         com a educa\u00e7\u00e3o. Segundo a pesquisa, o \u00edndice                         de escolariza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as e jovens,                         entre cinco e 17 anos de idade, que n\u00e3o trabalham                         \u00e9 de 92,1%. J\u00e1 o \u00edndice de crian\u00e7as                         trabalhadoras que est\u00e3o na escola \u00e9 de apenas                         81%, cerca de 11 pontos percentuais menor.<\/p>\n<div align=\"justify\">                      <\/div>\n<p align=\"justify\">Apesar                         disso, o levantamento aponta para uma melhora do quadro                         educacional entre os jovens nos \u00faltimos anos. De                         2002 para 2003, o n\u00famero de crian\u00e7as e adolescentes                         que s\u00f3 trabalham, sem estudar, foi reduzido de                         3,9% para 3,4%. O \u00edndice daqueles que trabalham                         e estudam tamb\u00e9m foi reduzido, de 15,3% para 13,9%.                         Al\u00e9m disso, foi observado um aumento de dois pontos                         percentuais na propor\u00e7\u00e3o de jovens que s\u00f3                         estudam. <\/p>\n<div align=\"justify\">                                                                  Mais                       de um milh\u00e3o de crian\u00e7as entre cinco e 13                       anos de idade trabalham no Brasil, indicam os dados da S\u00edntese                       de Indicadores Sociais 2004 do Instituto Brasileiro de Geografia                       e Estat\u00edstica (IBGE). Deste total, aproximadamente                       700 mil crian\u00e7as (53,8%) vivem na regi\u00e3o Nordeste.                       Ao ampliar a faixa et\u00e1ria pesquisada, o levantamento                       mostra que 5,1 milh\u00e3o de crian\u00e7as e jovens                       &#8211; entre cinco e 17 anos &#8211; trabalham no pa\u00eds.                        <\/div>\n<p align=\"justify\">A                         Constitui\u00e7\u00e3o Federal pro\u00edbe qualquer                         tipo de trabalho para menores de 14 anos. Acima dessa                         idade, e at\u00e9 os 16 anos, o trabalho \u00e9 permitido                         apenas na condi\u00e7\u00e3o de aprendiz. <\/p>\n<div align=\"justify\">                      <\/div>\n<p align=\"justify\">O                         presidente do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade                         (Iets) e ex-presidente do IBGE, soci\u00f3logo Simon                         Schwartzman, acredita que o trabalho infantil n\u00e3o                         deve ser encarado como um problema isolado, mas como um                         elemento da situa\u00e7\u00e3o de pobreza de algumas                         regi\u00f5es do pa\u00eds. &quot;Acho que \u00e9                         preciso, em primeiro lugar, ver a quest\u00e3o da fam\u00edlia,                         a quest\u00e3o da pobreza e como est\u00e1 organizada                         a casa (das fam\u00edlias brasileiras). \u00c9 uma                         situa\u00e7\u00e3o geral. Tratar da quest\u00e3o                         do trabalho infantil separadamente s\u00f3 se justifica                         quando h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o                         clara da crian\u00e7a e do jovem&quot;, disse.<\/p>\n<div align=\"justify\">                      <\/div>\n<p align=\"justify\">O                         estudo do IBGE tamb\u00e9m relaciona o trabalho infantil                         com a educa\u00e7\u00e3o. Segundo a pesquisa, o \u00edndice                         de escolariza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as e jovens,                         entre cinco e 17 anos de idade, que n\u00e3o trabalham                         \u00e9 de 92,1%. J\u00e1 o \u00edndice de crian\u00e7as                         trabalhadoras que est\u00e3o na escola \u00e9 de apenas                         81%, cerca de 11 pontos percentuais menor.<\/p>\n<div align=\"justify\">                      <\/div>\n<p align=\"justify\">Apesar                         disso, o levantamento aponta para uma melhora do quadro                         educacional entre os jovens nos \u00faltimos anos. De                         2002 para 2003, o n\u00famero de crian\u00e7as e adolescentes                         que s\u00f3 trabalham, sem estudar, foi reduzido de                         3,9% para 3,4%. O \u00edndice daqueles que trabalham                         e estudam tamb\u00e9m foi reduzido, de 15,3% para 13,9%.                         Al\u00e9m disso, foi observado um aumento de dois pontos                         percentuais na propor\u00e7\u00e3o de jovens que s\u00f3                         estudam. <\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>www.mst.org.br24\/02\/2005 Por Vitor Abdala Fonte Ag\u00eancia Brasil Mais de um milh\u00e3o de crian\u00e7as entre cinco e 13 anos de idade trabalham no Brasil, indicam os dados da S\u00edntese de Indicadores Sociais 2004 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Deste total, aproximadamente 700 mil crian\u00e7as (53,8%) vivem na regi\u00e3o Nordeste. 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