{"id":2714,"date":"2005-01-03T15:21:36","date_gmt":"2005-01-03T15:21:36","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mst\/2005\/01\/03\/breve-analisis-de-las-elecciones\/"},"modified":"2017-10-02T21:43:06","modified_gmt":"2017-10-02T21:43:06","slug":"breve-analisis-de-las-elecciones","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.sindominio.net\/mstmadrid\/2005\/01\/03\/breve-analisis-de-las-elecciones\/","title":{"rendered":"BREVE AN\u00c1LISIS DE LAS ELECCIONES"},"content":{"rendered":"<table width=\"65%\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tr>\n<td colspan=\"2\">\n<div align=\"center\"><strong>BREVE         AN\u00c1LISIS DE LAS ELECCIONES<!-- #EndEditable --><\/strong><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\">\n<div align=\"right\"><!-- #BeginEditable \"Autor\" -->Secretar\u00eda Nacional         MST <!-- #EndEditable --><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<p><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table width=\"72%\" border=\"0\" align=\"center\">\n<tr>\n<td>\n<div align=\"justify\"><!-- #BeginEditable \"texto\" -->         <\/p>\n<p><strong>O povo votou contra o modelo das elites e FHC <\/strong><\/p>\n<p>Passado o primeiro turno das elei\u00e7\u00f5es, todo mundo est\u00e1 fazendo suas           avalia\u00e7\u00f5es sobre o que povo disse nas urnas. A campanha foi pouco politizada,           ou seja, em geral os candidatos n\u00e3o debateram projetos para o Brasil           ou n\u00e3o analisaram as verdadeiras ra\u00edzes dos problemas da sociedade brasileira           &#8211; a prioridade foi o uso da televis\u00e3o para os candidatos majorit\u00e1rios           &#8211; com os marqueteiros preferindo conquistar a emo\u00e7\u00e3o dos eleitores e           n\u00e3o a raz\u00e3o. E isso contribuiu para a despolitiza\u00e7\u00e3o e para a desmotiva\u00e7\u00e3o           da popula\u00e7\u00e3o em geral com o processo eleitoral. Os candidatos proporcionais           inundaram os postes e fizeram muitas reuni\u00f5es nos setores sociais que           os apoiam. E, na reta final, a milit\u00e2ncia social entrou de cheio na           campanha, conseguindo, em muitos Estados, alterar os resultados da elei\u00e7\u00e3o           para governador e para senador. Este fato os institutos de pesquisa           n\u00e3o detectam. Eles sempre se &quot;esquecem&quot; de combinar suas previs\u00f5es com           o povo! <\/p>\n<p><strong>Vit\u00f3ria da esquerda<\/strong> <\/p>\n<p>Apesar deste cen\u00e1rio, o resultado das elei\u00e7\u00f5es foi uma vit\u00f3ria da oposi\u00e7\u00e3o.           Uma vit\u00f3ria da esquerda. No geral, 76,8% dos eleitores votaram nos candidatos           a Presidente que faziam oposi\u00e7\u00e3o ao atual modelo. Ou seja, o modelo           econ\u00f4mico atual, o neoliberalismo e o governo FHC foram amplamente derrotados!           Portanto, Lula j\u00e1 vai vitorioso para o segundo turno; s\u00f3 um milagre           pode conseguir convencer os eleitores de oposi\u00e7\u00e3o a acreditar no Serra.           At\u00e9 os empres\u00e1rios comentam na grande imprensa que, desse jeito, seria           melhor Lula ter ganho logo no primeiro turno. Assim, ele teria mais           tempo para montar sua equipe e acalmar o mercado. <br \/>          Nos Estados, tamb\u00e9m houve vit\u00f3rias expressivas da oposi\u00e7\u00e3o e da esquerda.           O PT passou de 8 para 14 senadores. Teremos nossa querida Serys, t\u00e3o           perseguida no Mato Grosso, como Senadora da Republica. E a bancada subiu           de 58 para 99 deputados federais. Ser\u00e1 a maior bancada da C\u00e2mara, que,           se honrada a tradi\u00e7\u00e3o, dar\u00e1 ao PT tamb\u00e9m a Presid\u00eancia da C\u00e2mara dos           Deputados. Entre os candidatos a deputado federal, n\u00e3o s\u00f3 o PT, mas           tamb\u00e9m os candidatos de esquerda foram vitoriosos. A esquerda partid\u00e1ria           recupera o f\u00f4lego. E n\u00f3s do MST, tamb\u00e9m podemos sair satisfeitos; praticamente           elegemos todos os candidatos que apoiamos nos Estados. Assim, refor\u00e7amos           nossa bancada na C\u00e2mara Federal , onde praticamente teremos pelo menos           um deputado federal por Estado. E, em quase todos os Estados, elegemos           deputados estaduais que nos apoiam. Passada a euforia dessa vit\u00f3ria           eleitoral no primeiro turno, devemos continuar mobilizados para garantir           a vit\u00f3ria de Lula no segundo turno. E depois, a partir de novembro,           nos debru\u00e7ar sobre os graves problemas de nosso pa\u00eds que a campanha           eleitoral preferiu n\u00e3o debater. <\/p>\n<p><strong>Voltaremos \u00e0 realidade<\/strong> <\/p>\n<p>Precisaremos enfrentar os graves desafios da depend\u00eancia externa, da           imposi\u00e7\u00e3o da Alca, da OMC, da d\u00edvida externa, da espolia\u00e7\u00e3o coletiva           promovida pelo capital financeiro, do latif\u00fandio, do monop\u00f3lio dos meios           de comunica\u00e7\u00e3o e das mazelas sociais que nosso povo enfrenta. Tudo isso           exigir\u00e1 um verdadeiro reascenso do movimento de massas para pressionar           por mudan\u00e7as reais e garantir que o governo Lula seja, de fato, um governo           popular. <br \/>          O ano de 2003 ser\u00e1 um ano em que aflorar\u00e1 a crise do modelo. E exigir\u00e1           grandes mudan\u00e7as. Mas s\u00f3 encontraremos as verdadeiras solu\u00e7\u00f5es se o           povo brasileiro se mobilizar. Esta \u00e9 a nossa verdadeira tarefa: organizar           e mobilizar o povo no campo e na cidade para garantir mudan\u00e7as do modelo           econ\u00f4mico, derrotar a Alca e o capital estrangeiro e iniciar um grande           programa de Reforma Agr\u00e1ria em nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>Elementos para refletir sobre a conjuntura pol\u00edtica nacional <\/p>\n<p><strong>I &#8211; Vit\u00f3ria <br \/>          <\/strong> 1. Houve uma vit\u00f3ria pol\u00edtico-eleitoral das for\u00e7as populares. <\/p>\n<p>2. O povo votou em mudan\u00e7as. Mas continua despolitizado e n\u00e3o houve           uma participa\u00e7\u00e3o entusiasta. <\/p>\n<p>3. A vit\u00f3ria eleitoral n\u00e3o foi fruto de um reascenso do movimento de           massas, foi resultado do fracasso do modelo econ\u00f4mico adotado pelas           elites. <\/p>\n<p>4. As alian\u00e7as e a forma de disputa levar\u00e3o a um governo de centro           esquerda. <\/p>\n<p><strong>II &#8211; O cen\u00e1rio<\/strong> <br \/>          1. O modelo econ\u00f4mico neoliberal que subordinou nossa economia ao capital           estrangeiro se esgotou em suas pr\u00f3prias contradi\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>2. Mas o modelo deixou duas armadilhas: a depend\u00eancia externa e vulnerabilidade           da economia \u00e0 especula\u00e7\u00e3o financeira &#8211; cambial; e a depend\u00eancia do or\u00e7amento           p\u00fablico \u00e0 d\u00edvida interna. <\/p>\n<p>3. Caminhamos para o agravamento da crise econ\u00f4mica a curto prazo.         <\/p>\n<p>4. N\u00e3o h\u00e1 solu\u00e7\u00f5es f\u00e1ceis, simples ou de curto prazo. <\/p>\n<p><strong>III &#8211; As perspectivas<\/strong> <br \/>          1. O grande capital vai continuar pressionando para que n\u00e3o haja mudan\u00e7as           nem estruturais e nem significativas. Vai continuar a propor como sa\u00eddas:           a ALCA, a OMC, o FMI, o Banco Mundial, ou seja, maior inser\u00e7\u00e3o e subordina\u00e7\u00e3o           ao capital internacional. <\/p>\n<p>2. A direita que aderiu ao governo Lula (e sua imprensa) vai exigir           combate e vigil\u00e2ncia &quot;aos radicais&quot; do PT. <\/p>\n<p>3. Ser\u00e1 um governo de disputa e tensionamentos, num quadro de crise.         <\/p>\n<p>4. O governo vai negociar o tempo todo. A proposta dos setores majorit\u00e1rios           do partido \u00e9 o pacto social, abrindo m\u00e3o inclusive de direitos hist\u00f3ricos           dos trabalhadores, em nome da governabilidade. <\/p>\n<p>5. A esquerda, em geral, e as for\u00e7as populares est\u00e3o difusas e desorganizadas.           N\u00e3o h\u00e1 um quadro de reascenso do movimento de massas. <\/p>\n<p>6. Lutar sozinhos sem mobiliza\u00e7\u00e3o de massas, pode levar a um isolamento           pol\u00edtico. <\/p>\n<p><strong>IV &#8211; Desafios para as for\u00e7as populares<\/strong> <br \/>          1. Produzir material did\u00e1tico, de todas as formas, para elevar o n\u00edvel           pol\u00edtico das massas (da\u00ed a import\u00e2ncia tamb\u00e9m de um jornal pol\u00edtico           nacional). <\/p>\n<p>2. Intensificar a forma\u00e7\u00e3o de quadros. <\/p>\n<p>3. Construir uma unidade popular para evitar o sectarismo e o isolamento.           Para isso ser\u00e1 fundamental construir um movimento popular a partir dos           comit\u00eas populares contra a ALCA, como fator de unidade entre todas as           for\u00e7as. <\/p>\n<p>4. Estimular o movimento de massas, embora seu reascenso n\u00e3o dependa           apenas de vontade pol\u00edtica. Ser\u00e1 necess\u00e1rio utilizar criativamente a           pedagogia de massas, sem cair no ceticismo do &quot;contra-tudo&quot;, e nem na           ilus\u00e3o de que agora tudo ser\u00e1 resolvido. <\/p>\n<p>        <!-- #EndEditable --><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"145\" height=\"145\" border=\"0\" src=\"http:\/\/www.sodepaz.org\/brasil\/imagenes\/Logo%20MST%20grande.gif\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>BREVE AN\u00c1LISIS DE LAS ELECCIONES Secretar\u00eda Nacional MST &nbsp; O povo votou contra o modelo das elites e FHC Passado o primeiro turno das elei\u00e7\u00f5es, todo mundo est\u00e1 fazendo suas avalia\u00e7\u00f5es sobre o que povo disse nas urnas. 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